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3. İSTANBUL KONAKLARI

3.2. Mekânsal Birimleri

A mensuração de desempenho atrelado a inovações não é recente na literatura. Diversas são as dificuldades inerentes a essa mensuração. Drucker (2002; 2000, p.75) trata das armadilhas de inovações, enfatizando que nem estudos, nem pesquisas ou modelos de computador substituem o que chamou “teste da realidade” de uma inovação em produto, serviço ou processo. Esse teste da realidade nada

mais é do que um teste piloto (em pequena escala) do que foi melhorado ou criado.

Há ainda outros fatores, inerentes a cada organização específica e a cada mercado, que são importantes para a verificação do sucesso de inovações.

A velocidade no desenvolvimento de uma inovação, segundo Hamel e Prahalad (1994), também é componente essencial para se ultrapassar a concorrência e precisa ser acompanhado de perto.

De outro modo, aspectos relacionados à coordenação de um novo desenvolvimento – no caso um novo produto – já havia sido apontada por Clark e Fujimoto (1991) como fator-chave de sucesso. Mais recentemente, Gerwin e Barrowman (2002) também enfatizaram a importância da coordenação, especialmente quando o desenvolvimento de um novo produto é feito em cooperação com diversas áreas e departamentos ou mesmo entre empresas.

No quesito conhecimento, Brockman e Morgan (2003) apontam que a capacidade de uma empresa de captar informações novas (ou inovadoras) durante seus desenvolvimentos internos, está diretamente relacionada com o potencial de inovação de um novo produto. Para estes autores, quanto mais informações novas a empresa tiver capacidade de gerir, melhores serão os resultados do desenvolvimento em termos de grau de inovação (ou novidade).

Hausman (2005) em seu estudo, também havia proposto a mensuração do grau de inovação de empresas relacionando-o com o desenvolvimento de produtos e serviços inovativos.

Diversas têm sido as propostas de mensuração deste output inovativo (PAVITT, 1982; TIDD, 2001; VAN DE VEN; ANGLE; POOLE, 2000; EVANGELISTA et al, 1998; DAMANPOUR et al, 1989; TIDD; BESSANT; PAVITT, 1997; 2005; SMITH; 2006, apenas para citar alguns). Alguns tipos de medidas mais típicos de inovação encontradas na literatura estão apresentados na tabela 9.

Tabela 9: Métricas de Output de Inovação Utilizadas

OUTPUT INOVATIVO EXEMPLOS DE FONTES

Patente

KHAN; DERNIS, 2006; SMITH; 2006; TIDD, 2001; TIDD; BESSANT; PAVITT, 1997; PAVITT, 1982

Inovações de Maior Impacto TIDD, 2001; VAN DE VEN; ANGLE;

POOLE, 2000

Número de Inovações

TIDD, 2001; VAN DE VEN; ANGLE; POOLE, 2000; EVANGELISTA et al , 1998; DAMANPOUR et al , 1989

Tempo de Difusão/Adoção de Inovações

SMITH; 2006; ROGERS, 2003; PARASURAMAN, 2000; MIDGLEY, 1987; ROGERS; SHOEMAKER, 1971

Divulgação de Inovações TIDD, 2001; MIDGLEY, 1987

Fonte: Elaborado pelo autor

Pode-se enumerar também iniciativas da OECD12 com seus Outlooks anuais (relatórios sobre diversos tópicos inclusive inovação tecnológica) ou do IBGE já com sua terceira edição do PINTEC (Pesquisa de Inovação Tecnológica).

Talvez a métrica mais utilizada para mensuração do desempenho inovativo de empresas, e de indústrias ou países, sejam patentes.

Um dos focos de publicações da OECD é desenvolver indicadores baseados em patentes que possam ser usados em combinação com outros indicadores de Ciência e Tecnologia para orientar ações de governos e empresas(KHAN; DERNIS, 2006). Segundo Khan e Dernis (2006) as patentes são um indicador-chave para medir

12 Organization for Economic Co-operation and Development, cujos membros são: Áustria, Bélgica,

Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália , Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido, Finlândia, República Tcheca, Hungria, Polônia, além de Canadá, EUA, México, Austrália, Nova Zelândia e mais recentemente Coréia.

output inovativo, uma vez que refletem a performance de inovação de países,

regiões, etc.. Um contraponto a esta afirmação, conforme explicado em seções anteriores, é feito por Pavitt (1988) ao enfatizar que patentes podem representar indicadores de todo o ciclo inovativo, além de não se aplicarem do mesmo modo, para diferentes indústrias ou mesmo países.

Jambulingam et al (2005) também utilizaram medidas de desempenho inovativo como outputs para suas análises. Estes levantaram a quantidade de novos serviços oferecidos em sua amostra identificando assim esta dimensão do desempenho.

Com relação ao desempenho inovativo da firma e sua relação com folga organizacional, diversos trabalhos (TAN; PENG, 2003; HEROLD; JAYARAMAN; NARAYANASWAMY, 2006; GEIGER; CASHEN, 2002) obtiveram conclusões semelhantes às encontradas inicialmente por Nohria e Gulati (2006). Há indícios de que a falta ou o excesso de folga organizacional afetem negativamente o desempenho inovativo das empresas. Estes últimos autores, propõem ainda, que há um ponto ótimo onde a relação folga organizacional e desempenho inovativo são máximos e com melhor aproveitamento de recursos.

Em resumo, para esta tese são consideradas duas dimensões para a mensuração do desempenho organizacional, quais sejam:

• Desempenho Financeiro/Econômico

• Desempenho Inovativo

Seja o desempenho inovativo ou desempenho financeiro/econômico, a partir da revisão da literatura observa-se uma relação entre a capacidade de inovar de uma empresa e seu desempenho, dando origem à hipótese final deste estudo:

H4: A capacidade de Inovar de uma organização tem influência positiva sobre

A ilustração 9 apresenta o modelo teórico da influência da capacidade de inovar da empresa no seu desempenho.

Ilustração 9: Efeito Teórico da Capacidade de Inovar Organizacional no Desempenho

Fonte:Elaborado pelo autor

A seguir são apresentados o detalhamento do modelo teórico proposto para esta tese, apresentado inicialmente na ilustração 1, bem como as variáveis de controle propostas para a presente pesquisa.

CUSTOMERS FIRM SUPPLIERS Performance Organizational Innovativeness Legenda: Influência H4

+

10 Detalhamento do Modelo Teórico Proposto e Variáveis de Controle

Chen e Paulraj (2004) observaram em sua pesquisa acerca dos principais constructos em operações, relacionados com supply chain management, que a incerteza do ambiente tem sido um importante constructo também em diversos campos de pesquisa como teoria organizacional, marketing e gestão estratégica.

Outrossim, características do ambiente competitivo em que as empresas que se pretende estudar estão imersas são importantes para a compreensão e análise de seus resultados. Jambulingam et al (2005), observaram que o desenvolvimento e difusão de inovações depende da habilidade da firma em utilizar as informações de seu ambiente para promover o sucessos das decisões estratégicas que suportam tais inovações. Portanto, mais uma vez demonstrando que o monitoramento do ambiente competitivo é importante para a análise do modelo proposto.

Adicionalmente, Katila e Shane (2005) sugerem que uma dimensão que é particularmente relevante no estudo dos temas ligados à inovação é o grau de competição do ambiente.

Dessa maneira, este estudo irá utilizar duas dimensões de controle para a pesquisa: • Intensidade Competitiva: essa variável permitirá avaliar tanto as barreiras

de entrada do setor, quanto o modelo de competição (ex. custo ou diferenciação)

• Percepção de Inovação do Mercado: essa variável irá permitir avaliar como o mercado enxerga o setor e a empresa de estudo em termos de disposição para inovar.

A ilustração 10 apresenta o modelo teórico completo utilizado nesta tese com proposta de análise para cada constructo, bem como suas relações esperadas e hipóteses.

Ilustração 10: Rede Nomológica do Modelo Teórico Proposto para a Tese

Fonte: Elaborado pelo autor

Um ponto importante da ilustração 10 diz respeito não apenas às hipóteses formuladas e que serão medidas, mas também à relevância de outras relações, que apesar de não serem objeto central desta pesquisa, existem e sempre que possível

CUSTOMERS FIRM SUPPLIERS Performance Organizational Innovativeness Legenda:

Influência (que será medida) H4

+

H3a H3

+

Organizational Slack Cooperation Cooperation H1 H2

+

+

INTENSIDADE COMPETITIVA PERCEPÇÃO DE INOVAÇÃO DO MERCADO Dimensões de Controle

serão consideradas ao longo do desenvolvimento desta tese. Observa-se, além das hipóteses formuladas a partir de estudos pregressos, a influência da cooperação, bem como o papel da folga organizacional no desempenho da empresa, apresentados anteriormente e com mais detalhes nos tópico 7.3 e 8, respectivamente.

Dessa maneira, o modelo proposto partiu em sua essência do desenvolvimento da capacidade de inovação organizacional como conceito de pesquisa, a partir do qual foram relacionados outros termos-chave como: cooperação (entre clientes e fornecedores) e folga organizacional na empresa focal, com vistas ao seu desempenho.

O tópico 11, último da parte II, condensa os conceitos-chave e hipóteses que se pretende analisar nas partes seguintes desta tese.

11 Síntese dos Conceitos-Chave e Hipóteses de Pesquisa

Quatro conceitos-chave foram apresentados, desenvolvidos e propostos de maneira a contribuir, tanto para os objetivos propostos, quanto na elaboração do modelo teórico e hipóteses de pesquisa. A tabela 10 resume os constructos e as dimensões associadas a eles.

Tabela 10: Resumo dos Conceitos-chave

ORGANIZATIONAL INNOVATIVENESS

ORGANIZATIONAL

SLACK COOPERATION PERFORMANCE

Tradução Utilizada

Capacidade de Inovação Organziacional

Folga Organizacional Cooperação Desempenho

Estímulo /

Recompensa para Inovar

Folga Absorvida Cooperação na

Cadeia Financeiro / Econômico

Geração e Seleção

de Idéias Folga Não-absorvida

Cooperação para Inovação Inovativo Aproveitamento / Tratamento / Implementação de Idéias Dimensões

Fonte: Elaborado pelo autor

A revisão teórica, permitiu não apenas a compreensão da amplitude dos conceitos- chave desta tese, mas também evidenciou algumas de suas relações. Portanto, além da característica de multi-dimensionalidade associada aos constructos (cada um deles têm pelo menos duas dimensões propostas), suas possíveis ligações e relações deram origem às cinco hipóteses propostas neste estudo.

De maneira complementar, a tabela 11 sintetiza as hipóteses de pesquisa e suas relações.

Tabela 11: Resumo das Hipóteses e Outras Relações entre Conceitos-chave

ORGANIZATIONAL INNOVATIVENESS

ORGANIZATIONAL

SLACK COOPERATION PERFORMANCE

ORGANIZATIONAL INNOVATIVENES - - - - H3: A folga organizacional de uma empresa influencia positivamente sua capacidade de inovar. H3a: O efeito positivo da

folga organizacional sobre a capacidade de

inovar da empresa decresce a medida em que há excesso ou falta de folga organizacional. COOPERATION H1: A cooperação fornecedor-empresa influencia positivamente a capacidade de inovar da empresa. H2: A cooperação cliente- empresa influencia positivamente a capacidade de inovar da empresa. PERFORMANCE H4: A capacidade de Inovar de uma organização tem influência positiva sobre

seu desempenho. Há indícios de efeitos negativos da folga organizacional sobre a o desempenho financeiro / econõmico; enquanto também são apontadas evidências positivas da influencia da folga organizacional no desempenho inovativo da empresa. * Há indícios positivos da influencia da cooperação entre os elos de uma cadeia de

valor no desempenho das empresas. *

-

* Outras informações sobre estas relações podem ser encontradas ao longo da parte II desta tese e nas respectivas referências citadas, todavia não são objeto primário de estudo da presente tese. De outro modo, sempre que possível serão consideradas suas relações e influências ao longo da parte de discussões e análise empírica.

- -

A revisão da literatura consultada não apontou

indícios ou conclusões marcantes acerca dessa

relação. *

ORGANIZATIONAL

SLACK - - -

Fonte: Elaborado pelo autor

Além das hipóteses de pesquisa, a tabela 11, ilustra também outras possíveis relações e influências – que foram levadas em consideração ao se tecer o modelo teórico, hipóteses e dimensões dos constructos – apontadas ao longo desta revisão bibliográfica. Estas últimas relações podem ser evidenciadas na rede nomológica (ilustração 10) sob o símbolo de setas descontínuas.

respeito à determinação do método para teste das hipóteses e do modelo teórico proposto.

Portanto, a parte III a seguir apresenta a metodologia de pesquisa com detalhes do modelo de pesquisa empregado além de considerações acerca da amostra de estudo e do protocolo de pesquisa.

Benzer Belgeler