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Mikroalglerin anatomik yapılarında meydana gelen değişimler

3. BULGULAR

3.12. Mikroalglerin anatomik yapılarında meydana gelen değişimler

Leitura e escrita, inseridas numa perspectiva interacionista-linguística são atividades discursivas e seu processo de ensino-aprendizagem, depende das relações intra-escolares, em particular daquelas travadas entre professores e alunos. Tal teoria propõe a compreensão de como se dá tanto o ensino quanto a aprendizagem da língua escrita, exigindo para isso uma proposta didático-pedagógica respaldada por textos, a

A teoria interacionista-linguística advém do sócio-interacionismo de Vygotsky, na qual linguagem e cognição se articulam e se constituem mutuamente onde a

(SMOLKA, 1993, p. 8).

Este talvez seja a principal diferença entre o interacionismo de Vygotsky e o interacionismo-linguístico proposto no Brasil por Geraldi, pois para este o discurso em sua materialidade social ou textual é que representa a unidade básica da linguística, não as palavras, daí a necessidade de se alfabetizar utilizando tal recurso, ou seja, o sujeito se constitui enquanto tal interagindo através de sua linguagem e reconstruindo-a num contínuo, por isso, associar

[...] a noção de constitutividade à noção de interação é aceitar o fluxo do movimento, cuja energia não está nos extremos, mas no trabalho que se faz cotidianamente, movido pelas utopias, pelos sonhos, limitado pelos instrumentos disponíveis, construídos pela herança cultural e reconstruídos, modificados, abandonados, ou recriados pelo presente (GERALDI, 1995, p. 131, grifo do autor).

De acordo com Geraldi (1995), existe, pois, certa incompletude tanto no indivíduo, quanto na própria linguagem que será modificada e reconstruída continuamente ao longo de suas existências a partir das relações travadas, no entanto, as interações sociais requerem não apenas o reconhecimento do outro, bem como, sua compreensão.

endidas mediante a diversidade linguística e às diferentes instâncias nas quais são utilizadas,

admitido em certas instituições sociais, especialmente aquelas que se classificariam

É justamente neste aspecto que, segundo Geraldi (1995) se debruçam as principais críticas dos interacionista-linguísticos em relação ao sistema escolar elitista que se conhece, o qual, por estabelecer apenas um gênero discursivo como, culto, padrão, correto, impõe às camadas populares o desprezo e abandono de seu próprio discurso.

O abandono do discurso próprio em prol do alheio acarreta sua total ausência, assim classes populares são transformadas em usuárias de um código que lhes causam

estranhamento, por isso, indivíduos passam anos na escola, aprendem ler e escrever, no entanto, não conseguem fazer uso deste conhecimento em sociedade, pois, foram desapropriados de uma palavra significativa (GERALDI, 1995).

A escola, de acordo com Geraldi (1995), é ou pelo menos deveria ser o lugar de destaque para que os educandos se colocassem como locutores de discursos e, não apenas interlocutores de outrem. As variedades linguísticas estão relacionadas aos diferentes grupos sociais aos quais pertencem e a interação entre estes é de fundamental importância para sua reconstrução contínua.

Porém, apesar da cultura ser uma construção social, Geraldi (1995) observa que ela é registrada e divulgada apenas na variedade de maior prestígio, que se diferencia das demais por associar-se à escrita, à tradição gramatical, a invenção dos dicionários. E, muitas vezes, a escola enquanto portadora legítima do conhecimento construído sócio e historicamente, percorre na contramão do sentido que deveria seguir. No lugar de espaço privilegiado de locução, coloca-se como anunciante do único modelo de discurso

Os defensores deste ensino discursante veem a língua como uma tecnologia pronta, acabada e imutável, daí, considerarem apenas uma, dentre tantas, como a ideal, desconhecem ou desconsideram que sujeito e linguagem estão em contínua construção e mutação. Não é necessariamente a língua padrão que promove dificuldades em seu processo de ensino-

Uma postura pedagógico-didática que permita a locução e a interlocução entre os sujeitos falantes de diferentes variedades linguísticas estará promovendo, no lugar da

por isso, ao assumir-se a existência de diferentes instâncias e variedades linguísticas,

De acordo com uma teoria interacionista-linguística, os alunos ao adentrarem as escolas trazem consigo muitos conhecimentos tanto sobre a língua falada quanto à escrita, inclusive buscam a interação entre ambas. Dentro desta perspectiva a relação

professor-aluno é modificada, ambos são ensinantes e aprendentes, autores de suas falas e escritas, daí a exigência do uso de diferentes materiais durante o processo de alfabetização, como a biblioteca, a sala de leitura, o jornal, a televisão, o rádio, a internet dentre outros.

Essa nova relação produz aprendizagem sob um contexto de ensino no qual se dispensa o discurso monólogo e sem sentido de um professor que tudo sabe a alunos que no extremo oposto, a tudo desconhecem. O indivíduo que se pretende formar, não é mais aquele conformado, passivo, receptor de uma cultura que lhe faz alheia, mas o

A teoria interacionista-linguística aproxima-se, à educação libertadora de Freire, visto que a compreende como um [...] campo vasto que pode envolver desde os processos iniciais de acesso a este mundo até as práticas sociais que o constituíram e que o constituem no presente [...] (GERALDI, 2011, p. 16).

Para Geraldi (2011), o conceito de letramento torna-se desnecessário uma vez que afirma que em sociedades letradas não há iletrados, pois, sabe-se, graças ao construtivismo, que crianças, mesmo antes de dominarem o sistema de escrita alfabético, desenvolvem hipóteses a respeito dele.

Para Geraldi (2011), a alfabetização já contempla tanto a tecnologia do ler e escrever, quanto sua aplicação e uso em contextos sociais, enquanto o letramento ao justificar-se a partir dos indivíduos já alfabetizados, mas que não incorporaram em seu cotidiano tais habilidades, ao mesmo tempo em que não consideram a possibilidade de existência de iletrados em sociedades nas quais o índice de analfabetismo ainda é grande, deixa pairar sobre si certa dúvida, afinal, o letramento surgiu ou não a partir da preocupação com aqueles que já sabiam ler e escrever?

De acordo com Geraldi (2011), desde Paulo Freire - com seu processo de alfabetização de adultos a partir da escolha de palavras do círculo social dos próprios alfabetizandos como temas geradores, as quais estão recheadas de conteúdo político - estudiosos do campo da alfabetização têm-se dedicado muito mais à atribuição de significados do que à relação som-grafia, daí este processo ter passado a ocorrer via utilização de material escrito e seus significados, assim, esta alfabetização:

[...] com base nos sentidos adquire imediatamente cunho político, porque não discutimos grafemas, mas sentidos. Reduzir a convencional da leitura e da escrita e das relações fonema/grafema, do o processo de alfabetização de todo e qualquer cunho político. Como se a técnica fosse neutra e como se seu uso os sentidos que faz circular fosse independente de interesses sociais (GERALDI, 2011, p. 29).

Para Geraldi (2011), politicamente exigir-se o conceito de letramento é simultaneamente desqualificar o conceito de alfabetização, na qual ela é reinventada como competência técnica, vislumbrando-se a retomada ao método fônico e, após seu domínio, cada indivíduo devendo responder às demandas sociais adequadamente.

O conceito de letramento não contribui, de acordo com Geraldi (2011), nem para melhorar a compreensão do processo de aquisição da língua escrita e nem como instrumento eficaz na superação das desigualdades sociais, pelo contrário, enfatiza o processo de alfabetização como técnica e adaptação do indivíduo à sociedade.

Geraldi (2011) enquanto teórico do interacionismo-linguístico critica a perspectiva do letramento, bem como por fundamentar-se em Vygotsky, não comunga de modelos construtivistas, por isso, de acordo com Mortatti (2000) há que se atentar pelas aglutinações, tão comuns pós década de 1980, entre teorias contrárias quanto às relações entre linguagem e cognição.