• Sonuç bulunamadı

3.9. BEŞİNCİ MENDERES HÜKÜMETİ

3.9.2. Dış Politikada Yaşanan Gelişmeler

3.9.3.8. Menderes’in Son Ege Gezisi

Os microrganismos probióticos apresentam importantes propriedades que os tornam alternativas para a utilização no tratamento e prevenção de doenças do trato gastrointestinal, como a habilidade de aderir à mucosa intestinal humana, uma colonização temporária e potencialmente permanente do trato gastrointestinal, a produção de agentes antimicrobianos resultando na inibição do crescimento de patógenos, além da tolerância aos sais biliares e suco gástrico. Além disso, a possibilidade de que bactérias do ácido lático e leites fermentados apresentem propriedades antimutagênica e anticancerígena vem sendo pesquisada (LAMBERT e HULL, 1996).

A utilização de estratégias alternativas ao uso de antibióticos para tratamento de doenças entéricas está recebendo muita atenção, devido à possibilidade de seleção de cepas resistentes que, embora não patogênicas, possam vir a transferir esta característica para microrganismos patogênicos, ao aumento de bactérias antibiótico-resistentes e à falência de drogas no tratamento de algumas infeções, como no caso de diarréias causadas por Clostridium difficile.

26 Figura 3 – Efeitos da ingestão de prebióticos e probióticos na microbiota intestinal

INGESTÃO DEPROBIÓTICOS (LACTOBACILLI E BIFIDOBACTERIA) INGESTÃO DE PREBIÓTICO AUMENTO DO NÚMERO DE LACTOBACILLI E,OU, BIFIDOBACTÉRIA NO TRATO GASTROINTESTINAL ↑ Biomassa bacteriana ↑ Incorporação de NH3 durante o crescimento bacteriano

↓ dos níveis sangüíneos de amônea e uréia ↑ excreção fecal de N2

Ação antagônista contra potenciais patógenos Modulação da flora intestinal Produção de peróxido de hidrogênio Produção de biocinas Adesão ao epitélio intestinal Exclusão competitiva de microrganismos Alteração da atividade de enzimas bacterianas ↓ atividade de β-glucuronidase, nitroredutase e azoredutase ↓ Formação de compostos potencialmente cancerígenos ↑ da atividade de α

e β-glucosidase de carboidratos↑ fermentação

↑ produção de AGCC ↓ pH intraluminal ↑ produção de butirato ↑ crescimento do epitélio intestinal ↑ absorção de minerais ↑ peristaltismo ↓ Tempo de trânsito intestinal ↑ excreção de substâncias tóxicas Melhoria da Constipação ↓ Risco de câncer

O administração de probióticos para o tratamento de diarréias, principalmente rotaviroses em crianças e diarréias associadas ao uso de antibióticos, mostraram resultados satisfatórios, como a diminuição do tempo da doença e a diminuição da recorrência. Entre os microrganismos estudados e que apresentaram resultados positivos encontram-se: Lactobacillus GG ATCC 53103, L. casei, L. johnsonii LJ-1 (LA-1), L. reuteri ATCC 55730, Bifidobacterium bifidum Bb-12 (KAILA et al., 1992; SAAVEDRA et al., 1994; GORBACH, 1996; SPANHAAK et al., 1998, FULLER, 1999; MATTILA-SANDHOLM et al., 1999).

Um dos fatores associados com a recuperação das diarréia por rotavirus é um aumento da resposta humoral não específica. A administração de Lactobacillus GG para crianças resultou em um aumento de IgA, IgG e do número de células secretoras de IgM no intestino indicando que a melhoria do quadro de diarréia é devido ao aumento da defesa imune local (KAILA et al., 1992). A suplementação de crianças (5 a 24 meses) com fórmula infantil contendo B. bifidum e S. thermophilus também mostrou resultados positivos na redução da incidência de diarréia aguda e disseminação de rotavirus em crianças admitidas em um hospital (SAAVEDRA et al., 1994). O uso de Lactobacillus GG vem dando bons resultados no tratamento de diarréia causada por C. difficile (BENNETT et al., 1996; SAXELIN, 1997).

A ingestão de B. lactis Bb-12 por crianças saudáveis resultou em um aumento dos níveis fecais de IgA total (associada com a eliminação de patógenos invasivos do trato gastrointestinal) e anti-polivirus IgA (prevenção da multiplicação de poliovirus por meio da inibição de adesão à superfície da mucosa) durante o tratamento, em crianças saudáveis. O aumento de IgA pode contribuir para melhoria da resistência da mucosa intestinal contra infeções gastrointestinais (FUKUSHIMA et al., 1998), porém, após o término de tratamento, o nível de IgA diminuiu e se aproximou do inicial.

O aumento na concentração de IgA total e de anti-β-lactoglobulina fecais também foi observado em camundongos fêmeas em fase de amamentação suplementados com B. lactis Bb-12, sugerindo que o consumo de bifidobactérias pode aumentar a produção local de IgA no leite e no intestino. Este aumento pode ajudar na proteção, tanto do filhote quanto da mãe, nas exposições a antígenos alimentares, prevenindo alergias alimentares (FUKUSHIMA et al., 1999).

Ensaios in vitro e in vivo, com modelo animal, associaram a utilização de Lactobacillus acidophilus com a inibição do crescimento de bactérias do gênero Helicobacter, inclusive H. pylori (LAMBERT e HULL, 1996; COCONNIER et al., 1998).

Experimentos recentes mostraram que algumas estirpes de Bifidobacterium apresentam potente efeito antagônico contra E. coli O157. O grau de inibição foi variável, mas os resultados mais satisfatórios foram obtidos com B. infantis e B. logum (GIBSON, 1999), enquanto a utilização de L. acidophilus combateu com eficiência septicemia provocada por linhagem patogênica de E. coli em animais de laboratório. Camundongos tratados diariamente com L. acidophilus mostraram-se mais resistentes a vários patógenos intestinais, como Salmonella typhimurium, Vibrio cholerae e Shigella flexneri (NICOLI et al., 2000).

Além de efeito em doenças intestinais causadas por bactérias, probióticos e prebióticos têm sido associados a possíveis propriedade anticancerígenas, modulação na absorção de minerais e de colesterol e efeitos em doenças sistêmicas. A administração dietética de oligofrutose e inulina e culturas liofilizadas de Bifidobacterium longum inibiu a formação de lesões pré-neoplásicas no cólon e carginogênese do colón e,ou, mamária em modelos animais (REDDY, 1998) e a administração de Bifidobacterium animalis exerce efeito benéfico na prevenção e normalização de alterações intestinais induzidas por deficiência de zinco, em ratos, indicando ação na defesa da mucosa intestinal (MENGHERI et al., 1999).

Ao regular a atividade intestinal, estimulando o crescimento de bifidobactérias e diminuindo a produção de amônia, a lactulose reduz os níveis de amônia no sangue e alivia os sintomas da hiperamonaemia e da encefalopatia hepática (MIZOTA, 1996). Prebióticos como lactulose, FOS e inulina também estão sendo associados a aumentos na absorção ou retenção de cálcio, magnésio, zinco, cobre e ferro (OHTA et al., 1994; MIZOTA, 1996; SAKAI et al., 2000).

A associação de L. acidophilus e B. bifidum levou à diminuição do número e severidade de sintomas de tensão pré-mestrual (TPM) severa em 70% das mulheres tratadas, com desaparecimento de vômitos, dor de cabeça e coágulos menstruais, além de melhoria na dismenorréia, depressão, irritabilidade e entumecimento dos seios. Essa melhoria foi associada a alterações na microbiota, pois mulheres com TPM severa apresentaram menor quantidade de lactobacilos, bifidobactérias e anaeróbios totais e maior número de espécies de Clostridium e enteobacteriaceae do que indivíduos normais. Administração dos probióticos induziu aumento nos níveis de lactobacilos, restabelecendo parcialmente o balanço intestinal, com diminuição do número de clostridios. No entanto, o efeito benéfico cessou 1 mês após o término da ingestão dos probióticos (BERTAZZONI- MINELLI et al., 1996).

Benzer Belgeler