R- proteinler olarak da adlandırılan HC, B12 vitaminini kimyasal yıkımdan korur Midede
2.2. B12 VİTAMİN EKSİKLİĞİ
2.2.4. B12 Vitamin Eksikliğinin Belirlenmesinde Kullanılan Biyokimyasal Parametreler
2.2.4.5. Metilmalonik asit (MMA)
O que tem animado Hegel, sobretudo, em seu estudo sobre o Cristianismo é se o Cristianismo serve como religião apropriada para a modernidade, ou seja, se ele aproxima da religião dos gregos antigos, caracterizada pela proximidade que mantém entre os deuses e os humanos. Assim, de Tübingen a Frankfurt, Hegel tem operado modificações em seu pensamento, motivadas pelo estranhamento, observado tanto na alienação kantiana entre lei moral e paixões humanas, como na alienação cristã entre Deus e a humanidade. Como no kantismo, o Cristianismo acabou sucumbindo ao seu destino: o formalismo moral, não o Cristianismo de seu fundador, tal como pensa Nietzsche, mas o de seus seguidores. Na fé positiva, decorrente do positivismo da lei, frontalmente criticada pelo Jesus histórico, não há reconhecimento, senão apenas uma determinação alienante, descolada de seu próprio “si mesmo”, desencarnada e amorfa, portanto, vazia e formal, sem implicações num conteúdo concreto. Jesus superou a positividade da lei e da fé123 judaica expressa através de uma religião positiva, superando o formalismo na virtude124. A crença nessa lei está ligada a um objeto como fim em si, que não se pode questionar. Ela resulta numa moral de obediência positiva, da qual decorre um vazio formalista, em partes que se estranham a si mesmas. Pelo estranhamento das partes envolvidas, deriva-se a própria falência do projeto de humanidade, isto é, a perda dos laços que a une numa totalidade em relação: o compromisso que Hegel reconhece por parte da ética cristã, tal como Nietzsche, tem oposto a ética grega ao bem moral, uma religião da comunidade universal, mas ao mesmo tempo com consciência individual, que opõe o seu ethos a toda a moralidade positiva125.
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É importante estabelecermos uma distinção no que toca à fé e à crença. A fé diz repeito a uma atividade emotiva, portanto muito mais ligada à religião; enquanto que a crença diz respeito a uma atividade cognitiva, portanto muito mais próxima à verdade filosófica. Assim, Hegel vê a crença cristã como um momento para se atingir o topo que corresponde ao estágio filosófico. Portanto, para que isso aconteça é necessário que o estágio religioso não se torne uma verdade acabada, positiva, mas aberta. Por isso, a dimensão própria da fé, que implica em sentimentos e emoções não pode se cristalizar em leis e normas fixas. “A fé é um conhecimento do espírito através do espírito, uma sensação do infinito no outro […] a fé é apenas possível se no crente há uma elemento divino o qual redescobre a si mesmo como natureza própria, no qual acredita” (ORMISTON, 2004, p. 19).
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Cf. HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 336
125 Na medida em que lei e inclinação estão em oposição, se instaura a moral, em que “[...] lei e inclinação ainda ocorrem como particulares, como opostos e porque ela poderia ser facilmente entendida como um apoio da disposição moral.” (HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 326).
Na aporia que Hegel procura superar através da positividade e da objetividade no
Espírito do Cristianismo e seu destino, Lukács a vê como um testemunho de profunda crise.
Frente a isso, Hegel procura, no plano político e social, resolver as contradições do homem moderno e de sua cultura. Para Lukács, Hegel estava tão tomado pelos problemas sociais de sua época que não se deteve nas questões da mística religiosa. Sob esse ponto de vista, discordamos de Lukács, pois o jovem Hegel reflete o problema da religião, enquanto instituição importante a influenciar os destinos da vida social e econômica. Mesmo que Hegel tenha como meta discutir os problemas sociais, estes passam pela mística cristã, como Dilthey, que acabou tomando a forma de instituição positiva ao separar lei e inclinações.126 Assim, as posições de Dilthey e Lukács pactuam da questão de se o espírito do Cristianismo é compatível com o novo mundo da liberdade. E para tal, este deve se apresentar não cristalizado na lei, mas como mobilidade, força, Leistungsfähigkeit (potencialidade).
Pela análise da personalidade do fundador do Cristianismo, Hegel ataca o aspecto positivo que tomou conta da religião e, assim, reestabelece a religião da idade da antiguidade grega, que privilegia a dimensão da comunidade, vive vida livre e unificada e não petrificada em um individualismo, típico do fenômeno da modernidade, expressa, em termos de religião, no Protestantismo. Nesse, a ética é reduzida à moral como um código individual de conduta. Em sua incursão pelo Cristianismo, Hegel tem, como background, o Protestantismo, do qual faz parte. Ele mesmo fora egresso do seminário preparatório para pastores, em Tübingen e teve a intenção de tomar o Protestantismo como a religião da modernidade. Contudo, se, por um lado, o Protestantismo acentua a liberdade do fiel em sua relação direta com Deus, por outro lado, em tal relação, as mediações históricas passam a ser excluídas e, com elas, também, a liberdade. O que passa efetivamente a valer na teologia luterana é o primado do indivíduo fiel e sua relação iluminada pela graça de Cristo, único mediador com Deus. A fé que daí se deriva é alimentada pela Escritura. Diante disso, para Hegel, sem as mediações históricas, o Cristianismo passa a operar através de um legalismo vazio: um pietismo desencarnado, difundido entre os reformadores religiosos e que se dá pela redução do caminho do fiel a Deus apenas pela fé: uma fé sem mediações históricas, portanto positiva. A lei passa a ser encarada como adesão do fiel pura e exclusivamente pela fé. Com isso, mais uma vez, aparece o elemento do estranhamento da lei, como algo descolado da realidade, sem infusão na história. O legalismo, inaugurado pela adesão da fé do fiel diretamente com Deus, o coloca numa posição de um ser que se submete a leis que sequer ele mesmo conhece, e
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sobre elas não possui nenhum controle. Nietzsche acusa o espírito do Protestantismo por operar um retorno ao espírito apolíneo, o espírito da lei, da ordem e da moderação dos instintos. O Protestantismo combate a mundanização da modernidade, através de um ataque ao: “[…] grande Sim a todas as coisas belas, elevadas, ousadas! ...”(NIETZSCHE, AC, KSA, § 61, 1999, p. 251). Ou seja, seguindo a mentalidade protestante, não se admitem as mediações históricas, senão apenas o vínculo do fiel diretamente com Deus, que unicamente justifica a humanidade pela morte de seu filho na cruz, daí a ênfase da teologia da cruz e a negação do mundo em nome de um além. A expressão Reino de Deus perde a sua conotação de totalidade reconciliada que é força que se depreende da própria pessoa de Jesus para assumir a de um código de leis positivas espiritualizadas: esse código revela cansaço, fraqueza, negação da vida127. No entanto, em sua compreensão, o Cristianismo é uma religião do coração, e que, na sua versão protestante, acabou tornando-se uma religião do dever, da lei. O Cristianismo é, no seu sentido mais genuíno, uma experiência de vida, “[…] a experiência “vida”, no único modo como ele a conhece, nele se opõe a toda espécie de palavra, fórmula, dogma, fé, lei. Ele fala, apenas, do que é mais íntimo: “vida”, “verdade”, “luz” é sua palavra para o que é mais íntimo” (NIETZSCHE, AC, KSA, § 32, 1999, p. 204).
Apesar de suas críticas ao Cristianismo da lei, do qual decorre um modo de vida moral, Nietzsche revela-se como um homem de fé, profundamente preocupado com o seu destino. Conforme ele afirma no princípio de seu Anticristo: “Tornamo-nos sombrios, chamaram-nos de fatalistas. Nosso fatum [fado, destino] – era a plenitude da tensão, a contenção das forças. Éramos ávidos de relâmpagos e atos, ficávamos o mais longe possível da felicidade dos fracos da ‘resignação’” (NIETZSCHE, AC, KSA, § 01, 1999, p. 169). O Cristianismo que Nietzsche assume não é aquele da resignação, mas o da plenitude de vida:
Lebensfülle, que é tensão como Leistungsfähigkeit (potencialidade) a atingir os Lebenshöhepunkte. Se assim não fosse, não teria posto como centro de suas críticas o mesmo
Cristianismo, com tudo o que isso demanda. Refletir sobre o espírito do Cristianismo tem sido a meta principal de Nietzsche, de cuja reflexão emanasse o Cristianismo em sua genuinidade, como uma prática de vida, e não um conjunto de leis e uma teologia especulativa. Também Hegel, segundo John W. Burbidge, “[…] não define religião em termos de doutrinas ou crenças somente; a religião incorpora muito mais: ela inclui práticas religiosas – o imediato
127 Para Nietzsche, o Cristianismo, ao se afirmar como um modelo institucional baseado na autoridade, revela a franqueza: “O que é mais nocivo que qualquer vício? – A ativa compaixão por todos os malogrados e fracos – o Cristianismo... (NIETZSCHE, AC, KSA, § 02, 1999, p. 170).
do sentimento, e a prática pública do culto”128. Foi esta prática de vida, implicada numa dimensão de totalidade da vida, que ele mesmo veio inaugurar, “[…] apenas a prática cristã, uma vida tal como a viveu aquele que morreu na cruz, é cristã” (NIETZSCHE, AC, KSA, § 39, 1999, p. 211). O Cristianismo inspirado na prática de Jesus consiste numa verdade que, para além de teórica e contemplativa é, como na concepção grega, operativa129. A prática concreta de Jesus confere o elemento crístico a todo cristão, sua vida, morte e destino, para além da casuística moral e da lei. É no conjunto da pessoa e do destino de Jesus que se compreende o sentido do ethos cristão, “[…] a reconciliação no amor. A reconciliação do destino no amor.130” É com este Cristianismo genuíno da prática de Jesus que Nietzsche se mostra simpático, razão pela qual já em uma carta à Heinrich Köseliz, em agosto de 1881, diz: “Eu seria um homem muito melhor se tivesse tomado o Cristianismo mais a sério” (NIETZSCHE, CR, KSA, 1981, p. 179). Aquela mesma ambiguidade vivida no contexto de Jesus pelo acento à lei moral em detrimento da vida e suas inclinações, também Hegel e Nietzsche vivenciaram no contexto do Romantismo ao oporem-se à razão do esclarecimento. O acento na moral é diametralmente oposto ao verdadeiro espírito do Cristianismo, razão pela qual “Nietzsche nunca deixou de respeitar aquele sincero e ‘genuíno Cristianismo’, que ele considerou possível em todos os tempos’.131” Jesus é um modelo que não pode ser copiado, mas um protótipo a ser concretizado em diferentes tempos, lugares e pessoas: “O que ele é, revela-se no que faz.132” A práxis de vida apontada por Jesus concentra palavra, ação e destino. Esse Cristianismo sincero e genuíno é a prática de vida que não se fixa na lei que deriva de uma fé positiva, sem mediações, mas ultrapassa a positividade a fim de que apareça o humano em sua plenitude mediada pelas inclinações instintivas, como Leistungsfähigkeit (potencilidade) para o alcance da culminância potencial. A crítica ao positivismo da fé cristã culmina no resgate da uma prática de vida cristã genuína. Qual seria, contudo, o ponto de encontro nas críticas de Hegel e Nietzsche a esse positivismo?