3.1. Muhasebe Sistemi Uygulama Genel Tebliğ’lerine (MSUGT) Göre Nakit Akım
3.1.5. Nakit Artış veya Azalışı
A característica principal dos multiletramentos é a transformação. Longe de ser um sistema de aquisição de regras estáveis e transmissão de conteúdos, a pedagogia dos multiletramentos concebe a aprendizagem como um ato de criação, redesenho, como algo dinâmico, que se realiza dentro do contexto do estudante e que, portanto, considera sua diversidade cultural (COPE; KALANTZIS, 2009).
Dentro dessa perspectiva transformadora, podemos advogar em favor da educação emancipadora, uma educação que indique caminhos para a melhoria no futuro. O uso de tecnologias digitais poderá ajudar a mediar processos de empoderamento e autoria.
A pedagogia dos multiletramentos identifica quatro dimensões da prática transformadora, ou atos pedagógicos, como processos de conhecimento. Descritos no tópico “[...] como da pedagogia do multiletramento” (COPE; KALANTZIS, 2009, p.22), são o vivenciando, conceituando, analisando e aplicando.
O vivenciando está relacionado com o contexto em que os sujeitos estão inseridos. É o mundo das experimentações. O grupo traz o conceito de tecelagem pedagógica para afirmar que as experiências e aprendizagens construídas fora da escola precisam ser tecidas com as práticas escolares, como tecelagens culturais (COPE; KALANTZIS, 2009).
O vivenciando é a prática situada, é negociar os conhecimentos existentes na escola e as vivências e saberes dos estudantes. Rojo (2013) exemplifica essa prática:
Algo como chegar aos mecanismos poéticos da lírica e da épica pelo caminho do
rap, do samba, ou do funk ; a leitura do artigo de opinião e a compreensão critica do
debate político na TV pela discussão das formas jornalísticas de persuasão de um Brasil Urgente [...] chegar a química, pelo chá de erva-doce. (p. 18)
Deve-se vivenciar e refletir sobre conhecimentos e expressões que fazem sentido para o estudante, que lhe são significativos. Assim, os sujeitos trazem seus próprios interesses para a escola, que são diversos, mas fazem parte de suas vidas, e que, portanto, são significativos.
O conceituando não está ligado à ideia de conhecimento especializado e profundo. Na pedagogia dos multiletramentos, conceituação é um processo em que os estudantes se tornam conceituadores ativos. “Conceituação como teoria significa fazer generalizações e colocar os termos chaves juntos a esquemas interpretativos. Os alunos constroem modelos, mentais, estruturas abstratas e esquemas disciplinares transferíveis.” (COPE; KALANTZIS, 2009, p. 22). Assim, os estudantes são conceituadores e criadores ativos de significado.
A dimensão do analisando implica capacidade crítica, ser analítico e avaliativo (COPE; KALANTZIS, 2009), e ainda engloba dois conceitos: o de inferências dedutivas, estabelecendo relações lógicas de causa e efeito; e análise crítica, avaliação sobre as perspectivas de interesse e motivação que existem por trás dos significados.
O aplicando envolve a aplicação de um conhecimento em uma situação real.
É uma intervenção no mundo, que seja realmente inovadora e criativa e que venha para suportar os interesses, experiências e aspirações do aluno. Este é um processo de se tornar o mundo novo com formas novas e criativas de ação e percepção. Agora os estudantes fazem algo que afeta o mundo em uma nova forma, ou que transfere seu conhecimento anterior em um novo cenário (COPE; KALANTZIS, 2009, p. 23).
Nessa tecelagem os estudantes constroem novas formas de atuação no Mundo, as quais são resultado de sua expressão. O conhecimento anterior é transferido para um novo cenário numa prática de design e pode se apresentar em forma de conhecimentos críticos: são os novos letramentos, frutos de práticas sociais dentro de contextos significativos e da construção do discurso.
No Brasil, a professora Roxane Rojo, do Departamento de Linguística Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem se dedicado a questões relacionadas à educação linguística. A autora é organizadora de publicações que são referências sobre o tema.
Destacam-se suas pesquisas sobre práticas de leitura e escrita no contexto das mídias digitais – os multiletramentos que são discutidos nas obras Letramentos múltiplos,
escola e inclusão social (2009), Multiletramentos na escola (2012) e Escola conectada aos multiletramentos e às TICs (2013). Neste último, a professora reúne material produzido por
proposta de construção dos artigos, foi oferecido aos estudantes um repertório de possibilidades que enquadrava os multiletramentos na escola, criando sequências didáticas.
Foram propostas como atividades de escrita colaborativa com o recurso Google
docs na construção de histórias de ficção e jogos de interface textual com o uso do MUD
(jogo on-line em língua portuguesa), o qual consiste em um jogo textual que recria ambientes com base na descrição, moldando uma história.
Outra proposta do livro trata do VIDDING (criação de vídeos de música a partir da filmagem ou de outras fontes de mídia visual), que explora uma fonte de uma nova maneira, como um remix. Por esse meio, o criador pode explorar um personagem, criticar ou celebrar o texto. Essas práticas foram desenvolvidas com o intuito de caracterizar as diversas e múltiplas faces das recentes mudanças promovidas pela cibercultura. Que repercutem com maior intensidade nas culturas juvenis.
Assim, no terceiro capítulo apresentamos as culturas juvenis, alguns conceitos, características e singularidades.
3 CULTURAS JUVENIS
O conceito de juventude é construído historicamente, Novaes (2006), afirma que as definições são diferentes nas diversas culturas. Uma faixa etária que poderia demarcar seriam os nascidos há 14 e 24 anos, mas não há limites fixos, pois é preciso considerar que para alguns, que não tiveram direito a infância a juventude chegou mais cedo. Em outra condição, há aqueles prologam essa etapa até os 30 anos em decorrência das mudanças nos estilos de vida, (NOVAES, 2006). “Com efeito, qualquer que seja a faixa etária estabelecida, jovens com idades iguais vive juventudes desiguais.” (NOVAES, 2006, p.105).
A este respeito, o mesmo autor apresenta algumas categorias para demarcar essas desigualdades como, a classe social porque revelam acessos diferenciados as condições econômicas do País. Questões de gênero e raça “Ser pobre, mulher negra ou pobre, homem, branco faz diferença nas possibilidades de viver a juventude.” (NOVAES, 2006, p. 106). O local e a moradia são características, que fazem a diferença nas condições de acesso.
Todas as categorias que definem as desigualdades presentes na juventude são relevantes, no entanto, o contexto em locais de periferia são questões que marcam a realização dessa pesquisa. A este respeito o autor escreve:
Hoje, certos endereços também trazem consigo o estigma de áreas urbanas subjugadas pela violência e a corrupção dos traficantes e da polícia – chamadas de favelas, subúrbios, vilas, periferias, morros, conjuntos habitacionais, comunidades. Ao preconceito e a discriminação de classe, gênero e cor adiciona-se o preconceito por endereço. (NOVAES, 2006, p. 106).
Morar em determinado lugar pode ser um demarcador das condições de acesso a bens culturais e sociais. Em geral, lugares marcados pela violência podem ser um estigma a ser carregado pelos jovens das comunidades periféricas. A conquista de um emprego pode estar condicionada a um imaginário social (NOVAES, 2006). Esse imaginário se faz presente nas afirmações: “o jovem que mora em tal lugar de bandidos é um bandido em potencial: melhor não empregar” ou “se ele mora ali, não vai poder sair para trabalhar quando houver um conflito entre um grupo de traficantes e a polícia: melhor não empregar. ” (NOVAES, 2006, p. 106).