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Basamak 3: Q Ayıracı – Stabilizasyon solüsyonundan 100µl eklenir ve bu solüsyondan standartların kromatogramdaki yerlerinin belirlenmesi için 100 µl

1.0 ml E Ayıracı –Yıkama solüsyonu 1 ml F Ayıracı – Yıkama solüsyonu

chance de ele ser citado por alguém. Fosse pelos trabalhos concretos que ele animou ou para falar sobre as práticas e temáticas pedagógicas que ele possibilita.

Para além de exercer um potencial agregador do ponto de vista institucional – capaz de descrever parte dos emaranhados de pessoas, coisas e instituições – e atuar como um livro texto para educação, ele fala sobre algo muito especial e caro à REDE: o lugar95.

5.2 Trajetória (em parte) do atlas  

O ATLAS pode ser visto desde a perspectiva de seus encontros com múltiplas trajetórias e linhas. Cada uma delas poderia ser contada desde a perspectiva das diferentes pessoas, coisas e instituições. Dentre este universo de possibilidades, destacamos uma das versões possíveis de sua produção na relação com a educação ambiental, desenvolvida no contexto das escolas municipais de Porto Alegre e na REDE: aquela que se imbrica na narrativa de seu idealizador.

A publicação foi coordenada por Rualdo Menegat (1998), com participação de Maria Luiza Porto, Clovis Carlos Carraro e Luís Alberto Dávila Fernandes (coordenadores adjuntos). Envolvendo uma grande equipe de professores da UFRGS, a partir da parceria estabelecida entre a universidade e a prefeitura Municipal de Porto Alegre e o Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais. Está organizado em três partes: o sistema natural, construído e gestão ambiental, sendo um material de rica elaboração teórica e gráfica. A obra possui três edições: 1998, 1999 e 200696(Figuras 8 e 9).

 

95 Embora lugar seja o principal conceito usado na maioria das práticas que acompanhei, é preciso

mencionar que também escutava de forma intercambiável paisagem e território.

96 A primeira edição lançada (1998) apresenta capa dura, papel couché, impressão a laser, formato 33 x

       

Figura 8. Atlas Ambiental de Porto Alegre, Edição de 1998.

 

Figura 9. Atlas Ambiental de Porto Alegre, Edição de 199997.

      

97 Disponível em: http://bibliotecaets.blogspot.com.br/2009/02/dica-atlas-ambiental-de-porto-alegre-

rs.html. Acessado em: 18/12/2013.

Sobre o processo de sua produção, tive a oportunidade de, em maio de 2013, conversar com Rualdo mais demoradamente. Além de confirmar o que já havia dito em outras oportunidades (palestras e conversas informais), pontuou sobre a importância deste tipo de material e tratou de descrever sobre os desafios encontrados durante esta trajetória de produção.

Na oportunidade, conforme o convite de Rualdo, fui à sua sala no Departamento de Geociências na UFRGS. Lá encontrei também Rodrigo, seu orientando de graduação no curso de geologia e estagiário, na época, da SMED no projeto do LIAU. Lembro que a situação interessante, já na minha chegada era que conversavam sobre o papel dos materiais tipo atlas na “representação e achatamento do mundo”. Falavam sobre a “crise ambiental como complexidade do espaço”. Rodrigo estava ali porque procurava material teórico sobre o dia da terra. Rualdo esforçava-se em mostrar publicações, manuais técnicos, diferentes atlas, e outros materiais interessantes sobre o tema.

Enquanto conversam sentei-me à mesa a nossa frente. Em poucos segundos, a mobília estava repleta com atlas de diferentes lugares do mundo. Rualdo falava da visão sistêmica presente nesses materiais, da sua importância em mostrar o “fluxo do tempo” e na “reconstituição de cenários com tempos, espaços e memórias”. Ainda, comentava que “paisagens são memórias e o atlas as permite colocar na paisagem”. Este tipo de material projeta os “fluxos dos sistemas da terra, geológico, geomorfológico, clima, hidrológico, vegetacional, faunal”. Como em outras oportunidades que havia acompanhado na REDE, sua habilidade ao falar pela ciência se repetia e era de impressionar. Sobretudo, ao enfatizar o papel do ATLAS em contar uma “história natural do lugar”, no caso de Porto Alegre, estabelecendo um “diálogo com esses não humanos e abrindo possibilidades do que há imerso aí”.

Seguíamos conversando, na sequência, falando especificamente sobre a produção material do ATLAS. Rualdo contava-me sobre seu percurso, realizado para organização da primeira edição. Seu trabalho passou por analisar mapas antigos, como o da bacia hidrográfica do lago Guaíba. Falava de todo o trabalho minucioso de

       

“reconstrução dos mapas de 1890” da região. Para esta tarefa, contou com a ajuda de artistas “que emprestaram seus traços” em mais ou menos “120 km de linhas e correções”. O ATLAS demorou “4 anos e 9 meses para ser concluído num exercício de compor e decompor paisagens, vegetação, estrutura geológica, e assim por diante”. Pude conhecer os protótipos elaborados antes da publicação final do ATLAS. Um punhado destes Rualdo me mostrou em sua mesa. De fato, um grande acervo e esforço artesanal e de dedicação constante em sua elaboração. Com base nestes materiais, então, “levamos pronto para editora da UFRGS, em 1998” (Rualdo).

Rualdo mencionava que, embora tivesse sido “condenado por colegas” pela elaboração desse material – referindo-se a relevância científica do mesmo – ele lembrava que “os empresários foram os primeiros que disseram fantástico, notável!”. Referia-se a isso para falar dos patrocínios que receberam para a publicação do ATLAS98.

Na continuidade de nossa conversa ele ainda destacava o papel do ATLAS em expandir a inserção técnica de “diferentes especialistas” no contexto da prefeitura e dos técnicos da área ambiental da cidade na época99. Para ele, “só o ATLAS poderia ter autoridade para fazer isso”. O ATLAS carrega “a inteligência técnica-acadêmica”, o que segundo Rualdo, fortaleceu a experiência do LIAU e a REDE no início dos anos 2000. Além disso, ele “rompe com as questões de ideologia e estabelece a possibilidade de diálogo de visões de mundo”.

Nossa conversa se estendeu por quase uma hora. Rualdo seguia falando sobre o ATLAS e mostrando um vasto material que embasou sua produção, comentando sobre o trabalho dos especialistas que ajudaram na sua construção. Quase no fim, indagado por mim sobre as práticas de educação ambiental das escolas de Porto

 

98 Os patrocinadores da primeira edição (1998) são: Companhia Petroquímica do Sul (COPESUL),

Máquinas CONDOR S. A., Companhia ZAFFARI, PETROBRAS, Serviço Social do Comércio (SESC) Rio Grande do Sul, Departamento Municipal de Águas e Esgoto (DMAE), Caixa Econômica Federal e VARIG Brasil.

 

99 Entre 1994 e 1998, Rualdo Menegat foi Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Alegre, ele emendou: “O ATLAS permite conhecer o lugar! Isso mostra a força dos manuais para a educação. Nunca ouvi falar disso. O ATLAS reposiciona as relações humanas, é um material que fala por si! É um agente do conhecimento!”

5.3 O ATLAS, o LIAU e a REDE  

Meu encontro com Rualdo narra parte do esforço de produção do ATLAS e a potência deste material, mas também expõe outras questões pertinentes que gostaríamos de acrescentar. Dentre aquelas que são mais pertinentes no contexto desta tese referimo-nos às relações institucionais e pedagógicas estabelecidas a partir da agência do ATLAS com a REDE e(em) sua constituição.

Conforme apresentei anteriormente, a REDE tem uma história peculiar determinada, sobretudo pela ação das educadoras ambientais no contexto da cidade de Porto Alegre desde 1990, na construção de uma “política pública de educação Ambiental” (Educadora Ambiental, REDE). Mais especificamente sobre o ATLAS, há de se evidenciar também seu papel nesta trama da educação ambiental. Sua história se confunde com momentos importantes de constituição da educação ambiental na rede municipal de ensino, bem como do fortalecimento deste grupo enquanto coletivo.

Antes, se falávamos brevemente das relações institucionais que envolvem a REDE, ao menos aquelas que chamávamos de curto alcance, é possível destacar estas do ponto de vista da presença do ATLAS. De outro modo, há uma história que pode ser contada desde o movimento do ATLAS na REDE.

Embora o ATLAS não tenha tido uma excelente recepção no universo acadêmico – conforme relatado por Rualdo – nos termos de uma produção científica que atendesse às expectativas da academia, o mesmo não pode ser dito em relação à REDE e ao universo escolar das escolas municipais. Do ponto de vista das práticas de educação ambiental que acontecem nas escolas, ele é primordial.

No contexto do que se propõe analisar – a agência do ATLAS – Rosa sempre destacava seu papel para as educadoras ambientais e para a SMED, bem como para a

Benzer Belgeler