A presente tarefa surge no projeto como consolidação da tarefa anterior. Na presente tarefa o modo como foi explorar foi diferente das tarefas anteriores. Como se trata de uma tarefa cujo principal objetivo era consolidar as aprendizagens acerca da transformação geométrica, simetria de reflexão, optei por realizar esta tarefa em grupos de quatro elementos, tendo sido realizada na sala destinada à Expressão Plástica. Todos os alunos realizaram a tarefa, embora tenham participado em momentos diferentes por isso optei por selecionar os excertos que considero importantes dos vários grupos de forma a relatar as vivências no âmbito desta tarefa.
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Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, começámos a nossa tarefa a partir da visualização de uma pintura do artista (Figura 22), à semelhança das tarefas anteriores, os alunos tiveram a oportunidade de a visualizar durante alguns segundos e, posteriormente trocaram impressões acerca dos aspetos que julgam ser mais importantes na obra do pintor.
Ao visualizar a obra, Nuno dá enfâse às estrelas que se encontram presentes na obra, referindo o seguinte:
Nuno: Gosto muito das estrelas. Aquelas lá em cima parecem uma
constelação.
Samuel, ao observar a obra também tece alguns comentários, referido o seguinte:
Samuel: Há tanto azul. São diferentes, mas há muito azul.
Também em relação às cores presentes na pintura, Estela refere o seguinte acerca das escolhas do pintor.
Estela: Tem de haver muito azul porque está de noite nessa pintura. Se não
estivesse de noite não conseguíamos ver as estrelas no céu e o reflexo das estrelas no rio.
9Fonte: http://www.vggallery.com/painting/p_0474.htm
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Quando Gonçalo escuta a intervenção da colega, refere que possivelmente não será o reflexo das estrelas que está no rio, tal como podemos verificar em seguida:
Gonçalo: Acho que não é o reflexo das estrelas. Acho que são estas coisas
que estão aqui ao pé do rio.
Débora: Se calhar são luzes de candeeiros que estão ao pé do rio, não é?
Ainda em relação às luzes, Tomás intervém no sentido de clarificar as ideias dos colegas, referindo o seguinte:
Tomás: Sim, sim. São as luzes do candeeiro à beira rio. E a luz reflete no rio
porque a água do rio reflete as coisas.
Terminado o momento de apreciação estética, os alunos são desafiados a elaborarem a sua própria versão da obra de arte de Van Gogh. Primeiro, teriam de dobrar a folha ao meio e, com um pastel de óleo teria de passar por cima da dobra. Depois, pedi-lhes que imaginassem que estavam na margem do rio e desenhassem o que estariam a ver nesse momento. Posteriormente, foi distribuído pelos alunos o material necessário para a realização da tarefa e os alunos iniciaram a construção da sua produção artística (Figura 23).
Conforme iam procedendo à elaboração das suas produções artísticas, Gonçalo refere o seguinte:
Gonçalo: Vou tirar os azuis todos para saber qual é o azul mais parecido.
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Gonçalo, retirou da caixa os azuis e comparou diretamente as várias tonalidades de azul, de forma a descobrir qual seria a tonalidade que se assemelhava com a cor utilizada por Van Gogh (Figura 24).
Ao verificarem o que o colega estava a fazer, os restantes membros do grupo revelaram preocupação com aspetos relacionados com a cor e com a técnica do artista. Luana, mostrou conhecer alguns aspetos relacionados com o artista plástico, referindo o seguinte:
Luana: sabes, a minha avó tem um quadro do Van Gogh em casa, mas é
imitação porque os quadros verdadeiros são muito caros. Posso fazer uma “obra de arte” parecida ao quadro da minha avó?
Após ter negociado com a aluna, esta procedeu à elaboração da produção artista tendo como referência a obra “Noite estrelada sobre o Ródano” poderia adicionar elementos que teria observado na “obra de arte” que se encontrava na casa da sua avó. Foi com alguma surpresa que constato que a aluna reproduziu a técnica do artista (Figura 25) que se assemelha ao quadro que tinha em casa e que consistia na imitação de pinceladas curvilíneas.
Figura 24 - Aluno compara cores
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Desta forma, a aluna procedeu à criação de uma “obra de arte” (Figura 26) que compreende aspetos de duas obras do artista que foram concebidos em dois momentos distintos da sua criação artística.
Terminado a elaboração do desenho, os alunos teriam de utilizar uma colher (Figura 27) para raspar a folha para que o pastel que se encontra na parte superior da folha, passasse para a metade da folha que se encontrava por baixo (Figura 28). Quando questionei Débora para o que iria acontecer à folha depois de tê-la raspado, a aluna refere o seguinte:
Débora: O desenho é capaz de ficar nas duas metades.
Quando abre a folha verifica o que aconteceu e acrescenta o seguinte:
Débora: Eu sabia que ia ficar em baixo, só não sabia que o desenho ia ficar
ao contrário.
Figura 26 - Produção artística de Luana no âmbito da tarefa “O reflexo das estrelas de Van Gogh”
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Desta forma, os alunos tomaram consciência do que havia ocorrido, ou seja, que tinha ocorrido uma transformação geométrica. Por último, os alunos pintaram os seus desenhos com tons de azul, de forma a simular a noite (Figura 29).
Figura 27 – Aluno utiliza a colher para obter uma simetria de reflexão
Figura 28 – Aluno obtém uma simetria de reflexão
Figura 29 – Aluna pinta com aguarela
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