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MERCANİ’NİN CEDİTÇİLİK GÖRÜŞLERİ

B. M ERCANİ ’ DEN S ONRAKİ D ÖNEM

II. MERCANİ’NİN CEDİTÇİLİK GÖRÜŞLERİ

Embora difíceis de serem claramente delimitados os estudos estão cada vez mais evidenciando a necessidade de se debruçar sobre os fatores estressores. Alguns autores, Miguel e Noronha (2007); Silva Junior e Ferreira (2007) classificam didaticamente os estressores como físicos, cognitivos, comportamentais e emocionais. Os fatores que impactam e geram tensão no corpo do indivíduo, como o ruído e o frio, são classificados como físicos. As situações que representam ameaças ao indivíduo ou afetam também o seu patrimônio, como aspectos do dia-a-dia evidenciados na mídia, em geral, como um assalto, e considerando a esfera educacional e acadêmica onde o indivíduo tem que rotineiramente ao longo dessa trajetória ser avaliado, representam os estressores cognitivos.

Essa reação cognitiva implica, portanto, identificar situações, como também avaliar a capacidade de enfrentamento a esses estímulos e às respostas mais pertinentes esperadas. Frente à situação podem ocorrer respostas de enfrentamento, evitação ou passividade, expressas como reações comportamentais, para essas condutas as respostas vão depender da experiência de aprendizagem social anterior do indivíduo, podendo apresentar comportamentos compulsivos em relação à alimentação, ingestão de álcool, além de diminuição do desempenho no trabalho (Margis, Picon, Cosner & Silveira, 2003; Silva Junior & Ferreira, 2007).

As situações de perda, são classificadas como fatores emocionais, se enquadram o casamento, mudanças no ambiente de trabalho, o temor do desemprego que provocam e denotam forte conotação afetiva (Benevides-Pereira, 2002). Considerando essas reações psicológicas são comumente aparentes o sentimento de raiva, inconformismo, frustração, ansiedade e insatisfação, ocasionando reações fisiológicas como taquicardia,

aumento da pressão arterial, respiração ofegante, palidez, sudorese, tensão muscular e diminuição da resistência imunológica.

Desta forma, seriam então, entendidos como eventos estressantes tanto os episódios coletivos, como guerra ou terremoto [...], como os eventos ambientais de caráter pessoal como a perda de um amigo ou a troca de emprego (Sarda Jr; Legal; Jablonski Jr, 2004,P. 111).

Portanto, o termo “estresse” está associado a uma reação inespecífica do organismo frente a qualquer exigência e ou situação vivida. Quando um organismo é submetido a estímulos que ameacem a sua homeostase, ou seja, o seu equilíbrio, tende a reagir como um conjunto de respostas específicas que constituem uma síndrome, desencadeada independentemente da natureza do estímulo, caracterizando o estresse. Estas reações em conjunto constituem o que Selye denominou de Síndrome da Adaptação Geral (SAG) que é dividida em três fases: alarme, resistência e exaustão (Lipp & Malagris, 2001).

A primeira, o alarme, é a fase em que o organismo entra em estado de alerta para se proteger do perigo percebido e dá prioridade aos órgãos de defesa, ataque ou fuga frente a um estressor, através de uma intensa descarga hormonal. Os sintomas presentes nesta fase se referem ao preparo do corpo e da mente para a preservação da própria vida. É nessa fase que podemos observar sintomas predominantemente de natureza física. Caso o indivíduo consiga lidar com o estímulo estressor, eliminando-o ou aprendendo a lidar com o mesmo, o organismo volta a sua situação básica de equilíbrio interno (homeostase) e continua sua vida normal.

Quando superada, essa fase é considerada uma adaptação positiva e considerada uma reação saudável denominada eustresse (eustress). Mas, se ao contrário, o estímulo persistir sendo entendido como estressor e o indivíduo não tenha encontrado uma forma de se reequilibrar, pode ocorrer uma evolução para as outras duas fases do processo de estresse (Coelho, 1994; Lipp, 2008).

A fase de resistência se inicia quando o organismo tenta uma adaptação devido à sua tendência a procurar a homeostase interna. Neste momento, persiste o desgaste necessário à manutenção do estado de alerta. O organismo continua sendo provido com fontes de energia rapidamente mobilizadas, aumentando a potencialidade para outras ações no caso de novos perigos imediatos serem acrescentados ao seu quadro de "estresse" contínuo. O organismo continua a buscar ajustar-se a situação em que se encontra. As reações são opostas àquelas que surgem na primeira fase e muitos dos sintomas iniciais desaparecem, dando lugar a uma sensação de desgaste e cansaço (Coelho, 1994).

A terceira, a exaustão, se o estressor é contínuo e a pessoa não possui estratégias para lidar com o estresse, o organismo exaure sua reserva de energia adaptativa e pode ocasionar sérias doenças. A imunidade entra em queda e o aparecimento da maioria das doenças se apresenta como: dores vagas; taquicardia; alergias; psoríase; caspa e seborréia; hipertensão; diabete; herpes; graves infecções; problemas respiratórios (asma, rinite, tuberculose pulmonar); intoxicações; distúrbios gastrointestinais (úlcera, gastrite, diarréia, náuseas); alteração de peso; depressão; ansiedade; fobias; hiperatividade; hipervigilância; alterações no sono (insônia, pesadelos, sono em excesso); sintomas cognitivos como dificuldade de aprendizagem, lapsos de memória, dificuldade de concentração; bruxismo o que pode ocasionar a perda de dentes; envelhecimento; distúrbios no comportamento sexual e reprodutivo (Sadir et al. 2010). Esta fase conhecida como distresse (distress), que são cognições negativas, vividas como estressoras, se fazem acompanhar pelas consequentes reações crônicas (Guimarães & Freire, 2004).

Sadir, Bignotto e Lipp (2010) em seus estudos sobre estresse amplia essa escala de fases apresentando uma fase intermediária classificada como quase-exaustão. O problema maior começa a ocorrer quando o indivíduo não consegue resistir ou se adaptar, e seu organismo começam a sofrer um colapso gradual. Inicia-se, na fase

denominada pela pesquisadora de quase-exaustão. A esta nova fase foi dado o nome de "fase de quase-exaustão" por se encontrar entre a "fase de resistência" e a "fase da exaustão".

Esta fase recém-identificada se caracteriza por um enfraquecimento da pessoa que não mais está conseguindo se adaptar ou resistir ao estressor. As doenças começam a surgir, porém, ainda em um nível menos grave, do que se apresentariam na da fase da

exaustão. Embora apresentando desgaste e outros sintomas, o indivíduo ainda consegue

trabalhar e atuar na sociedade dentro de um patamar de aceitação, ao contrário do que ocorre na exaustão, quando a pessoa deixa de funcionar adequadamente e não consegue, na maioria das vezes, trabalhar ou se concentrar nas atividades que realiza.

Os estudos demonstram que a "fase de resistência", como proposta por Selye, era muito extensa, apresentando dois momentos distintos não caracterizados por sintomas diferenciados, mas sim pela quantidade e intensidade dos sintomas. Deste modo, esse modelo quadrifásico de Lipp, a "fase de resistência" se refere à primeira parte do conceito da "fase de resistência" de Selye, enquanto que a "fase de quase-exaustão" se refere à parte final da mesma, quando a resistência do individuo está realmente se exaurindo(Lipp & Malagris 2001; Lipp, 1998).