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Em Juiz de Fora, tão logo começou a se formar uma sociedade, começaram a surgir a primeiras capelas. A primeira capela da qual existiram registros, foi a construída por Antônio Vidal, na Fazenda do Juiz de Fora e inaugurada em 13 de junho de 1744. Segundo Oliveira (1953), sua localização seria onde hoje se encontra o Grupo Escolar Duarte de Abreu. A segunda capela, construída por Antônio Dias Tostes (pai), entre Retiro e Caeté teve sua autorização efetivada em 13 de novembro de 1821. Nesta época, também foi autorizada a construção de um cemitério ao lado da capela em questão. A capela localizada na planta feita pelo engenheiro Halfeld em 1844 foi finalizada em 1847 (FIG. 7). Dedicada a Santo Antônio, padroeiro da

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cidade, teve pouco tempo de utilização. Com grande legado a atender, inicia-se a construção de uma nova capela, no lugar da existente, maior, para atender a todos os fiéis. A nova capela, a quarta da cidade, deveria funcionar como filial da matriz de Simão Pereira. Acredita-se que esta capela seja a que tenha dado origem à atual Igreja Catedral, a maior igreja da cidade.

José Venâncio Justiniano Costas, professor de música instrumental e vocal, criou a “Companhia de Música” em 14 de maio de 1846. Desde então as atividades artísticas musicais foram iniciadas, possibilitando a revelação de artistas como Francisco Vale, Guilherme Fontainha, João Veloso, Duque Bicalho, e outros. A cultura musical na cidade permanece até os dias atuais, com destaque para os corais que se apresentam em eventos municipais e representam o município em eventos na região (OLIVEIRA, 1953).

O Colégio Roussin, transferido de Mariana para Juiz de Fora, foi o primeiro colégio a ser estabelecido na região (1860). Sua localização era na Avenida Rio Branco, quase em frente ao Hospital Santa Casa. Em 1869, com a presença do imperador e da imperatriz, Mariano Procópio inaugurou a Grande Escola Agrícola, mas esta não chegou a formar nem a primeira turma. No local onde hoje se encontram as instalações do 10º Batalhão de Infantaria do Exército, a Escola foi vendida ao capitalista João José Vieira que a partir de 1884 começou a alugá-las a diversos colégios. Primeiramente ao São Salvador e posteriormente ao Granbery (OLIVEIRA, 1953).

FIGURA 7 – Capela de Santo Antônio em 1847 Fonte: Lessa (1985:54).

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Na tentativa de conseguir a transferência do Colégio D. Pedro II do Rio de Janeiro para Juiz de Fora, funcionando como internato, foi oferecido ao governo imperial o terreno onde hoje se encontra a Igreja São Sebastião, mas que na planta de Dodt previa uma escola. Esta transferência não foi efetuada e Halfeld, em 1872, não se manifestou contra a construção de uma igreja no local.31 (OLIVEIRA, 1953).

O primeiro jornal da cidade foi “O Constituinte” mas não se tem muitos registros deste. O segundo, “O Imparcial”, era um semanário abolicionista. Em 22 de julho de 1870 foi feita sua primeira edição comunicando que seu editor, o advogado Francisco de Assis Mendes Ribeiro, se responsabilizaria pela entrega deste novo jornal aos assinantes de “O Constituinte”. “O Imparcial” foi extinto antes do fim do ano. Em 1871, Thomaz Cameron começou a imprimir em Juiz de Fora o semanário “O Pharol”, que era editado em Paraíba do Sul desde 1866. Seis anos depois, o jornalista George Dupin assume sua direção. O Pharol foi o terceiro jornal cronologicamente, mas o melhor e mais duradouro na época. Posterior a este, seguiram-se outros jornais de prestígio: Correio de Minas, Jornal do Comércio, Diário de Minas, O Dia, entre outros. Hoje, dos mais antigos, ainda em circulação, podemos ter acesso ao Diário Mercantil e ao O Lince (BASTOS, 2004).

Em 20 de março de 1878 foi inaugurada a Escola Pública Municipal, no prédio assobradado que existiu na Rua Marechal, esquina com a Avenida Rio Branco, financiada pelo Barão de Cataguazes. No inicio da década de 1890 foram inauguradas duas escolas particulares: o Granbery (1890) e a Academia de Comércio (1894). Quando estas duas escolas implantaram seus cursos superiores, foi aberta a possibilidade da criação da Universidade Federal de Juiz de Fora, inaugurada em 1960. A Escola Normal foi fundada em 1894 e funcionava no prédio onde antes era o mercado da cidade. Posteriormente foi transferida para o palacete Santa Mafalda.32 O Grupo Escolar Delfim Moreira, sob a direção de José Rangel, foi

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A opinião de Halfeld, para a construção neste terreno, torna-se importante pelo fato de ter sido doada esta área para a construção de uma escola.

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Local onde atualmente funciona a Escola Estadual Delfim Moreira. Este palacete foi construído para receber o Imperador D. Pedro II em 1861 quando foi a Juiz de Fora presenciar a inauguração da Cia. União Indústria. No entanto o Imperador recusou o presente. O Comendador Manoel do Valle Amado, responsável por sua construção, insatisfeito com a recusa, fechou a casa ordenando que nunca fosse habitada. Desejo esse que só foi rompido quando o imóvel foi doado à Santa Casa em

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inaugurado em 4 de fevereiro de 1907, com 470 alunos. Seu funcionamento era diurno. O segundo Grupo Escolar, no período noturno, foi inaugurado em 23 de março do mesmo ano com 396 alunos matriculados no dia de sua instalação. Ambos ficaram conhecidos como Grupos Centrais (LESSA, 1985).

Juiz de Fora foi uma das primeiras cidades a receber verbas educacionais do Estado. A justificativa era a sua dinâmica vida cultural e a influência que exercia sobre a região. Com essa política estatal, a escola, na cidade, tornou-se um espaço reconhecido pela população como instrumento de mudanças, criadora de hábitos, voltada para instrução, formação e profissionalização, mediadora entre sujeitos sociais e sociedade. A escola, não mais, é tida apenas como espaço de racionalização do conhecimento (OLIVEIRA, 1953).

A Academia Mineira de Letras foi fundada em 25 de dezembro de 1909 mas só foi instalada em 13 de maio de 1910, permanecendo na cidade até 1915.33 Machado Sobrinho foi o principal responsável por sua fundação e instalação, tomando todas as atitudes necessárias para a concretização da Instituição. Sua intenção era que a Academia fosse destinada exclusivamente à esfera intelectual, sem fins lucrativos, visando a cultura artística e literária. Por isso enfrentou problemas financeiros, mas conseguiu superar com auxílio da Câmara Municipal. Devido ao prestígio que a cidade conquistou por ser a mais culta e civilizada de Minas, Artur Azevedo a intitulou “Atenas Mineira”. Outro motivo por ter sido comparada à cidade grega mais rica culturalmente, foi o número de escritores que nela nasceram e a projetaram no âmbito nacional, tais como: Paulo Japyassu Coelho, Geralda Ferreira Armond, Cléa Gervason Halfeld, João Ribeiro de Oliveira, Wilson de Lima Bastos, Carlos da Rocha, Belmiro Braga, Albino Esteves, Pedro Nava, Dormevelly Nóbrega, Murilo Mendes, entre outros.

Como visto, o desenvolvimento cultural da cidade foi um fator propulsor para Juiz de Fora. Os acontecimentos citados influenciaram o seu crescimento da cidade, trazendo investimentos do Governo e incentivando os cidadãos a investirem no

1904. Então, em 1907, o prédio foi ocupado pelo primeiro Grupo Escolar de Minas Gerais (LESSA<, 1985)

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espaço da cidade urbano para uma melhor qualidade de vida. Conseqüentemente, os espaços de uso coletivo foram mais valorizados para este fim, pois passaram a ser mais utilizados para apresentações de atividades culturais desenvolvidas na cidade pelos cidadãos.

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Benzer Belgeler