R- proteinler olarak da adlandırılan HC, B12 vitaminini kimyasal yıkımdan korur Midede
2.2. B12 VİTAMİN EKSİKLİĞİ
2.2.4. B12 Vitamin Eksikliğinin Belirlenmesinde Kullanılan Biyokimyasal Parametreler
2.2.4.1. Ortalama eritrosit hacmi (MCV)
A lei, ao se colocar contra o fim, isto é, contra a vida, cinde o ser humano, faz com que esse se depare com um estranho (fremd)113, que se lhe impõe, mediante a expedição de interditos, imperativos contra a expressão da plenitude da vida. A lei, por isso, restringe a vida, a cerceia, impõe fardos e a oprime, reduzindo-a a uma forma de vida moral. É um positivismo legal, alienação, do qual se depreende uma moral114. Em nosso percurso de mostrar a realização do destino pela liberdade humana, através da superação do positivismo religioso judaico e do mesmo no legado cristão Católico e Protestante, apontamos a prática de Jesus. Não é nossa intenção disputar uma leitura caricata de Hegel sobre o positivismo da lei judaica, tal como aquela do antisemitismo, como defende Nythamar Fernandes de Oliveira ao afirmar que: “O antisemitismo do jovem Hegel é, com efeito, precedido de vários séculos de interpretação caricata e errônea da origem do espírito do Cristianismo a partir do Judaísmo.”115 Pois é evidente que toda religião, ao se institucionalizar, acaba se cristalizando em um corpus legum, como é o caso do Cristianismo dos seguidores de Jesus e de seu legado Católico e Protestante. Embora no escrito O Espírito do Judaísmo, Hegel mostre, a partir das narrativas de Noé, Abrão, Moisés e os Reis, o elemento de divisão em detrimento do amor que unifica, isso, no entanto, não pode ser lido como ideologia antissemita. Pois se há uma hostilidade de Hegel para com o Judaísmo, essa é de “[...] essência filosófica, na medida em que ele vê, no espírito do Judaísmo, a antítese de seu ideal de unidade e de totalidade de homem e de humanidade.”116 Na prática de Jesus há uma ética que viabiliza a instituição para além de toda a instituição que se estabelece no amor minimizando o peso institucional e maximizando a prática. O amor é a prática de vida individual que se realiza em meio às relações sociais: a realização do destino pela liberdade. No entanto, o próprio Cristianismo de Jesus deita suas raízes nas promessas da tradição judaica; ou seja, a identidade cristã tem sua fonte no Judaísmo. Inclusive, as referências que Nietzsche faz ao Judaísmo, como acentua o teólogo Johann Figl117, têm em vista a perspectiva da fé e da doutrina cristã. Nietzsche,
113 É preciso que a lei transcenda a mera posição de interdito, o seu civilismo. Para tanto, é preciso que seja um elo de unidade entre conteúdo e forma, e não de desagregação, como vinculação a um estranho.
114 Enquanto ligada meramente à forma, a lei é um conceito, por isso, moral: “Na medida em que o conceito é feito e compreendido pelo homem, não conforme o seu conteúdo, mas conforme sua forma, quando [ele é observado] como conceito, a lei é moral.” (Ibidem).
115 Cf. OLIVEIRA, 2002, p. 93 116 Cf. KÜNG, 1973, p. 160 117
diferente de Hegel, conheceu e aplicou a perspectiva histórico-crítica118 no estudo das fontes literárias vétero e neo-testamentárias, o que lhe permitiu constatar a dinâmica de continuidade entre o Judaísmo e o Cristianismo. Em sua exortação apostólica o Papa Francisco, ao falar das relações entre a tradição cristã Católica e o Judaísmo recorda que, “juntamente com eles, acreditamos no único Deus que atua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.119” O Cristianismo, por isso, somente se constituiu graças às fontes judaicas, tornando-se uma instituição. Para criar e fazer progredir a ética da sociedade em que se afirma a dignidade humana e a liberdade de seu eu autônomo, conforme Günter Rohrmoser, “[...] segundo a opinião de Hegel, Jesus tem querido o conteúdo disto que o Cristianismo histórico tem feito de sua mensagem”120: a vida de Jesus como objeto exclusivo da fé cristã. Também Nietzsche capta a essência do Cristianismo a partir da prática de Jesus.
Georg Lukács, embora contrário à leitura mística que Dilthey faz do jovem Hegel, percebe em seus escritos o esforço de superar a positividade da religião cristã vista como alienação para aquilo que, mais tarde, Hegel chamaria de exteriorização no desenvolvimento de sua dialética. A importância exclusiva que Hegel atribui à religião para a existência social histórica do homem se explica, exclusivamente, pela situação social e econômica europeia; por isso, mesmo que Hegel teve no (período de Frankfurt), um interesse social e não religioso, onde o desenvolvimento do primeiro depende do segundo. Hegel constatou, na lei positiva,121 um entrave nesse desenvolvimento por se caracterizar pela aplicação de regras e leis a casos particulares e segundo circunstâncias previamente determinadas, resultando numa vivência moral.
A vida moral cristã, em Hegel, é caracterizada como positivismo da fé cristã. No período de Berna, Hegel dedica um estudo ao positivismo da fé intitulado: O positivismo da
religião cristã. Neste escrito Hegel mostra que, em última análise, é impossível fugir ao
positivismo como um todo, pois toda a religião, ao se institucionalizar, acaba aderindo a um corpo legislativo. Neste sentido, mesmo que “[…] o ensinamento de Jesus em geral não seja positivo, nada quer fundar sob sua autoridade […] porém, também contém prescrições positivas, para adquirir o agrado de Deus, tanto através de outras práticas, sentimentos e ações
118
A perspectiva histórico-crítica tem início no séc XIX, com teólogos expoentes da tradição protestante, e se dá em três momentos: 1. tentativa de se escrever uma vida de Jesus; 2. the New Quest, o Novo Testamento não é uma crônica da vida de Jesus e sim um anúncio do querigma; 3. the Third Quest, Jesus é situado dentro de seu contexto judeu numa dinâmica de continuidade.
119
Cf. FRANCISCO, 2013, p. 138 120
Cf. ROHRMOSER, 1970, p. 28
121 A positividade da lei está ligada unicamente a sua funcionalidade prática: “As leis, se elas são eficazes somente como preceitos civis, são positivas, e porque elas são conforme a sua matéria semelhantes à moral.” (HEGEL, PRC, TWS, 1994, p. 190).
como através da moralidade” (HEGEL, PRC, TWS, 1994, p. 190). Dado que o ataque à moral é um tópico fundamental em nossa pesquisa, projeto que em Hegel se torna evidente em Frankfurt, pelo formalismo e rigidez da moral kantiana, essa crítica não o converte em negador de toda a moral, como ocorre em Nietzsche. Daremos ênfase às referências ao positivismo da fé no Espírito do Cristianismo e seu destino. No período de Frankfurt, Hegel retoma o problema do positivismo, analisando-o como um estranhamento, em que o sujeito, em sua individualidade, ao se submeter a um código individual de conduta (fremd), nele se exterioriza, determinando-se pelo mesmo, ocasionando o seu estranhamento, ou seja, a sua alienação (entfremdung). Contra a alienação presente no Espírito do Cristianismo e seu
Destino, Lukács diz que “este ensaio é um grande confronto com o Cristianismo122”. Entende- se, com isso, que é um confronto, não com o Cristianismo como um todo, mas com um modo pelo qual o Cristianismo tem sido vivenciado, a saber, pelo determinismo da lei moral. No fundo, é o mesmo confronto que Nietzsche realiza em seu Anticristo, ao acusar o Cristianismo de se ter tornado anticristão. Este anticristianismo é originado da moral dos seguidores de Jesus, que minimiza a prática de vida por este inaugurada. Contudo, o responder a um propósito sempre acidental ou contingente acaba resultando em si mesmo irracional, pois o próprio Jesus, ao agir, compreende as sua razões, se estas permitem formular-se como um princípio capaz de regular o agir. Uma leitura arbitrária e caricata da lei judaica, ao se impor sobre o povo, não permite com que esses se reconheçam na lei, mas acabam por determinar-se por ela. O que aparece não é mais o sujeito, portador de uma plenitude de vida, mas apenas como mero cumpridor da lei. É na medida do cumprimento da lei que este vai adquirindo o estatuto de judeu; por isso, o que há de mais genuíno, nele se apaga, para dar espaço ao que nele é externo a ponto de determiná-lo. Esta determinação no negar o seu si mesmo, da qual resulta nada senão uma gélida conformidade servil e uma lei autoritária, repercute em uma dissolução do próprio sujeito; uma inclinação niilista e passiva diante da moral que dita normas de vida, impedindo com que ela nasca de dentro do humano, como vontade de vida.
No Espírito do Cristianismo e seu destino Hegel apresenta uma interpretação da história do povo judeu e da religião judaica. A seu ver, isso que tem corrompido a fé crista, se deu pela absorção da forma positiva da lei, garantindo o poder e a autoridade do Estado. Da mesma forma, Nietzsche no Anticristo vê a moral como a anulação de si. Assim o positivismo da lei e a moral tem, como consequência, a alienação. A teoria política de Hegel tem como meta a realização da liberdade que passa pela emergência da ordem religiosa, pela realização
122
de natureza ética subjetiva; logo, a lei positiva implica, numa fé positiva. Contudo, em que consiste precisamente esse positivismo da fé?