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8. HALK HİKÂYELERİNİ İNCELEME METOTLARI

8.2. Motiflerine Göre İnceleme

Aquando da fundação e edificação da vila de Caminha, à semelhança do que acontecia na maioria das povoações portuguesas, como foi referido, terão sido estabelecidas normas métricas a serem respeitadas no que toca ao aproveitamento e utilização dos terrenos, colocadas em prática, provavelmente, pela figura do Povoador, que muitas vezes percorria o país e adoptava as mesmas regras na fundação de várias cidades.

O Povoador era um funcionário régio encarregue da fundação do novo aglomerado. Se as suas funções eram fundamentalmente administrativas, relativas ao governo e ao povoamento da cidade, ou se abarcavam também o seu traçado, e quais os seus conhecimentos específicos, não se sabe ao certo. (Teixeira & Valla, 1999, p. 27)

De entre essas medidas, Teixeia e Valla chamam à atenção para a u idadeàdeà aseàdeàpla oàdestasà idades ,à o oàoàloteàdeà àaà àpal os.à Caminha estaria precisamente inserida na utilização desta métrica existente (1999, p. 30). Para além do tamanho do lote, os autores referem ainda que outras medidas eram tidas em conta, tais como a dimensão do quarteirões e das ruas, principais e secundárias. De recordar que as ruas principais seriam as que que possuíam frentes de lote com as fachadas das habitações viradas a esta, ao invés que as secundárias teriam as traseiras ou os laterais dos quarteirões.

Sobre estas medidas, ou autores referem que:

... à à possívelà e o t a à … à o sta tesà ouà egula idadesà e t eà asà várias cidades estudadas: as ruas principais variam entre 18 e 30 palmos, enquanto as ruas secundárias variam em 14 e 18 palmos. As e epçõesà s oà Mo ç oà … à eà Ca i ha,à o à à eà à pal osà respectivamente. Os quarteirões variam entre 510 e 216 palmos para a sua dimensão maior e 136 e 81 palmos para a sua dimensão menor. Os lotes vaiam entre os 25 e os 30 palmos de frente. (1999, p. 30)

Sobre a possibilidade de encontrar ainda estas medidas, os autores adve te à ai daà ueà Apesar de baseadas em levantamentos topográficos

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rigorosos e em medições efectuadas nos próprios locais, estas dimensões devem, contudo, ser encaradas como valores médios ou valores-padrão: seja em resultado de discrepâncias já do tempo da sua fundação, seja em consequência de alterações verificadas nos séculos entretanto decorridos, existem pontualmente desvios relativamente a estas dimensões de ruas,

ua tei õesàeàdeàlotesà asà idadesàa alisadas à ,àp.à .

Ca i ha,à … ,à e aà u aà idadeà deà pe ue asà di e sões,à o postaà essencialmente por duas filas de quarteirões de um lado e outro de uma rua que ligava a porta principal da muralha ao terreiro no extremo oposto. Algumas ruas secundárias cruzavam ortogonalmente esta rua principal. Entre a muralha, de forma oval, e o espaço construído existiam terrenos vazios, como era habitual verificar-se no interior das cidades medievais, por razões sanitárias, de defesa (que justificava a existência de um caminho de ronda ao redor de toda a muralha), e como logradouros comuns para várias funções, nomeadamente de mercado e de reunião. (Teixeira & Valla, 1999, p. 28)

As casas no interior da muralha, deverão ter sido, inicialmente de uma planta só, respeitando o tamanho dos lotes de ente 25 a 30 palmos de frente, correspondentes a 5,5 ou 6,6 metros de largura da fachada, à semelhança dos exemplares que ainda podemos encontrar perto da Igreja Matriz, na antiga Rua da Ribeira. Em questões de profundidade, baseando-nos no actual desenho das habitações e no exemplo próximo da cidade de Viana, os lotes deveriam ter aproximadamente até 80 palmos.

Fig. 47 e 48 – Exemplares de Casas do interior da Muralha, perto da Igreja Matriz Se é verdade que inicialmente só haveria duas linhas de quarteirões principais, existiria então apenas uma rua principal, a de Meyos ou a Rua do Meio - que verifica igualmente a medida apresentada de 27 palmos, aproximadamente 5, 90 metros de largura – e as traseiras dos lotes habitados,

que iriam de uma frente a outra, podendo possuir apenas um logradouro na parte traseira, como é verificável nas casas actualmente presentes.

No entanto, o crescimento da habitação junto à linha interior da u alhaà te à sidoà pido,à u aà vezà ueà aà des iç oà deà Dua teà D á asà deà 1513 já aparecem claramente identificadas a Rua da Ribeira e a Rua do Poço ou da Ribeira Velha, que apesar de possuírem frentes viradas para si, verificam uma medida mais próxima da apresentada para as ruas secundárias, de 23 palmos, correspondentes a aproximadamente 5 metros de largura.

Fig. 49 – Esquema-Resumo da Utilização do Espaço na Fundação da Vila Em Viana, o Rei D. Manuel I, por alvará de 1501 e 1502, permitiu a ocupação dos terrenos junto à muralha, tendo a Câmara promovido a sua venda a partir de 1531 (Teixeira & Valla, 1999, p. 33).

A situação de Caminha não terá então, sido muito diferente.

ái daà o pa a doà o àoà asoàdeàVia a,à u àp o essoàdeàde sifi aç oà do espaço urbano, alguns lotes serão divididos transversalmente em dois, de forma a poderem-se implantar dois edifícios, um com frente para a rua principal, outro para a rua secundária.

Da mesma forma, a construção de edifícios orientados para as ruas t a sve sais,à … àsóàsu geà aisàta de,à oàp i ípioàdoàs uloàXVI à ,àp.à .

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Fig. 50 e 51 – Exemplo de Edifícios Orientados para as Ruas Transversais do interior da Muralha Tal situação nota-se claramente em Caminha, na qual algumas das casas da rua do Meio possuem um logradouro com pequeno jardim nas suas t asei as,à asà out asà po àsuaà vezà est oà edifi adasà ostasà o à ostas à o à uma outra edificação traseira.

Numa época de franco desenvolvimento, na qual são construídas a Matriz (arrasando um quarteirão inteiro de habitações no interior da muralha), a Igreja da Misericórdia e as habitações começam a transpor os muros, as casas doài te io àdoà as oàv oàsof e àalte ações,à escendo em altura e alterando sig ifi ativa e teà asà suasà fa hadas à NMCHC,à ,à p.à .à Noà e ta to,à aà dimensão do lote é, obviamente mantida, dando origem à típica construção de 3 vãos na fachada, como nos refere Teixeira e Valla (1999).

Fig. 52 – Aspecto da Rua do Meio, no interior da Muralha As casas dos mercadores e artesãos estavam distribuídas pelas três ruas principais: do Meio, do Poço e da Ribeira, ruas estas que eram cortadas por vielas mais estreitas e humildes (Alves, 1985, p. 80).

Embora os estaleiros funcionassem fora das muralhas, junto ao Cais da Porta Nova, e alguns pescadores e agricultores mais humildes erguessem as suas casas do lado de fora, como nos mostra o desenho de Duarte de Armas, a maior parte dos homens do mar residia dentro do perímetro da fortaleza, como nos demonstram ainda alguns vestígiosàdeà asi hasà edievais àju toàaoàTalhoàdoàBai i ho,àdef o teà do Hospital, e perto da Matriz. Eram casas atarracadas, de duas águas, com poucas aberturas, com coberturas de telhão ou de palha centeia, sobretudo as mais pobres. (Alves, 1985, p. 80)

O desenvolvimento da classe burguesa durante os séculos XV e XVI e de uma nobreza possuidora de terrenos em quantidade, enriquecidas pelas actividades comerciais que a expansão ultramarina facilitou, origina um novo tipoàdeà asaàsola e ga à ueàseàe pa deà aàvila,àso etudoàpelaà uaàdoàMeioà (Direita), e fora de portas, em direcção ao Terreiro em terrenos anexos que antes eram área de pastoreio e zonas agrícolas (Alves, 1985, p. 81 e NMCHC, 2008, p. 41).

Exemplo desse facto é a Casa dos Pittas (ou Casa Pita), de estilo Manuelino tardio, tendo sido a sua construção iniciada a meados do século XVII.

Surgem igualmente as casas burguesas, símbolo de uma classe social em importante acensão e crescimento, com os seus floreados de influência manuelina nas portas, janelas e escadas artisticamente decoradas, pátios interiores e quintais com jardins e poço.

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O Terreiro e a rua de Vau foram locais privilegiados para a instalação de casas nobres durante os séculos XVII e XVIII, criando-se a tradição de aí de estabelecerem as melhores casas da vila, testemunhando de algum modo a alteração do centralismo da Vila de Caminha. (NMCHC, 2008, p. 42)

No entanto, todas estas evoluções para fora dos muros da antiga muralha medieval não significavam de forma alguma a alteração da regularidade dos espaços e das métricas dos lotes.

Como foi referido anteriormente, esta expansão extramuros tendia a ser

ealizadaà o à aseà asà t i asàeào ga izaçõesàa tesàto adas:à aà uad í ulaà

era adoptada porque se revelava a forma mais lógica e eficiente de urbanizar um novo território, facilitando as operações de divisão do solo, de

aforamento, de infra-est utu aç oàeà o st uç o à Tei ei aàeàValla,à ,àp.à .

Fig. 54 – Esquema-Resumo da Utilização do Espaço na Expansão para fora das Muralhas da Vila

Comprovando este facto, estão as habitações da Rua da Corredoura, segunda linha mais importante de evolução da edificação da vila de Caminha, sendo uma datada do ano de 1581.

Estas, que ainda hoje guardam parte da sua traça original, cumprem especialmente a dimensão do lote de frente entre 25 e 30 palmos.

Fig. 55 – Casas da Rua da Corredoura Lourenço Alves, na sua monografia de Caminha, descreve ainda como em plena época setecentista, surgem casas brasonadas, não urbanas, de cariz rural, sobretudo na encosta do morro de Sto. António que dava para o Convento aí edificado. É exemplo deste facto, a Casa de Leiras.

Aforados os terrenos baldios, circunscritos pelas muralhas de D. Pedro II à Câmara, esta foi-os dispensando aos particulares, por uma quantia, uitasà vezesà si óli a,à pa aà o st uí e à asasà … .à áà asaà ple eiaà ainda se pode detectar na Rua dos Pescadores, não totalmente urbana, porque, além da habitação, alberga também os trastes da pesca. No quintalinho, por detrás da casa, Vêem-se os pescadores consertando e secando as redes. (Alves, 1985, p. 82)

No último século, Caminha transpôs o perímetro das muralhas, projectando-seà e à todosà osà se tidosà e osà pa aà Oeste.à á asa doà algu sà quintais, tão característicos noutros tempos, e aproveitando, de forma duvidosa, os terrenos da Avenida Marginal, o tecido urbano da vila modificou- se substancialmente, nalguns casos, com prejuízo do antigo esquema tão belo eàt oàha o ioso à álves,à ,àp.à .

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