4. GÜÇ SANTRALLERİNDE ADAPTİF KONTROL
4.3 Adaptif Kontrolcü Seçimi
O desenvolvimento deste trabalho foi baseado na Resolução nº 10/88 do CONSU, que trata do Regulamento de Aperfeiçoamento e Treinamento do Pessoal Técnico-Administrativo da UFV. De acordo com esta Resolução, a UFV, dentro de
sua programação, concede autorização ao seu pessoal técnico-administrativo para a realização de atividades de aperfeiçoamento e treinamento. Estabelece, ainda, que aos técnicos de nível superior, que se dedicam a atividades acadêmicas (pesquisa e extensão), aplicam-se as mesmas regras de aperfeiçoamento e treinamento dos docentes.
Entretanto, quando este trabalho se encontrava em fase final de elaboração, o CONSU instituiu a Resolução nº 11/2006 que trata da Política de Desenvolvimento dos Servidores Técnico-Administrativos da UFV. Esta política foi criada, considerando o disposto na Lei 11.091/2005 buscando estabelecer suas finalidades e regimentar as normas para o seu funcionamento, considerando a realidade específica da UFV.
A nova política da UFV é constituída por programas de capacitação e aperfeiçoamento, possuindo, conforme o artigo 1o, as seguintes finalidades:
¾ Melhoria da eficiência, da qualidade do processo de trabalho e dos serviços prestados ao cidadão;
¾ Valorização profissional e pessoal dos servidores;
¾ Atualização e a adequação dos servidores, tendo por referência os novos perfis profissionais requeridos na Instituição, com vistas a garantir a dinâmica dos processos de pesquisa, de ensino, de extensão e de administração;
¾ Desenvolvimento dos servidores em consonância com os objetivos, o planejamento estratégico e o desenvolvimento institucional;
¾ Oferecimento de programas de capacitação e aperfeiçoamento, que contemplem a formação específica e a formação geral dos servidores, nesta incluída a educação formal;
¾ Oferecimento de programas de capacitação que habilitem os servidores a exercer atividades de direção, assessoramento, chefia, coordenação e assistência.
De acordo com as finalidades propostas, entende-se por programas de capacitação e aperfeiçoamento dos servidores técnico-administrativos da UFV o conjunto de ações destinadas a proporcionar o aprimoramento pessoal e profissional.
Segundo o artigo 3o desta Resolução, os programas compreendem:
1- Educação formal: destinada a propiciar ampla formação ao servidor, preparando- o, de forma mais adequada, para a vida em sociedade, o exercício da cidadania e a compreensão do mundo, nos diversos níveis, sendo dividida em:
¾ Básica: formação em nível de alfabetização, ensino fundamental e médio. ¾ Continuada: formação em nível de graduação, aperfeiçoamento,
especialização lato sensu e pós-graduação stricto sensu.
2- Capacitação profissional: destinada a desenvolver e aperfeiçoar habilidades profissionais, atendendo às necessidades institucionais e proporcionando a integração dos servidores em seus ambientes de trabalho, compreendendo as seguintes modalidades:
¾ Iniciação ao serviço público: objetiva propiciar ao servidor recém-contratado uma visão global da instituição, a compreensão da missão da instituição federal de ensino, o esclarecimento sobre as responsabilidades, direitos e deveres do servidor e o conhecimento da função do Estado, das especificidades do serviço público e da conduta do servidor público, facilitando sua integração no ambiente de trabalho;
¾ Capacitação geral: objetiva propiciar ao servidor um conjunto de informações sobre os aspectos profissionais vinculados à formulação, ao planejamento, à execução e ao controle das metas institucionais, necessários para o desempenho de suas atribuições enquanto servidor público;
¾ Capacitação específica: objetiva propiciar ao servidor, meios e condições para desenvolver habilidades, necessárias à execução das atribuições do cargo, integrado ao ambiente organizacional em que atua;
¾ Capacitação para gestão: objetiva capacitar os servidores sobre técnicas administrativas, gerenciais e comportamentais, referentes à atividade de gestão, preparando-o para o exercício de funções de chefia, coordenação, assessoramento e direção;
¾ Capacitação interambiental: objetiva propiciar, ao servidor, conhecimentos necessários para a atuação em diferentes ambientes organizacionais, desenvolvendo sua habilidade de movimentar-se entre os diversos ambientes, quando assim requerer o interesse da instituição.
Comparando a Resolução 11/2006 à Resolução 10/1988, observa-se que a primeira apresenta características mais completas no que se refere ao processo T&D da UFV, contemplando as exigências de Lei 11.091/2005.
É importante destacar que, neste trabalho, realizou-se um estudo do processo de aperfeiçoamento de acordo com a Resolução 10/1988 que, na Resolução 11/2006, recebeu a nomenclatura de educação formal continuada.
2.8 Tendências de T&D: universidades corporativas e escolas de governo
As mudanças no ambiente empresarial têm levado as organizações a repensarem o papel da área de treinamento e desenvolvimento para o alcance de seus objetivos. Neste contexto, nos últimos anos, surgiu a idéia da universidade corporativa, como um elemento capaz de promover o alinhamento e desenvolvimento dos talentos humanos, de acordo com as estratégias empresariais. A universidade corporativa é definida “como um guarda-chuva estratégico para desenvolver e educar funcionários, clientes, fornecedores e comunidade, a fim de cumprir as estratégias empresariais da organização” (MEISTER, 1999, p. 29).
Diante das diversas necessidades, Brandão (2004) comenta que as empresas têm trabalhado no sentido de modificar seu formato organizacional de educação, desenvolvimento e treinamento, ampliando o papel de desenvolverem e formarem seus profissionais, seja através de conteúdos elaborados internamente ou junto a parceiros educacionais. De acordo com Meister (1999, p. 65), a universidade corporativa tem a função de “centralizar o gerenciamento estratégico da educação e do treinamento”. Assim, entende-se que esta constitui-se em um meio de gerenciamento de pessoas nas organizações.
A universidade corporativa representa tendência de T&D, que vem sendo utilizada pelas empresas privadas. No setor público, ainda que de forma mais incipiente, também são identificadas algumas mudanças na área de T&D, que podem ser representadas pelas escolas de governo. Assim, no setor privado, surgem as chamadas universidades corporativas e, no âmbito público, as escolas de governo.
As escolas de governo são organizações, que fazem parte do aparelho do Estado, sendo financiadas por recursos orçamentários. Sua missão está voltada para a melhoria do desempenho dos agentes e das organizações públicas. Assim, elas devem buscar não somente transmitir informação e conhecimento, mas formar atitudes e comportamentos, buscando trabalhar três dimensões da capacitação profissional: o saber, o saber-fazer e o saber/querer ser. O primeiro refere-se à informação e aos conhecimentos, necessários à compreensão sobre os problemas e suas causas. O segundo diz respeito às ferramentas e instrumentos, que auxiliam o profissional na resolução de problemas. O último refere-se à mobilização para a ação, através de atitudes proativas (PACHECO, 2003).
Segundo Cortês (2003), o surgimento das escolas de governo tem contribuído para que a área de pessoal do setor público se torne mais dinâmica e proativa. Isto se deve ao maior empenho dos coordenadores e diretores da área de gestão de pessoas para o planejamento de suas unidades, avaliação de estratégias e identificação das necessidades de desenvolvimento para implementá-las. Ressalta, ainda, que o motivo principal de implantação de uma escola de governo refere-se à necessidade de criar um sistema de educação corporativa, que possibilite elevar a qualificação dos servidores públicos e, conseqüentemente, dos serviços prestados.
Neste sentido, a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal instituída pelo Decreto 5.707/2006 estabelece que as escolas de governo são entidades, que participarão ativamente na capacitação dos servidores públicos, assumindo, assim, uma função importante, principalmente na etapa de execução do processo de treinamento. Conforme o artigo 4o do referido decreto, “são consideradas escolas de governo as instituições destinadas, precipuamente, à formação e ao desenvolvimento de servidores públicos, incluídas na estrutura da administração pública federal direta, autárquica e fundacional”. No parágrafo único deste artigo, fica estabelecido que as escolas de governo contribuirão para a identificação das necessidades de capacitação dos órgãos e das entidades, que deverão ser consideradas na programação de suas atividades.
Como as universidades são instituições públicas, as escolas de governo assumem papel especial no treinamento dos servidores destas instituições, visto que podem ser as entidades responsáveis pelas ações de capacitação dos servidores técnico-administrativos das IFES, inclusive criando programas especiais para atender a estes servidores.
3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO