2. MATERYAL VE YÖNTEM
2.1. Materyal
2.1.7. Native - PAGE Çalışma Solüsyonları ve Hazırlanışı
Após a análise da atividade dos soldadores que trabalham na oficina de manutenção de implementos de terraplanagem, constatou-se que os constrangimentos locais e globais enfrentados por esses trabalhadores contribuem no aumento da carga de trabalho física.
A estrutura limitada da oficina de manutenção (com escassez de equipamentos para movimentação dos implementos e suporte das ferramentas pesadas), somada à necessidade de realizar grande parte das tarefas expostos à intempéries, são constrangimentos locais sofridos pelos soldadores que contribuem para o aumento da carga de trabalho.
A exigência de posturas extremas dos membros e articulações, associada à diminuição das pausas, contribuem para que os soldadores permaneçam por mais tempo em posições de sobrecarga musculoesquelética. A diminuição dos momentos de recuperação dos músculos prejudica a oxigenação local e a retirada dos metabólitos gerados pela contração isométrica, aumentando os riscos de lesões e adoecimento musculoesquelético. Associado à sobrecarga física existe a pressão temporal causada pela obrigação do cumprimento dos prazos de entrega.
O atraso na entrega dos materiais e a dificuldade em retirar os implementos da mina dentro do estabelecido pelo prescrito configuram-se como constrangimentos globais que são vivenciados pelos soldadores durante o processo de reparo dos implementos. E como relatado durante a AET, esses constrangimentos favorecem o aumento da fadiga e sobrecarga nos músculos e articulações e contribuem para o aumento da carga de trabalho.
Frente a esses constrangimentos observou-se que os soldadores adotam ações individuais e coletivas no intuito de diminuírem a carga de trabalho e assegurarem a qualidade na prestação do serviço.
futuros estudos seria explicar a contradição existente entre o tempo prolongado dos implementos na mina, sofrendo maior desgaste, versus o maior tempo gasto para a manutenção, impossibilitando o retorno rápido para a mina.
O posto de trabalho deve ser ajustado ao trabalhador e não trabalhador ajustar-se ao posto de trabalho. A ergonomia considera o trabalhador como o protagonista durante a execução da tarefa, pois ele tem o poder de agir durante determinada situação, identificando o tempo para cada ação a ser realizada, as ferramentas disponíveis, variabilidade na produção e como serão utilizadas. Vale ressaltar que isso só é possível, por causa da habilidade dos trabalhadores em identificar problemas, antecipá-los e tomar decisões em tempo real para resolvê-los (NETO e SALIM, 2002). Durante a AET observou-se que o posto de trabalho na maioria das vezes não é adaptado para o soldador, levando-o a utilizar modos operatórios como a criação e utilização de acessórios que os auxiliem na diminuição da sobrecarga de trabalho. Para esta questão realizou-se um estudo para entender o que é o trabalho do soldador e a partir daí criar melhorias para evitar problemas de saúde e ao mesmo tempo auxiliar na produção (SOUZA et. al, 2000).
Observou-se que os soldares criaram alguns acessórios improvisados como degrau de metal, utilizado hora como banco hora para elevar a altura do soldador a fim de diminuir o seu desconforto. Dessa forma a ergonomia ajuda na melhora do posto de trabalho, a fim de diminuir as exigências cognitivas e biomecânicas, começando com a aquisição de cadeiras para possibilitar a mudança de postura durante a jornada de trabalho, facilitando assim o descanso, o equilíbrio postural e a circulação sanguínea. Em relação a elevação da altura, adoção de plataformas móveis, com controles pneumáticos que permitam elevar o trabalhador a três níveis do chão de forma mais segura e melhor visualização do local a ser soldado.
Todavia é importante salientar que não existe cadeira ergonomicamente correta, pois isso ira depender da situação de trabalho, tempo de trabalho, situações em que são utilizadas (SOUZA et. al, 2000).
Através das competências adquiridas durante os anos de trabalho e com intuído de antecipar um possível erro e consequentemente um retrabalho, durante o processo de
soldagem os soldadores relataram que conseguem perceber quando a solda vai trincar, desenvolvendo à idéia da utilização de uma placa de compensado para tampar o vento e evitar trincas na solda.
Na prática, conciliar saúde e aumento da produção é praticamente impossível, pois com o aumento da produção há um aumento do ritmo de trabalho, isso gera desconforto muscular devido ao ritmo acelerado e pode acarreta problemas a saúde (SOUZA et.al, 2000).
A fim de adiantar a produção e não deixar muito serviço acumulado durante o período de chuva fina, os soldadores mobilizam suas competências e recorreram ao coletivo para montar uma lona sobre o equipamento a ser soldado e elevar o carrinho de solda para adiantar o serviço, não acumular e consequentemente não gerando sobrecarga de trabalho. No período de chuva intensa e forte, a soldagem tem quer ser parada até que a chuva diminua de intensidade.
Todos os acessórios criados e utilizados pelos soldadores, são muito interessantes pelo fato de serem criados devido a modos operatórios e competências adquiridas pela experiência na atividade, que influenciam diretamente no ritmo de trabalho, na quantidade de pausas, no adoecimento, etc. Lembrando que apesar dessas criações existem várias possibilidades de melhoria além das descritas e conforme as recomendações.
A aquisição de um sistema de exaustão com filtros e braços extratorespara a nova oficina é importante devido a alta emissão de fumos metálicos gerado pelo processo de soldagem que prejudicam a saúde do soldador.
Ainda para a movimentação dos implementos pontes rolantes serão instaladas para que o soldador tenha melhor acesso ao local a ser soldado e diminuindo os constrangimentos.
Para as ferramentas pesadas como tocha de goivagem e esmerilhadeira que não tem possibilidade de apoio para descanso da musculatura e que são utilizadas por um longo tempo, serão implantados balancis com baços articulados diminuindo assim a sobrecarga nos braços durante o trabalho.
Fica o nosso questionamento: a justificativa da empresa em manter o implemento por maior tempo na mina para atender à produção local é cabível? Maior tempo na mina significa maior desgaste do implemento e por conseqüência maior tempo para reparo e retorno à produção. Essa situação expõe a contradição das lógicas existentes entre setores em uma mesma empresa e a resolutividade desses conflitos sendo alcançada por meio das estratégias dos atores sociais.