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III. EZBERLENECEK SURELER, AYETLER VE ANLAMLARI

4. Nasr Suresi ve Anlamı

Segundo Kevin Moloney (2011), os novos canais de comunicação permitem que o público tenha mais recursos para participar do processo produtivo da notícia e, com isso, tem- se uma pluralidade de informações, versões e opiniões. Conseguimos enxergar nesse princípio características da Perfomance e Subjetvidade, que são apresentadas por Henry Jenkins (2009), mas não aparecem de forma detalhada nos critérios de análise de Kevin Moloney (2011).

Esse princípio é apresentado por Maurício Souza (2011) como Multiplicidade e está relacionado com a apresentação do universo paralelo à narrativa principal, trazendo elementos em comum, associações entre as história e versões alternativas apresentadas pelo público ou pelos produtores de conteúdo que tenham a finalidade de ampliar e trazer novas perspectivas ao conteúdo abordado.

Lorena Tárcia (2011) diz ainda que as novas versões também têm como finalidade mostrar domínio de quem produz sobre o conteúdo apresentado. Levando em consideração que grande parte das notícias está diretamente relacionada ao cotidiano do público, logo, ele estaria habilitado para contribuir com conhecimento de causa. Outro direcionamento significativo desse conceito e relacionado diretamente ao nosso corpus é que as emissoras

públicas têm em suas gêneses propiciarem a participação do público e a diversidade de opiniões e versões.

Observamos como os canais oficiais propiciam a participação do público com a finalidade de gerar a diversidade de pontos de vista e como é a interação dos produtores a partir da participação do público.

O telejornal RBN ainda não tem muitos recursos para a participação do público. As edições apresentam os quadros Pergunta do Dia e Outro Olhar, que não entraram no nosso recorte pelo motivo da delimitação por séries e reportagens especiais. O quadro Pergunta do Dia é apresentado nas passagens de bloco e traz a opinião do público, gravada ou por meio das redes sociais digitais, sobre um tema definido pela produção e que tenha relação com algum conteúdo veiculado no programa. No Outro Olhar, o público pode participar enviando vídeos e os temas são os mais variados.

Em resposta as nossas questões, as jornalistas responsáveis pela integração do telejornal com as redes sociais digitais declararam que as informações (sugestões de pauta, críticas, elogios) que chegam por meio das redes sociais digitais são enviadas para os setores responsáveis. Questionamos sobre a possibilidade de participação em outros momentos do telejornal, além dos quadros já citados e a resposta é que faltam recursos.

No momento a EBC ainda não dispõe de recursos para que a interação seja feita em tempo real, no momento de exibição do telejornal. As respostas são escolhidas previamente, pois envolvem outras duas equipes, a de arte e edição. Já existe um plano para que as duas telas trabalhem em sincronia, mas ainda faltam recursos para que o projeto seja executado de fato e as participações possam se tornar mais efetivas. (SANTOS; PRASER, 2015) O site da Agência Brasil não oferece espaço para comentários, o público é remetido para a Ouvidoria da EBC. Nesse sentido, o site não disponibiliza canais para que o público participe contestando ou complementando as informações veiculadas. Durante o período, também não foram apresentadas versões alternativas aos conteúdos abordados.

Pela própria estrutura, o Facebook traz a opção de comentar as postagens feitas na rede social digital. No primeiro período, apenas uma publicação feita pelo telejornal recebeu comentário, a informação sobre a identificação de duplicidade de digitais de eleitores pelo TSE e não houve interação dos produtores. Nas publicações da página, apenas um usuário publicou um texto de literatura de cordel de sua autoria sobre a importância do voto, e também não houve interação dos produtores.

Quando retuita uma publicação, o usuário do Twitter pode acrescentar informação ao conteúdo que está compartilhando com seus seguidores. A informação com mais retuites tratava da inexpressiva participação feminina nas disputas eleitorais. A publicação foi apenas compartilhada, sem acréscimo de conteúdo.

Como o telejornal ainda não oferece meios para a participação do público além dos quadros já citados e o site também não é aberto a comentários, concentramos nossa atenção nos outros canais oficiais: Facebook e Twitter.

Figura 6: Publicação no perfil do Repórter Brasil com chamada para matéria explicativa sobre a Guiné Equatorial.

Fonte: Página do Repórter Brasil no Facebook.

Observando o segundo período de análise do RBN, tivemos no Facebook quatro publicação feitas pelos produtores que receberam comentários, sendo a informação sobre a Guiné Equatorial a que mais recebeu a participação do público, com doze comentários. As opiniões estão mais relacionadas ao posicionamento do telejornal em abordar o tema e acontece um debate entre os usuários, mas não ocorre nenhuma intervenção do telejornal. Na seção Publicação na Página, nenhum comentário relacionado aos temas abordados no noticiário e que integram o nosso recorte.

No Twitter, a informação mais compartilhada foi sobre os dez anos do assassinato da missionária Dorothy Stang. Mesmo tendo como adicionar um comentário antes da publicação, os usuários apenas retuitaram-na.

Como já mencionamos, o site da Fundação Antares não tem espaço para participação direta do público, a não ser no espaço Fale Conosco, sendo que não há uma relação direta com

um conteúdo específico. Não tivemos publicação no perfil do Facebook no primeiro recorte da análise e as publicações feitas no segundo período não receberam nenhum comentário. Segundo Márcio Gleu (2015), as sugestões enviadas pelo público são aceitas pelos produtores do telejornal:

Toda e qualquer sugestão do telespectador são aceitas pela produção do telejornal, até mesmo que uma matéria que não é de grande importância e, por isso não é veiculada as redes sociais, mas sendo um pedido do telespectador esse material será inserido na programação do Núcleo de Redes Sociais.

Mesmo tendo espaço nos perfis das redes sociais digitais, a participação do público ainda é pequena nos dois programas. Não é objetivo da nossa pesquisa compreender as motivações que levam o público a participar, mas a bibliografia estudada aponta que é preciso investir em conteúdos que sejam significativos para o cotidiano da audiência. E informação significativa está diretamente relacionada com os princípios do jornalismo público.

No princípio da Expansão, percebemos que o público compartilhava mais o conteúdo a partir do site da Agência Brasil, o que nos leva a pensar que se houvesse espaço para comentários o público poderia participar mais por meio desse canal.

Quanto a participação no telejornal RBN, como assumido pelas produtoras, será necessário investimento tecnológico e a emissora já anunciou que pretende investir nessa área. O JA aguarda a reestruturação da emissora para pensar em novos projetos.

Benzer Belgeler