3.2 Bilgisayarlı Artgönderim Çalışmaları
3.2.1 Sözdizimsel Yaklaşımlar
3.2.1.1 Hobbs’un Naif Yaklaşımı
• Dificuldade de acesso para posicionamento dos membros inferiores
A base da estrutura da maca possui configuração retangular (figura 31), composta por dois perfis metálicos retangulares paralelos, que sustentam toda a estrutura, e são interligados por outros dois circulares de espessura menor, um em
cada extremidade, com a função de promover a estabilidade das pernas da maca. Este esquema de base impede o acesso dos rodízios do mocho do dentista e, por consequência, o posicionamento adequado dos seus membros inferiores, um dos fatores decorrentes para a má postura dos demais segmentos corporais, como mostra a figura 31.
Figuras 31 a e b - Base da maca em configuração retangular e fixa
• Dificuldade de alcance confortável do campo de trabalho na boca do paciente.
A ausência de ajuste de altura da maca impede que profissionais de diferentes perfis antropométricos tenham alcance confortável ao campo de trabalho dentro da boca da criança, principalmente aqueles de percentis extremos (muito baixo ou muito alto). Esse fator faz com que o profissional exerça uma compensação postural, principalmente do tronco, dos ombros e do pescoço, para ter condições de alcance favoráveis ao atendimento, como mostra a figura 32.
Figura 32 - Exemplo de compensação postural de tronco, ombro e pescoço de aluna de perfil antropométrico mais baixo, durante atendimento na Clínica de Bebê – FOB-USP
• Dificuldade de mobilidade da maca
A ausência de rodízios na base da maca (figura 31), ou outro dispositivo que permita a sua mobilidade, impede que se possa movimentá-la no ambiente ou fora da clínica em caso de necessidade emergencial. Assim sendo, a única forma de movimentá-la e por meio de transporte manual com sustentação da mesma.
• Dificuldade de atenção e na realização da tarefa quando da presença de paciente em estado de grande agitação.
O atendimento de crianças em estado de agitação elevado, como mostra figura 30, é caracterizado principalmente pela grande exigência do profissional em manter-se equilibrado e atento aos seus procedimentos, além de promover o controle da criança de maneira apropriada e humanizada, para que possa realizar o atendimento de forma segura e eficiente. Essas questões tornam-se um desafio de trabalho e fonte de estresse para o profissional, em face das dificuldades geradas pelo comportamento da criança.
Figura 33 - Situação de atendimento e criança agitada - Clínica de Bebê – FOB-USP b) Para o Paciente
• Dificuldade de acomodação total do corpo
A área da superfície da maca possui dimensão insuficiente para acomodar todos os segmentos corporais das crianças que comportam o público alvo. De maneira que as crianças maiores não dispõem de local apropriado para apoiar os membros inferiores, sendo utilizado para essa finalidade duas aberturas
circulares na superfície, por onde as pernas/pés ficam suspensos durante todo o atendimento, conforme mostra a figura 34. Essa condição, muitas vezes causa ferimento superficial na perna da criança.
Figura 34 - Situação de atendimento em que a criança permanece com pernas e pés suspensos
Outra condição de desconforto ocorre quando os membros inferiores ficam apoiados sobre a armação metálica da superfície da maca, mostrado na figura 35.
Figura 35 - Situação de atendimento onde a criança permanece com pernas apoiadas na armação metálica da superfície da maca - Clínica de Bebê – FOB-USP
• Desconforto térmico
A superfície da maca é fabricada com um material do tipo lona com face impermeabilizada. Quando a criança é acomodada na sua superfície, a maca se conforma em torno do seu corpo, como numa espécie de rede. Desta maneira, a lona muito próxima da pele da criança aumenta a sensação térmica da mesma, causando um desconforto importante para a criança. No caso da presença de uma
criança em estado de agitação, esse desconforto térmico é potencializado (figura 36).
Figura 36 - Superfície sem base rígida, fabricada em material sintético - Clínica de Bebê – FOB-USP
• Impossibilidade de auto acomodação da criança na maca
A ausência de ajuste de altura da superfície impede que a criança se acomode de forma autônoma sobre a maca. Sendo assim, ao ser acomodada pela mãe ou por uma pessoa da equipe de odontopediatria, a criança é impedida de conduzir o próprio processo de acomodação que, por característica própria, ocorre a partir da decisão da criança, ao mesmo tempo em que esta se familiariza com o equipamento. Na medida em que esse processo deixa de ocorrer, a criança se mostra insegura, não desejando permanecer acomodada na maca, como mostra a figura 37.
Figura 37 - Criança em estado de sensação de insegurança na maca Clínica de Bebê – FOB-USP
• Condição de insegurança e medo para o paciente
A estrutura da maca, adotada atualmente, apresenta estética pouco agradável, sem nenhum elemento familiar que ligue a criança à experiências
positivas do seu cotidiano, ou algum apelo emocional que desperte seu interesse. Frente a esta condição, a criança se mostra muito insegura e demonstra o seu sentimento de medo por meio do choro, como mostra a figura 38.
Figura 38 - Criança em estado de sensação de insegurança na maca - Clínica de Bebê – FOB-USP 4.10.2 Exigências de design
Segundo Montmollin (1995), o design ergonômico se baseia, em princípio, nas capacidades humanas e seus limites para o uso de produtos, e depois estuda a atividade humana em uma situação de referência, não de uma forma isolada, mas também avaliando padrões de comportamento (gestos, olhares, raciocínio, etc). Nesse sentido, este projeto se pauta pela abordagem ergonômica para solução das necessidades a serem atendidas no processo de design.
Outro fator de extrema importância que deve ser observado é com relação aos outros elementos que deveriam ser considerados na especificação do design, em decorrência da sua influência e do seu significado no desenvolvimento do produto, com destaque para os citados por PUGH (1995): ambiente, patentes, armazenamento, confiabilidade da qualidade, embalagem, competitividade, manutenção, peso, mercado, políticas, produção, perdas, concorrência, transporte, dimensão, processo, consumidor, ciclo de produção, custos de produção, performance do produto, ciclo de vida, instalação, estética, especificações padrões, materiais, volume de produção, documentação, legislação, segurança, testes.
Todavia, o objetivo deste trabalho está focado nos aspectos ergonômicos e de usabilidade do produto, e por conta disso a metodologia empregada é a do design ergonômico, que enfatiza a aplicação desses critérios, pelos quais a qualidade dos resultados do produto é verificada a partir da melhoria na interface produto x usuário, que determinam os parâmetros de requisitos de projeto.