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Merinos Tekstil Sanayi Müzesi Tanıtım Faaliyetleri ve Etkinlikleri

A discussão técnica sobre o reprojeto das paredes refratárias foi, como dissemos, uma das discussões mais importantes – de acordo com os próprios membros da Operação – realizadas durante as reuniões da A.T.U. Apesar de não adentrarmos nessa discussão durante

esta seção, é necessário adiantar um detalhe importante: os dois grupos, a Operação brasileira e os Projetistas canadenses, não estavam de acordo em relação a realizar uma modificação no limite de altura do banho de metal e escória. Para compreendermos as razões por detrás dessa discordância iremos, em primeiro lugar, examinar com algum cuidado a base, em termos de experiência vivida em outros trabalhos, que os Projetistas canadenses trouxeram para o reprojeto. Somente então teremos condições de compreender a diferença de perspectivas entre os dois grupos e acompanhar a discussão técnica que eles realizaram. Contudo, como já adiantamos, o objetivo desta seção é demonstrar que a percepção de Operadores e Projetistas foi diferente, em função de suas respectivas experiências, e que essa foi a razão central de suas discordâncias no caso do reprojeto das paredes refratárias. A perspectiva dos Projetistas era a de que um aumento da inclinação das bicas de escória e uma melhoria no CTS seriam os fatores principais que possibilitariam uma operação estável. Os Operadores, no entanto, apesar de considerarem esses dois pontos importantes, priorizaram o reprojeto das paredes refratárias por razões que serão vistas futuramente. No momento, nos voltamos para a história da presença da empresa canadense na planta industrial brasileira.

A empresa canadense já estava presente na planta da empresa brasileira desde o começo da Operação. Apesar de só a termos mencionado como a empresa contratada para realizar o reprojeto do Forno, dando a entender que a sua participação no empreendimento geral da planta só se iniciou nesse momento, a empresa canadense já havia sido contratada para gerenciar o processo de construção da planta entre 2008 a 2010.

Quando o vazamento espontâneo ocorreu no Forno 1, a empresa canadense ofereceu uma equipe técnica60 para realizar uma avaliação do acidente e, posteriormente, para também analisar as descobertas trazidas pela demolição do Forno. A avaliação foi, de fato, feita e enviada à empresa brasileira em julho de 2012. Os resultados foram discutidos com Phillip e com uma equipe de Engenheiros e Supervisores responsáveis pela operação do Forno redutor. Portanto, os membros da empresa canadense e da Operação brasileira já estavam realizando trocas e discussões antes mesmo da Abordagem do Time Único ser oficialmente adotada. A empresa canadense não é, portanto, uma empresa que foi contratada somente para o reprojeto e que não tinha conhecimentos prévios ou familiaridade com a Operação nem com o funcionamento específico da planta em questão. Muito pelo contrário. Ao se integrarem reuniões e discussões técnicas da A.T.U., os projetistas canadenses já tinham, em sua

60 Alguns dos membros dessa equipe técnica também compuseram parte do grupo de Projetistas que

memória, todo o histórico dos acontecimentos da planta, desde a sua concepção, e já conheciam muitas das dificuldades enfrentadas pela Operação.

Voltamo-nos, com especial atenção, à mencionada avaliação realizada pela empresa canadense, no dia 16/07/2012, pois ela nos revela o que apa e euà o oà figu a àpa aàaàsuaà equipe. Essa avaliação tinha o objetivo de tratar dos problemas que teriam causado os vazamentos espontâneos. Contudo, em suas últimas páginas, consta a seguinte observação:

Verificar o lento vazamento da escória [...]. O ângulo de pouca profundidade pode tornar difícil prever o aparecimento de build-ups. O melhor curso de ação é verificar, em outras plantas com um Forno de projeto similar, que produz o mesmo metal, se o mesmo build-up também acontece. (Arquivo de pesquisa, 2012. p. 19-20).

O que a passagem acima sugere é que a equipe de canadenses percebeu o mesmo problema que os Forneiros já haviam identificado desde o início: que a baixa inclinação das bicas de escória, mencionada na seção Oàfu io a e toàdoàForno na prática: a experiência dosà ope ado esà eà oà u doà daà fle i ilidadeà ope a io al , causava acúmulos de escória solidificada na bica, ha adosà deà uild-up .à Essesà a ú ulosà difi ulta a à eà at asa a à oà vazamento de escória, em função do esforço constante dos Forneiros em limpar a bica. A equipe canadense, em agosto, ao expressar suas ideias iniciais para o reprojeto do Forno, es e euàasà segui tesà e o e daç es:à áu e toà doà guloà dasà i asà pa aà ueà te ha ,à oà mínimo, 20° graus. [...] Sugerimos bicas mais curtas. [...] Sugerimos melhoria da ventilação e da ilu i aç oàpa aàge a àu à o àa ie teàdeàt a alhoàpa aàosàFo ei os (Arquivo de pesquisa, 2012. p.14 - 15).

A percepção aguçada dos canadenses para a questão da inclinação das bicas de escória nos revela um aspecto de sua experiência que explica um grande ponto de desacordo com os membros da Operação brasileira, como veremos mais adiante. No momento, nos focaremos em compreender a questão da inclinação das bicas.

Forneiros, através de suas atividades, perceberam e descreveram as dificuldades no vazamento geradas pelos constantes build-ups. Os Projetistas, contudo, perceberam essa questão por outro prisma. Ao estabelecerem um contraste entre o ângulo da bica de escoria da planta brasileira com a de outras plantas existentes no mercado, nas quais haviam trabalhado, uma diferença apareceu. O ângulo das bicas brasileiras era menor em comparação ao de outras plantas de níquel. Vejamos a tabela (FIG. 28) abaixo, usada pela empresa

canadense em outro documento, do mês de outubro, como uma comparação. É necessário ter em mente que o ângulo original das bicas brasileiras era de 11° graus, com 11m de cumprimento:

Figura 27 – Tabela de benchmarking para bicas

Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (tradução nossa)

A tabela mostra duas plantas da América do Sul com Fornos que trabalham a 75 MW/hora. Para uma comparação, em uma situação ideal, o Forno original alemão teria capacidade para operar até há 85/90 MW/h. Portanto, trata-se de dois Fornos na América Latina com uma capacidade energética similar ao do Forno observado nesta pesquisa. Contudo, a grande diferença está na quarta coluna: ambas possuem canais de escória com uma inclinação de 20°graus, ou seja, superior aos 11° graus das bicas da planta que acompanhamos.

Essa comparação impulsionou os Projetistas canadenses a sugerirem o aumento do ângulo das bicas logo que as discussões da A.T.U. começaram. Tanto a Operação quanto os Projetistas concordaram rapidamente com esse ponto. Afinal, com um ângulo maior (e um cumprimento menor), a escória correria mais rapidamente pela bica, o que poderia diminuir sensivelmente a geração de build-ups e ainda facilitar a limpeza das bicas eliminando, assim, a chance de o banho passar do limite esperado. A imagem (FIG. 29) mostra um projeto para a nova bica durante sua fase preliminar de concepção:

Figura 28 – Projeto da nova bica de escória

Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012

Para projetar a nova bica, os Projetistas canadenses tinham uma série de preocupações:

1. Aumentar o ângulo o máximo possível: levando em consideração a estrutura geral da planta. Se as bicas fossem inclinadas acima de 30° graus, os caminhões Kress poderiam atingir as vigas de sustentação do Forno ao carregarem os potes para baixo das bicas61;

2. A velocidade e a trajetória do jato de escória na bica: o canal, ao ser aberto, liberava escória com alta velocidade e pressão. Se a bica estivesse muito inclinada, a escória só a atingiria em um ponto já próximo ao pote. O choque da queda, aliado a uma velocidade alta, poderia fazer a escória espirrar e se espalhar pela área. Por esse motivo, foi tomada a decisão de manter o início da bica com um ângulo menor, lugar no qual a escória inicialmente sairia, e só depois tornar a descida mais íngreme. Os canadenses denominaram esse projeto de i aà o ài li aç oàdupla ;

61

Os caminhões Kress, ao colocarem os potes de escória no final das bicas, se posicionam abaixo da ai a àp i ipalàdoàFo oà FIG.à ,à ueà àsuste tadaàpo à igas.à“eàas bicas fossem muito inclinadas, os caminhões precisariam adentrar mais profundamente, o que os faria atingir uma das vigas de sustentação.

3. O formato da bica: ao se comparar com o formato de outras plantas conhecidas pelos Projetistas, o formato da bica original – em U – pareceu ineficaz, se comparado com o formato em V presente em outras bicas. A diferença estava na quantidade de superfície de contato. Ao alterar o formato em U para um formato em V, diminuiu-se a superfície de contato da bica com a escória, o que também diminuiria a possibilidade de acúmulos. No formato em U, a escória poderia se acumular no fundo da bica com maior facilidade, segundo os projetistas canadenses.

4. Desgaste da bica: existe uma relação entre a velocidade da escória e o desgaste em potencial que ela pode produzir na bica. Quando mais rápida estiver a escória, maior o desgaste. Portando, além de alterar o ângulo, as bicas também deveriam ter o material que as compunha modificado. O novo material iria proteger o canal e melhorar sua refrigeração. Tal ponto, inclusive, suscitou resistência por parte da Operação: o receio de que a melhoria da refrigeração na bica pudesse provocar mais build-ups foi levantado. Contudo, os projetistas garantiram62 que a mudança, aliada ao aumento significativo do ângulo e à alteração do formado para V, somente melhorariam o desempenho das bicas.

Saltando temporalmente para o final das discussões da A.T.U. sobre esse tema, as bicas foram reprojetadas com uma nova inclinação: 26° graus, com 7,2 m de cumprimento, como mostra a imagem (FIG. 30) abaixo:

62 Sob esse ponto, é importante notar a impossibilidade, por parte da Operação brasileira e de Phillip, de

checar todosà osà l ulosà eà p o essas à feitasà pelosà P ojetistasà a ade ses.à N oà à possí elà sa e ,à deà antemão, com 100% de certeza, a eficácia de um projeto. Nesse sentido, sempre permanece um grau de incerteza que não pode ser superada totalmente. Usuários precisam, diante desse quadro, confiar nos representantes da prática projetual. No caso que acompanhamos, a deposição dessa confiança era especialmente delicada, considerando que a empresa brasileira, como um todo, já havia confiado, anteriormente, no projeto dos Projetistas alemães.

Figura 29 – Alteração nas bicas de escória

Legenda: Na imagem são mostradas as alterações feitas, respectivamente, no cumprimento e no grau de inclinação de todas as bicas63 da área periférica ao Forno 1.

Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (alterada pelo autor)

Essa foi a inclinação máxima conseguida sem que grandes alterações na estrutura geral da área, como a movimentação de vigas de sustentação, fosse necessária. Ambos os grupos se deram por satisfeitos com esses números.

Notamos que, através de experiências diferentes, tanto Forneiros quanto Projetistas canadenses perceberam o ângulo de 11° graus do projeto original como um ângulo baixo e concordaram em alterá-lo. Para os Forneiros, os esforços diários que demandava cinco a seis forneiros por bica para limpar os acúmulos, somados à comparação de Forneiros experientes com outras plantas em que o processo não era tão difícil e danoso, indicaram a inclinação da bica como um problema a ser resolvido. Para os Projetistas, por sua vez, elementos diferentes é que foram levados em conta: a comparação do valor numérico do ângulo das bicas com o de outras plantas se tornou saliente. Não apenas isso, mas também a comparação com o formato em U da bica original pareceu ineficaz, quando comparado ao formato de outras bicas para as quais membros da equipe já haviam feito projetos. Nesse sentido, ambos os grupos estavam

63 Existem três tipos de bicas: a reta, a curva e a bica Y. Para os fins de simplificação de nosso estudo,

de acordo, mesmo que tendo chegado às mesmas conclusões vindo de perspectivas diferentes.

Outro fator que os dois grupos perceberam como problemático foi o CTS. Ele também foi alvo de grandes mudanças de projeto. A proposta dos Projetistas para ele era a de transformá-lo de um sistema com trilhos terrestres em um sistema com carregamento suspenso, como já haviam feito em outras plantas. A proposta foi discutida e aprovada. Para o que nos interessa, apesar de muitas versões intermediárias, Operadores e Projetistas concordaram rapidamente que o CTS era um problema a ser resolvido e se engajaram em longas reuniões na A.T.U. para desenvolverem um projeto que solucionasse, de uma vez por todas, os problemas frequentes sofridos pela Operação em função do CTS.

O que podemos entender, até esse momento, é que tanto o caso da inclinação das bicas quanto o do CTS foram um consenso rápido entre a equipe de Operações brasileira e os Projetistas canadenses, apesar de ambos os grupos possuírem experiências diferentes. Uma uest o,à esseà o e to,àpodeàse àle a tada:à eàoà asoàdoà ep ojetoàdasàpa edes refratárias? Não foi simila ? àáà espostaà à egati a.

Antes de entrar nessa discussão, precisamos compreender a experiência prévia dos Projetistas canadenses em projetar e reprojetar Fornos elétricos em outras plantas. Eis uma imagem (FIG. 31), produzida por um dos Projetistas canadenses participantes da A.T.U., que sintetiza o tipo de paredes refratárias que ele concebeu em seus três últimos projetos (em Fornos similares em capacidade e produção):

Figura 30 – A experiência prévia dos Projetistas canadenses

Legenda: Desenho criado por um Projetista da empresa canadense para exemplificar o tipo de parede desenvolvida por ele e demais membros da equipe em outros projetos de Fornos elétricos.

Fonte: Projetista canadense, 2014

O que podemos ver, na figura, são alturas próximas às do projeto do Forno projetado pelos alemães, que contava com 1,50m de limite máximo para a altura do banho de escória, como visto na figura 17. Considerando que o aumento na altura do limite requisitado pela Operação chegava a 2,44 m, podemos entender que as medidas de 1,60m, 1,80m e 1,70m estavam, de fato, muito mais próximas às do Forno projetado pelos alemães do que à solicitada pela Operação brasileira.

Outra questão se faz presente: por qual razão a empresa canadense construía, normalmente, paredes com as alturas citadas na figura? Essa é a questão central que explicará a discordância entre eles e a equipe Operacional.

Tanto a Operação quanto os Projetistas canadenses compartilhavam a compreensão de que a marca principal de uma operação estável é o controle bem sucedido do nível do banho de escória e metal dentro do Forno. Contudo, para os Projetistas canadenses, o

principal meio de atingir esse objetivo era possuir sistemas auxiliares e periféricos eficientes e bem projetados. Isso significava possuir bicas de escória com uma inclinação alta – o que facilitaria os vazamentos e até poderia permitir mais de um vazamento simultâneo, possibilitando assim um método fácil para diminuir o volume de escória dentro do Forno – e um CTS eficiente que não provocasse paradas constantes. Na experiência dos Projetistas canadenses, equipes operacionais com instalações que possuíam esses dois itens dispensariam um aumento do limite máximo da altura do banho de escória e metal, pois teriam condições de manter o Forno constantemente alimentado, sem paradas bruscas, e em constante vazamento. Seus clientes, até então, reportaram-se satisfeitos com os limites máximos do banho de escória definidos nos projetos de suas paredes refratárias64. Outro dado se faz

pertinente, nesse momento. Além da recomendação referente às bicas e ao CTS, no relatório técnico criado pelos canadenses consta a seguinte avaliação, feita a partir da observação do projeto das placas de cobre e da parede lateral do Forno original:

Figura 31 – Avaliação dos Projetistas sobre as placas de cobre originais

Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (tradução nossa)

Desta a osàaàa aliaç oà ueàdiz:à Oàsiste aàdeà ef ige aç oàpo àpla asàdeà o eàest à subdimensionado para sua tarefa, o que levará ao seu desgaste a lo goà p azo .à E,à logoàe à seguida,à aà e o e daç o:à au e ta à aà apa idadeà deà ef ige aç oà dasà pla asà deà o e .à áà empresa canadense possuía um sistema diferente de refrigeração por placas de cobre, que será mais detalhado na seção seguinte. Para os Projetistas canadenses, a questão mais relevante referente ao reprojeto das paredes refratárias estava na substituição das placas originais, consideradas pequenas e ineficazes, pelas placas da empresa canadense, que foram

64Essaà uest oàle a taàu àpo toà ele a te:àte iaàoà u doàdaàefi i iaàpe if i a àfu io adoà essasà

outras plantas industriais? Em que medida? Com ou sem ajustes da equipe operacional? Qual é a flexibilidade operacional que dispõem essas equipes? Ou elas, de fato, não precisam de flexibilidade? Qual o contexto de funcionamento dos outros sistemas técnicos que cercam o Forno elétrico dessas outras plantas? Tais pontos, nos parece, são dignos de uma nova investigação.

a u iadasà o oà o ustas à eà efi ie tes.à Oà au e toà daà fle i ilidadeà ope a io al pelo acréscimo do limite máximo do banho de metal e escória não foi considerado na avaliação da empresa canadense. Por esse motivo analisaremos, a seguir, a implicação dessa perspectiva e oà u do à ueàpa e euào ie t -la.

5.2.1 Projetistas canadenses: o mundo da eficiência periférica

Retomando Pascal Béguin e a ideia de cristalização há, na perspectiva que guiou a proposta de reprojeto dos Projetistas canadenses, a ideia de solucionar os problemas operacionais exclusivamente pela via tecnológica, segundo a qual ter equipamentos novos – auxiliares e periféricos – eficientes seja suficiente para garantir a estabilidade operacional. Ou seja, segundo essa visão, o reprojeto do CTS e das bicas de escória seriam suficientes para atingir a estabilidade operacional. Essa perspectiva também coloca o trabalho dos Projetistas como o protago istaàdaà esoluç oàdoàp o le a,àpoisà u aàte ologiaà e àp ojetadaà esultaà e àu aà oaàope aç o à– é o que essa visão parece nos dizer. Portanto há, nessa visão, que ha a e osà deà mundo da eficiência periférica ,à aà p essuposiç oà deà ueà asà te ologiasà periféricas do Forno – sendo que a maioria delas foi originalmente projetada pelos alemães – não estavam atuando de modo eficiente e que, por essa razão, a operação não havia atendido as expectativas. Contudo, como os Projetistas canadenses reprojetariam essas tecnologias, elas então passariam a ser eficazes e dispensariam o aumento da flexibilidade operacional através do acréscimo do limite máximo do banho de metal e escória dentro do Forno. Nesse sentido, esse mundo tornou-se, de certa forma, uma repetição do anterior, que foi concebido pelos Projetistas alemães. Em ambos os mundos, a periferia e a planta como um todo funcionam como deveriam, e tal fato dispensaria a necessidade de que o usuário fizesse muitas manobras . Portanto, no início das discussões na A.T.U., a flexibilidade do projeto e a possibilidade dada ao usuário para interferir foram novamente reduzidas. Depositou-se mais o fia ça à osàsiste asàte ol gi osàdoà ueà na experiência vivida de seus operadores. Em ambos os mundos, tanto o alemão quanto o canadense, percebe-se a pressuposição de um usuário passivo e de um processo produtivo conduzido prioritariamente por sistemas te ol gi osà efi azes .à áàpossi ilidadeà deà falhaà ouàdeà i p e istos,à p o e ie tesà daà p p iaà tecnologia, que forçariam usuários a ativamente contornarem os problemas, parece não ser contemplada ou não ser prioritária na perspectiva desses Projetistas. Nesse sentido, o determinismo tecnológico ainda se manteve, exatamente como no caso dos alemães.

O mundo da eficiência periférica não foi compatível com a perspectiva e expectativa dos usuários, a qual discutiremos a seguir. Agora, cientes da experiência e do olhar que os Projetistas canadenses trouxeram ao projeto, vamos agora analisar a interação entre as práticas operacional e projetual através da principal discussão técnica da A.T.U.: o reprojeto das paredes refratárias. Será que a i adaàdeà o epç o adotada por Phillip produziria uma interação diferente daquela ocorrida, desde o start-up da planta, entre a Operação e os Projetistas alemães? É o que tentaremos responder.

Benzer Belgeler