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MUTASAVVIFLARA GÖRE “EL-HÂDΔ İSM -İ ŞERİFİ Olur H âdî diyen ehl-i hidâyet

Existem duas maneiras distintas para avaliar os investimentos brasileiros no exterior: pelo fluxo de saída de capitais e pelo estoque de capital do Brasil no exterior – sob a forma de investimento direto. Ambas as formas são apresentadas em publicações tanto do Banco Central do Brasil (BCB)20, como também pela base de dados da UNCTAD21, cujos números são basicamente os mesmos. Uma

diferença importante, contudo, reside no fato de que, pelo BCB, é possível obter as informações setorialmente e por países destino desses investimentos, enquanto pela UNCTAD há a possibilidade de serem feitas comparações internacionais.

De acordo com dados do BCB do ano de 2010 (última estimativa disponível), as empresas brasileiras são donas de US$ 189,2 bilhões em estoques sob a forma de investimentos no exterior. Esse número teve substancial elevação durante os últimos 10 anos, período em que o valor expandiu-se em 280,8% em relação ao ano de 2001, quando o estoque somava apenas US$ 49,7 bilhões. Durante as décadas de 1980 e de 1990, em função das fortes oscilações dos ciclos econômicos e também pela significativamente menor quantidade de reservas internacionais, o estoque do IED do Brasil cresceu em proporções muito menores, 21,0%, na década de 1990, e somente 5%, nos anos de 1980 (BRASIL, 2010).

Em comparação a outros países, utilizando os dados da UNCTAD (2011b), o Brasil é o 22º país com maior volume de recursos investidos no exterior, em uma

20 O Banco Central do Brasil apura os dados de fluxo dos Investimentos Brasileiros Diretos no Exterior (IBDE) por meio do balanço de pagamentos do país, e apresenta os dados de estoque por meio de uma publicação anual denominada censo de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), disponível em: <http://www4.bcb.gov.br/rex/cbe/port/ResultadoCBE2010.asp>. Acesso em: 12 jan. 2012 (BRASIL, 2010).

21 O banco de dados da UNCTAD é o mesmo utilizado na subseção 2.1 deste trabalho, disponivel em: <http://unctadstat.unctad.org/ UnctadStatMetadata/Documentation/UNCTADstatContent.html>. Acesso em: 12 jan. 2012 (UNCTAD, 2011).

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lista encabeçada pelos países desenvolvidos (Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha). Em relação aos países em desenvolvimento, apenas a China (incluindo Hong Kong e Taiwan), com US$ 1,2 trilhão, e a Rússia, com US$ 433,7 bilhões, situam-se à frente do Brasil nesse ranking. Curiosamente, a Coreia do Sul, com US$ 139,0 bilhões, aparece com volume inferior de estoques de investimentos se comparado ao do Brasil.

Gráfico 4 - Evolução do estoque de IED brasileiro.

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados do BCB (BRASIL, 2010).

Em termos setoriais, o BCB calcula os dados utilizando apenas os IEDs denominados participação no capital22 – que somaram US$ 169,1 bilhões em 2010.

Os resultados apurados pelo Banco demonstram que os setores de serviços, com

22 Para obter mais informações sobre a metodologia de cálculo, ver site do BCB, disponível em: <http://www.bcb.gov.br/?INVEDIR>. Acesso em: 20 mar. 2012 (BRASIL, 2011).

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59,9%, e de agricultura, pecuária e extrativa mineral, com 31,2% do total do estoque de IED, são amplamente superiores ao estoque de investimentos do setor industrial, que responde por apenas 8,8% do montante total auferido em 2010.

A participação mais reduzida do setor industrial no estoque total de IED pode ser explicada pelo fato de suas operações no exterior serem menos intensivas em produção física e mais em serviços de apoio à exportação, como atividade de distribuição, marketing, entre outras.

Conforme o Quadro 4, as principais atividades no exterior do setor de agricultura, pecuária e extrativa mineral concentram-se em extrativismo de minerais metálicos e de petróleo e gás, que, juntos, respondem por 99,6% do total do estoque de IED desse setor. Nessas duas atividades, encontram-se boa parcela das inversões de duas gigantes brasileiras, a Vale e a Petrobrás.

O setor industrial, embora também muito concentrado em poucas atividades, apresenta maior diversificação em relação ao extrativo e, entre os principais destaques de subsetores com produção no exterior, encontram-se os produtos alimentícios, os minerais não metálicos e o metalúrgico. Em conjunto, essas três atividades respondem por 82,4% do estoque de capital sob a forma de IED do setor industrial. Nesse montante de estoque de IED da indústria, podem ser encontradas as atividades produtivas dos frigoríficos brasileiros no exterior (principalmente JBS- Friboi e Marfrig) e as plantas de empresas como Votorantim, Gerdau, CSN, entre outras.

Os serviços, por sua vez, são aqueles que apresentam o maior número de subsetores que realizam IED. No entanto, tal setor preserva a mesma característica concentradora apresentada pelos outros dois setores analisados, tendo apenas três atividades – serviços financeiros; atividades profissionais, científicas e técnicas; e serviços de escritório e outros prestados às empresas – como responsáveis por 84,0% do estoque de IED. Os três grandes bancos brasileiros (Banco do Brasil, Itaú e Bradesco) são donos da maior porção do estoque, que soma US$ 101,3 bilhões.

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Setor bilhões US$ Participação

Agricultura, Pecuária e Extrativa Mineral 52,8 31,2%

Extração de minerais metálicos 46,3 27,4%

Extração de petróleo e gás natural 6,3 3,7%

Demais 0,2 0,1%

Indústria 14,9 8,8%

Produtos alimentícios 5,6 3,3%

Produtos minerais não metálicos 3,9 2,3%

Metalurgia 2,9 1,7%

Veículos automotores, reboques e carrocerias 0,6 0,4%

Produtos de borracha e de material plástico 0,5 0,3%

Serviços 101,3 59,9%

Serviços financeiros e atividades auxiliares 64,6 38,2% Atividades profissionais, científicas e técnicas 10,9 6,5% Serviços de escritório e outros serviços prestados a empresas 9,6 5,7% Atividades de sedes de empresas e de consultoria em gestão de

empresas 7,3 4,3%

Comércio, exceto veículos 3,0 1,8%

Total 169,1 100,0%

Quadro 4 - Estoque de IED brasileiro por setor em 2010.

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados do BCB (BRASIL, 2010).

Benzer Belgeler