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2. PASLANMAZ ÇELİKLER

2.4. Ostenitik Paslanmaz Çelikler

2.4.2 Ostenitik Paslanmaz Çeliklerde Çökeltiler

2.4.2.1 Ostenitik Paslanmaz Çeliklerdeki Karbürler

2.4.2.1.1 MX Çökeltileri

Definida a intervenção, o local, os alunos, as turmas e por consequência as professoras participantes, como relatado, optamos por realizar filmagens das aulas de História enquanto recurso para coleta dos dados necessários ao desenvolvimento da pesquisa.

Reconhecida sua importância como método de observação indireta, Pinheiro (et al 2005, p. 18) nos lembra que não se trata meramente de ato livre de verificação do cotidiano, mas técnico na medida em que busca um olhar específico sobre o fenômeno que se quer conhecer.

Para que se torne um instrumento válido e fidedigno de investigação científica, a observação precisa ser antes de tudo controlada e sistemática. Isso implica a existência de um planejamento cuidadoso do trabalho e uma preparação rigorosa do observador.

Seguindo estes princípios, buscamos em todas as filmagens, constituir tanto o melhor posicionamento de equipamento quanto os melhores procedimentos de sua preparação na sala de aula onde a coleta de dados ocorria.

Em relação ao posicionamento, buscamos a valorização da dinâmica integral da sala de aula, somando-se à imagem, a lousa, as professoras participantes, e o aluno com deficiência intelectual.

Em poucas ocasiões, fez-se necessária a realocação do posicionamento da câmera, visto que a falta de alguns alunos levava a um reposicionamento dos alunos com deficiência intelectual na sala de aula. No entanto, mantivemos a valorização dos mesmos itens indicados no parágrafo anterior.

Entendemos que essa orientação cumpriu bem a função de coleta das informações necessárias à tese, pois trouxe a possibilidade da identificação integral da dinâmica de ensino conduzida pelas participantes, com possibilidade de análise dos recursos utilizados pelas professoras e principalmente da comunicação que estabelecem com o aluno com deficiência intelectual.

Seguem dois esquemas representativos do posicionamento da câmera durante o processo de coleta de dados em E01 e E02:

Figura 2. Exemplo de foco estabelecido para coleta de dados em E01 (esquerda) e E02 (direita), com indicador do posicionamento de A01 e A02 em relação à câmera.

Considerando a distância a ser percorrida entre uma unidade escolar e outra, bem como o significativo tempo a ser investido na instalação da câmera, posicionamento, acionamento, retirada e conferência do material coletado, sem plena garantia da presença do pesquisador (visto que dependia de dispensa do trabalho para execução da coleta) optamos por contar com suporte de auxiliar de pesquisa.

A seleção da auxiliar deu-se com base em critérios simples, como disposição para realização voluntária do trabalho e plena compreensão dos princípios que indispensavelmente precisariam ser seguidos, principalmente em relação às possíveis interferências externas sobre a amostra.

A selecionada tem 38 anos e cursa o segundo ano da Licenciatura em Pedagogia em universidade particular instalada na cidade sede da Diretoria Regional de Educação estudada.

Para compreensão do trabalho a ser executado, a mesma compareceu à reunião solicitada pelo pesquisador que, após instruí-la acerca das características do equipamento e o modo correto de utilizá-lo, prestou as seguintes instruções quanto a cuidados que deveriam ser seguidos:

1. Ponto de instalação da câmera e foco que deveria ser estabelecido para aproveitamento das imagens: o cuidado foi apenas de ordem organizacional, tendo como objetivo a padronização de procedimentos que, segundo Belei et al (1993), auxilia no processo de dessensibilização do grupo em relação à presença do equipamento e da própria auxiliar na sala de aula.

2. Procedimento de apresentação pessoal do pesquisador e da auxiliar para a professora e para os alunos na sala de aula: seguindo orientações de Belei et al (1993), a

auxiliar de pesquisa foi esclarecida quanto à forma como os componentes da sala de aula, seriam esclarecidos sobre a presença da câmera, ou seja, tratar-se de elemento importante para o desenvolvimento de um trabalho do pesquisador sobre aulas de História.

Além do respeito a questões essencialmente éticas, o esclarecimento sobre a presença da câmera teve por objetivo preservar, da melhor maneira possível, o foco específico da filmagem, ou seja, nossa intenção de acompanhar a dinâmica do ensino de história para alunos com deficiência intelectual.

3. Procedimento a ser seguido pela auxiliar após instalação, foco e início da filmagem: a auxiliar de pesquisa foi orientada a deixar a sala de aula, retornando somente após a conclusão da mesma para retirada do equipamento e conferência do material coletado.

Sabemos que qualquer movimentação significativa da turma na dinâmica do cotidiano da sala de aula, poderia comprometer o foco estabelecido, ou seja, o aluno com deficiência intelectual e sua relação com a turma e a professora durante a aula de História, porém, mantivemos essa opção por entendermos que a presença constante da auxiliar comprometeria a naturalidade necessária e esperada para a pesquisa.

Ressaltamos que a pré-análise das imagens indicou que não houve qualquer comprometimento da amostra.

Após a reunião de orientação pessoal em relação ao procedimento necessário à coleta, realizamos experiência simples de montagem, foco, desmontagem e verificação do material coletado, com vistas à verificação da compreensão da auxiliar quanto às instruções recomendadas e a solução de possíveis dúvidas.

Concluído o procedimento, esclarecemos que as filmagens foram realizadas no período de doze meses, com início em julho de 2014 e conclusão em junho de 2015.

Considerando a organização das escolas participantes e a solicitação das direções, tivemos autorização para filmagem quinzenal das três aulas semanais, o que demandou a organização das coletas na 1ª e 3ª semana do mês em E01, onde as aulas aconteciam às segundas e quartas e na 2ª e 4ª semana do mês em E02, onde as aulas aconteciam às terças e quintas.

Importante ressaltar que em E01, componente da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, houve reorganização do calendário escolar anual baseado na Copa do Mundo, realizada no país, no ano inicial de coleta de dados.

Assim sendo, as férias escolares que comumente aconteciam em julho, aconteceram entre os dias 12 de junho a 11 de julho, com término de aulas previsto para a primeira quinzena de dezembro. Houve recesso entre os dias 13 e 19 de outubro, o que de certa forma trouxe significativa redução do semestre em comparação aos anos anteriores, sem entretanto, comprometimento da coleta de dados.

O mesmo não ocorreu em E02 visto que a condição de instituição particular de ensino, permitiu a adoção de calendário definido pela própria direção local que, neste caso, manteve a estrutura comum com férias regulares em julho.

As gravações nas salas de aula tiveram início no dia 24 de julho (E01) com finalização em 11 de dezembro. As intervenções com as participantes, por meio de reuniões em período noturno, na direção de E02, aconteceram entre os dias 07 de outubro e 13 de novembro.

Em relação a E01, o quadro final foi a realização de 7 (sete) gravações anteriores à formação oferecida pelo pesquisador, 04 (quatro) gravações acontecendo durante o período de formação e 07 (sete) após.

Cumpre esclarecer que das 07 (sete) gravações finais, 03 (três) se deram no ano letivo de 2014 e 04 (quatro) se deram intencionalmente no ano letivo de 2015, como forma de alcance do mesmo número de gravações anteriores e posteriores, além da estratégia de verificação do movimento tomado pelos professores e alunos participantes após um período relativamente longo (seis meses) na ausência da auxiliar de sala e do pesquisador.

Já em E02, o quadro final ficou representado por 8 (oito) gravações anteriores, 04 (quatro) durante e 08 (oito) após a intervenção.

Cumpre também esclarecer que das 08 (oito) gravações finais, 03 (três) se deram no ano letivo de 2014 e 05 (cinco) se deram intencionalmente no ano letivo de 2015, como forma de alcance do mesmo número de gravações anteriores e posteriores, além da mesma estratégia de verificação do movimento tomado pelos professores e alunos participantes após um período relativamente longo (seis meses) na ausência da auxiliar de sala e do pesquisador.

A opção pela gravação integral do segundo semestre partiu da nossa intenção em acompanhar um ciclo completo de formação, que entendemos que seria comprometido, caso optássemos pela gravação do primeiro semestre, tendo em vista a Copa do Mundo e todo o movimento social que ela ampliadamente geraria por ser realizada no Brasil.

Assim sendo, cumpre esclarecer que o resultado foi a realização, em E01, de 18 (dezoito) aulas totalizando aproximadamente 741 minutos de filmagem, e em E02, 20 (vinte) aulas totalizando aproximadamente 854 minutos.