4. BÖLÜM LOJİSTİK REGRESYON ANALİZİ İLE ÖĞRENCİ
4.5. Lojistik Regresyon Analizi
4.5.2.1. Model Uyum Analizleri
Quando o secretário de Estado Cordell Hull assumiu seu posto, teria afirmado que o Departamento havia estagnado, retornando à passividade do século XIX. Até 1933, de acordo com suas palavras, o Departamento de Estado tinha cumprido papel secundário, situação que deveria ser modificada daquele momento em diante.72
A tônica dada por Hull em sua posse representava o novo projeto de política externa pretendida por Roosevelt. A partir daquele momento, os Estados Unidos adotariam nova postura em seu relacionamento com o mundo. Em seu discurso de posse, no dia 04 de março de 1933, Roosevelt afirmava:
“No campo da política mundial eu dedicarei esta nação à política da boa vizinhança - uma vizinhança que resulte do respeito mútuo e, devido a isso, respeite o direito dos outros - uma vizinhança que respeite suas obrigações e respeite a santidade dos seus acordos para com todas os seus vizinhos do mundo inteiro”73.
Este discurso é significativo, na medida em que deixa antever as novas preocupações do Estados Unidos nesses anos 30. De um lado, tínhamos o projeto de retomada do desenvolvimento econômico com o New Deal e de outro, o receio de que novas tendências que surgiam na Europa, como o nazi-fascismo e sua política de desenvolvimento de um capitalismo nacional, nublassem os planos americanos da “Política de Portas Abertas”. Lembremos, por exemplo, que a ascensão de Hitler, como chanceler, na Alemanha se deu em Janeiro de 1933.
A Política da Boa Vizinhança foi um programa desenvolvido pelo governo de Roosevelt para conquistar a simpatia da América Latina e combater as forças do Eixo nessa região. Os Estados Unidos queriam, a partir daquele momento, ter boas relações com seus vizinhos e precisavam do apoio desses para manter seu desenvolvimento econômico. Esta estratégia ligava-se ao fato de que os Estados Unidos temiam - diante do perigo de novos conflitos que se avizinhavam no cenário do mundo – a instabilidade dos mercados mundiais. O Secretario de Estado Cordell Hull, na Conferência dos Estados Americanos, realizada no mês de Dezembro de 1933, assim
72
STUART, Grahan H. The Department of State……1949.Op.Cit. Pag.309 73
First Inaugural Address, Franklin Delano Roosevelt . Washington DC. 04 Mar 1933. Presidential Speech Archive. Miller Center Public Affairs. University of Virginia.
se referia à nova política do Departamento de Estado:
“Nenhum país tem o direito de interferir nos assuntos internos ou externos do outro”.
A política econômica , mais uma vez, pautava a política externa. Hull defendia ao mesmo tempo a necessidade de renovar a imagem dos Estados Unidos junto a seus vizinhos e o “programa de comércio recíproco”. A tática deste último era baseada na redução de tarifas para certos produtos estrangeiros que entrassem nos Estados Unidos, em troca de reduções tarifárias para produtos norte-americanos que entrassem em países estrangeiros. O Secretário de Estado advogava, há muito, a grande expansão norte-americana em mercados da América Latina - contra o alcance do capitalismo japonês, alemão e italiano -, com a influência complementar sobre as regiões que apresentavam recursos de matéria prima.
Para que o programa de comércio recíproco desse certo, era preciso mudar a relação que os Estados Unidos sempre tiveram com a América Latina. Reforçando as palavras de seu secretário, na Conferência dos Estados Americanos, o presidente Roosevelt, ainda naquele ano, reiterava a idéia:
“a definitiva política dos Estados Unidos, daqui para a frente é de oposição à intervenções armadas”74.
Abraçando uma política que se afastava da impopular intervenção militar, o governo Americano adotava outros métodos para manter sua influência sobre a América Latina, como, por exemplo, o apoio a lideres locais fortes, a assessoria e o treinamento das guardas nacionais, penetração cultural e econômica além da defesa do Pan-Americanismo.
Como nos esclarece Martha K. Huggins,
“ No final da década de 30, uma das reações dos Estados Unidos a interesses alemães, italianos e japoneses na América Latina foi orientar a Seção latino-americana do Departamento de Estado a “eliminar...as atividades nazistas de espionagem nas Américas”(apud Haines,1977:375). Para atingir essa meta, os Estados Unidos haviam começado a treinar oficiais das Forças Armadas latino-americanas em escolas militares norte-americanas e a criar organizações de serviço
74 NIXON, Edgar Burkhardt.(edit) Franklin D. Roosevelt and Foreign Affairs: Volume I, Cambridge :
secreto locais em alguns países escolhidos da América Latina”75
Entre 1935 a 1939, o governo norte-americano, mais uma vez, diante da possibilidade de novos conflitos armados, passou a adotar a política de neutralidade. Havia grupos, no Senado76 dos Estados Unidos, que ainda defendiam a idéia do isolacionismo e da não interferência em assuntos estrangeiros. Esses grupos, representados por senadores republicanos, oposição portanto ao governo de Roosevelt, democrata, forçaram no Congresso os “Neutrality Acts”. Apesar das posições contrárias ao projeto de lei, tanto da opinião pública, que defendia o fim do isolacionismo por entender que a idéia de segurança coletiva e da união a organismos internacionais era a melhor defesa para a América, quanto de Roosevelt e Cordell Hull, que eram críticos a essas propostas do Senado, porque temiam a limitação de auxílio que os EUA pudessem dar a seus aliados, a Lei, mesmo sem maioria no Senado, foi assinada por Roosevelt, que não queria perder o apoio dos Estados do Sul favoráveis ao Neutrality Act, pois a eleição presidencial de 1936 estava próxima.77
Quatro foram os “Neutrality Acts”, que, em linhas gerais, proibiam as indústrias de armamentos americanas de embarcar munições para países em guerra e propunha embargos aos países beligerantes. Os atos de neutralidade não conseguiram seu objetivo preliminar que era manter os Estados Unidos fora da guerra. Essas leis não estabeleciam a separação entre agressores e agredidos, o que, em parte dificultava o auxílio que o governo norte-americano desejava dar à Grã-Bretanha.
Em 1938, o Secretário Hull reforma, mais uma vez, o Departamento de Estado, reorganizando as seções latino-americanas, fundindo a divisão de assuntos latino- americanos e mexicanos na Divisão de Repúblicas Americanas. Este é mais um sinal da importância que o Departamento de Estado passou a dar aos países da América Latina.
Quando da invasão alemã à Polônia, em 01 de Setembro de 1939, os Estados Unidos, apelando para os atos de Neutralidade, se declarou neutro, porém, o presidente Roosevelt conseguiu, do Congresso, autorização para suspender a lei do embargo, o que deu a ele a possibilidade de abrir caminho para o futuro Lend-Lease
Act. Esta Lei, assinada em 11 março 1941, permitia aos Estados Unidos vender,
75 HUGGINS, Martha K. Polícia e Política: relações Estados Unidos/América Latina. São Paulo:
Cortez, 1998. Pag. 67
76 Senadores Republicanos como Willian Edgar Borah, Gerar P.Nye, Robert M. La Follette Jr., e
Arthur Vandenberg.
77 DIVINE, Robert Alexander. The Reluctant Belligerent: American Entry into World War II, 2d ed.
emprestar ou dar material de guerra às nações aliadas – em alguns casos - em troca, também, da montagem de bases americanas nesses países78. A partir da assinatura do Lend-Lease, a pretensa neutralidade norte-americana chegava ao fim. Estava dado o primeiro passo para que a Nação Americana se fizesse hegemônica no mundo.
Segundo a versão oficial do Departamento de Estado79,
“a inegável ameaça do Eixo – Alemanha Nazista e seus parceiros Itália e Japão – forçaram os Estados Unidos a adotar uma política intervencionista. Apesar da atitude oficial de neutralidade,o Presidente Franklin D. Roosevelt autorizou a venda de destróieres para a Grã- Bretanha em troca do arrendamento de algumas bases no Atlântico Ocidental e o auxilio econômico para o Reino Unido e a União Soviética através do Lend-Lease Act de 1941”