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4.6. Olguların Korelasyon Analizleri

Cinnamomum zeylanicum, conhecida popularmente como canela, é uma planta que pertence a família Lauraceae. Trata-se de uma árvore que apresenta aproximadamente 10-15 m de altura, tem folhas com formato oval- longo e flores que florescem em pequenos maços, com cor esverdeada e odor característico.

A família Lauraceae pertence à divisão Magnoliophyta, sendo considerada uma das famílias mais antigas. As Lauraceae apresentam-se amplamente distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, sendo formadas por 49 gêneros e 2500 a 3000 espécies.

Essa família destaca-se das demais pela sua importância econômica. Algumas espécies têm sido utilizadas pela indústria para a fabricação de diversos produtos. Porém, a maioria das espécies tem seu uso restrito às comunidades tradicionais que detêm o conhecimento empírico da utilização dessas plantas (MARQUES, 2001).

O gênero Cinnamomum contém cerca de 250 espécies, que se caracterizam por serem arbustos e árvores de pequeno a médio porte. As espécies são encontradas em florestas tropicais onde crescem em montanhas e planícies em solos bem drenados. Nas latitudes com circunstâncias climáticas sazonais, tornam-se excessivamente raras (JANTAM et al., 2003; JANTAN et al. 2008).

Esse gênero ocorre principalmente no sudeste e na Ásia oriental, especialmente na Malásia. C. zeylanicum, C. loureirri, C. burmanni e C. cassia são as espécies mais estudadas e utilizadas pela população. O óleo essencial obtido das cascas é utilizado como condimento alimentar, na perfumaria e em preparações farmacêuticas. O óleo da folha do C. zeylanicum apresenta expressiva quantidade de eugenol (REYNOLDS, 1993).

Marques (2001) destaca que as Lauraceae, incluindo C. zeylanicum, apresentam, na medicina popular, diferentes funções contra diversas doenças e que o óleo essencial, armazenado em células secretoras encontradas na folha e caule, representa um dos principais produtos responsáveis pelas atividades farmacológicas. Na Europa, o óleo essencial obtido da casca dessa planta vem sendo utilizado no controle da glicemia em pacientes portadores de diabetes tipo II (MEADES et al., 2010).

Em relação a estas atividades, as propriedades antimicrobianas, incluindo a antifúngica, do óleo essencial obtido do C. zeylanicum vêm sendo amplamente estudadas por diversos pesquisadores (LIMA et al.,1993; BELÉM, 2002; BONJAR; AGHIGHI; KARIMI, 2004; MOREIRA, et al., 2007; ATAYDE et al., 2008; BANSOD; RAI, 2008; JANTAM et al., 2008; KAHN et al., 2009; PUANGPRONPITAG; SITTIWET, 2009).

Quale et al (1996) avaliaram a atividade in vitro do óleo essencial de C. zeylanicum sobre isolados de Candida susceptíveis e resistentes ao fluconazol, sendo encontradas concentrações inibitórias mínimas (CIM) que variaram entre 0,05 a 30 mg/mL. Esses resultados, segundo os autores, sugerem a realização de estudos clínicos para tratamento de candidíase de mucosa bucal.

De forma semelhante, Pozzatti (2007) avaliou in vitro a atividade antifúngica do óleo essencial de C. zeylanicum sobre isolados de Candida comprovadamente susceptíveis e resistentes ao fluconazol. A autora verificou que o produto testado apresentou CIM e Concentração Fungicida Mínima (CFM) que variaram entre 200 a 1600 e 800 a 1600 µg/mL, respectivamente.

Carmo et al (2008) verificaram a interferência do óleo essencial C. zeylanicum sobre o crescimento e morfogênese de algumas espécies de Aspergillus potencialmente patogênicas. O produto testado apresentou potente efeito antifúngico demonstrado pela visualização de grandes zonas de inibição de crescimento de todas as linhagens testadas. Os valores de CIM50 e de

CIM90 foram 40 e 80 µL/mL, respectivamente. Nas concentrações de 80, 40 e

20 µL/mL o óleo demonstrou um significativo efeito fumigante, inibindo o crescimento micelial radial de A. niger, A. flavus e A. fumigatus ao longo de 14 dias de exposição. A 80 e 40 µL/mL o óleo essencial promoveu inibição de 100% da germinação de esporos, das três espécies de Aspergillus.

Além do óleo essencial do C. zeylanicum, extratos obtidos dessa espécie vegetal podem apresentar expressiva atividade antifúngica. Mishra et al. (2009) verificaram que extratos obtidos em diferentes solventes foram capazes de inibir crescimento de Alternaria solani e Curvularia lunata, consideras espécies fúngicas capazes de promover infecções dermatológicas.

Lima et al. (2006) verificaram a atividade antifúngica do óleo essencial de C. zeylanicum sobre 12 cepas de Candida, entre elas C. albicans, C. guilliermondii, C. krusei, C. parapsilosis, C. stellatoidea e C. tropicalis a partir da técnica de difusão em meio sólido. Os autores puderam identificar que o óleo avaliado apresentou destacáveis resultados, uma vez que houve inibição de crescimento de 58% das cepas ensaiadas e CIM de 4%.

Quale et al. (1996) relata que o óleo essencial de C. zeylanicum apresenta CIM que pode variar entre 0,03 a 0,5 mg/L sobre isolados clínicos de Candida resistentes ao fluconazol. Resultados semelhantes foram observados por Pozzatti et al. (2008).

Schmidt et al (2007) avaliaram a atividade antifúngica dos compostos químicos presentes no óleo essencial de C. zeylanicum. Os autores verificaram que o referido óleo inibe crescimento de cepas de Candida e que o eugenol, composto majoritário do produto, apresenta expressiva atividade antifúngica. Entretanto, os compostos minoritários presentes no óleo participam decisivamente na atividade anti-Candida.

Em relação à composição química do óleo essencial de C. zeylanicum, as pesquisas indicam que o eugenol é o principal componente do óleo essencial de C. zeylanicum (SENANAYAKE; LEE; WILLS, 1978; LORENZI; MATOS, 2003; POZZATTI, 2007).

Ressalta-se que apesar de todos os órgãos de uma planta poderem acumular óleos essenciais, sua composição química, características físico- químicas e odores podem variar segundo sua localização, adubação, solo e clima. Embora controlada geneticamente, a biossíntese dos constituintes de uma planta é fortemente afetada pelo ambiente, colheita e pós-colheita, precipitação pluviométrica, temperatura, luminosidade e umidade (SARMAR; TRIPATHI, 2008).

O eugenol pertence a um grupo de compostos constituintes de óleos essenciais originados a partir da redução da cadeia lateral dos ácidos cinâmicos, que por sua vez são derivados da fenilalanina. Esses compostos também estão presentes em Syzygium aromaticum (cravo-da-índia), Pimpinella anisum (erva doce), Foeniculum vulgare (funcho) e Illicium verum (anis- estrelado) (SIMÕES et al., 2007).

Meades et al. (2010) sugerem que a atividade antibacteriana do óleo essencial obtido das cascas do C. zeylanicum pode ser decorrente da ação do Trans-cinamaldeído, composto encontrado em grande quantidade no produto. Segundo os autores, essa substância pode interagir com Acetil-CoA Carboxilase das bactérias, provendo sua morte.

Ressalta-se que o estudo da atividade antimicrobiana dos produtos naturais, incluindo óleos essenciais, deve está, preferencialmente, associado a análise química dos referidos produtos. Esta prática proporciona identificar as

principais substâncias presentes, o que pode sugerir provável atividade biológica das mesmas.

Benzer Belgeler