3. KAVRAMSAL YAKLAŞIM
3.1 Enzim Kinetiği
3.1.3 Metabolik faaliyetler
Após o capítulo sobre a vida agrícola e industrial, Junod descreve propriamente aqui- lo que ele chamou de vida mental dos “tsongas”. E, por sua vez, esta vida mental suposta- mente divide-se entre o lado intelectual e o lado moral e religioso.
No que diz respeito as línguas bantas, Junod afirma que os substantivos estão dividi- dos em algumas classes ou gêneros, podendo variar de sete até dez classes dependendo da língua em questão. Segundo ele, os “tsongas” dividem os chamados objetos naturais entre: (1) seres pessoais, (2) árvores, (3) frutos, (4) órgãos, (5) líquidos, (6) noções abstratas, (7) instrumentos, e (8) ações; sendo que os demais objetos entram numa ou outra classe (cf. ibidem, v. 2, p. 152).
Junod escreve a respeito dos chamados advérbios descritivos:
(...) Estes milhares de palavras que se formam, instintivamente, para exprimir a impressão produzida no cérebro por fenómenos de toda a espécie provam a existência duma notável faculdade de descrição. O espírito banto é extrema-
mente sensível a todas as impressões vindas do exterior e encontra meio de exprimir essas impressões em palavras pitorescas que dão à língua interesse e cor extraordinários. A este respeito, os Bantos são-nos muito superiores e esta é a razão pela qual tão poucos europeus podem, em boa verdade, aprender a empregar convenientemente estes advérbios descritivos (sem falar daqueles que os desprezam!). (ibidem, v. 2, p. 158)
Junod afirma que os “tsongas” não possuíam ou aspiravam uma precisão nos cálcu- los das horas do dia e o sol era o único relógio e cronômetro para eles, o que conduz à falta de precisão. Mas, segundo Junod, recorrer ao sol para determinar o tempo criava um sentido de orientação admirável nos nativos (cf. ibidem, v. 2, pp. 163-164).
Junod afirma que a facilidade de elocução dos “tsongas” é muito grande:
(...) Um indígena pode sempre levantar-se e exprimir a sua opinião sobre qualquer questão. Mesmo se não tiver pensado no assunto, pode falar! Não sofre nenhuma dificuldade na procura dos termos. Podem faltar os conheci- mentos – mas nunca a abundância do discurso! Esta facilidade de elocução é, evidentemente, resultado de longa prática na discussão das questões públicas, na côrte do chefe, ou hubo, como já vimos, todos têm direito de formular sua opinião. (ibidem, v. 2, pp. 167-168)
Junod afirma que o folclore “tsonga” apresenta três estilos diferentes: (1) a poesia didática ou sentenciosa, (2) a poesia narrativa, e (3) a poesia lírica. Junod apresenta exem- plos de provérbios e enigmas, por exemplo: “Quem fez o Céu e a Terra? – A Natureza!” (ibidem, v. 2, p. 177). Depois apresenta exemplos de cantos “tsongas” que apresentam poe- sia lírica, épica, satírica ou dramática; ainda podem acompanhar o trabalho, os contos e jo- gos, ou servem para encantamentos. Junod ainda classificou os contos “tsongas” em seis grupos de acordo com o estilo: (1) do folclore animalista, (2) da sabedoria dos pequenos, (3) da sabedoria das criaturas fracas, (4) dos contos morais, (5) dos que parecem ser baseados em fatos reais, e (6) dos contos estrangeiros (cf. ibidem, v. 2, pp. 173-213).
Os contos bantos são muito antigos, pelo menos os materiais que os formam. Mas são feitos duma substância plástica, o que permite aos narrado- res operarem nela, inconscientemente, importantes e incessantes modifica- ções. Estes factos são interessantes, pois mostram as condições da produção literária nas tribos não civilizadas. Essa produção é essencialmente colectiva; os contos não são criados, em todas as suas partes, por autores individuais; são modificados e enriquecidos, pois se transmitem de uma pessoa a outra, de tribo a tribo, de maneira que tipos novos surgem, novas combinações se pro- duzem e disso resulta uma verdadeira evolução. (ibidem, v. 2, p. 219)
Junod destaca o valor moral e filosófico dos contos dos “tsongas”:
Para os Bantos, o chefe é todo poderoso. Rodeado pelos seus conse- lheiros, protegido pelos seus guerreiros sempre prontos a executarem as suas ordens, é um autocrata com poder de vida e de morte sobre os seus súbditos, particularmente quando o clan primitivo se tornou confederação de tribos re- unidas com vista a uma dominação militar. Se o clan banto é, num sentido, democrático, todavia a hierarquia é nele toda poderosa. Diante do chefe e di- ante da tradição, todos se curvam e tremem. Em cada aldeia, o dono possue poder semelhante sobre os seus subordinados e os irmãos mais velhos reinam como déspotas sobre os mais novos. De alto abaixo da escala social, o forte reina sobre o fraco e procede de maneira a assegurar-se da submissão do seu inferior. À noite, em volta da fogueira, as mulheres e as crianças tiram a sua desforra, como os Negros sabem fazer, dizendo por rodeio o que pensam [a- través dos contos]. Não que tentem perturbar o estado de coisas existentes. Longe disso! Mas dão-se um prazer delicioso em contar as finas astúcias do Coelho e seus acólitos. Porquê? Porque Mestre Coelho representa os peque- nos – o súbdito, o indivíduo comum a quem o nascimento ou a natureza não conferiram nenhum privilégio e que, a despeito disso, sabe, graças à sua finu- ra natural e ao seu bom senso, tirar partido das grandes personagens da co- munidade e até dos chefes. (...) No estádio colectivo da sociedade humana, ele representa uma aspiração a um estado de coisas em que o indivíduo ocupe o seu verdadeiro lugar. Considerado deste ponto de vista, é profético. (ibidem, v. 2, pp. 222-223)
Junod destaca também a música que, segundo ele, desempenha um grande papel na vida dos “tsongas”. Cita (1) os instrumentos de sopro – chiüaiia, nanga (iin-tin), ndjuébè, chitiringo ou chitlóti, e timhalamhala –; (2) os instrumentos de corda – gubo: chitjendje ou ncaco –; e (3) a timbila que é uma espécie de xilofone de dez teclas. O sistema musical “tsonga” é colocado em evidência através da transcrição de quarenta melodias ou árias (cf. ibidem, v. 2, pp. 257-270). Junod destaca algumas características que marcam todas as árias “tsongas”: o ritmo, o sistema melódico, a melancolia, e as formas polifônicas.