• Sonuç bulunamadı

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.3. Tartışma

4.3.2. Nanosaniye Lazer ile D-scan Sonuçları

Diante de todos esses conceitos, definições, classificações e limitações que as bases de dados nos impõem há que se escolher aqueles que mais condizem com a realidade da cidade de Natal. Como discutido na introdução do trabalho, o mapeamento a ser realizado no próximo capítulo utilizará dados do IBGE a partir da classificação do CNAE 2.0, o que poderá trazer restrições como os observados pela FUNDAP, contudo, a introdução de outros instrumentos de análise, como o Sistema de Informações e indicadores culturais (IBGE/MINC), o indicador de desenvolvimento da economia da cultura (SILVA & ARAÚJO, 2010) e os dados disponibilizados pela FIRJAN, será considerada na tentativa de minimizar tais limitações.

Será considerada para o escopo desse trabalho as definições de setores e economia criativa da SEC, com o acréscimo de apenas uma palavra: intangível. Esse acréscimo ocorre devido ao entendimento de que o intangível envolve além do simbólico, mais ligado as questões culturais e estéticas, as questões relacionadas ao conhecimento, expandindo a classificação feita por essa instituição. Dessa maneira a definição dos setores criativos mudaria para a seguinte forma:

Setores criativos são aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de um produto, bem ou serviço, cuja dimensão intangível (grifo nosso) e simbólica é determinante do seu

valor, resultando em produção de riqueza cultural, econômica e social. (Adaptação a partir da SEC 2011)

Passaríamos a considerar, portanto, além daqueles setores estipulados pela SEC, as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e aqueles ligados as novas tecnologias, fundamentais por trazerem um impacto muito forte na produção distribuição e consumo de produtos e serviços culturais.

Assim, no quadro 3 temos os setores que serão trabalhados no próximo capítulo e a sua devida compatibilidade com as informações do IBGE/CNAE 2.0.

Quadro 3 – Setores criativos e correspondência com a CNAE 2.0

Classificação de atividades criativas Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0 )

Patrimônio material

Atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental Patrimônio imaterial Arquivos Museus Culturas populares Culturas indígenas Cultura afro-brasileiras Artes visuais

Atividades artísticas, criativas e de espetáculos Arte digital

Dança Música Circo Teatro

Cinema e vídeo Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão; gravação de som e edição de música

TV e Rádio Atividades de rádio e de televisão Publicações e mídias impressas

Impressão e reprodução de gravações Impressão e reprodução de gravações Edição e edição integrada à impressão

Arquitetura e design Serviços de arquitetura e engenharia; testes e análises técnicas P&D Pesquisa e desenvolvimento científico

Publicidade e Propaganda Publicidade e pesquisa de mercado

Software, Computação e Telecomunicação

Atividades dos serviços de tecnologia da informação Atividades de prestação de serviços de informação

Telecomunicações

Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos

Artesanato

Moda

Fonte: elaboração própria a partir das informações do IBGE e da SEC

O espaço vazio na parte inferior direita da tabela se deve a dificuldade em casar as informações para os setores da moda e artesanato. Ambos não possuem nenhuma referência na

base do IBGE/CNAE e a ausência de dados é muito comum no setor de artesanato, como nos lembra Parreras:

Talvez por estar, em grande parte, à margem do processo e da lógica da acumulação do capital a atividade produtiva artesanal é – não só no Brasil – sabidamente carente de dados e informações que possibilitem sua caracterização e dimensionamento e, aspecto fundamental, que possam contribuir para a formulação de políticas de apoio e estímulo mais consciente. (PARRERAS, 2012, apresentação)

A obtenção das informações e dados do setor da moda se mostra bastante complexa pela dificuldade em separá-la da indústria têxtil tradicional, como já apontado pelo estudo da FUNDAP (2011). A base de dados utilizada no trabalho não chega a esse grau de divisão. A introdução de todo o setor têxtil levaria à um superdimensionamento do setor da moda e à uma imagem não correspondente com a realidade econômica da cidade.

Porém, como os dois setores supracitados possuem relativa importância no estado e em Natal (cultural e economicamente), e a partir da divisão das ocupações obtidas do Censo Demográfico do IBGE e de informações colhidas do Departamento de têxtil e vestuário do SENAI Natal ser possível colher algumas informações referente a divisão sócio ocupacional dos profissionais da moda, realizaremos uma estimativa desse setor a partir do número de trabalhadores. Já o setor de artesanato apresenta uma grande incongruência nos dados oficiais disponíveis. Hoje para ser considerado artesão, o cidadão deve possuir a carteira nacional do artesão, adquirida após provar suas habilidades enquanto tal para uma mesa julgadora. Essa carteira dará acesso a vários programas sociais federais bem como o direito de participar de feiras nacionais e internacionais. No Rio Grande do Norte essa carteira é emitida pela SETHAS (Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Seguridade Social) e o número de artesão na cidade e no estado seria o resultado da soma de todos os detentores da carteira nacional do artesão nessas duas esferas. O que acontece em vários estudos que usam a base de dados do IBGE para estipular o número de artesão é que os mesmos acabam englobando as atividades manuais ou manualidades, o que não é artesanato, gerando um superdimensionamento do setor.

No presente trabalho, através de entrevista com o responsável pelo setor de artesanato do SETHAS, foi possível dimensionar de uma forma mais real o contexto do artesanato na cidade.

Portanto é a partir dessa divisão metodológica que será feito o mapeamento dos setores criativos. Vale a pena mais uma vez lembrar que o trabalho de mapeamento será realizado com objetivo de trazer uma perspectiva dos setores criativos em Natal, uma análise mais precisa exigiria dados mais condizentes com a divisão característica do setor criativo, ferramenta que não existem no momento. Mesmo assim, o resultado desse exercício será de fundamental importância para a sequência do trabalho, onde serão estudados os possíveis gargalos da economia criativa na cidade.

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MAPEAMENTO DOS SETORES CRIATIVO DE NATAL

Após termos apresentado as principais ideias sobre a economia criativa, seus respectivos autores e definido os conceitos a serem utilizados no trabalho, iremos no presente capítulo realizar o mapeamento dos setores criativos na cidade de Natal/RN. Assim, utilizando tais conceitos, detalharemos o peso dos setores criativos dentro da economia natalense.

Inicialmente iremos realizar uma breve síntese da economia do Rio Grande do Norte e mais especificamente da cidade de Natal. Esse exercício é importante, pois Natal, enquanto capital política e econômica do estado reflete diretamente as dinâmicas apresentada no território estadual, respondendo aos estímulos externos que foram preponderantes para o processo de industrialização e urbanização no estado do Rio Grande do Norte. Além disso identificaremos os setores que se aproximam dos setores criativos e podem servir como estímulo para o desenvolvimento do mesmo.

Após a apresentação das principais características da economia de Natal, justificaremos a importância do exercício de mapeamento dos setores criativos a partir de exemplos de instituições que se empenharam em apresentar o peso dos setores criativos na economia de diversos territórios e escalas. O exemplo paradigmático desse exercício foi o desenvolvido pelo British Council, detalhando a importância dos setores criativos para a economia da cidade de Londres/GB. Aqui utilizaremos esse exemplo como principal fonte da nossa justificativa.

Por fim, chegaremos a parte mais importante do capítulo e do trabalho, ou seja, o mapeamento dos setores criativos. Para isso, primeiramente apresentaremos a metodologia a ser utilizada nesse exercício, justificando as fontes que serão usadas e suas respectivas limitações para esse determinado fim. Em seguida apresentaremos os dados relativo ao peso desse setor na economia de Natal.

Benzer Belgeler