4.1 ÇalıĢmanın Örneklemi
4.1.1 Alan ÇalıĢması Ġçin Seçilen Sanat Merkezlerinin
4.1.1.1 Cer Modern Sanatlar Merkezi
A partir de 1960 que se verifica o primeiro esforço articulado voltado ao segmento das pequenas empresas, com a criação do Grupo Executivo de Assistência à Média e Pequena Empresa (GEAMPE), que tinha o objetivo de melhorar a produtividade e fortalecer a estrutura econômica e financeira das empresas industriais.
Em 1964, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criou o Programa de Financiamento à Pequena e Média Empresa (FIPEME) e o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (FUNTEC), atual Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O FIPEME e o FUNTEC formavam o Departamento de Operações Especiais do BNDE, no qual foi montado um sistema de apoio gerencial às pequenas e médias empresas. Identificou-se, através de pesquisas, que a má gestão dos negócios estava diretamente relacionada com os altos índices de inadimplência nos contratos de financiamento celebrados com o banco.
Em 17 de julho de 1972, diante do reconhecimento de que os problemas econômicos e financeiros das empresas eram acrescidos de sérios problemas gerenciais, e, por iniciativa do BNDE e Ministério do Planejamento, foi criado o Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa (CEBRAE). O CEBRAE assumiu a forma de uma sociedade civil, sem fins lucrativos, operando com recursos não reembolsáveis e teve seu Conselho Deliberativo formado pela FINEP, pela Associação Brasileira dos Bancos de Desenvolvimento (ABDE) e BNDE. Os recursos para atuação da entidade eram obtidos a
cada ano em nível federal e estadual, por meio de um intenso processo de negociação de convênios, programas e projeto, e também da remuneração dos serviços prestados.
Em 1974, a instituição já contava com 230 colaboradores e estava presente em 19 Estados da Federação. A atuação nos Estados ocorria através dos Centros de Assistência Gerencial (CEAG’s), que também eram sociedades civis, sem fins lucrativos e que tinham como membros instituidores e participantes dos Conselhos Deliberativos: o Banco de Desenvolvimento do Estado, as Federações de Indústrias, as Federações e Associações Comerciais, as Universidades e outras instituições relacionadas com as atividades das pequenas e médias empresas.
O II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND)16 consolidou o CEBRAE como instituição de apoio à pequena e média empresa. Com isso, a entidade passou a cobrir todos os Estados e a realizar programas para todos os setores, e não apenas para a indústria. No final dos anos 70, nasceram programas como o PRONAGRO (Programa Nacional de Desenvolvimento Agropecuário), PROPEC (Programa Nacional de Desenvolvimento da Pecuária) e o PROMICRO (Programa de Apoio à Microempresa). Em 1979, o CEBRAE já havia formado 1.200 (um mil e duzentos) consultores especializados em micro, pequenas e médias empresas.
A partir de 1982, a instituição passou a ter uma atuação mais política, servindo de canal de ligação entre as empresas de micro e pequeno porte e os demais órgãos públicos no encaminhamento das questões ligadas ao setor. É também desse ano a criação de programas de desenvolvimento regional e a elaboração de diagnósticos setoriais que fundamentassem a ação nos Estados.
As mudanças no setor público dos Governos José Sarney e Fernando Collor (1985- 1990) repercutiram no CEBRAE, que se mudou do Ministério do Planejamento para o Ministério da Indústria e Comércio, abarcando a microempresa em seu âmbito de atuação e sofrendo grande instabilidade orçamentária. No final da década de 80, as reformas na administração pública visavam o fim das fundações e autarquias mantidas pelo Governo Federal, e o CEBRAE, percebendo a inadequação de sua dependência ao Governo, transformou-se em Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), sancionado pela Lei 2.318. A entidade tornou-se um serviço social autônomo, instituído por escritura pública sob a forma de entidade associativa de direito privado, sem fins lucrativos, regulada por seu estatuto, em consonância com a Lei nº 8.029, de 12 de abril de 1990 e
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O II PND (1975-1979) foi um plano de desenvolvimento econômico brasileiro, que tinha como finalidade estimular a produção de insumos básicos, bens de capital, alimentos e energia.
alterações posteriores, regulamentada pelo Decreto nº 99.570, de 09 de outubro de 1990, que dispuseram sobre a desvinculação da entidade da administração pública federal e asseguraram, de forma mais perene, os recursos necessários para a sua atuação.
O SEBRAE Nacional recebe recursos conforme Lei no. 8.154, de 28 de dezembro de 1990, mediante contribuição parafiscal das empresas privadas instaladas no País. Parte desses recursos são repassados aos SEBRAE dos estados e Distrito Federal para manutenção de suas atividades e programas. O SEBRAE dos estados e Distrito Federal tem autonomia financeira, administrativa, patrimonial e contábil, sendo constituído como entidade juridicamente autônoma.
Constituem rendimentos do SEBRAE, conforme artigo nº 28 do estatuto vigente: o adicional às alíquotas das contribuições sociais relativas às entidades de que trata o artigo 1º, do Decreto-Lei nº 2.318, de 30 de dezembro de 1986, conforme estabelecido no artigo 8º, § 3º, da Lei nº 8.029, de 12 de abril de 1990, e alterações posteriores; as subvenções e auxílios financeiros; o produto da prestação dos seus serviços; o produto da aplicação dos seus bens patrimoniais e financeiros; as doações recebidas e outras rendas de origens diversas.
Os associados instituidores do SEBRAE, conforme artigo nº 10 do estatuto vigente, são: Associação Brasileira dos SEBRAE Estaduais (ABASE); Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI); Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (ANPROTEC); Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Confederação Nacional do Comércio (CNC); Confederação Nacional da Indústria (CNI); Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE); Banco do Brasil S/A.; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Caixa Econômica Federal (CEF); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a União, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.
O SEBRAE atua em todo o território nacional. É organizado sob a forma de sistema e é composto por uma unidade nacional coordenadora e por unidades operacionais vinculadas, localizadas em cada um dos 26 (vinte e seis) Estados da Federação e no Distrito Federal. São 788 pontos de atendimento, 336 próprios e 452 via parceiros. Em torno de 4.500 (quatro mil e quinhentos) colaboradores e 12.000 (doze mil) consultores externos, de norte a sul do Brasil.