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1.3. Ağır Metallerle Kirletilmiş Atık Suları İyileştirme Yöntemleri

1.3.1. Ağır Metallerle Kirletilmiş Atık Suların

1.3.2.2. Biyosorpsiyon

1.3.2.2.3. Metal Biyosorpsiyonunda

A educação superior no Brasil no final da década de 1960, sofreu alterações decorrentes da Reforma Universitária, que modificou o modelo que vigorava até então. Dessa forma, a Lei nº 5.540 de 28/11/68, estabeleceu novas normas para a organização e funcionamento do ensino superior. Ainda anteriormente à Reforma, o Decreto Lei nº 53/1966 “fixou princípios e normas para a organização das universidades federais, entre outras providências” introduziu alterações na estrutura dessas instituições, uma vez que determinou, em seu artigo 1º que deveria ser “vedada a duplicação de meios para fins idênticos ou equivalentes”. Assim o artigo 2º estabelecia em seu inciso III que “O ensino de formação profissional e a pesquisa aplicada serão

feitos em unidades próprias, sendo uma para cada área ou conjunto de áreas profissionais afins

dentre as que se incluam no plano da Universidade”. O Decreto Lei nº 53/1966 estipulou ainda

que as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras deveriam se transformar para se adequar ao

disposto em seu artigo 4º, que determinava que “As unidades existentes ou parte delas que

atuem em um mesmo campo de estudo formarão uma única unidade na Universidade

estruturada (...)”. Em 1967, o Decreto Lei nº 252/1967 “estabeleceu normas complementares

ao Decreto-Lei nº 53, de 18 de novembro de 1966” e determinou que as unidades universitárias seriam subdivididas em departamentos. Segundo o Artigo 2º, § 1º, o departamento é definido

como a “menor fração da estrutura universitária para todos os efeitos de organização

administrativa e didático-científica e de distribuição de pessoal”. Por sua vez o Artigo 4º, § 2º

estipulou que “os estudos básicos e de conteúdo para a formação de professores e os estudos

básicos para a formação de especialistas de educação serão feitos no sistema de unidades a que se refere o art. 2º, item II, do Decreto-Lei número 53, de 18 de novembro de 1966, e a competente formação pedagógica ficará a cargo de unidade própria de ensino profissional e

pesquisa aplicada”.

Com a reorganização das universidades federais e em seu interior, das Faculdades de Filosofia, foi criada a Faculdade de Educação, responsável pela oferta do curso de Pedagogia. Tendo

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participado do Conselho Federal de Educação quando da Reforma Universitária de 1968, Newton Sucupira esteve à frente da comissão de estudos que instalou a Faculdade de Educação. Comentando esse processo, em artigo publicado na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos em 1969, Sucupira analisa alguns dos aspectos envolvidos na constituição da Faculdade de Filosofia no Brasil e sua relação com a Faculdade de Educação. Em sua análise, remonta às origens da Faculdade de Filosofia na Alemanha no ano de 1810, quando a instituição tinha como objetivo oferecer uma formação científica prévia para os alunos de Faculdades de Medicina e Direito. A Filosofia era concebida como ciência elevada e cujo estudo deveria auxiliar os estudantes das profissões liberais a obter formação geral, assim como visava preparar intelectuais e fornecer aos docentes do ensino secundário formação científica. De acordo com Sucupira esses objetivos não teriam sido satisfatoriamente alcançados, uma vez que a noção de um saber universal, com base filosófica, demonstrou-se “inatingível” sendo que a Faculdade de Filosofia terminou por abandonar essa pretensão. Não obstante, ressaltando o importante papel dessas instituições em nosso contexto, o autor chama a atenção para o fato de que no Brasil, não teria sido a condição de instituição com múltiplas funções que teria impossibilitado às Faculdades de Filosofia atuarem como difusoras de um saber universal, mas sim as noções vigentes acerca das finalidades da educação superior, tendo em vista que a concepção de saber universal estaria em desuso frente ao fortalecimento da concepção de especialização. Outros complicadores consistiriam na falta de estrutura para a implementação da pesquisa “pura” além da ênfase na formação de profissionais liberais que não teriam interesse em se dedicar a questões de cunho filosófico.

No que diz respeito à preparação de educadores e de especialistas em educação na seção de Pedagogia, a Faculdade de Filosofia teve como marcas a não consecução dos duplos objetivos a que se propunha, ou seja, ofertar formação científica e preparo pedagógico, tendo em vista que não assumiu plenamente a formação de educadores devido ao seu escasso significado cultural bem como não logrou atingir o papel de promotora da cultura desinteressada, que seria de difícil consecução. Nesse sentido, afirma Sucupira (1969) que a formação de professores na Faculdade de Filosofia teve lugar precário e que a seção de Pedagogia se afastou de suas metas tendo se limitado a preparar os licenciados para lecionar as disciplinas acadêmicas do ensino secundário. Ressalta ainda que a reestruturação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e o surgimento da Faculdade de Educação podem ser entendidos como o nascimento de um novo

38 panorama educacional, sendo assim muito mais do que uma mera reorganização. Para ele, essa mudança sinalizou um avanço no status acadêmico da Pedagogia, tendo em vista a crescente valorização da educação em nossa sociedade e o entendimento de que este é um campo complexo e amplo e que assim demanda preparo específico. Segundo o autor, a formação do educador e a pesquisa em educação não poderiam permanecer tolhidas pelo confinamento nos estreitos limites de uma seção ou departamento universitário apenas. Postulando em alguns aspectos visão contrária ao entendimento de Sucupira, Brzezinski (1996) considera que a reestruturação da Faculdade de Filosofia e o surgimento da Faculdade de Educação resultaram na segregação dessa última devido ao seu caráter profissional.

Não obstante as diferentes leituras que possam ser feitas acerca do significado e consequências da reestruturação da Faculdade de Filosofia e do estabelecimento da Faculdade de Educação, é consenso que a Reforma, além dessa alteração mais evidente, influenciou também a legislação sobre as finalidades e o formato do curso de Pedagogia, mais especificamente o modelo adotado com a vigência, a partir de 1969, do Parecer CFE n. 252/69, que introduziu as habilitações (CRUZ, 2011; SCHEIBE e DURLI, 2011).

Benzer Belgeler