4. MEKAN KURUCU OYUNCAĞIN TARİHÇESİ
4.1. Mekân Kurucu Oyuncak Konusundan Erken Dönem Belirsizlikler
A tabela 11 apresenta os dados da matrícula da rede estadual do Rio Grande do Norte, no período de 1996 a 2010.
34 Serão utilizados os dados educacionais levantados em decorrência da nossa participação no projeto
Observatório da Educação (Edital nº. 001/2008 CAPES/INEP/SECAD) obtidos junto aos órgãos de controle e disseminação estatística ligados ao Ministério da Educação (MEC), especificamente para o RN.
Tabela 11: Matrículas da rede estadual do RN, no período de 1996 a 2010.
Fonte: INEP/MEC: Microdados do Censo Escolar (1996-2010).
Nos anos de 1996 e 1997, que antecedem a implantação do Fundef, os dados demonstram uma movimentação da matrícula em quase todos os níveis e modalidades de ensino. Dois dados, porém, chamaram a atenção: primeiro, uma queda de 59% na matrícula da educação infantil, de um ano para o outro, e, segundo, o crescimento das matrículas da educação especial35, demonstrando que a queda na matrícula da educação infantil se dá antes mesmo da implementação do Fundef.
A Educação Infantil apresenta uma oscilação de crescimento e queda, entre 1998 a 2006. Ou seja, a implementação do Fundef, na rede pública estadual do RN, não apresenta um crescimento significativo da matrícula do Ensino Fundamental em relação aos demais níveis e modalidades de ensino. Ao contrário, analisando os dados de 1998 e 1999, há um decréscimo na matrícula. Em 2000, volta a crescer, porém, de 2001 até o final do Fundef, em 2006, ocorre outro decréscimo da matrícula, ano a ano. No período do Fundeb, de 2007 a 2010, o ensino fundamental continua em declínio.
Ainda, na Tabela 11, considerando a subvinculação dos recursos apenas ao ensino fundamental, no período de 1998 a 2006 como constante na regulamentação do Fundef, não aumentou por si os desequilíbrios de atendimento entre as diferentes etapas,
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Na Educação Especial, consideram-se sempre, apenas, as informações referentes às escolas especializadas e às escolas de ensino regular com salas de recursos.
Ano Ed. Infantil Ensino Fundamen tal Ensino Médio EJA (Funda mental) EJA Médio Classes de Alfab. Ed. Especi al Total 1996 19.148 266.750 56.192 33.620 3.953 5.099 516 385.278 1997 7.829 283.249 62.010 35.471 3.891 6.459 1.800 400.709 1998 8.090 288.855 71.861 44.764 4.762 0 1.043 419.375 1999 6.674 287.524 85.095 49.680 5.667 0 838 435.478 2000 1.851 278.904 99.039 49.842 4.143 0 677 434.456 2001 2.014 258.114 107.256 28.965 5.605 0 161 402.115 2002 1.649 237.788 118.656 30.446 6.734 0 48 395.321 2003 803 220.661 131.956 53.911 2.850 0 23 410.204 2004 1.343 209.471 141.534 57.321 3.585 0 74 413.328 2005 1.706 191.099 141.056 56.676 8.127 0 20 398.684 2006 1.918 182.558 141.793 51.397 6.766 0 28 384.460 2007 769 170.910 133.481 38.469 8.383 0 2.323 354.335 2008 553 162.531 128.301 39.071 10.731 0 1.845 343.032 2009 470 151.817 129.294 31.485 10.748 0 1.751 325.565 2010 296 142.409 123.078 29.403 10.910 0 2.793 308.889
pois a evolução da matrícula no período demonstrou crescimento no ensino médio, e educação de jovens e adultos.
Observa-se que, em 1998 − primeiro ano do Fundef − havia um total de alunos, no Ensino Fundamental que corresponde a 288.855 (duzentos e oitenta e oito mil e oitocentos e cinquenta e cinco alunos). No último ano do Fundef, em 2006, esse total de matrículas cai para 182.558 (cento e oitenta e dois mil, quinhentos e cinquenta e oito alunos), uma queda no período, que corresponde a, aproximadamente, 37% das matrículas.
O Gráfico 06 (APÊNDICE C) apresenta a movimentação da matrícula por etapas e modalidades de ensino, no período de 1996 a 2010. O ensino fundamental se comporta de forma descendente, constando a redução nas matrículas. Ao contrário, o Ensino Médio faz um movimento ascendente, apresentando o crescimento das matrículas. A EJA apresenta um movimento que oscila entre queda e crescimento. Os demais níveis e modalidades apresentam diminuição drástica das matrículas.
Alguns estudos sobre o Fundef apontam que a redução das matrículas, nas redes estaduais, é decorrente do processo de municipalização. Segundo Bassi (2001)
[A] pesar do efeito mais evidente na indução à municipalização do ensino fundamental, as implicações do Fundef não se restringiram a esse processo. Houve repercussões em outras etapas e modalidades da educação básica. Na modalidade pré-escolar da educação infantil, por exemplo, ocorreu redução do número de matrículas públicas exatamente no ano de início do Fundef. (BASSI, 2001, p. 51-2).
É possível afirmar que a prioridade e a focalização do financiamento no ensino fundamental desestimularam os dirigentes educacionais no atendimento às outras modalidades de ensino da Educação Básica e, como consequência, como uma negação dos direitos educacionais consagrados na Constituição Federal de 1988 (art. 208).
No Gráfico 07 constam os dados da matrícula no ensino fundamental por dependência administrativa, no período de 1996 a 2010.
Gráfico 07 - Matrícula no Ensino Fundamental por dependência administrativa no RN(1996-2010)
Fonte: INEP/MEC: Microdados do Censo Escolar (1996-2010).
No Gráfico 07, constata-se que, entre 1998 a 2007, há uma visível queda no movimento da matrícula na rede estadual e uma crescente circulação na esfera municipal, apresentando possível migração dos alunos da rede estadual para a rede municipal de
ensino no estado devido à política de Fundos − Fundef − vigente nos respectivos anos em
análise, podendo citar a ocorrência da municipalização induzida.
O Gráfico 08 mostra a matrícula do ensino fundamental (1º ao 9º) da rede estadual do RN.
Gráfico 08- Matrículas do ensino fundamental (1º ao 9º ano) – rede estadual.
Fonte: INEP/MEC – Microdados do Censo Escolar (1996-2010). 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
A rede estadual de ensino do RN mostra uma queda crescente na matrícula no ensino fundamental (1º ao 9º ano); em 1997, apresentava uma matrícula de 266.750 alunos, e, em 2010, decresceu para 142.409. Uma queda nas matrículas de 46,6%.
A partir desse gráfico, constata-se uma crescente diminuição no número de matrículas no ensino fundamental no período entre 1996 a 2010. Analisando os primeiros anos de implementação do Fundef (1998) e do Fundeb (2007), quanto à queda no número de matrículas entre o 1º e 5º ano¹ do ensino fundamental, esta é relativa a 53,17% das matrículas entre os respectivos anos de implementação da política de fundos em questão. Em 1998, o número de matrículas é equivalente a 155.034 reduzindo, em 2007, para 72.600.
O Gráfico 09, a seguir, demonstra a diferença quantitativa entre o ano atual e o ano anterior sucessivamente, no período (1996-2010).
Gráfico 09– Variação no número de Matrículas do ensino fundamental - 1º ao 5º ano - da rede estadual do RN.
Fonte: INEP/MEC - Censo Escolar (1996-2010)
No Gráfico 09, percebe-se uma movimentação negativa entre o primeiro ano de vigência do Fundef (1998) e o primeiro do Fundeb (2007), equivalendo a 82.434 matrículas registradas, isto é, em 1998, havia 155.034 matrículas decaindo, em 2007, para 72.600. No entanto, essa queda inicia-se, ainda, no período de Pré-fundos, e acentua-se no ano de 2000, conforme o gráfico 07, quando se pode considerar o processo de transferência dos alunos na esfera estadual para o município. O gráfico evidencia, também, uma elevação (embora ainda com “saldo” negativo), entre 2001 a 2003. Em 2003, a redução foi de, apenas, 2.192 matrículas, enquanto que, em 2001, foi de 12.965 registros, ficando evidente que houve uma recuperação dessas matrículas no estado. Em
2003, eram 94.905 matrículas e, em 2004, pautava 92.713 matrículas. Essa queda manteve-se relativamente equilibrada a partir de 2007 com a entrada do Fundeb até 2009. Observou-se, também, que a queda não se mostra relativa, apenas, aos anos iniciais; ela é percebida, também, nos anos finais do ensino fundamental. Isso caracteriza, mais uma vez, o processo de municipalização no estado do Rio Grande do Norte em todo o ensino fundamental, diante das prerrogativas legais que intensificam a aplicação do Fundef, primordialmente, nesse nível de ensino durante sua vigência e equalizando melhor certo equilíbrio na queda a partir do período de vigência do Fundeb (2007-2010), conforme gráfico 10.
Gráfico 10– Variação no número de matrículas do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) – rede estadual do RN.
Fonte: INEP/MEC - Censo Escolar (1996-2010).
No gráfico 10, constata-se que o movimento de queda no número de matrículas do ensino fundamental de 6º ao 9º ano se iniciou no terceiro ano de vigência do Fundef, relativo a 1.943 registros, sustentando-se até o Fundeb (2007). Entre o primeiro ano de implementação do Fundef (1998) e o primeiro do Fundeb (2007), a queda é de 35.511 matrículas, o que equivale a aproximadamente 27% das matrículas.
No mesmo período de análise (1996 a 2010) conforme gráfico 11, os dados de ensino médio, nesse período, revelaram um acréscimo no número de matrículas na rede estadual do RN durante o período de vigência do Fundef (1998-2006). Porém, esse crescimento mantém-se regular durante os anos (2004 e 2005) e decresce a partir da implementação do Fundeb (2007-2010).
Gráfico 11 – Movimento da Matrícula no Ensino Médio – RN – (1996 a 2010).
Fonte: INEP/MEC: Microdados do Censo Escolar (1996-2010).
Com base no Gráfico 11, nota-se que, durante os anos de vigência do Fundef, houve um aumento na movimentação do número de matrículas no ensino médio, ficando mais evidente quando se analisa a linha de movimentação em dados quantitativos de matrícula no Gráfico 12. Ou seja, as matrículas estão registradas em 71.861 no primeiro ano do Fundef (1998), chegando a 141.793 no último ano (2006); houve, portanto, um acréscimo de 69.932 alunos registrados. A partir da substituição pelo Fundeb, em (2007), há uma queda de 8.312 matrículas no ensino, e, ao longo do Fundeb, ela se mantém regular chegando a 123.078 (2010) matrículas, o que corresponde a uma redução de 10.403 alunos entre 2007-2010.
Gráfico 12– Variação das matrículas no Ensino Médio – rede estadual do RN (1996- 2010).
Fonte: INEP/MEC: Microdados do Censo Escolar (1996-2010).
A queda no ensino médio é consideravelmente menor se comparado ao ocorrido nos anos do ensino fundamental como analisado anteriormente. Assim, para compreender a causa da redução do número de matrículas, é preciso fazer uma breve análise do ensino médio em outras dependências administrativas no Quadro 9.
Quadro 9 - Matrículas no ensino médio das redes federal, municipal e particular no RN.
Ano Federal Estadual Particular
2005 1.996 141.056 19.424
2006 1.996 167.971 19.910
2007 2.241 133.481 19.129
2008 3.158 131.477 20.071
2009 4.058 129.597 19.966
Fonte: INEP/MEC ― Censo Escolar (2005-2009)
Constata-se, no Quadro 9, que, nos dois últimos anos de vigência do Fundef, o movimento de matrículas era crescente. Com relação à rede privada, o período mais considerável de análise foi o ano de 2008. Na análise, a rede federal possui 1.996 matrículas em 2005 e permanece estável em 2006. A partir de 2007, esse número apresenta uma elevação das matrículas, configurando um acréscimo de 1.817 matrículas entre 2007-2009.
No Gráfico 13, é apresentado o movimento de variação do número de matrículas entre o ensino fundamental maior e o ensino médio.
Gráfico 13– Variação no número de matrículas do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio – RN.
Fonte: INEP/MEC – Censo Escolar (1996-2010).
A matrícula no Ensino Fundamental (6º ao 9º) ano começa a sofrer uma queda a partir de 2000, devido ao emprego do Fundef pelos municípios, prioritariamente, nesse nível de ensino conforme demonstrado no Gráfico 12, com dados de aumento da matrícula da rede municipal em nível estado de 51.322 para 115.513. A partir desse fluxo de estudantes que saem do 9º ano para o Ensino Médio, notou-se a diminuição gradativa da matrícula nesse último nível, ou seja, a rede estadual possuía do 6º ao 9º ano, em 2005, 107.557 alunos, passando para 84.586 em 2010; o mesmo fenômeno no Ensino Médio, 141.056 alunos em 2005 e 123.078 em 2010 representando uma queda significativa no fluxo de escolarização dos estudantes que concluem a terminalidade no ensino fundamental.
Conforme dados da SEEC/RN, o Rio Grande do Norte, em 2011, apresenta a seguinte taxa de abandono, 19,3% dos alunos matriculados no ensino médio, público e privado, abandonaram a sala de aula antes do término dos estudos. Com relação ao índice de reprovação, o RN é o quinto Estado com a melhor pontuação, 8%. O ranking é liderado pelo Amazonas (6%), seguido do Ceará (6,7%), Santa Catarina (7,5%) e Paraíba (7,7%). O Censo Escolar traz, ainda, a taxa de aprovação: Santa Catarina, com 84,5%, Amazonas com 83,6% e Ceará com 81,8% são os Estados mais bem posicionados. O Rio Grande do Norte, nesse quesito, tem taxa de 72,7%. O Gráfico a seguir apresenta a movimentação total das matrículas da rede estadual do RN no período de 1996 a 2010.
Fonte: INEP/MEC: Microdados do Censo Escolar (1996-2010).
A curva do gráfico das matrículas da rede estadual do RN revela uma tendência clara de declínio, porém com oscilações. Nos anos de 1996 a 1999, apresenta um crescimento, a partir de 2000 a 2004, o movimento oscila entre um leve crescimento e declínio. Nos anos posteriores, final de Fundef e início de Fundeb em constante queda. Isso significa que os Fundos não proporcionaram, na rede estadual, um aumento nas matrículas; ao contrário, houve uma queda de 19,8% em todo o período, o que significa, em dados, uma média de 76,389 matrículas a menos na rede estadual.