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5. PFK ETKİLİ AKTİF GÜÇ KONTROLÜ İÇİN MRAK EKLENTİSİ

5.2 Model Doğrulama Çalışmaları

Após as análises das informações obtidas por meio do questionário, um roteiro de entrevista foi elaborado e aplicado a alguns treinados e dirigentes (APÊNDICES B e C). A aplicação de entrevistas possibilitou um estudo profundo e detalhado sobre a política de aperfeiçoamento dos servidores técnico-administrativos na UFV, bem como os resultados para a Instituição e para os treinados. De acordo com Marconi e Lakatos (1991), na entrevista semi-estruturada, o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido, sendo que as perguntas feitas aos entrevistados são preestabelecidas. Para Cervo e Bervian (1983, p. 158), a entrevista pode ser utilizada “quando não há fontes mais seguras para as informações desejadas, ou quando se quiser completar dados extraídos de outras fontes”.

No presente caso, foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas para aprofundar e complementar os dados extraídos da aplicação dos questionários, que constituem em outra fonte de obtenção de dados. As entrevistas foram realizadas com um grupo de treinados, que responderam ao questionário, além de alguns dirigentes da Instituição, tendo sido gravadas em um aparelho de MP3 player. As entrevistas possibilitaram conhecer a opinião tanto dos treinados quanto dos dirigentes, no que se refere ao processo de aperfeiçoamento. Nas questões, foram abordados: a influência da legislação que regulamenta a vida profissional do servidor público; resultados do aperfeiçoamento para a Instituição e para o técnico; e sugestões para melhorar esta política de recursos humanos. Além disso, as entrevistas possibilitaram conhecer e aprofundar as opiniões dos entrevistados a respeito de alguns resultados obtidos nos questionários, como a questão do apoio da Instituição à realização do aperfeiçoamento e a aplicação dos conhecimentos após o retorno às atividades na UFV.

Para analisar as informações das entrevistas, utilizou-se a análise de conteúdo. Esta é considerada uma técnica para análise de dados, em que o propósito é identificar o que está sendo dito a respeito de determinado tema (VERGARA, 2005b). Segundo Bardin (1977, p. 42), o termo análise de conteúdo refere-se a:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.

Assim, constata-se que a análise de conteúdo é uma técnica de análise de dados, podendo ser tanto qualitativa como quantitativa. De acordo com Vergara (2005b), esta análise é, em geral, utilizada em pesquisas exploratórias, sendo que os procedimentos qualitativos e quantitativos não são mutuamente excludentes, podendo ser utilizados de forma complementar. O procedimento qualitativo focaliza as peculiaridades e as relações entre os elementos, enfatizando aquilo que é relevante e que pode não ser, necessariamente, freqüente no texto. Neste trabalho, serão analisados os elementos mais citados nas falas dos entrevistados e, também, serão considerados aqueles com menor freqüência, mas que são importantes para as conclusões deste estudo.

Conforme Bardin (1977), esta técnica compreende as etapas de pré-análise, que consistem de: seleção do material e definição dos procedimentos a serem seguidos; exploração do material, que se refere à implementação destes procedimentos; e o tratamento e interpretação dos resultados obtidos, referem-se à geração de inferências e resultados da investigação.

Um dos procedimentos da análise de conteúdo refere-se à definição de categorias, de acordo com os objetivos da pesquisa. “As categorias são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos sob um título genérico, agrupamento este efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos” (BARDIN, 1977, p. 117). A categorização consiste, primeiramente, em oferecer, por condensação, uma representação simplificada dos dados brutos. Assim, categorizar significa isolar elementos para, em seguida, agrupá-los. Na categorização, é importante considerar as seguintes características: devem ser exaustivas, isto é, permitir a inclusão de, praticamente, todos os elementos; mutuamente exclusivas, ou seja, cada elemento só pode ser incluído em uma única categoria; objetivas, isto é, ser definidas de maneira precisa; e pertinentes, que significa serem adequadas aos objetivos da pesquisa (VERGARA, 2005b).

Nesta pesquisa, estabeleceram-se fases para realizar a análise de conteúdo. Na primeira fase, foi feita a transcrição das entrevistas. Na segunda, foi realizada a leitura das transcrições e seleção das unidades ou verbalizações a serem analisadas.

A terceira e última fase consistiu na redação e discussão dos resultados encontrados. A seguir, cada fase será descrita, detalhadamente, para facilitar o entendimento, bem como suas interligações.

1ª Fase: Transcrição das entrevistas

As transcrições foram, integralmente, realizadas pela pesquisadora, geralmente após a realização das entrevistas. Cabe mencionar que alguns vícios de linguagem, corriqueiros no texto falado, foram ignorados pela pesquisadora. Na transcrição, cada entrevista foi codificada e os entrevistados passaram a ser identificados por meio do código da entrevista. A codificação foi realizada, aleatoriamente, sendo que as entrevistas realizadas com os STA treinados receberam códigos do tipo T1, T2, T3... T15, enquanto os dirigentes receberam os códigos D1, D2, D3 e D4.

2ª Fase: Leitura das transcrições e seleção das unidades a serem analisadas

Após a realização das transcrições e das codificações, procedeu-se à leitura cuidadosa de todas as entrevistas, com o propósito de extrair uma visão ampla do assunto abordado. Em seguida, de acordo com os objetivos da pesquisa, foram selecionados os trechos de falas dos entrevistados que deveriam compor as unidades de conteúdo. Após a seleção dos trechos que interessavam à pesquisa, estes foram agrupados em conjuntos e classificados de acordo com suas afinidades. Esta organização e agrupamento resultaram no surgimento das categorias e respectivos temas ou subcategorias, que serão apresentados no tópico 4.3 dos resultados discussão.

3ª Fase: Redação e discussão dos resultados

Nesta fase, foram apresentadas as categorias estabelecidas anteriormente, bem como os trechos das entrevistas, sendo os participantes representados por códigos. Tais trechos das falas têm, como propósito, comprovar a discussão a respeito das categorias analisadas. Os trechos dos relatos serão apresentados na seção resultados e discussão. As opiniões dos entrevistados serão mostradas de forma geral, sendo que os relatos estão dispostos, aleatoriamente, a fim de preservar a identidade

Benzer Belgeler