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Banka ile bağlı ortaklıkları arasında özkaynakların derhal transfer edilmesinin veya borçların geri ödenmesinin önünde mevcut veya

A análise dos dados coletados por meio dos dois métodos acima apresentados foi realizada com o auxílio do software Atlas.ti 5.2, desenvolvido por Muhr, em um projeto de pesquisa da Technical University of Berlin (FLICK, 2009). Segundo Kelle (2008), em meados da década de 1980 começaram a ser desenvolvidos diversos softwares para auxiliar a análise qualitativa, os quais permitem um melhor manejo de grandes quantidades de dados, agrupando passagens do texto que tenham algo em comum, o que facilita a organização das informações, assim como ocorre com o Atlas.ti. Neste sentido, o uso do computador surge como um suporte para o trabalho do pesquisador, sem anular seu trabalho, uma vez que as análises dependem exclusivamente deste ator, a quem compete criar seus esquemas de análise (GILZ, 2007). Podem ser citados como benefícios da utilização do programa, para o trabalho investigativo, segundo Flick (2009) e Keller (2008), o melhor aproveitamento do tempo; o auxílio no tratamento de grandes quantidades de dados, tornando o processo de análise mais sistemático, rigoroso e explícito, ao abrir a possibilidade de se documentar exatamente como se deram as análises e a codificação teórica, na qual as categorias são vinculadas aos segmentos textuais; a possibilidade de novas formas de administração dos textos, dos códigos e da conexão estabelecida entre eles; e a contribuição para a associação de dados textuais e visuais, já que comporta arquivos de texto, imagem parada e vídeo.

O Atlas.ti, segundo Flick (2009), pode ser classificado como um construtor de redes conceituais ou construtor de teorias baseadas em códigos. Por meio de Unidades Hermenêuticas, nas quais todos os dados dos Documentos Primários (P-Docs) são agrupados e mais facilmente localizados (GILZ, 2007), o programa unifica o texto a ser analisado, as codificações e as interpretações a ele associadas, estas últimas por meio de comentários (Comment) e memorandos (Memos), permitindo organizar, tratar e arquivar os dados (KELLER, 2008). O software possibilita a recuperação de segmentos de textos (Quotations), ou seja, fragmentos do texto analisado, integrados a códigos (Codes), os quais viabilizam o agrupamento de unidades de sentido com elementos comuns, a que chamamos categorias. Estas, por sua vez, agrupam-se em Famílias (Families), ao que chamamos anteriormente de “grandes categorias”. O software gera, ainda, a apresentação gráfica (Networks) da relação entre Families e Codes, a partir da construção de vínculos entre as categorias (link code to), permitindo diferenciar se estas relações são de associação, pertença, causa, contradição, similaridade (CIDADE, 2012) ou, ainda, se uma categoria é propriedade da outra.

Em nossa pesquisa, o primeiro momento da análise consistiu na transcrição dos Mapas Afetivos e das entrevistas e sua inserção no software, criando-se duas Unidades Hermenêuticas, cada uma correspondendo a um dos métodos. Seguiu-se a esta etapa a categorização, na qual foram identificadas e agrupadas as unidades de sentido com características comuns, e, por fim, foi feita a análise das relações encontradas entre as categorias dos dois bancos de dados, inclusive com a criação de Famílias, que reúnem códigos a fins, com base na análise conceitual (GILZ, 2007). A partir disto, o software gerou, além dos networks, um documento com todas das Codes e as Quotations correspondentes, facilitando a consulta aos dados.

A construção das imagens dos Mapas Afetivos, referentes à primeira parte do instrumento, foi realizada pela análise do conjunto geral das questões de 1 à 4 e não pela frequência das categorias. Assim como requer o instrumento, também não houve interpretação do desenho, por parte da pesquisadora. Nesta etapa, classificamos como imagem de Contraste os mapas que apresentaram, nas qualidades e sentimentos, acentuada polaridade entre aspectos positivos e negativos do serviço, como por exemplo, suporte e falta de apoio; campo potencial e potencialidades não trabalhadas; satisfação e medo. A imagem de Destruição expressou-se na ênfase em aspectos despotencializadores do ambiente, mais relacionados à características físicas e organizativas dos serviço. Consideramos a imagem de Insegurança nos mapas em que foi elencada maior quantidade de aspectos negativos do ambiente, relacionadas à instabilidade. A imagem de Pertencimento foi definida nos mapas em que, de

modo geral, houve predomínio de elementos que denotaram identificação do sujeito com o lugar. Já a imagem de Agradabilidade não foi encontrada nos Mapas Afetivos, aparecendo somente nas entrevistas, constituída de segmentos dos textos que refletiram sentimentos de vinculação ao território, com ênfase em suas qualidades positivas.

Como anteriormente exposto, na adaptação e elaboração de nossos instrumentos, buscamos alinhá-los de modo que as perguntas utilizadas nas entrevistas fossem capazes de complementar os dados obtidos pelos Mapas Afetivos. Deste modo, a construção das categorias da entrevista associadas àquelas encontradas na segunda parte dos Mapas Afetivos – questões de 5 a 8 –, que serão apresentadas adiante, seguiu a análise de frequência, tendo por base, inclusive, os critérios utilizados para a definição das imagens dos Mapas, como apresentados acima. Consideramos na grande categoria “Dificuldades” os aspectos que os sujeitos identificaram como obstáculos à prática, o que permitiu associar a questão “Quais as principais dificuldades no cenário de práticas?”, da entrevista, com “O que poderia melhorar no serviço?”, componente do Instrumento Gerador dos Mapas Afetivos, ambas relacionadas a afetos mais negativos. Construímos a categoria “Potencialidades” a partir das falas dos sujeitos, as quais relacionaram o quê no território facilitava a atuação, contribuindo para um fazer mais satisfatório, segundo a avaliação dos participantes, já que em ambos os casos as respostas tendem a apontar para uma afetividade positiva em relação ao território.. Isto garantiu que pudéssemos associar a questão do que potencializa a atuação em campo (das entrevistas) com o que gosta no serviço (dos Mapas Afetivos).

A categoria Formação Acadêmica foi construída a partir das percepções e avaliações dos sujeitos acerca do processo formativo que haviam vivido durante a graduação, envolvendo atividades de ensino, pesquisa, extensão e estágios. A construção da categoria Residência Integrada em Saúde, de modo similar, orientou-se para a avaliação dos psicólogos- residentes acerca do programa, bem como do que os motivou a cursar a RIS. Por fim, a categoria Práticas desenvolvidas buscou agregar as atividades realizadas pelos residentes no campo de práticas.