• Sonuç bulunamadı

B NÜFUS SAYIMLAR

1- Osmanlı Devletinde Sayımlar

O Quadro 9 apresenta os resultados de profundidade de abertura do sulco para deposição do fertilizante, profundidade de deposição das sementes e área de solo mobilizado na operação de semeadura do milho.

Quadro 9. Profundidades do sulco - PSULCO e de deposição de sementes - PSEM e área de solo

mobilizado - ARMOB, em função dos fatores avaliados nos dois experimentos.

PSULCO (cm) PSEM (cm) ARMOB (cm2)

Fatores

SM BTU SM BTU SM BTU

Sulcador Disco 8,5 a 8,0 b 5,8 a 4,8 b 79,37 a 137,42 a Haste 8,3 a 10,0 a 5,3 b 5,4 a 82,95 a 139,81 a Velocidade 5,5 km.h-1 8,3 a 8,9 a 5,6 a 5,7 a 77,92 a 131,69 b 7,9 km.h-1 8,8 a 9,0 a 5,5 a 5,0 b 83,35 a 134,67 b 10,1 km.h-1 8,2 a 9,3 a 5,5 a 4,6 b 82,21 a 149,50 a Disco de corte Liso 8,4 a 9,3 a 5,9 a 5,3 a 81,20 a 139,07 a Ondulado 8,8 a 9,0 a 5,5 a 5,1 a 84,23 a 141,20 a Recortado 8,0 a 8,9 a 5,2 a 4,9 a 77,55 a 135,58 a C.V. (%) 16,59 9,40 16,41 12,81 22,47 14,65 Média 8,4 B 9,1 A 5,5 A 5,1 B 81,16 B 138,61 A

* DMS PSULCO: Exp. SM = sulc.: 0,66, vel. e d. corte: 0,97; Exp. BTU = sulc.: 0,40, vel. e d. corte: 0,59; DMS exp.: 0,38. * DMS PSEM: Exp. SM = sulc.: 0,43, vel. e d. corte: 0,63; Exp. BTU = sulc.: 0,31, vel. e d. corte: 0,45; DMS exp.: 0,26. * DMS ARMOB: Exp. SM = sulc.: 8,63, vel. e d. corte: 12,71; Exp. BTU = sulc.: 9,62, vel. e d. corte: 14,15; DMS exp.: 6,31.

Verificou-se que a profundidade do sulco não foi influenciada por nenhum fator no experimento em solo arenoso, ao passo que, no argiloso, apenas os sulcadores interferiram na profundidade. O uso de haste aprofundou em média 2,13 cm a mais que o uso do tipo disco duplo correspondendo a uma diferença percentual de 26,6%. Tal

comportamento é esperado, pois as hastes foram projetadas para atuarem a maiores profundidades. Possivelmente, no experimento em solo arenoso (SM), o sistema radicular expressivo da cultura da braquiária ofereceu maior resistência à penetração dos sulcadores e impediu que a haste atingisse maiores profundidades, contribuindo desta forma, para que a análise conjunta de experimentos detectasse diferença significativa para a profundidade do sulco nos dois experimentos, sendo que em média, a profundidade do sulco em solo arenoso com vegetação de braquiária foi de aproximadamente 11% menor que em solo argiloso com resíduos vegetais diversos.

A ausência de efeito da velocidade de deslocamento sobre a profundidade do sulco discorda de Casão Júnior et al. (2000c) que observaram tendências de redução da profundidade do sulco com o aumento da velocidade e difere também de resultados obtidos por Mahl (2002) que verificou que na menor velocidade de deslocamento houve menor profundidade do sulco.

No Quadro 10 são apresentados os resultados da interação significativa para a profundidade do sulco em solo argiloso. Verificou-se o efeito da velocidade de deslocamento para o sulcador do tipo haste em que na maior velocidade (10,1 km.h-1) ocorreu maior profundidade do sulco que na velocidade intermediária (7,9 km.h-1). A profundidade do

sulco obtida na menor velocidade não diferiu das demais.

Quadro 10. Interação entre os fatores sulcador e velocidade para a variável profundidade do sulco (cm) no experimento de Botucatu.

Velocidade Sulcador 5,5 km.h-1 7,9 km.h-1 10,1 km.h-1 Disco 7,99 ABb 7,56 Bb 8,43 Ab Haste 9,88 Aa 10,40 Aa 10,07 Aa * DMS vel.: 0,84 e sulc.: 0,70.

Com relação à profundidade de semeadura ou profundidade de deposição de sementes (Quadro 9), encontrou-se efeito dos sulcadores para esta variável em ambos os experimentos. Entretanto, enquanto que no experimento em solo arenoso o sulcador de disco duplo depositou as sementes 0,44 cm mais profundo que a haste, no experimento em

solo argiloso, esta variável teve o mesmo comportamento estatístico da profundidade do sulco, ou seja, o mecanismo sulcador de hastes aprofundou mais o sulco e depositou as sementes à uma maior profundidade em relação aos discos duplos desencontrados. Resultados semelhantes aos obtidos em solo argiloso foram encontrados por Silva et al. (2001). Por outro lado, a ausência de relação entre a profundidade do sulco e a profundidade de deposição das sementes, como ocorreu em solo arenoso, também foi relatada por Silva et al. (2000).

O efeito da velocidade de deslocamento sobre a profundidade de semeadura foi observado somente no experimento em solo argiloso em que a menor velocidade (5,5 km.h-1) proporcionou maior profundidade de deposição das sementes em relação aos demais níveis de velocidade. Resultados semelhantes aos obtidos em solo arenoso em que a velocidade de deslocamento não interferiu estatisticamente sobre a profundidade de semeadura foram obtidos por Justino (1998) e Silva et al. (2000).

Observou-se que os solos interferiram na profundidade de semeadura, sendo que apresentaram comportamento estatístico contrário ao da profundidade do sulco. A profundidade do sulco em solo arenoso foi 11% menor enquanto que a profundidade de semeadura foi 9% maior que no experimento em solo argiloso. Vericicou-se que a profundidade do sulco em ambos os experimentos não ultrapassou 10 cm, ou seja, não atingiu as camadas mais adensadas ou compactadas do solo, as quais de acordo com a Figura 2 (ítem 5.1.2) estiveram em torno de 15 e 20 cm respectivamente nos experimentos em solo argiloso (BTU) e arenoso (SM).

De acordo com o Quadro 9, os resultados de área de solo mobilizado diferiram estatisticamente apenas para velocidade de deslocamento em solo argiloso (BTU), sendo que a maior velocidade (10,1 km.h-1) mobilizou maior área de solo no sulco de

semeadura em relação aos demais níveis menores de velocidade. Tais resultados discordam de Silva et al. (2001) que não encontraram efeito da velocidade de deslocamento e, no entanto, verificaram que houve diferença significativa entre os valores de área de solo mobilizada pelos sulcadores.

Comparando-se os dois experimentos observou-se um aumento significativo de 70% na área de solo mobilizado no experimento realizado em solo argiloso (BTU) em relação ao solo arenoso com vegetação de braquiária (SM), tendo o mesmo comportamento estatístico da profundidade de abertura do sulco. Este aumento significativo se

deve à maior profundidade de abertura do sulco em solo argiloso e às características e propriedades dos solos, visto que solos argilosos por possuírem estruturas compostas de partículas menores agregadas, ao serem manejados, tendem a se romper em seus planos de ruptura natural e mobilizam maior volume de solo. Solos arenosos possuem partículas maiores e menos agregadas e, neste caso específico, associado à estrutura radicular da braquiária e seu volume de resíduos na superfície do solo, dificultam sua mobilização. Tais resultados estão de acordo com Araújo et al. (2001b) que relataram que quanto maior o teor de argila e água no solo, maior a aderência de solo nos sulcadores, independentemente de seu tipo, e por conseqüência, maior a mobilização.

Valores semelhantes de mobilização em solo argiloso foram obtidos por Silva et al. (2001) que testaram os mesmos sulcadores em três níveis semelhantes de velocidade. Por outro lado Mahl (2002) utilizando somente discos duplos desencontrados em solo argiloso encontrou valores de área de solo mobilizado próximos aos encontrados no experimento de São Manuel cujo solo é arenoso.

Com relação ao coeficiente de variação, observou-se que para todas as variáveis avaliadas no Quadro 9, houve maior variabilidade nas observações do experimento de São Manuel. Aqui também são válidas as justificativas referentes à presença de soqueiras e restevas da vegetação de braquiária nesta área experimental.

6.4 Porcentagem de sementes expostas, porcentagem de manutenção de cobertura