2. BAKIR HAKKINDA GENEL BĐLGĐLER
2.3 Bakır Rezervleri, Üretimi, Tüketimi ve Ürün Standartları
2.3.12 Organik polimerler
Segue, na ordem, a conclusão referente à segunda questão norteadora: o quanto os usuários (funcionários), percebem a TI (Tecnologia da Informação) como um importante recurso de valor estratégico na SEFAZ-PE?
Conclui-se que os usuários (funcionários) percebem o valor estratégico da TI na SEFAZ-PE, pois a sua forma de atuação reforça o conceito de Grant (2002) onde a definição da estratégia de uma organização inicia-se através de onde e como é a sua atuação (conteúdo e processo estratégico). Esse lastro de ação da organização assegura o alcance dos seus objetivos, revelando com quais recursos e mercado ela se envolve, demonstrando a forma pela qual ela procura alcançar uma vantagem competitiva (operação). Esta conclusão quantifica, de forma positiva, a segunda pergunta norteadora da pesquisa.
Para tal, descreve-se a fundamentação dos achados que orientaram e positivaram a conclusão desta questão de pesquisa.
As organizações vêm fazendo uso cada vez mais intenso e amplo da Tecnologia de Informação (TI) como uma poderosa ferramenta que altera as bases de competitividade, estratégicas e operacionais, das empresas. Elas passaram a realizar seu planejamento e criar suas estratégias voltadas para o futuro, tendo a TI como uma de suas principais bases, em virtude de seus impactos sociais e empresariais (Albertin, 1999). E isto é uma realidade social, que impacta diretamente as realidades empresariais, alterando sua forma de gerir e produzir. O estudo identificou esta realidade como intimamente ligada à cultura organizacional da SEFAZ-PE, alterando as relações pautadas em normas e procedimentos, cujo objetivo é a criação de um diferencial competitivo através desse recurso.
133 O desenvolvimento e a implementação de projetos de TI em uma organização denotam características próprias que necessitam ser estudadas e planejadas em conformidade com o ambiente. É impossível atuar da mesma maneira e executar as mesmas atividades, de forma exatamente igual, de um projeto para outro. Isso negaria a necessária condição estratégica para este recurso, sua unicidade e especificidade como produto.
Todo projeto, porém, deve considerar o seu valor perante a organização para a qual está sendo executado: para o seu planejamento, aprovação e execução. O que torna imprescindível a determinação efetiva do valor estratégico de TI.
Os achados abalizaram as conclusões a seguir, no que se refere à percepção de valor por parte dos usuários (funcionários) para os itens específicos do recurso analisado (TI) e sua relação com a estratégia organizacional.
5.2.1 Percepção do Valor da Marca, Valor intrínseco e de Retenção
Sabe-se que não são mais os atributos tangíveis de um produto ou serviço, isoladamente, que garantem o estabelecimento e a continuidade da relação entre uma empresa e seus clientes. Sabe-se que esse conjunto passa a ser orientado pela marca de uma empresa que promete e garante a venda e a pós-venda de um bem ou de um serviço.
A percepção positiva ou negativa do que os clientes recebem se concretiza no sinal – a marca – que identifica as virtudes ou os defeitos de um fornecedor. A sustentação, a qualidade e a continuidade das relações positivas que conseguem ser estabelecidas, acabam por consolidar o sinal – a marca – como as melhores referências de identificação e, provavelmente, de repetição do ato de consumo.
É possível concluir que uma marca é o retrato de uma empresa ou produto. Portanto é como se pode ver o produto sugerido. No caso em questão, o recurso TI é visto de duas formas: a sua relação direta e de parceria para construção de determinados sistemas (software) e, outra, indireta junto aos fornecedores de equipamentos (hardware). Ou seja, a marca do produto ou empresa fornecedora tem, como visto nas análises do caso estudado, essas duas interpretações. E para a questão de garantia real de assistência, foi considerada a abordagem do recurso como hardware, haja vista a parceria com a ATI no desenvolvimento de sistemas.
134 A “marca”, valor intangível apresentado anteriormente, mostra que, mesmo para as questões pragmáticas vistas com certa tangibilidade como a relação custos
versus benefícios, foi apresentada com alto índice de importância – 98%, e o retorno do investimento em menor tempo com 89,33%. O que significa que a conceituada “marca” SEFAZ, item de valor, foi percebido sob uma influencia emocional, atribuída ao nível de envolvimento com a atividade e marca do recurso apontado.
O mais importante talvez não seja realmente o valor financeiro, mas sim o quanto é percebido como valoroso pelo cliente (funcionário) e o quanto a marca consegue influenciar de forma emocional a sua relação. Essa relação intrínseca de valor, com possibilidade de não quantificação, é o que influencia a sua possível lealdade. Como apresentado nesta pesquisa, não são as compensações oferecidas em troca dessa fidelidade, mas os serviços complementares e de apoio ao produto, que garantem a continuidade do relacionamento.
A seguir, são apresentadas as avaliações e conclusões dos recursos estratégicos, pautados em fonte teórica, onde os recursos tangíveis são categorizados como monetários e físicos, e os recursos intangíveis em humanos, organizacionais e relacionais. Apoiando esse conceito, os recursos incluem todos os ativos tangíveis e intangíveis pertencentes e controlados pela organização, permitindo-lhe conceber e implementar estratégias (no caso, a TI), que resultem em melhoria da sua eficiência e eficácia.
5.2.2 Recursos Financeiros, de Capital Humano e Organizacional
Dentre os recursos tangíveis, o fôlego financeiro e as expectativas decorrentes de retorno sobre os investimentos realizados em adquirir, conceber e implementar a TI são percebidos como altamente importantes. No entanto, tal condição, apesar de valiosa, não é rara ou difícil de imitar. Outras organizações também conseguem obter tais recursos e, se não os têm no momento, podem adquiri-lo em um tempo relativamente curto ou inferior ao necessário para que a SEFAZ-PE consiga explorar plenamente os resultados desses investimentos.
Os recursos físicos como a localização da empresa fornecedora, não são percebidos como um ponto crucial na gestão estratégica deste recurso (TI), mas a planta organizacional e equipamentos são vistos como de grande importância para auferir melhores resultados ao recurso em questão.
135 Pode-se concluir que as fontes reais de diferenciação advêm dos tipos mais intangíveis de recursos; traços idiossincráticos como cultura, liderança estratégica e know-how, que permitem a empresa imprimir suas estratégias competitivas no mercado com sucesso. Elas se tornam de difícil imitação, porque isto só seria alcançado se toda uma estrutura organizacional favorecesse ser replicado
Os procedimentos da SEFAZ-PE norteados por seu modelo de gestão, uma administração por resultados, suportam a exploração dos recursos valiosos, raros e difíceis de imitar: a estrutura formal, os sistemas explícitos de controle, as políticas de compensação e, principalmente, pela ótica dos entrevistados, o papel do departamento da TI da organização (SEFAZ-PE) e da ATI (Agencia de Tecnologia de Informação de PE) em conduzir os processos de mudança e em identificar as necessidades antes de serem apresentadas como demandas urgentes.
Sabe-se que as organizações dependem, de uma forma maior ou menor, do desempenho humano para o seu sucesso. Portanto, as empresas têm se organizado para desenvolver e aprimorar os seus recursos humanos para estratégias políticas e práticas de gestão. No caso, porém, tal conclusão surpreende, por se tratar de uma empresa da administração pública onde, supostamente, teria um menor grau de comprometimento por parte dos funcionários.
A ampliação bilateral de aprendizagem e interação entre a empresa e os colaboradores favorece de forma sinérgica a implantação e sustentabilidade da estratégia escolhida. Essa competência empresarial é evidenciada como a representante real da fonte de vantagem da SEFAZ-PE. A exploração adequada deste recurso, sob a perspectiva de vários entrevistados, constitui verdadeira sustentabilidade da sua estratégia.
Essa vertente foi percebida como ponto chave da estratégia da organização ao longo de sua trajetória, mesmo com as diversas mudanças de governo: há um total apoio à implantação da TI, que identifica oportunidades e desenvolve competências que sustentem as iniciativas de informatização da atividade de arrecadação tributaria.
A postura de gestão, no que se refere à importância da criação do conceito de organização inovadora, remete-se à questão da imitabilidade (no caso, a dificuldade de imitar) dos recursos internos da firma como um dos pré-requisitos para que ela venha obter vantagem competitiva possibilitando sua sustentabilidade em longo prazo.
136 A VBR baseia-se em duas premissas: 1) Recursos e capacidades internas alimentam o direcionamento estratégico da empresa; 2) Recursos e capacidades são a fonte primaria de retorno da empresa. Eles são o ponto inicial da formulação estratégica, deve ser a formação da identidade da firma, geralmente relacionada com a sua missão que respondem perguntas do tipo: “qual é o nosso negócio?”, “quem são nossos clientes?”, “quais as necessidades dos clientes atendidas pela empresa?”. Fatores esses vinculados aos seus valores e cultura organizacional.
Portanto, uma estratégia focada no ambiente externo não provê uma estrutura segura para a formulação de uma estratégia de longo prazo (GRANT, 2002). Barney (1996) corrobora esta premissa de adequação estratégica através da definição do recurso institucional como um atributo coletivo dos indivíduos e que se reflete na estrutura institucional, nos sistemas de planejamento, controle e coordenação, no relacionamento interno e externo e à própria cultura da organização.