1. BASİT MEKANİZMALARI SÖKMEK VE TAKMAK
1.1. Mekanizmalar
1.1.2. Mekanizmaları Oluşturan Temel Elemanlar
Como foi colocado anteriormente, pelo fato de haver uma situação de cruzamento, particularmente denso quanto a noção de representação social, dado que a mesma designa um grande número de fenômenos e de processos, será importante, nesse ponto, de nossa pesquisa situar os cruzamentos que fizemos para referendar a noção de representação social desta pesquisa, cujo objetivo é o de investigar as representações sociais que os professores de geografia fazem da questão ambiental em relação a (s) paisagem(ns) de uma bacia hidrográfica
Para isso, buscaremos as noções de Representações sociais propostas por Moscovici (1978), Jodelet (2001) e Doise (2001), sendo que em Jodelet (2001) no interesse se centrou na analise e características das representações como fenômenos subjetivos e cognitivos que construímos em nossa relação com o mundo e com os outros.
Em Doise (2001), buscamos referências que permitam compreender as relações entre as pesquisas sobre as representações sociais, a partir de um campo formado por uma classe profissional, e sua integração num sistema mais amplo de dinâmicas atitudinais mais específicas, possibilitando assim o estudo dessas atitudes e, oferecendo descrições detalhadas de processos que se situam em pontos precisos da articulação entre relações simbólicas e representações sociais.
A noção de representação social, proposta por Moscovici (1978) é pautada em nas seguintes premissas:
Em primeiro lugar, consideramos que não existe um corte dado entre o universo exterior e o universo do indivíduo (ou do grupo), que o sujeito e o objeto são absolutamente heterogêneos em seu campo comum. O objeto esta inscrito num contexto ativo, dinâmico, pois que é parcialmente de seu comportamento e só existe para eles enquanto função dos meios e dos métodos que permitem conhecê-lo. (MOSCOVICI, 1978: p. 48).
Dessa forma, a definição do objeto ou seu papel, como função social, por exemplo, dependerá da atitude individual ou coletiva, em relação a esse objeto. Essa atitude resulta da experiência pessoal ou coletiva.
Moscovici (1978:p.48), faz uma crítica e sugere que:
Não reconhecer o poder criador de objetos, de eventos, de nossa atividade representativa, equivaler a acreditar na inexistência de relações entre o nosso “reservatório” de imagens de nossa capacidade combina-las de engendrar novas e surpreendentes combinações. Ora, os autores que veem
nesse reservatório apenas cópias fiéis do real parecem negar ao gênero humano essa capacidade, no entanto bem evidente, e da qual a arte, o folclore e o senso comum são testemunhos cotidianos. Mas o sujeito constitui-se ao mesmo tempo. Pois, segundo a organização que ele se dê ou aceite do real, o sujeito situa-se no universo social e material. Há uma comunidade de gênese e de cumplicidade entre a sua própria definição e a definição do que não é ele – logo, do que é não sujeito ou um outro sujeito.
Dito dessa forma, uma outra premissa considerada por Moscovici (1978) em relação as representações sociais é de que pode-se supor que quando o sujeito exprime sua opinião sobre um dado objeto, ele representa algo desse objeto, que o estímulo dado pelo objeto ao sujeito e a resposta que esse objeto se formam em conjunto e não separadamente. Isso significa que “a resposta não é uma reação ao estímulo, mas até certo ponto está na sua origem. O estímulo é determinado pela resposta.” (MOSCOVICI, 1978: p. 49).
Isso significa que quando o individuo exprime sua atitude negativa a respeito de um dado objeto – e diz que ele é uma ideia sobre uma determinada ciência, por exemplo, podemos interpretar isso como uma atitude do sujeito, ou seja, uma tomada de posição ante a uma ciência, uma instituição, etc.
No entanto, ao observar o objeto mais de perto, verifica que ele está confinado ao domínio das ideias justamente para possibilitar esse julgamento negativo. Assim, Moscovici (1978: p.49) nos coloca que:
[...] se a representação social é uma ‘preparação para a ação’, ela não o é somente na medida em que guia o comportamento, mas sobretudo nas medida em que remodela e reconstitui os elementos do meio ambiente em que o comportamento deve ter lugar. Ela consegue incluir um sentido ao comportamento, integrá-lo numa rede de relações em que está vinculado ao seu objeto, fornecendo ao mesmo tempo as noções, as teorias e os fundos de observação que tornam essas relações estáveis eficazes.
Outra proposição, é de que os pontos de vista dos indivíduos são encarados, tanto pelo seu caráter de comunicação como seu caráter de expressão.
[...] Com efeito, as imagens, as opiniões, são comumente apresentadas, estudadas e pensadas tão-somente na medida em que traduzem a posição e a escala de valores de um indivíduo ou de uma coletividade. Com efeito, trata-se apenas de uma fatia retirada à substância simbólica longamente elaborada pelos indivíduos e coletividade que, ao modificarem seu modo de ver, tendem a influenciar-se e modelar-se reciprocamente. (MOSCOVICI, 1978: p. 49).
Uma vez que as imagens, as opiniões, são comumente apresentadas, estudadas e pensadas na medida em que traduzem a posição e a escala de valores
de um indivíduo ou de uma coletividade, é preciso compreender também que as imagens e opiniões, não se manifestam de forma isolada, pois elas são estipuladas por sistemas de comunicação e de raciocínio de linguagens que estão constantemente interligados e são passados entre gerações e classes.
Dessa maneira, se tudo o que é racional é real, isso se deve ao fato de que o “real” foi trabalhado para torná-lo “racional”.
A própria pesquisa, meio de observação, opera um levantamento análogo. Uma pessoa que responde a uma entrevista nada mais faz do que escolher uma categoria de respostas; ela transmite-nos uma mensagem particular. Transmite-nos o seu desejo de ver as coisas evoluírem num sentido ou noutro. Ela procura aprovação ou espera que sua resposta lhe acarrete uma satisfação de ordem intelectual ou pessoal. Essa pessoa esta perfeitamente cônscia de que, diante de outro pesquisador, ou em outras circunstâncias, sua mensagem seria diferente. Tal variação não indica, de sua parte, uma falta de autenticidade ou de uma atitude maquiavélica destinada a ocultar uma opinião ‘verdadeira’. Somente o processo usual de interação está em causa, por ser ele que dá relevo a tal ou qual aspecto do problema discutido, ou que controla o emprego do código adaptado à relação fugaz que se formou nessa ocasião. É esse processo que mobiliza e confere um sentido às representações no fluxo de relações entre grupos e pessoas (MOSCOVICI, 1978: p. 49-50).
Outra consideração feita por Moscovici (1978: p. 50) é de que:
as representações sociais são conjuntos dinâmicos, seu status é o de uma produção de comportamentos e de relações com o meio ambiente, de uma ação que modifica aqueles e estas, e não de uma reprodução desses comportamentos a dado estímulo exterior. Vemos aí sistemas que têm uma lógica e uma linguagem particulares, uma estrutura de implicações que assenta em valores e em conceitos. Um estilo de discurso que lhes é próprio. Não os consideramos como ‘opiniões sobre’ ou ‘imagens de, mas como ‘teorias’, ‘ciências coletivas’ sui generis, destinadas à interpretação e elaboração do real. Elas vão constantemente além do que é imediato dado na ciência ou na filosofia, da classificação dos fatos e eventos. Pode-se vislumbrar aí um corpus de temas, de princípios, detentor de uma unidade e aplicável a determinadas zonas de existência e de atividade: a Medicina, a Política, a Psicologia, a Física, etc. O que é recebido, inclusive nessas zonas, é submetido a um trabalho de transformação, de evolução, para se converter num conhecimento que a maioria das pessoas utiliza em sua vida cotidiana.
As pessoas ao transformar os conhecimentos produzidos nas diferentes áreas do conhecimento, a que Moscovici chama de zonas de existência, em conhecimento usual no cotidiano, preenchem esse conhecimento de significações e conceitos próprios, carregando formas simbólicas que irão, por sua vez, determinar o campo das comunicações possíveis, dos valores ou das ideias presentes nas visões compartilhadas pelos grupos, regendo as condutas desejáveis ou admissíveis.
Sempre há necessidade de estarmos informados sobre o mundo à nossa volta Além de nos ajustar a ele, precisamos saber como nos comportar, domina-lo física ou intelectualmente, identificar e resolver os problemas que se apresentam : é por isso que criamos representações. Frente a esse mundo de objetos, pessoas, acontecimentos ou ideias, não somos (apenas) automatismos, nem estamos isolados num vazio social: partilhamos esse mundo com outros, que nos servem de apoio, às vezes de forma convergente, outras pelo conflito, para compreendê-lo, administrá-lo ou enfrenta-lo. Eis por que as representações são sociais e tão importantes na vida cotidiana. Elas nos guiam no modo de nomear e definir esses aspectos, tomar decisões e, eventualmente, posicionar-se frente a eles de forma defensiva. Com as representações sociais, tratamos de fenômenos observáveis diretamente ou reconstruídos por um trabalho científico. (JODELET, 2001: p.17).
Na realidade, a observação das representações sociais é algo natural em muitas situações, pois elas estão presentes nos discursos, nas falas e palavras veiculadas em mensagens midiáticas, em nossas condutas e atitudes e em organizações materiais e espaciais.
Se pensarmos nas questões que envolvem a nossa vida cotidiana como por exemplo, a questão ambiental que envolve uma complexidade de temas e discussões que vão desde a preservação da biodiversidade até como melhorar a "qualidade de vida" de uma colônia de pescadores ou dos moradores das favelas, veremos que a questão é bastante complexa.
Os problemas do meio ambiente são diversos como monitorar o ar, a água, o solo, a fauna e a flora em vários pontos, estudar os dados desses monitoramentos e emitir soluções possíveis; como o monitoramento e discussão com a população carente e excluída, o estudo dos dados dessas discussões e monitoramentos e a emissão de soluções para melhorar a "qualidade de vida" e de renda, e, por fim, a divulgação de informações, campanhas e palestras gerais e específicas, para cada situação e necessidade, como prevenção de acidentes e esclarecimento e fomentação de discussões e ideais.
Toda essa diversidade, por sua vez faz com que a expressão questão ambiental esteja carregada de valores e modelos sociais que irão preencher de conteúdos essa expressão. Esses valores e modelos sociais, apoiam-se por sua vez em variáveis – segundo grupos sociais de onde tiram sua significações - e em saberes anteriores, reavivados por uma situação social particular, pois esses processos são centrais na elaboração representativa.
Jodelet (2001), coloca que os processos centrais da elaboração representativa, “estão ligados tanto a sistemas de pensamento mais amplo,
ideológicos ou culturais, a um estado de conhecimentos científicos, quanto à condição social e á esfera da experiência privada e afetiva dos indivíduos.” (JODELET, 2001, p. 21).
Estas instancias ou instituições e as redes de comunicação informais ou a mídia, abrem caminho a processos de influência e até mesmo de manipulação social, contatando-se que trata-se de fatores determinantes na construção representativa.
As representações determinadas por esses fatores, contribuem para a formação de um sistema e dando lugar a teorias espontâneas, versões da realidade concretizadas em imagens ou condensadas por palavras, umas e outras carregadas de significações. ”Trata-se de estados apreendidos pelo estudo científico das representações sociais” (JODELET, 2001, p. 21).
Enfim, através das várias significações, as representações sociais expressam o que os indivíduo ou grupos elaboram e definem em relação ao objeto específico por elas representado.
[...] Estas definições são compartilhadas pelos membros de um mesmo grupo, constroem uma visão consensual da realidade para esse grupo. Esta visão, que pode entrar em conflito com outros grupos, é um guia para as ações e trocas cotidianas – trata-se das funções e da dinâmica sociais das representações sociais. (JODELET, 2001, p. 21).
O exemplo da expressão “questão ambiental”, citado anteriormente, mostra como as representações sociais se constituem fenômenos complexos, sempre ativados e em ação na vida social.
Em sua riqueza como fenômeno, descobrimos diversos elementos (alguns, às vezes, estudados de modo isolado): informativos, cognitivos, ideológicos, normativos, crenças, valores, atitudes, opiniões, imagens, etc. Contudo, estes elementos são organizados sempre sob a aparência de um saber que diz algo sobre o estado da realidade. É esta totalidade significante que, em relação com a ação, encontra-se no centro da investigação científica, a qual atribui como tarefa descreve-la, analisa-la, explica-la em suas dimensões, formas, processos e funcionamento. (JODELET, 2001, p. 21).
Uma primeira característica da representação social, destacada por Jodelet (2001) é que a representação social:
[...] é uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo prático, e que contribui para a construção de uma realidade comum a conjunto social. Igualmente designada como saber do senso comum ou ainda saber ingênuo, natural, esta forma de conhecimento é diferenciada, entre outras, do conhecimento científico. Entretanto, é tida
como um objeto de estudo tão legítimo quanto este, devido à sua importância na vida social e à elucidação possibilitadora dos processos cognitivos e das interações sociais.(JODELET, 2001, p. 22).
Outra característica esta no fato já reconhecimento pelos estudiosos do tema, que as representações sociais são sistemas de interpretação que regem nossa relação com o mundo e com os outros, orientando e organizando as condutas e as comunicações verbais, tais como a difusão e a assimilação dos conhecimentos, o desenvolvimentos individual e coletivo, a definição das identidades pessoais e sociais, a expressão dos grupos e as transformações sociais, como sugere Jodelet (2001: p. 21).
As representações sociais apresentam uma outra característica relacionada aos fenômenos cognitivos que envolvem o sentimento de pertencimento social nos indivíduos em relação as suas implicações afetivas e normativas, em que esses, interiorizam experiências, práticas, modelos de condutas e pensamento, socialmente apregoados ou transmitidos pela comunicação social. Isso, representa uma contribuição decisiva para a abordagem da vida mental individual e social.
Desse ponto de vista, Jodelet (2001:p.22) nos coloca que :
[...] as representações sociais são abordadas concomitantemente como produto e processo de uma atividade de apropriação da realidade. Isto quer dizer que nos interessamos por uma modalidade de pensamento, sob seu aspecto constituinte – os processos – e constituído – os produtos ou conteúdos. Modalidade de pensamento cuja especificidade vem de seu caráter social.
O representar ou se representar corresponde a um ato de pensamento pelo qual um sujeito se reporta a um objeto. Este pode ser tanto uma pessoa, quanto uma coisa, um acontecimento material, psíquico ou social, um fenômeno natural, uma ideia, uma teoria, etc.; pode ser tanto real quanto imaginário ou mítico, mas é sempre necessário.
Não há representação sem objeto. Quanto ao ato de pensamento pelo qual se estabelece a relação entre sujeito e objeto, ele possui características específicas em relação a outras atividades mentais (perceptiva, conceitual, mnemônica, etc.). Por outro lado, a representação mental – como a pictórica, a teatral ou a política – apresenta esse objeto, o substitui, toma seu lugar, torna-o presente quando ele está ausente ou distante. É assim o representante mental do objeto que ela restitui simbolicamente (JODELET, 2001: p. 23).
A contribuição dos estudos feitos por Doise (2001) sobre o conteúdo cognitivo e as tomadas de posição simbólica (atitude) contidas nas representação social, são
referências necessárias a nossa pesquisa, principalmente, por ajudar na compreensão de como as significações podem resultar de uma atividade que faz da representação uma construção e uma expressão do sujeito, remetendo a processos cognitivos, que significam a integração na análise desses processos a pertença e a participação, sociais ou culturais do sujeito.
Tudo isso, ressalta o caráter epistemológico da representação no contexto da história de vida e profissionalização do sujeito, bem como na elaboração de um saber prático, isto é, orientado para a ação e para a gestão da relação com o mundo.
Para Doise (2001, p.193):
As representações sociais são sempre tomadas de posição simbólicas, organizadas de maneiras diferentes. Por exemplo: opiniões, atitudes ou estereótipos, segundo sua imbricação em relações sociais diferentes. De um modo geral, pode-se dizer que, em cada conjunto de relações sociais, princípios ou esquemas organizam as tomadas de posição simbólicas ligadas a inserções específicas dessas relações. E as representações sociais são os princípios organizadores dessas relações simbólicas entre atores sociais. Trata-se de princípios relacionais que estruturam as relações simbólicas entre indivíduos ou grupos, constituindo ao mesmo tempo um campo de troca simbólica e uma representação desse campo.
Em relação ao conteúdo cognitivo das relações sociais Doise (2001), sugere que devemos estudar os vínculos entre regulações sociais e funcionamentos cognitivos, pois de fato, “a atualização de princípios sociais organizadores dá lugar a um crescimento das competências cognitivas” (DOISE, 2001, 302).
Em um estudo feito sobre as cognições e representações sociais com crianças (DOISE, 2001), ressalta que as regulações sociais orientam os funcionamentos cognitivos devido ao fato de que:
[...] múltiplos esquemas organizadores compõem o metassistema das representações sociais: roteiros, regras, normas apropriadas a cada situação regem diferentes interações sociais das quais os indivíduos, crianças ou não, participam. Esses esquemas preexistem aos funcionamentos cognitivos individuais, que são atualizados em certas situações. Além disso, as interações ocorrem frequentemente por intermédio de objetos. (DOISE, 2001: p. 313).
Ainda é pouco, conhecido o papel desencadeante que pode ter a interação social na constituição dessas operações, entretanto, Doise (2001) fala nos esforços que vem sendo realizados por suas pesquisas e de outros estudiosos, especialmente quanto às noções e o funcionamento da marcação social.
Segundo Doise (2001), a marcação social, “ocorre quando, numa dada situação as regulações sociais podem ser relacionadas à organização das ações que os indivíduos são levados a efetuar sobre objetos que mediatizam as relações sociais constitutivas dessa situação.” (DOISE, 2001, p.314)
Uma outra maneira de estudar a marcação social consiste em invocar, ou não, diretos adquiridos por indivíduos ou grupos numa dada situação.
Nas duas situações, citadas, fica claro que, por um lado , a marcação social caracteriza uma correspondência entre relações cognitivas a estabelecer e, por outro, normas que regem uma divisão entre indivíduos em interação ou relações simbólicas. Porém, a noção de marcação social, tal como foi definida por Doise (2001, p.315), “não implica necessariamente que a norma governe diretamente a relação interpessoal entre os parceiros de uma interação.”
Assim, em certas situações, a interação social pode assumir um lugar privilegiado, onde a marcação social se torna particularmente evidente e exerce um efeito organizador, mesmo quando se refere unicamente a um material simbólico.
Enfim, Doise (2001), chega a conclusões interessantes sobre o fato de tanto nas crianças como nos adultos os funcionamentos cognitivos e as regulações sociais, sistema e metassistema estão intimamente ligados, além disso,
[...] o duplo componente das representações sociais (cognitivo e simbólico) não implica obrigatoriamente que as dinâmicas do metassistema social modifiquem incessantemente os funcionamentos cognitivos individuais: as intervenções do social no cognitivo podem necessitar de novos funcionamentos e progressos cognitivos, assim como podem se satisfazer com processos já bem utilizados. (DOISE, 2001: p.317).
O objetivo de estabelecer as características gerais das representações, possibilita a escolha de um foco de pesquisa no campo das representações sociais, portanto, em nossa pesquisa ao procuramos investigar as representações sociais que um grupo de professores de geografia fazem sobre a questão ambiental.
O nosso foco é qualificar o saberes contidos nas representações sociais desse grupo de professores - considerando a sua formação inicial em Geografia ou Estudos Sociais e continuada em outras áreas agregadas ao acampo da educação, especialmente da educação ambiental, de sua experiência como profissional de ensino de geografia e de sua história escolar-, e sua relação com a simbolização (substituição) e a interpretação (conferir significação) da questão ambiental.