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3. ANALİZ BÖLÜMÜ

4.2. Milliyetçiliğin Yansımaları

0 50.000 100.000 N ú m er o d e d o m icí li o s BH 66.179 42.064 cid. Formal 44.272 28.072 favelas 21.907 13.992 1991 2000 Fonte: IBGE, 1991 e 2000

O Mapa 4.2 m ost r a o Í ndice de At endim ent o por Colet a de Esgot os par a os set ores censit ários de Belo Hor izont e, bem com o m ost r a os lim it es de favelas. De form a sem elhant e ao at endim ent o por abast ecim en t o de água, os set ores que são int ercept ados pelos lim it es de vilas, favelas e conj unt os populares possuem at endim ent o infer ior ao de seu ent orno. O at endim ent o decresce no sent ido dos bairr os m ais cent r ais para as áreas periféricas, est ando as r egionais m ais dist ant es do cent r o ( Barr eiro, Nort e, Pam pulha, Nor dest e e Venda Nova) em sit uação pior de at endim ent o.

Os dados apresent ados reflet em a sit uação do at endim ent o pelos ser viços públicos de abast ecim ent o de água e colet a de esgot o de form a absolut a, ou sej a, sem consider ar out ras var iáveis, com o o crescim ent o do núm er o de dom icílios no per íodo consider ado. Sua avaliação t ende a ser m uit o posit iva, pois dem onst ra que a cidade de Belo Hor izont e possui um at endim ent o super ior ao est ado e ao país, o que é am plam ent e divulgado e aceit o.

No Brasil, o set or de abast ecim ent o de água foi o que recebeu os m aior es invest im ent os em novas infra- est rut uras, durant e a im plant ação do PLANASA ( décadas de 1970 e 1980) . Na década de 1990, a at uação da Polít ica Nacional d e Saneam ent o result ou num a expansão do sist em a que apenas acom panhou, de um a form a ger al, o cr escim ent o populacional. Porém , ressalt a- se que o crescim ent o do núm er o de ligações dom iciliares ur banas realizadas represent ou o segundo m aior desem penho de sua h ist ória, ficando aquém , apenas, do que foi alcançado na década de 1980 ( COSTA, 1998; COSTA, 2003) . Est a evidência pode significar que o crescim ent o do at endim ent o reflet e a am pliação do núm er o de adesões ao sist em a ant eriorm ent e im plant ado.

Ent ret ant o, é im port ant e ressalt ar que houve increm ent o significat ivo na cobert ura por esgot am ent o sanit ár io, m esm o que superest im ado pela alt er ação da m et odologia de obt enção dos dados censit ár ios.105 Est e increm ent o pode ser explicado pelo aum ent o no invest im ent o em esgot am ent o sanit ár io no país, conform e r elat a Andr é Cost a:

[ ...] se por um lado, houv e redução na alocação de recursos pela Sedu/ Caix a, em 1999 e 2000, por out ro, o Diagnóst ico 2000 do SNI S ( Brasil/ Sedu, 2001) , apont a, nesses últ im os anos [ 1996 a 2000] , um a elev ação dos invest im ent os em esgot am ent o sanit ário, sendo, pela prim eira v ez na hist ória,

105 “ [ . . . ] no Censo 2000 pelo I BGE, for am consider ados t ant o os dom icílios par t icular es per m anent es,

ligados à r ede pública de esgot am ent o sanit ário, denom inada r ede ger al, com o os ligados à r ede de dr enagem ( pluvial ur bana) . Est a é um a lim it ação no uso dessa v ar iáv el, pois no Censo 1991, essa v ar iáv el não er a colet ada dessa for m a e sim desagregadam ent e” ( COSTA, 20 03, p. 14 0) .

m aiores do que em abast ecim ent o de água ( COSTA, 2003, p. 201) .

Talvez o dado m ais relevant e, obser vadas as ressalvas m encionadas ant er iorm ent e, sej a o fat o de que h ouve não som ent e aum ent o do índice de at endim ent o nos set or es subnorm ais, m as, pr incipalm ent e, r edução da desigualdade int r a- ur bana. I sso é percebido quando se obser va que a diferença de at endim ent o ent re os set ores com uns ( cidade form al) e os set or es subn orm ais foi r eduzida no per íodo em est udo ( 1991 e 2000) : houve um a r edução m ais significat iva par a o abast ecim ent o de água, m as é t am bém relevant e quant o ao esgot am ent o sanit ár io.

4 .3 .2 . O Í n dice I n cr e m en t a l de At e n dim e n t o por San e a m en t o Bá sico pa r a

Be lo H or iz on t e : Con j un t o dos Se t or e s, Se t or e s Com un s e Set or e s

Espe cia is de Aglom e r a do Su bn orm a l

O índice incr em ent al repr esent a um a r elação ent re o incr em ent o do ser viço público considerado e o increm ent o do núm er o de dom icílios, num det erm inado int er valo de t em po. No present e caso, foi analisada a década de 1990, no período ent re os Censos de 1991 e 2000.

O Í ndice I ncrem ent al de At endim ent o106 por Abast ecim ent o por Abast ecim ent o de Água ( I I AA) , consider a adequado o abast ecim ent o dos dom icílios par t iculares perm anent es ur banos, ligados à rede ger al ou que possuem

106 Í ndice I ncr em ent al de At endim ent o: “ [ . . . ] r elação [ ( DA

t – DA( t - n) ) / ( Dt - D( t - n) ) ] x 100, onde DAt =

núm er o de dom icílios ur banos com água canalizada ou ligados à colet a adequado de esgot os no an o t ; DA( t - n) = idem par a o ano t - n; e Dt = núm er o de dom icílios ur banos no ano t ; D( t - n ) = idem par a o ano t – n ”

poço ou nascent e com canalização int erna. O Gr áfico 4.7 m ost r a o valor calculado para Belo Horizont e ( Conj unt os dos Set ores, Cidade Form al e Set ores Subnorm ais) , bem com o para Minas Gerais e para o Brasil.

Gr á fico 4 .7 101,7% 110,4% 111,9% 108,1% 142,7% 0,0% 50,0% 100,0% 150,0% B ras il M G B H C id. F orm al S etores S ubnorm ais

Ín d ic e In c re m e n ta l d e Ate n d im e n to (% ) p o r

Ab a s te c im e n to d e Á g u a

D o m ic ílio s u rb a n o s e m B e lo H o riz o n te (1 9 9 1 -2 0 0 0 )

Font e: I BGE, 1991 e 2000.

Confor m e pode ser obser vado, de um a m aneira ger al, os valor es verificados nest a década são superiores a 100% , ou sej a, o acréscim o de at endim ent o por abast ecim ent o de água em Minas Ger ais, em Belo Horizont e e na cidade form al ( BH) superou em cerca de 10% o cr escim ent o do núm er o de dom icílios, à exceção do ver ificado par a os set ores subnorm ais, onde o acréscim o de at endim ent o foi super ior ao dos dom icílios em 42,7% ( I I AA de 142,7% ) . Por t ant o, obser va- se que houve significat ivo invest im ent o na am pliação dest e ser viço nos set ores subnorm ais, de form a dist int a do rest ant e da cidade, do est ado e do país.

Gr á fico 4 .8

112,7%

108,9%

143,1%

0,00%

50,00%

100,00%

150,00%

BH

Cid. Formal

Setores

Subnormais

Benzer Belgeler