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Modüler Pano İçin Alçı Dökümü

Belgede Kil ve Alçı fayans yapımı (sayfa 19-25)

2. ALÇI MODEL

2.5 Modüler Pano İçin Alçı Dökümü

O objetivo deste capítulo foi apresentar o contexto em que se intensificam as relações internacionais entre as cidades e, no caso estudado, em que se cria a Rede Mercocidades.

O levantamento bibliográfico sobre o tema globalização teve como principal objetivo apresentar as características do que se convencionou chamar de globalização econômica e política, para um entendimento melhor de como estes processos afetam as cidades e, conseqüentemente, de como levam as cidades a optarem pela inserção internacional, na solução dos problemas locais, que também podem ser considerados globais.

A globalização econômica tem como principais características: a internacionalização financeira e a internacionalização produtiva. É resultado de uma configuração histórica de predominância das idéias neoliberais, da universalização do sistema capitalista de produção, do capitalismo com características globais, das inovações tecnológicas nas áreas de transporte e de tecnologia de informação e inovações na área financeira e nas formas de produzir.

Estas mudanças permitem ganhos de produtividade e estes ganhos estão vinculados, cada vez mais, às tecnologias de informação. Sendo assim, têm um caráter excludente, na medida em que nem todas as economias estão habilitadas para esta nova configuração. Além disso, parece claro que um dos aspectos do processo de acumulação do capital, seja no mercado financeiro ou na atividade produtiva, é a concentração do capital em um grupo de empresas e de países.

A internacionalização financeira reflete cada vez mais a necessidade do capitalismo inovar a forma de acumulação do capital, mas também aumenta a vulnerabilidade externa dos países que se tornam dependentes destes capitais. Por sua vez, a internacionalização produtiva, apesar de ter um caráter de menor volatilidade, também implica em maior vulnerabilidade externa dos

países que dependem deste tipo de capital, uma vez que, cada vez mais, as políticas econômicas dos países ficam condicionadas às estratégias desse capital global.

A reestruturação produtiva, resultado das inovações na forma de produzir e de organizar a produção, é acompanhada do desemprego estrutural e de maior desigualdade econômica entre os países, principalmente daqueles que são abundantes em mão-de-obra não qualificada, o que dificulta uma inserção mais competitiva destas sociedades no mercado internacional.

Estas condições também são observadas nas cidades. Existem cidades, localizadas em países centrais, que têm uma inserção mais competitiva no mercado global, porque são aquelas que oferecem as melhores condições de produção ou porque são aquelas que oferecem as melhores condições de demanda dos produtos gerados. Mas existem ainda, nestes mesmos países centrais, cidades que não se inserem de forma tão competitiva e, ao se observar a distribuição dos benefícios entre a população destas cidades, verifica-se uma concentração na distribuição dos benefícios gerados. Já no caso das cidades dos países menos desenvolvidos, as disparidades são ainda maiores.

Combinado aos aspectos econômicos apresentados, transformações no sistema mundial têm levado a redução do poder dos Estados-nação. Na busca de manutenção da governabilidade, neste novo cenário, os Estados-nação têm se preocupado principalmente com os temas econômicos e políticos da agenda internacional, passando para os governos locais a incumbência sobre as soluções dos problemas locais, processo caracterizado pela descentralização das atribuições do Estado.

Este é o contexto econômico e político em que as cidades têm se preocupado cada vez mais com a sua inserção no mercado internacional e com as suas iniciativas de desenvolvimento local. A participação em redes internacionais de cidades pode representar a contestação às iniciativas neoliberais e uma visão crítica sobre os benefícios do sistema capitalista global, mas também pode representar uma adequação ao novo contexto, caracterizada por uma inserção internacional mais competitiva e pelo desenvolvimento de relações cooperativas para solução dos problemas locais que dificultam esta inserção.

O processo de integração regional na América Latina, no âmbito do MERCOSUL, que também surge neste contexto econômico e político, estimulou a criação da Rede Mercocidades. Uma característica importante deste processo de integração é que ele surge como um projeto de intensificação da livre circulação das mercadorias na região. A integração era vista como uma iniciativa dentro de um conjunto de políticas neoliberais que levariam a inserção dos países da região ao capitalismo global.

A Rede Mercocidades surge como um movimento de contestação desta iniciativa. Um grupo de prefeitos que não consideravam as políticas neoliberais como as mais adequadas para o desenvolvimento da região se reúnem e iniciam as discussões sobre a criação de um Comitê de municípios do MERCOSUL, que tinha o objetivo de gerar uma reflexão maior sobre a integração e de propor uma agenda de integração mais positiva, em termos da integração política e social, consideradas mais adequadas às necessidades da região.

Isto é reforçado pelas entrevistas efetuadas com os secretários e assessores da Rede33, Rodrigo Perpétuo destaca que “num primeiro momento,

a Rede se dedicou [...] a pregar a autonomia das cidades, a pregar outro tipo de fazer política pública”. Jorge Rodriguez acrescenta que alguns governantes locais eram de distintas linhas políticas em relação aos governos nacionais. Alberto Kleiman observa que, além dos questionamentos sobre as políticas neoliberais aplicadas na época na região, existia um questionamento sobre o tipo de integração que se queria, destacando-se a necessidade de participação de outros atores, principalmente, os governos locais.

Depois de um período de expansão do comércio na região, surgem questionamentos sobre o quanto a integração contribuiu para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento da região, além disso, problemas econômicos e políticos internos levaram os governos nacionais dos países membros a deixarem a integração para segundo plano, desencadeando um momento de crise do MERCOSUL.

O que se observa, na atualidade, é um relançamento do MERCOSUL. A nova agenda do MERCOSUL apresenta um caráter mais parecido com o que se propunha na sua criação. Uma integração que levaria ao desenvolvimento da região e para tanto que tivesse um caráter de integração política e social, além da integração comercial. Neste contexto, a Rede Mercocidades avança na iniciativa de participar das discussões da integração e parece perder o sentido de contraposição às iniciativas de integração. Qual seria, então, o novo papel que a Rede teria na integração do Cone Sul?

Conforme observações de Alberto Kleiman34, o objetivo inicial, a razão de ser da Rede, já foi satisfeito, ou seja, o FCCR já representa uma possibilidade de atuação das cidades na institucionalidade do MERCOSUL, com limitações é claro, mas é um mecanismo. Para Kleiman, não existe uma nova bandeira e esta é a questão essencial. Qual é o principal objetivo da Rede na atualidade?

33 Para maiores detalhes verificar as entrevistas detalhadas no item 3.7 desta tese e as

transcrições destas entrevistas anexas.

A Rede perderia um pouco do seu caráter político, mas estaria em contrapartida acentuando o seu caráter de cooperação. A Rede Mercocidades passa a ter como objetivo principal a geração de um ambiente de cooperação internacional entre as cidades na busca de melhores políticas públicas municipais, ou seja, a Rede Mercocidades se tornaria um ambiente de discussão das questões de interesse das cidades da região.

Esta situação pode ser observada em na pesquisa de participação na Rede, efetuada pela INCIDIR35, onde se pergunta aos participantes quais eram as expectativas dos governos com respeito a sua participação na Rede e se observa que 92% dos pesquisados responderam que é a “busca de cooperação/troca de experiências entre cidades”.

Neste novo momento, a Rede Mercocidades assume o papel de uma iniciativa de inserção internacional das cidades para melhoria na qualidade das políticas públicas. Por meio da troca de técnicas e conhecimentos e, em alguns casos, de projetos comuns, busca-se a aplicação das melhores práticas em termos de políticas públicas.

Considerando-se que as atividades desenvolvidas levam em conta os recursos disponíveis e a participação ativa dos interessados, as relações desenvolvidas no âmbito da Rede Mercocidades podem ser consideradas iniciativas que respondem de forma adequada aos requisitos das políticas de desenvolvimento local.

Por fim, além do questionamento sobre os benefícios que uma integração com caráter essencialmente comercial pode trazer para os países da região, existe um questionamento sobre os benefícios que as políticas neoliberais, no seu conjunto, trouxeram para os países que as adotaram. As crises financeiras e econômicas, o crescimento do desemprego estrutural e o aprofundamento das desigualdades sociais, entre outros, levam a emergência de reflexões mais críticas sobre a globalização e conseqüentemente a movimentos de contraposição à globalização.

Ao mesmo tempo, em um período mais recente na América Latina, assumem governos nacionais com propostas alternativas às políticas neoliberais desenvolvidas pelos governos anteriores, o que gera uma expectativa mais positiva em relação ao direcionamento das políticas econômicas para um caráter mais distributivo. Neste sentido, a Rede Mercocidades pode se apoiar neste momento mais favorável para desenvolver uma atuação mais ativa no âmbito do MERCOSUL e para viabilizar projetos conjuntos na região que melhorem a qualidade de vida das sociedades locais.

35 Para maiores detalhes verificar a apresentação dos dados desta pesquisa incluídos no item

No próximo capítulo são apresentadas as potencialidades e as limitações que o relacionamento em rede pode trazer para o desenvolvimento das localidades, ou até para formação de um lobby para influenciar as políticas internas e externas dos governos nacionais.

CAPÍTULO 2 – A AÇÃO INTERNACIONAL DAS CIDADES, A

Belgede Kil ve Alçı fayans yapımı (sayfa 19-25)

Benzer Belgeler