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Mustafa Kutlu’nun Hikâyelerinde Kentleşme ve Sorunları

em 1989, por meio de um convênio de Cooperação Técnica e Cient ífi ca com a França na área das Urgências e Emergências, que implant ou a Regulação Médica para as de- mandas de urgências t raumát icas. A regulação do Sist ema propunha a gest ão do fl uxo de of ert a com a possibilidade de reordená-lo para serviços de saúde com capacidade adequada para at endiment o da sit uação. Para t ant o, organizou-se o Serviço de At en- diment o Pré-Hospit alar, em parceria com a Secret aria de Segurança Pública do Est ado e a Secret aria de Est ado de Saúde, para at endiment o f ora do ambient e hospit alar às pessoas vít imas de t rauma.

Em 1992, f oi implant ado, no âmbit o da Secret aria Municipal de Saúde de São Paulo, um Plant ão Cont rolador Met ropolit ano (PCM), nas 24 horas do dia, com o obj et i- vo principal de ordenament o do fl uxo de pacient es graves ent re os hospit ais da Região Met ropolit ana de São Paulo. Em 1996, essa est rut ura f oi incorporada pela SES-SP e ampliada com a criação dos Plant ões Cont roladores Regionais no âmbit o das Diret orias Regionais de Saúde (DIR) e Núcleos de Saúde, que compunham, à época, a est rut ura administ rat iva de saúde da região met ropolit ana de São Paulo.

Em 1998, a Coordenadoria de Saúde do Int erior da SES-SP, f rent e aos problemas crescent es relacionados ao at endiment o das urgências na sua área de abrangência, im- plant ou o Sist ema Regional de Ref erência Hospit alar para as urgências e emergências. Foram criadas e inst aladas 19 Cent rais de Regulação Médica nas 19 DIRS do int erior, da ant iga divisão administ rat iva da SES, com o obj et ivo de ordenar e garant ir o at endi- ment o do pacient e com agravo agudo à saúde, nos locais mais adequados à resolução do seu problema.

Em 2002, f oi implant ada na Secret aria Est adual de Saúde a Cent ral Est adual de Regulação de Alt a Complexidade (CERAC) que f az int erf ace com a Cent ral Nacional de Regulação de Alt a Complexidade (CNRAC) para at ender pacient es de out ros est ados do Brasil nas áreas de cardiologia, neurocirurgia, ort opedia, oncologia e epilepsia.

Em 2003, o município de São Paulo se habilit ou na gest ão Plena do Sist ema de Saúde pela NOAS e assumiu a Cent ral de part os, a Cent ral de Urgência/ Emergência int er-hospit alar, assim como out ras Cent rais de leit os de apoio, leit os de ret aguarda, leit os de psiquiat ria e marcação de exames de alt a complexidade no âmbit o da capit al, direção Regional de Saúde – DIR I.

As demais DIR do est ado de São Paulo mant iveram as est rut uras de Plant ões con- t roladores regionais, denominadas Cent rais de Regulação Est aduais Regionais - CRER, t ot alizando 18 Cent rais de Regulação no int erior do est ado. Mant eve-se uma est rut u- ra na Secret aria de Est ado da Saúde de São Paulo denominada Cent ral de Regulação

ARTIGO

Est adual Met ropolit ana - CREM, no int uit o de dar suport e t écnico ao município de São Paulo nas quest ões das parcerias com as regiões vizinhas (Grande São Paulo) e cent rais regionais do município de São Paulo, mant endo a ref erência regional com os Hospit ais de Ensino.

Em 2004, o município de São Paulo assumiu a cent ral de Diálise (Terapia Renal Subst it ut iva) no âmbit o da capit al. A Coordenadoria de Saúde do Int erior - CSI, ref ormulou as Cent rais de Regulação Est aduais Regionais - CRER do int erior do est ado, diminuindo seu número para doze (12) com f uncionament o 24 Horas e mant endo as quat ro (4) CRER da região da Grande São Paulo.

No fi nal de 2006, a SES passou por nova reest rut uração, int egrando algumas DIR, t ot alizando dezesset e Depart ament os Regionais de Saúde - DRS.

Em 2007, a Secret aria Est adual de Saúde coordenou o processo descent ralizado de desenvolviment o do Plano Est adual de Saúde, em consonância com a implant ação do Pact o pela Saúde no est ado, culminando na adesão de 643 municípios, iniciando uma nova f ase no processo de consolidação do SUS-SP e, por conseguint e, das ações de Regulação.

Essa nova confi guração demandou uma redefi nição da Polít ica de Regulação em Saúde na SES, que assumiu a responsabilidade de gest ão das ref erências int ermunicipais, Para t ant o, f ez-se necessário a criação de uma met odologia que pudesse caract erizar os municípios segundo área de abrangência e complexidade da rede hospit alar, de acordo com as int ernações SUS.

Foram consideradas as int ernações nas especialidades de clínica médica, pediat ria, cirurgia e obst et rícia, excet uando-se os grupos de psiquiat ria, crônicos/ FPT, hospit al-dia psiquiat ria, t isiologia e reabilit ação, além de ser aplicado o conceit o de “ invasão” , ou sej a, a capacidade do município de at ender demandas geradas por out ros municípios. Dest a f orma, f oram defi nidas quat ro cat egorias de municípios, de acordo com a complexidade da rede hospit alar:

Tipo 1 = municípios com int ernações nas clínicas básicas e cirurgias com t axa de evasão inf erior a 75% e alt a complexidade em cirurgia acima de 36 int ernações/ ano (3 AIH/ mês);

Tipo 2 = municípios com int ernações nas clínicas básicas e cirurgias com t axa de evasão inf erior a 75% e com alt a complexidade em cirurgia inf erior a de 36 int ernações/ ano;

Tipo 3 = municípios com int ernações nas clínicas básicas e cirurgias com t axa de evasão superior a 75%%;

Tipo 4 = municípios onde não ocorreram int ernações ou que f oram em número in- f erior a 24 int ernações/ ano

Considerando-se a “ invasão” , foram classifi cados t ambém em quat ro cat egorias: A = acima de 40%;

B = de 15 a 40%; C = ent re 3 e 14% e D = abaixo de 3%.

C A D E R N O S F G V P R O J E T O S : G E S T Ã O E S A Ú D E 2 66 | 67

Segundo a Port aria SAS/ MS n.º 356, de 22 de set embro de 2000, “ O Complexo Regulador Assist encial ligado ao Sist ema Único de Saúde compreende a concepção que inst it ui ao poder público o desenvolviment o de sua capacidade sist e- mát ica em responder às demandas de saúde em seus dif erent es níveis e et apas do processo de assist ência, enquant o um inst rument o ordenador, orient ador e defi nidor da assist ência à saúde, f azendo-o de f orma rápida, qualifi cada e int egrada, com base no int eresse social e colet ivo” (BRASIL, 2000).

Diant e da import ância de se viabilizar um sist ema equânime e int egral, com capacidade para at ender às diversas necessidades de saúde exist ent es no est ado, é import ant e dest acar as compet ências dos ent es est aduais e municipais. Podemos afi rmar que a regulação das referências int ermunicipais é responsabilidade do gest or est adual enquant o a regulação do acesso aos prest adores de serviços é preferencialment e de responsabilidade da esfera muni- cipal. No ent ant o, a SES/ SP desempenha os dois t ipos de regulação cit ados dada a quant idade de serviços prest ados por inst it uições est aduais.

A seguir, vemos como essa disposição se operacionaliza no âmbit o do est ado de São Paulo:

COMPETÊNCIAS DA SES/SP

REGULAÇÃODEREFERÊNCIA

:

Acolhiment o das solicit ações provenient es das Cent rais de Regulação de acesso Est a- duais ou Municipais, dent ro do pact uado, garant indo o acesso a seus prest adores de pacient es não-munícipes com a criação de cinco Complexos Macrorregionais de Regulação de Ref erência – CMRR : Sudest e, Noroest e, Cent ro-Oest e, Cent ro-Lest e e Nordest e:

ARTIGO

REGULAÇÃODOACESSO

:

Relaciona-se diret ament e com os prest adores sob sua gest ão, regu- lando o acesso aos seus prest adores, respeit ando pact uações e PPI (Cent rais Regionais dos DRS – 17 Cent rais). Est as Cent rais recebem demandas das Cent rais Municipais da sua região de abrangência, bem como de out ras regiões at ravés do respect ivo CMRR.

No t errit ório onde houver est abeleciment os de Saúde sob gest ão est adual e muni- cipal, a regulação será em co-gest ão (DRS e Municípios).