5. SEZGİSEL OPTİMİZASYON YÖNTEMLERİ
5.1. Parçacık Sürü Optimizasyonu
Esta análise foi desenvolvida por meio de roteiro estruturado, discutido em entrevista pessoal na tentativa de elucidar perguntas e dúvidas e buscar respostas às questões propostas, a partir da visão dos entrevistados. Alguns depoimentos foram mantidos na integra para reforçar e qualificar o papel das relações públicas.
Um dos focos da entrevista foi entender a importância do profissional de relações públicas hoje, dentro das empresas e nas agências de comunicação. O que se observa é uma valorização muito grande da profissão. Houve uma mudança de pensamento quanto à atuação profissional de relações públicas. Assim, também considera Carolina Terra ¨Creio que nestes últimos anos, a imagem tem melhorado muito. Há uma melhor compreensão do que faz um profissional de RP e no que a atividade de RP pode somar às outras atividades de comunicação.”
É relevante ressaltar que cada vez mais, segundo esses profissionais, o relações públicas está mais estratégico e menos operacional. O RP tem sua formação voltada para uma visão mais estratégica de comunicação, com base na construção de relacionamentos sustentáveis.
Karina Sassoon reafirma isso enfatizando também sua função estratégica:
¨ Cada vez mais tenho notado o papel primordial do RP nas empresas. O RP, até por sua formação, acaba desenvolvendo um olhar mais abrangente, o que permite a este profissional agregar valor ao negócio e à empresa. É importante que o RP conheça profundamente a organização, seus pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades, para que possa traçar a melhor estratégia de comunicação para determinada organização.”
Ainda neste contexto, ressalta-se também o papel das relações públicas na comunicação integrada, ou seja, não é somente na organização como um todo mas também no próprio departamento de comunicação que significativamente o relações públicas cresceu. Claudia D´Amato nos diz,
¨O profissional de Relações Públicas, por sua formação mais abrangente, consegue ter uma visão mais estratégica da comunicação e não fragmentada, por ferramenta. É possível entender o mix de comunicação necessário em cada situação e sugerir ações integradas.
O que confirma seu preparo profissional para dentro do mix da comunicação atuar nos relacionamentos com os públicos da organização. É do senso comum que ainda há muito o que fazer para validar o caminhos das relações públicas nas organizações ,mas muita coisa positiva foi feita pelos profissionais que desde muito vêm focando suas atividades para a melhora dos processos comunicacionais como um todo. O que podemos afirmar categoricamente é que a boa formação profissional tem colaborado para a ascensão da comunicação dentro das organizações. Assim arremata Ana Bortoleto,
¨Além da grande diferenciação que a formação de comunicação voltada para o mundo corporativo, acredito que o principal atributo que ainda diferencia o RP perante outros profissionais de comunicação seja a atenção para os processos de comunicação
do ponto de vista de seus públicos. Isso se traduz na análise que faz de como cada acontecimento impacta e provoca reação de cada público e, a partir disso, costura resoluções, discursos, etc. ¨
Atreladas à importância das relações públicas, os profissionais elencaram áreas de atuação e atividades que hoje compõem um escopo fundamental para atuação de Relações Públicas.
Deve-se ressaltar que, de maneira geral, todos concordam que torna-se impossível o trabalho de relações públicas se esses não estivessem de alguma forma próximos da alta direção, tendo em vista os níveis de respostas exigidos para a manutenção de um bom relacionamento com os públicos de interesse da organização. Também são unânimes ao dizer que o conjunto de instrumentos de comunicação desenvolvidos dentro das organizações, de forma orquestrada, é ponto-chave para o sucesso da atividade. É atividade meio dentro da empresa, uma grande facilitadora de diversas ações ou áreas da empresa com as quais exerce função estratégica.
¨O RP pode atuar nos diversos níveis. O ideal é sua ligação diretamente à alta direção, permitindo uma visão macro e atuação estratégica independente, no qual o planejamento de comunicação é feito de forma macro e também como suporte às diversas áreas¨ - Cláudia D´amato.
Em sua maioria, os profissionais elencaram áreas e atividades, que de alguma forma já estão contempladas, ou seja as já conhecidas e exercidas há muitas décadas mas também trouxeram novos caminhos de atuação.
Podemos destacar :
Como setores de atuação: a indústria, o comércio, serviços, ONGs, turismo, governo, para indivíduos (personalidades). Agências. Nas redes varejistas de auto-serviço.
Como atividades já conhecidas:
• Planejamento estratégico, • Planejamento tático,
• Coordenação e implementação do plano de ações, • Gestão da comunicação
• Pesquisas de opinião, Pesquisas institucionais e de opinião • Eventos,
• Relacionamento com imprensa, • Gerenciamento de crise
• Comunicação interna • Comunicação Externa
• Gestão e Gerenciamento de Crise • Responsabilidade Social
• Assessoria de Imprensa • Eventos
• Pesquisa de mercado
• Relacionamento com a comunidade • Relacionamento com acionistas
• Relacionamento com cliente/consumidor • Relacionamento com fornecedores. • Marketing,
• Ouvidoria,
• Relações Institucionais • Relações Governamentais.
• Apoio e patrocínio a projetos sociais, ambientais e institucionais • Assessoria Política
• Cerimonial e Protocolo
• Reputação, imagem e identidade corporativa • Realização de projetos culturais
• Coordenação e alinhamento de publicações
- Novos paradigmas
• Gerenciamento de Questões Públicas • Avaliação e mensuração de resultados • Governança Corporativa
• Gestão de negócios
• Consultoria e gerenciamento para elaboração de manuais de ética empresarial
• Alianças corporativas
• Relacionamento com Investidores • Advocacy
• Policy
Sendo os dois últimos atividades de acompanhamento governamental O que se afigura como cenário de atuação profissional é uma vasta e bem estruturada área para o trabalho das relações públicas dentro da organização e sinergia com os processos administrativos. Quanto aos novos paradigmas de atuação para o Relações Públicas, o que fica claro é a abrangência e a inclusão de áreas que antes eram fechadas à comunicação, principalmente a governança corporativa, a gestão de novos negócios e a área de alianças, Carolina Borges conclui:
¨Por ser possível, para as Relações públicas, propiciar diferentes ângulos de visão sobre uma mesma questão e dessa maneira, contemplar de forma mais abrangente a problemática, destaco a atuação multidisciplinar, extremamente difundida e aplicada em outras profissões, como uma estratégia perante a solução de problemas e prevenção de outros. Se nos concentrarmos na atuação dentro de uma empresa, acredito no trabalho do profissional
de relações públicas dentro como foco sinérgico para o alcance dos objetivos empresariais¨.
Ao longo dos últimos anos, o campo de atuação das relações públicas passou a ser a comunicação organizacional, saindo do foco puramente institucional. ¨o entendimento é que sejam áreas imbricadas, cada qual independente, mas influenciando a outra de forma direta¨, salienta Luiz Alberto de Farias.
Diferente da posição deste autor que vê a comunicação organizacional como campo de atuação para as relações públicas. Neste tópico não há uma unanimidade, parte acredita ser a comunicação organizacional área diferente das relações públicas e outros vêem como campo de atuação da mesma. O que fica patente é que eles entendem a dimensão estratégica da comunicação organizacional, sua abrangência, englobando a comunicação institucional, mercadológica, administrativa e interna, e principalmente, vêem nessa comunicação a única forma de se atingir os objetivos empresariais.
No mais, o que se pode concluir é que, no contexto do processo de comunicação, as relações públicas contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento de atividades estratégicas que influenciassem os públicos, os relacionamentos e os procedimentos de interface social das organizações.
Assim, afirma Carolina Terra
Absolutamente fundamental. Considero as RP o liame que une todas as disciplinas, atividades e atribuições da comunicação organizacional. As RP permitem à empresa e à alta gestão visualizar todas as atribuições comunicacionais pertinentes à organização.
Também salienta Rita de Cássia Ribas
¨O profissional de Relações Públicas deve conduzir a comunicação organizacional objetivando agregar todos os interesses, opiniões e sugestões dos públicos estratégicos, analisando-os, implantando-os e gerenciando-os. Neste sentido, age como um propulsor de todos os canais de comunicação, estimulando a mobilização e participação dos públicos envolvidos no processo da organização.
Conclui Else Lemos
¨As Relações Públicas propõem um trabalho mais amplo, que exije reflexão sobre a integração entre as atividades de comunicação como um todo. É uma atuação menos "tarefeira" e mais reflexiva, que promove o agir estratégico da comunicação organizacional frente aos públicos de interesse¨.
Mas se sabe que a atuação profissional de relações públicas ganhou, na última década, grande expressão nacional, com o aumento de cursos e principalmente com o alto índice de empregabilidade, o que denota as necessidades de mercado exigindo maior demanda por profissionais e estudantes. Também isso exige um esforço muito grande dos órgãos de congregação de profissionais e das universidades no que se refere a formação e qualificação de novos profissionais, tanto no âmbito da graduação quanto da pós-graduação. E a pergunta é: o que mais pode ser feito? Sabemos que ainda é preciso um trabalho assertivo e diferenciado de disseminação do papel das relações públicas em muitas instituições, para que haja mais respeito às atividades e ao profissional. No cômputo geral, fica claro que a melhora no nível de conhecimento sobre relações públicas é muito grande, mas muita coisa ainda deve ser feita e por isso alguns fatores foram ressaltados, são eles: a participação efetiva das universidades na disseminação da importância da atuação
profissional após a conclusão do curso; e também a discussão com os órgãos de classe sobre os caminhos da profissão; um melhor posicionamento público dos órgãos de classe, bem como a criação de campanhas nacionais de esclarecimento, também focadas nos presidentes de empresas, empresários de todos os ramos e executivos; promoção de mais eventos na área em todo Brasil; e a utilização das diversas mídias para a conscientização do papel e importância do relações públicas nas organizações.
Finalizam dizendo que o papel de ser um agente divulgador da profissão cabe, acima de tudo, a quem está atuando no mercado.
Outro ponto salientado por alguns dos entrevistados é que relações públicas não pode ser um feudo fechado e hermético, mas primeiro deve congregar vários profissionais de comunicação, principalmente em seus órgãos de regulamentação e associativos. Aqui são registrados depoimentos que também merecem nossa atenção, são eles:
No que se refere a uma maior abertura do campo de atuação:
¨Penso que se deve acolher aqueles que não são formados em RP, mas as praticam, estimulando o crescimento do grupo e fomentando a sua associação. Luiz alberto de farias
¨Em primeiro lugar, desapegar-se do título. Há tantos anos os RPs brigam por uma "reserva de mercado" e por destacar quem não é RP e simplesmente perdeu espaço. Valorizar o trabalho, aprender a falar a linguagem do mercado e apresentar resultados são fundamentais para seu fortalecimento¨. Claudia D´Amato
No que se refere a atuação das associações, com foco no esclarecimento, no ensino:
¨O RP ainda está muito associado à realização de eventos ou ao assessor de imprensa. O campo de atuação do RP é muito mais vasto.
Uma das possibilidades é focar nas associações de classe que representam este profissional e mesmo as
associações com foco em Comunicação (ABA, ABERJE, ABEMD). Se elas pudessem divulgar mais este perfil, com case de profissionais que atuam no setor ou criar fóruns e debates com profissionais de RP, talvez seria uma maneira de difundir o verdadeiro papel do RP¨. Karina Sassoon
¨Ter cada vez mais representatividade profissional para tornar conhecido o importante trabalho desenvolvido, que deve ser entendido como uma ferramenta estratégica de gestão¨. Marisa Bravi
¨Um trabalho de esclarecimento a respeito da profissão junto aos empresários e executivos das organizações, bem como um trabalho de base nas escolas de administração de empresas, para que os futuros gestores conheçam a nossa atividade¨. Ethel Pereira
¨Maior integração dos profissionais, divulgação e defesa da profissão em empresas e universidades. Assim como ocorre na área de publicidade, divulgação intensa na mídia de ações de rp, empresas, agências e organização de prêmios pode reforçar no público em geral o conceito e a importância das relações públicas¨. Marilia Lobo
¨A questão é muito importante. É necessária uma atuação mais efetiva dos órgãos/ entidades de classe para divulgar, propor legislação pertinente para o exercício da profissão e o planejamento para conscientização e divulgação sistematizada das funções do profissional de Relações Públicas. No programa de divulgação é preciso ressaltar os diferenciais e os fatores competitivos deste profissional diante do mercado globalizado e contemporâneo, exemplificando atuações e situações reais¨. Rita de Cássia Ribas
¨Acredito que, antes de mais nada, o profissional que deixa a Universidade deve compreender claramente qual é o seu papel, quais suas potencialidades e como pretende atuar no mercado de trabalho. Há vários relações-públicas No mercado, mas nem sempre há uma real compreensão do papel a desempenhar.
A conscientização dos graduados sobre a importância de sua atividade profissional é o primeiro passo para que a profissão repercuta positivamente. Já temos visto muita mudança neste sentido, mas ainda há muito a fazer.
Também é importante fortalecer as entidades ligadas à área (ABRP, Conferp, etc)¨. Else Lemos
O último fator que fica patente são as questões de ensino e da existência de uma teoria de Relações Públicas. Todos sentem falta de mais publicações na área e alguns se dizem interessados em escrever sobre o assunto mas não têm tempo para concretizar o interesse.
Alguns ainda não se sentem capazes para escrever por acharem que não têm o conhecimento profundo das teorias ou o rigor acadêmico necessários, mas estariam disponíveis se o texto fosse vinculado a cases ou relatos de atividades específicas.
Sabe-se que há necessidade de profissionais se enveredarem por esta área, pesquisando, escrevendo e publicando material que possa contribuir para que, num futuro muito próximo haja, aqui no Brasil, muito mais livros, revistas e periódicos especializados em comunicação e relações públicas, além, é claro, de uma teoria que dê maior arcabouço científico ao propósito de existência das Relações Públicas.