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2.4 Dilbilimsel Artgönderim Çalışmaları

2.4.2 Diğer Dilbilimsel Artgönderim Çalışmaları

2.4.2.4 Merkezleme Kuramı

As medidas antropométricas são utilizadas como referência para o dimensionamento de novos produtos nas suas fases de desenvolvimento. São aferidas com o indivíduo na posição estática ou com movimentos corporais pequenos. Porém os indivíduos não ficam imóveis o tempo todo, quase sempre, está manuseando ou operando algo, e, como referência para o dimensionamento de produtos, há que se levar em conta o indivíduo em movimento. Nesse âmbito, existem dois tipos de trabalho considerados na antropometria: o trabalho estático e o

trabalho dinâmico1, sempre presentes nas situações de trabalho — o conceito de

trabalho aqui entendido se refere a [...] “toda a situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e uma atividade produtiva.” (IIDA, 2005, p. 2)

Nos ambientes de trabalho, as dimensões apresentadas pelo mobiliário e equipamentos disponíveis, vão interferir diretamente no desempenho do profissional, assim como nos impactos ergonômicos, no que se refere às assunções posturais decorrentes da interação homem X interface de trabalho. Desta forma, a análise ergonômica, que estuda a interação entre o homem e o trabalho, com a finalidade de adequar o trabalho ao homem, tem como um dos focos de observação dessa relação o conjunto de movimentos e posturas realizados, em detrimento da relação dos recursos físicos de trabalho e as características antropométricas do público usuário. De maneira que o bem-estar do homem no trabalho é o foco central da atuação da ergonomia desde sua origem, porém esta se apoia em dados antropométricos para ser efetiva.

Em função disso, tão importante quanto as antropometrias estática e dinâmica, é também a funcional, que trata das medidas antropométricas relacionadas com a execução de tarefas específicas. Na prática, prepondera-se a conjugação de diversos movimentos para se realizar uma atividade. Conforme aponta Iida (2005), o alcance das mãos, por exemplo, não é limitado pelo comprimento dos braços, em vista que envolve também o movimento dos ombros, rotação do tronco, inclinação das costas e o tipo de função que será exercido pelas mãos.

[...] Há que se ponderar ainda que existem certos tipos de posturas que podem ser consideradas mais adequadas para cada tipo de tarefa e que em diversas situações, projetos impróprios de máquinas, assentos ou bancadas de trabalho fazem com que o trabalhador adote posturas inadequadas e que, se mantidas por um longo tempo, podem provocar fortes dores localizadas naquele conjunto de músculos solicitados na conservação dessas posturas. (IIDA, 2005, p. 113).

Desta maneira são empregados métodos biomecânicos de análise ergonômica, para avaliar o nível de risco presente em determinadas situações de trabalho, que se distinguem pelos enfoques específicos de cada um. Conforme detalha Falcão (2007), esses enfoques podem compreender: esforço de um grupo

1 Trabalho estático: exige contração contínua de alguns músculos, para manter uma determinada

posição. Trabalho dinâmico: ocorre quando há contrações e relaxamentos alternados dos músculos, como nas tarefas de martelar, serrar, girar um volante ou caminhar (IIDA, 2005).

muscular, medição de forças estáticas, definição de velocidade e direcionamento de movimentos, limites de performance do sistema músculoesqueléticos, alcances, ângulos de movimentos articulares, etc.

No que se refere ao levantamento de dados antropométricos de um determinado grupo, o grau de complexidade para realizar as medições, dadas as exigências entre os tipos de antropometria citados, aumentam consideravelmente, demandando metodologias apropriadas para cada tipo e situação. Os métodos para a realização e definição das medições antropométricas, são divididos em método direto e indireto. Neste trabalho os dois tipos serão utilizados:

• Método Direto

Segundo Iida (2005), nesse método utiliza instrumentos que entram em contato físico direto com o sujeito que está sendo medido. Usa-se réguas, trenas, fitas métricas, raios lasers, esquadros, paquímetros, transferidores, balanças, dinamômetros e outros instrumentos semelhantes. São aferidas medidas lineares, angulares, pesos, forças e outras tidas como necessárias pela demanda. Os métodos de medição direto são morosos e exaustivos, porém são os mais utilizados em levantamentos antropométricos.

• Método Indireto

Emprega instrumentos capazes de obter as medidas sem contato físico com o corpo humano. Geralmente envolvem fotos do corpo ou partes dele, assim como filmagens sistemáticas, para averiguação das assunções posturais equivocadas no posto de trabalho. Atualmente, outra forma de obter as medidas do corpo humano, sem que haja contato, é determiná-la por meio da fotogrametria digital, também conhecida como biofotogrametria.

2.6.4 Percentis

Do ponto de vista industrial, quanto mais padronizado for o produto, menores serão os seus custos de produção e de estoques. Porém, um projeto desenvolvido para a média é baseado na ideia que isso maximiza o conforto para a maioria, o que na prática isso não se verifica. Para que se possa estabelecer uma base estatística, para aplicação nas medidas antropométricas, é necessário combinar medidas máximas e mínimas de uma população.

Segundo Panero e Zelnik (2001), definem que os percentis indicam a percentagem de pessoas dentro da população que tem uma dimensão corporal de certo tamanho. De uma forma mais específica, Boueri (1991) observa que percentil se refere a uma medida de dispersão das dimensões do corpo humano para a distribuição estatística, sendo a única maneira de determinar o padrão dimensional, sem incorrer em erro de conceitos matemáticos nas aferições de medidas. Guimarães (2001) complementa que os percentis dividem a série de valores em cem partes, cada uma correspondendo à centésima parte da distribuição. Os percentis mostram a frequência acumulada (número de casos) dos valores encontrados em cada variável antropométrica, indicando a porcentagem de indivíduos da população que possuem uma medida antropométrica de um certo tamanho, assim como as que são maior e menor que este tamanho. Normalmente, os limites antropométricos de um projeto são apresentados em termos de percentis, o que justifica a necessidade deste ser tópico de estudo do Design.

Como já abordado no sub item Sexo e Idade, homens e mulheres apresentam diferenças antropométricas significativas em suas medidas antropométricas (homens de 6 a 11% são maiores que as mulheres). De maneira que, com algumas exceções, o máximo é representado pelo percentil 95%, normalmente do sexo masculino, e o mínimo pelo percentil 5%, geralmente originado do sexo feminino. Em geral, as aberturas e passagens são dimensionadas pelo percentil 95%, ou seja, aquela parcela da população com as maiores medidas. Os alcances dos locais de trabalho, onde devem trabalhar tanto homens como mulheres, geralmente são dimensionados pelo percentil 5%, correspondente àquela parcela da população com as menores medidas. Em outros casos, há necessidade de se combinar as medidas máximas com as mínimas, conforme orienta Iida (2005), contemplando toda a população.

Já que não se projeta para toda população, dados os custos de projeto inerentes ao adicional de materiais e dispositivos de funcionamento para atender aquela parcela da população enquadrada nos perfis dos percentis extremos, se faz necessário então selecionar um segmento viável da amostra dos indivíduos, tanto da ótica do custo, quanto do público usuário. Em função disso, é que a opção de maior prevalência é de trabalhar com 90% do grupo populacional. Chama-se a atenção pelo formato dos dados antropométricos apresentar-se em percentil, pois para fins

de estudo, a população pesquisada é dividida em 100 (Cem) categorias percentuais, ou seja, da maior para a menor em relação a algum tipo específico de medida corporal. O primeiro percentil decrescente de estatura (100%), por exemplo, indica que um determinado número de pessoas possui a maior estatura encontrada na população estudada. Da mesma forma, o percentil 95% indica que 5% da população estudada teria alturas maiores, e que 95% dessa população teria estaturas iguais ou menores.

No desenvolvimento do produto deste estudo (Maca Infantil para crianças de 0 a 5 anos), a princípio sua adaptação às características dimensionais atingiria no mínimo 90% dos usuários, ou seja, os indivíduos cuja as dimensões variam entre os percentis 5 e 95.

Entretanto, essa não se trata da mais forma efetiva de cobertura dos usuários para a fabricação deste equipamento, pois é imprescindível que as medidas dos indivíduos extremos sejam consideradas, por se tratar de equipamento destinado à atender dimensões diversas e extremas. De maneira que estas deverão ser consideradas e aplicadas no desenvolvimento de acessórios, a fim de atingir uma maior combinação de dimensões dos usuários da mesma.

Segundo Pequini (2005), para o desenvolvimento do projeto de produto o designer depende das características do mesmo, dentre as quais estão o seu público alvo. De maneira que deve empregar as referências dos percentis extremos, 5% e 95%, ou 2,5% e 97,5%, por exemplo. Esta situação não é ideal, mas de qualquer forma, dependendo do tipo de produto, não apresenta grandes transtornos para os usuários. Esta solução deve-se às dificuldades de execução de projetos em geral, pois, ao tentar atender a 100% da população, teríamos um aumento desproporcional de custos em relação aos benefícios obtidos, tendo em vista que é muito difícil conseguir solucionar problemas de inter-relacionamento dos vários requisitos dentro do projeto.

Os problemas decorridos da utilização dos percentis 5 e 95 ou 2,5 e 97,5, deixando de contemplar 100% dos usuários, podem ser, em parte, solucionados com a utilização de ajustes, tendo em vista que um produto ajustável aumenta consideravelmente a amplitude de utilização por usuários de diversas dimensões. Para Guimarães (2001), algumas peças, tais como mesas, cadeiras, suportes, etc., podem ser projetadas com dispositivo de ajuste, de forma a acomodar, com conforto e segurança, os diferentes tipos físicos da população usuária. Quando do contrário,

ocorrendo do usuário permanecer longos períodos em um posto sem a condição de regulagem para seu perfil antropométrico, essa falta de ajuste pode provocar desconforto, decréscimos no desempenho da tarefa e, sobretudo, acarretar distúrbios osteomusculares e/ou acidentes, quando o desajuste contribui para manipulações de risco.

Benzer Belgeler