1. GİRİŞ
2.1. NÜFUS
Na presente dissertação, tendo por base quatro solos recolhidos em zonas distintas do país e com características diferentes analisam-se e comparam-se três tipos de compactação em laboratório. As várias observações obtidas quer nos ensaios de compactação quer nos ensaios de resistência são apresentadas nos vários capítulos que compõem este documento escrito. Com este último capitulo, pretende-se apresentar, de forma sucinta, as principais conclusões da investigação levada a cabo bem como, face aos resultados obtidos, apresentar novas propostas de investigação para futuros trabalhos.
6.1. Conclusão
Ao longo desta dissertação foram realizados diversos ensaios laboratoriais. Inicialmente realizam-se ensaios de identificação com a finalidade de classificar os solos atendendo às suas características físicas.
Realizaram-se ensaios de compactação por três métodos distintos (Proctor, Harvard e Vibração), tendo sido efetuadas as variantes leve e pesada destes ensaios. Destes ensaios resultaram os respetivos teores em água ótimos e os pesos volúmicos secos máximos para os vários solos estudados. Observou-se que em todos os métodos de compactação o teor em água era mais elevado na compactação leve do que na compactação pesada, tal como era expectável. No que toca ao peso volúmico seco, a regra é ser maior na compactação pesada, no entanto existem algumas exceções, que podem ter ocorrido devido a algum problema no processo laboratorial.
No que se refere ao peso volúmico seco, observa-se na compactação leve que os valores máximos em todos os solos são obtidos na compactação por vibração. Na compactação pesada observa-se que o valor do peso volúmico seco é superior na compactação de Proctor nos solos
“Hospital Pediátrico” e “Remessa” já nos outros dois solo “Ladeiras” e “Zona Industrial” essa
valor é superior na compactação por vibração, o facto de estes valores não pertencerem todos ao mesmo tipo de compactação pode dever-se à composição granulométrica dos solos, no entanto para o número de solos analisados não é possível apresentar nenhum padrão comportamental. Verifica-se também que os valores obtidos são superiores na compactação pesada. As exceções identificadas são atribuídas à ocorrência de rotura por punçoamento do solo aquando da compactação do mesmo com o compactador miniatura de Harvard.
De facto, após a realização dos ensaios UCS verifica-se que, em três dos quatro ensaios, as resistências de pico referentes às amostras preparadas por compactação pesada são inferiores à resistência de pico de amostras preparadas por compactação leve. Adicionalmente, as diferenças nos valores de pico para os dois tipos de amostras são muitíssimo inferiores às observadas nos outros dois tipos de compactação (Proctor e por Vibração). Assim, conclui-se que a energia de compactação transmitida ao solo aquando da utilização da mola de 40lb no ensaio de compactação de Harvard é tal que o solo sofre rotura por corte durante a compactação.
90
Nos restantes ensaios UCS, os resultados obtidos são coerentes e indicam que na compactação pesada é observado que a resistência de pico máxima é atingida no ensaio de Proctor em três
solos, sendo que no solo “Zona Industrial” este máximo é obtido no ensaio de Vibração. O
mesmo tipo de raciocínio pode ser aplicado aos resultados da compactação leve. A única
exceção a este comportamento ocorre para o solo “Ladeiras”, em que o ensaio de vibração leve
permite a preparação de uma amostra aparentemente mais resistente.
Relativamente aos ensaios de CBR observa-se que o solo possui maior CBR é o solo “Zona
Industrial” e o que possui menor CBR é o solo “Remessa”, para o número de solos analisados
não é possível apresentar nenhum padrão comportamental, contudo pensa-se que esta diferença se deva à diferente composição granulométrica dos solos.
As correlações efetuadas entre os ensaios de compactação e de resistência mostraram-se bastante interessantes, principalmente na solução semi-empírica para obtenção do CBR através da plasticidade do solo e dos resultados dos ensaios de compactação, bem como a sua relação com o CBR, os resultados alcançados não são tão encorajadores. Note-se também que as estimativas nesta última correlação tendem a ser excessivas, devendo por isso ser utilizadas com muita cautela.
6.2. Trabalhos futuros
O estudo presente identificou algumas dúvidas que não foram possíveis esclarecer por não se enquadrarem no âmbito da presente dissertação ou por o extenso plano de ensaios não permitir, no tempo disponível, efetuar mais ensaios. Com vista à confirmação de algumas suposições aqui apresentadas propõem-se três temas para investigação futura:
1) Averiguar a ocorrência de rotura com a mola de 40lb na compactação de Harvard. Com este tema propõe-se que sejam analisados vários solos de granulometria bem distintas de modo a concluir se, de facto, a utilização desta mola provoca rotura durante a compactação.
2) Em consonância com o tema anterior, propõe-se que seja pensado um novo
procedimento para a compactação “pesada” de Harvard ou através da alteração da
mola de 37,5lb ou de alguma alteração no procedimento como, por exemplo, um número mais reduzido de camadas.
3) Explorar as formulações semi-empíricas, propondo algumas correlações mais adequadas a solos portugueses ou internacionais de referencia. Neste trabalho, após uma extensa pesquisa bibliográfica, as principais formulações semi-empíricas seriam aplicadas a vários solos cujas características estão devidamente estudadas e publicadas (solos moles do baixo Mondego, solo residual do Porto, argilas de Londres ou argilas azuis de Boston).