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1.5. MULTİPL SKLEROZDA (MS) BELLEK, DİKKAT, YÖNETİCİ İŞLEVLER

1.5.1. Multiple Sklerozda (MS) Bellek Becerisi ve İlişkili Beyin Yapıları

Os resultados concernentes à resiliência dos novos servidores não tutorados da UFRN e da NTNU se encontram descritos na Tabela 16. Os maiores escores foram observados, de modo geral, no fator de Recursos Sociais que, além disso, apresentou também as menores oscilações em torno da média (desvio padrão menor); o que significa que a grande maioria dos respondentes não tutorados, com

relativamente poucas exceções, tem no apoio de amigos e colegas um dos fatores de proteção com que mais contam para a sua resiliência.

Tabela 16

A resiliência dos servidores não tutorados da UFRN e da NTNU

Fatores da RSA Ocupação Média UFRN UFRN D.P. Média NTNU NTNU D.P.

Servidores docentes 5,98 0,88 5,47 0,98 Percepção de si

Mesmo Servidores técnico-administrativos 5,32 1,20 5,22 0,77 Servidores docentes 6,12 1,13 5,88 0,86 Futuro Planejado

Servidores técnico-administrativos 5,56 1,18 5,37 1,10 Servidores docentes 6,06 1,00 5,14 1,13 Competência

Social Servidores técnico-administrativos 5,49 0,99 4,95 0,81 Servidores docentes 5,69 1,11 5,37 0,79 Estilo Estruturado Servidores técnico-administrativos 5,28 1,27 5,40 0,78 Servidores docentes 6,07 1,00 5,50 1,06 Coesão Familiar Servidores técnico-administrativos 5,58 1,20 5,62 0,83 Servidores docentes 6,34 0,69 6,03 0,66 Recursos Sociais Servidores técnico-administrativos 5,97 0,87 5,99 0,70 Nota: D.P.= Desvio padrão

Outros mecanismos de proteção que se mostraram entre os mais empregados pelos respondentes, de ambos os grupos, foram o Futuro Planejado e a Coesão Familiar, embora ambos com desvio padrão mais elevado. No caso dos servidores da NTNU, são também importantes o Estilo Estruturado e a Percepção de si Mesmo, sendo que a Competência Social aparece como o recurso individual menos acionado entre os indivíduos que compõem aquele grupo. E para os servidores não tutorados da UFRN destacam-se, ainda, a Competência Social e a Percepção de si Mesmo, de forma que os menores escores médios foram obtidos no fator Estilo Estruturado.

Pela realização do teste t, comparando as médias obtidas pelos novos servidores de ambas as ocupações, em cada instituição, foi possível verificar que os novos servidores docentes não tutorados da UFRN obtiveram melhores resultados nos fatores Percepção de si Mesmo (t=2,69; p<0,01), Futuro Planejado (t=2,04; p<0,05) e Competência Social (t=2,38; p<0,05). Isto significa que esses professores, comparativamente aos servidores técnico-administrativos, têm uma maior percepção de auto-eficácia e visão realista acerca de si mesmo; orientação mais positiva para o futuro, em temos de habilidade de planejamento e estabelecimento de metas; além de maior competência e flexibilidade em interações sociais.

Entre os novos servidores da NTNU, por sua vez, diferenças entre as médias só foram constatadas para o fator de Futuro Planejado (t=2,06; p<0,05), no qual também se sobressaíram os docentes. Verifica-se, portanto, situação bastante similar àquela identificada nos resultados para a socialização organizacional, uma vez que as maiores diferenças nos escores médios entre as ocupações analisadas ocorreram entre os novos servidores não tutorados da UFRN.

Tais resultados conduzem a questionar se a maior resiliência dos docentes não tutorados da UFRN pode ser um dos aspectos, além daquele relacionado à orientação cultural, que esteja contribuindo para compreender os melhores resultados de socialização, por eles alcançados, em comparação aos servidores técnico-administrativos. Corroborando tal raciocínio, a realização do teste t para os servidores não tutorados de ambas as instituições apontou maior Percepção de si Mesmo (t=-2,20; p<0,05), Competência Social (t=-3,36; p<0,01) e Coesão Familiar (t=-2,20; p<0,05) entre os docentes da UFRN, os quais também tinham se mostrado mais integrados à organização do que os docentes da NTNU.

Tomando a comparação de médias entre os novos servidores técnico- administrativos, entretanto, observou-se na UFRN a ocorrência de maiores médias no fator de Competência Social (t=-2,57; p<0,05), embora os servidores técnico- administrativos da NTNU tenham obtido melhores resultados em termos de Acesso às Informações, Integração às Pessoas, conhecimento dos Objetivos e Valores Organizacionais e da Linguagem e Tradição.

Isto não invalida, contudo, a suposição de uma influência da resiliência nos resultados da socialização organizacional. Pode ser que esta desempenhe um papel mais significativo na socialização dos servidores docentes não tutorados, ou que se tenham outras variáveis intervindo na relação entre a resiliência e a socialização organizacional dos servidores técnico-administrativos não tutorados. As análises de regressão, apresentadas mais adiante, fornecerão maiores subsídios a essa discussão.

É conveniente, ainda, salientar que estes resultados, de modo geral, oferecem suporte integral à hipótese 2a, de que processos distintos de resiliência seriam identificados entre os novos servidores docentes e técnico-administrativos não tutorados da NTNU e da UFRN.

Reportando aos resultados de resiliência dos novos servidores tutorados da UFRN (Tabela 17), o que se percebe é que os fatores com escores mais elevados

são aqueles de Futuro Planejado, Recursos Sociais e Coesão Familiar, todos com médias superiores a 6 pontos. Ao contrário do que havia sido observado, entre os servidores não tutorados da mesma instituição, a Percepção de Si Mesmo se mostrou como um dos fatores de proteção menos acionados, em comparação aos demais, assim como ocorre com os fatores de Competência Social e Estilo Estruturado.

Tabela 17

A resiliência dos servidores tutorados e não tutorados da UFRN

Fatores da RSA Ocupação Média UFRN

(n.tut) D.P. UFRN (n.tut.) Média UFRN (tut.) D.P. UFRN (tut.) Servidores docentes 5,98 0,88 5,82 0,88 Percepção de si

Mesmo Servidores técnico-administrativos 5,32 1,20 5,89 0,77 Servidores docentes 6,12 1,13 6,33 0,72 Futuro Planejado

Servidores técnico-administrativos 5,56 1,18 6,55 0,43 Servidores docentes 6,06 1,00 5,78 1,05 Competência

Social Servidores técnico-administrativos 5,49 0,99 6,03 0,67 Servidores docentes 5,69 1,11 5,97 0,73 Estilo Estruturado Servidores técnico-administrativos 5,28 1,27 5,86 0,86 Servidores docentes 6,07 1,00 6,10 1,06 Coesão Familiar Servidores técnico-administrativos 5,58 1,20 6,01 0,82 Servidores docentes 6,34 0,69 6,31 0,64 Recursos Sociais Servidores técnico-administrativos 5,97 0,87 6,28 0,61 Nota:D.P.= Desvio padrão/ tut.= novos servidores tutorados / n.tut.= novos servidores não tutorados

A aplicação do teste t para comparar as médias entre os novos servidores tutorados nas duas ocupações possibilitou verificar que não existem diferenças significativas na resiliência dos docentes e técnico-administrativos. Igualmente, diferenças significativas não foram observadas entre a resiliência dos docentes tutorados e não tutorados da UFRN.

No que se refere aos servidores técnico-administrativos, a comparação das médias revelou maior capacidade de resiliência por parte dos novos servidores tutorados, que se manifesta em escores médios mais elevados nos fatores Percepção de si Mesmo (t=-2,08; p<0,05), Futuro Planejado (t=-3,91; p<0,001), Competência Social (t=-2,35; p<0,05) e Estilo Estruturado (t=-2,17; p<0,05).

Tem-se, portanto, mais uma vez, inegável similitude entre os resultados comparativos da resiliência e da socialização organizacional, desta vez entre os novos servidores tutorados e não tutorados da UFRN. Assim como fora verificado

quanto à socialização, as diferenças na resiliência de servidores docentes e técnico- administrativos não tutorados desaparecem quando são examinadas junto àqueles que passaram pelo processo de tutorização. Da mesma forma, apenas os novos servidores técnico-administrativos tutorados relataram maior resiliência, em comparação aos não tutorados.

Estes achados sugerem que as relações de tutorização contribuíram, não somente para a socialização organizacional dos servidores técnico-administrativos, mas também para a sua resiliência, oferecendo suporte à noção de que a efetividade do programa não se estendeu aos servidores docentes. Além disso, os achados corroboram parcialmente a hipótese 2b, de que perfis distintos de resiliência seriam identificados entre os novos servidores docentes e técnico- administrativos tutorados e não tutorados da UFRN, uma vez que tal distinção foi identificada somente entre os novos servidores técnico-administrativos tutorados e não-tutorados da referida instituição.