1.6. Osmanlı Devletinden Günümüze Türkiye’de Yurttaşlık Kavramının Gelişimi
1.6.1. Osmanlı Devletinde Birey – Devlet İlişkisi ve Reformlar
Dificilmente será derrotado quem souber avaliar suas forças e a do inimigo (Maquiavel, A Arte da Guerra|
Nesta fase do trabalho chegamos ao momento de cotejar os resultados apresentados nos capítulos 6 e 7 e procurar estabelecer uma síntese do que foi coletado junto ao ambiente externo e interno da organização.
8.1- Situação Geral
A situação geral apresentada nos capítulos anteriores apontam para um cenário institucional complexo, mas não crítico. Se, por um lado existe fortes cobranças de melhoria em itens relacionados com a eficiência, eficácia e transparência do Sistema de Controle, por outro há um amplo entendimento no que se refere à sua necessidade.
Questões essenciais a serem respondidas passam pela criação, adaptação e implementação de modelos de controle que, respeitando nossas peculiaridades culturais e estruturas sociais, consigam dar respostas mais consistentes para demandas que nos remetem a modelos próximos ao que chamamos de “gerencial”.
É pertinente que a evolução para esse dito modelo orgânico /“gerencial” não está relacionado com a adesão a um modelo único de administração, ou qualquer outra coisa semelhante. O que é importante que se destaque é a necessidade que os diversos modelos de Administração Pública tem de se organizar para enfrentar demandas crescentes das sociedades, respeitando, é claro, todas as peculiaridades dessas grupos de onde as estruturas administrativas são originadas e para quem estão orientadas para trabalhar.
A situação geral apresentada indica a existência de demandas bem claras em setores importantes dos principais “clientes” dos serviços do TCU, principalmente no que se refere a celeridade, materialidade, participação e controle social, alteração de foco para prevenção e economicidade e isenção política nas decisões. O que, de certa forma, constitui a nossa Agenda “gerencial”.
A análise das característica da estrutura ou ambiente interno nos remete a uma estrutura eminentemente burocrática com fortes traços patrimonialistas. A grande questão nesse momento é como o TCU está posicionado frente a essa realidade e qual é a sua capacidade de atender a essas novas demandas.
8.2- Análise das Principais Demandas Frente às Características Encontradas 8.2.1- Tempestividade nas Decisões
A tempestividade das decisões foi o quesito mais demandado por quase todos os atores do cenário.
Para atingir as melhorias nesse quesito vemos alguns fatores dificultadores no que se refere a estrutura do processo decisório do TCU, como os processos de comunicação e autoridade fortemente burocratizados.
Pontos fortes que podem ser potencializados são os relativos a forte profissionalização do Corpo Técnico, a estrutura organizacional flexível e a sensibilidade às demandas externas do Corpo Dirigente.
As mudanças que poderiam melhorar as questões de tempestividade passariam por menos instancias de revisão (que representam re-trabalho com pouco valor agregado), simplificação de procedimentos processuais, aumento de autonomia e redefinição de estruturas de poder (que são representadas pela autoridade burocrática centralizada) introdução de sistemas informatizados com características estratégicas.
8.2.2- Materialidade e Relevância nos Processos Apreciados
A necessidade de priorizar assuntos a serem fiscalizados e estabelecer padrões para simplificação de processos já levariam a necessidade de estabelecer critérios de relevância e materialidade mais elaborados, que redundariam em maior tempestividade no atendimento das demandas feitas pela Sociedade.Porém, o que torna mais interessante esse item foi a demanda ter partido de diversos agentes sociais. O Congresso Nacional, demandando receber informações concisas, práticas e objetivas para que ele possa exercer
suas atribuições. O Controle Interno demandando uma carga menor de trabalho em volume e maior em efetividade. Os Agentes da Administração Pública que querem ser avaliados por resultados efetivos. Os entrevistados Sociedade cobrando eficácia e economicidade do Sistema.
Como pontos fortes para o atendimento dessa demanda podemos registrar as possibilidades de capacitação, a capacidade técnica e as possibilidades de flexibilização das estruturas.
Como ponto fraco podemos citar o apego a princípios burocráticos e os processos decisórios burocrático- patrimonialistas, uma vez que renunciar a parte de uma dimensão do controle (mesmo com relação custo x benefício baixa) representa uma perda de poder.
8.2.3- Diminuição do Isolamento, Acesso mais Fácil ao Controle e Linguagem mais Acessível
As questões relacionadas com a simplificação da linguagem de controle estão intimamente correlacionadas com a transparência, o acesso e a possibilidade de controle social, que darão, em última análise, accountability ao Sistema.
Como pontos fracos temos as características da burocracia e dos processos patrimonialistas. A burocracia tem uma grande dificuldade em lidar com demandas sociais e os modelos patrimoniais não tem muito interesse em desenvolver mecanismos que promovam a participação e o controle social.
Como pontos fortes temos a sensibilidade às pressões do ambiente externo que estão sendo multiplicadas, a sensibilidade das estruturas do Corpo Dirigente e o desenvolvimento de expressões de cidadania no âmbito da própria organização, amparadas pelas modernas teorias de controle.
8.2.4- Desenvolvimento de Mecanismos de Participação e Controle Social
O desenvolvimento de novos mecanismos de participação tem se constituído como um imperativo para a legitimação das democracias ocidentais, que tem sofrido sérios
questionamentos que vão da legitimidade da sua representatividade à capacidade de resposta às realidades de um mundo informacional.
No que se refere aos pontos fortes e fracos, as observações desenvolvidas no item anterior também são válidas para este item, adicionando-se os problemas relativos aos mecanismos de comunicação identificados no TCU como eminentemente burocráticos.
8.2.5- Desenvolvimento de Ações Educativas e Preventivas
O desenvolvimento de Ações educativas e preventivas demandadas tanto por por Administradores quanto pelo Congresso Nacional representam uma alteração no foco do controle e a retomada do papel de melhoria do Sistema de Controle como promotor de melhorias administrativas, o que leva a melhor situação onde se evita o erro e o desperdício antes mesmo de sua realização.
Como pontos fortes para implementação de mudanças temos a profissionalização do Controle e o contato com outras estruturas e técnicas que mantém o Corpo Técnico em contato com o Estado da Arte no Mundo, bem como com a flexibilidade das estruturas organizacionais, percepção da instabilidade crescente no ambiente externo e sensibilidade do Corpo Dirigente para com demandas que não impliquem alteração do status quo.
Quanto a pontos fracos vemos a forma de comunicação e traços de administração burocrática que podem levar a um apego a tradições pouco produtivas para o incremento de ações educativas, bem como, a atrasos de implementação em ações preventivas.
8.2.6- Foco na Performance e Economicidade
Mais interessante que a necessidade manifesta de alterar o foco do controle, ou melhor incluir a performance e economicidade no centro do foco de controle, que está amplamente em voga nos últimos quinze anos de literatura técnica, é a demanda apresentada pelos Administradores Públicos pesquisados de serem avaliados por esses quesitos e o interesse do Congresso Nacional em receber informações que contemplem essas dimensões.
Como pontos fortes para atender as demandas solicitadas podemos enumerar a Capacidade Técnica, a percepção das mudanças no meio externo, a flexibilidade de estrutura da Secretaria.
Como pontos dificultadores podemos destacar a sensação de perda de poder das estruturas fortemente hierarquizadas da burocracia e do patrimonialismo que a alteração de foco do controle da legalidade para o controle das dimensões de eficiência, eficácia, efetividade e economicidade levam.
8.2.7- Mudanças no Processo para Minimizar as Influencias Políticas
As alterações que visem minimizar possíveis influencias políticas no processo decisório dos Sistemas de Controle certamente passam pela redução da influencia da forte tradição patrimonialista existente no Estado Brasileiro.
Como pontos fortes para auxiliar o processo temos a forte pressão social, a profissionalização crescente dos quadros burocráticos e as tendências de inserção de critérios orgânico / gerenciais.
Como pontos fracos temos a influencia de larga tradição patrimonial de Administração do Estado e a importância da Estrutura de Controle para a lógica patrimonial, o que nos leva a acreditar que a mudança a ser implementada nesse item só se processará muito lentamente e decorrente de forte pressão do ambiente.
Tabela 65
Quadro Comparativo entre Demandas Sociais, Pontos Fortes, Pontos Fracos e Principais Medidas Atualmente Adotadas
Principais Demandas apresentadas PONTOS FORTES PARA IMPLENTAÇAO DAS MUDANÇAS
PONTOS FRACOS PARA