• Sonuç bulunamadı

3. MATERYAL ve YÖNTEM

3.2. Yöntem

3.2.6. Morfolojik Analiz

Logo após a aprovação da proposta do projeto de elaboração da tese e das linhas da investigação terem sido aceites pelo diretor do FEELab, foram tomadas as decisões necessárias para concretizar o estudo aos níveis teórico e prático.

Relativamente à parte teórica, iniciamos desde logo a pesquisa bibliográfica através de livros e artigos essencialmente internacionais de fontes consideradas fidedignas. Tentamos sempre pesquisar publicações recentes porém existem edições mais antigas que são de extrema importância citar. No que concerne à parte prática descreveremos de seguida os procedimentos que foram realizados.

Numa primeira fase, foi solicitada autorização à direção da Fundação AMA Autismo através de carta formal, entregue pessoalmente, e que se encontra em Apêndice 4. Este primeiro contacto teve também como objetivo a apresentação da nossa investigação, tendo sido demonstrada a pertinência do tema, os objetivos e os instrumentos a administrar. A direção da Fundação AMA Autismo respondeu prontamente ao pedido de participação no estudo. Esta celeridade talvez tenha sido

- 147 -

influenciada e facilitada, pelo facto de, ser a Instituição na qual a autora exerce funções como Terapeuta da Fala. Após obtido o parecer positivo, procedeu-se de imediato à seleção das crianças e jovens que poderiam incluir a amostra.

De seguida, contactou-se cada pai ou encarregado de educação e apresentou-se o estudo por escrito, que se encontra em Apêndice 5, tendo sido solicitada a colaboração dos seus filhos para participar na investigação. Depois do consentimento dos adultos, os participantes, foram convidados a dirigir-se à Fundação AMA Autismo onde foi efetuada a recolha do material clínico.

Previamente à avaliação da amostra solicitou-se o preenchimento do questionário sociodemográfico. Antes de se dar início ao preenchimento do questionário, foram redigidas algumas instruções relativamente ao mesmo. Estas foram essenciais para que os respondentes soubessem como proceder durante o preenchimento do questionário.

Posteriormente os participantes foram avaliados individualmente numa sala tranquila com luz natural e sem elementos perturbadores (ruídos, odores fortes, outras pessoas na sala, entre outros). Antes da administração dos instrumentos foram dadas as instruções necessárias de forma pausada e clara.

Os materiais foram administrados pela seguinte ordem: (1) avaliação das competências linguísticas com a PALPA-P; (2) fase de treino; (3) avaliação do reconhecimento da expressão facial da emoção com a T1, T2 e T3. Para evitar efeitos de prática ou de habituação, a amostra foi avaliada em três momentos consecutivos, com o espaço de uma semana entre cada um deles. Por razões semelhantes, a pessoa a ser avaliada não recebeu qualquer indicação nem foi levada a tomar consciência de quais as respostas corretas e/ou incorretas, de modo a que fosse possível a reavaliação posterior. A duração média da administração dos materiais foi de 60 minutos na primeira sessão e 15 minutos nas seguintes. A primeira sessão foi a mais longa pois procedeu-se à

- 148 -

avaliação das competências linguísticas e foi efetuada a fase de treino. Não houve nenhum caso de recusa em participar no estudo.

Nas tarefas de reconhecimento emocional, bem como na fase de treino, os estímulos faciais foram apresentados num computador portátil Windows (Toshiba Satellite) com um monitor de 17 polegadas (1280 × 800 de resolução). A distância entre o monitor e os participantes foi fixada em aproximadamente 80 centímetros.

Na fase de treino, as imagens foram mostradas aos participantes durante o período de tempo que cada um necessitasse para as analisar. Era-lhes solicitado que descrevessem o que é que o indivíduo da imagem estava a sentir ou qual a emoção é que estava a ser expressa na fotografia. Quando apresentavam dificuldades em realizá-lo eram fornecidas pistas verbais. As imagens utilizadas nesta fase de treino não foram utilizadas em nenhuma outra tarefa devido às grandes capacidades de memória visual que os indivíduos com PEA habitualmente apresentam (Happé, 2005).

Durante a avaliação do reconhecimento da expressão facial da emoção cada face foi apresentada ao participante uma única vez por tarefa. Para que os resultados fossem o mais fidedignos possíveis, optámos por utilizar a mesma face para avaliar cada uma das emoções, durante as três sessões consecutivas, ao invés de se utilizar faces diferenciadas. Isto porque, as variáveis como a identidade da face e o tom de pele, podem interferir no reconhecimento emocional da expressão facial (Krebs et al., 2010). As imagens foram apresentadas de forma aleatória não tendo havido qualquer outro critério na escolha da ordem da apresentação das mesmas. A ordem de apresentação das emoções foi-se alterando ao longo das tarefas, mas manteve-se igual ao longo das três sessões.

Num primeiro momento era mostrada aos participantes uma expressão facial durante aproximadamente 5 a 10 segundos. Os participantes eram instruídos a observar o estímulo que lhes era apresentado e de seguida era-lhes questionado “O que é que a pessoa está a sentir?”. Optámos por colocar uma questão aberta pois, segundo Oatley e

- 149 -

Jenkins (2002, pp. 92), quando os sujeitos escolhem deliberadamente uma palavra para descrever uma emoção expressa numa fotografia, podem ocorrer resultados diferentes. Os autores acrescentam ainda que, “os estudos de pessoas que escolhem de um conjunto fixo de fotografias e as fazem corresponder a um conjunto fixo de emoções, podem sobrestimar a precisão do reconhecimento das expressões como emoções específicas”. Os métodos de escolha forçada podem induzir artificialmente o indivíduo a escolher opções que, de forma deliberada, não o fariam (Frank & Stennett, 2001).

Durante a realização das tarefas enfatizaram-se sempre os seguintes aspetos: (a) a participação voluntária dos participantes; (b) o encorajamento para darem sempre uma resposta, aquela que considerassem a mais correta; (c) a não existência de respostas corretas ou incorretas; (d) o tratamento dos dados ser anónimo e confidencial.

Benzer Belgeler