BÖLÜM 2: TÜRKĐYE TÜRKÇESĐNDE BĐRLEŞĐK CÜMLENĐN
2.17. Mehmet Hengirmen’in “Türkçe Dilbilgisi”nde
O Projeto Fundiário de Bacabal em Área de Tensão Social foi criado por intermédio dos Decretos Presidenciais n° 70.250/1972, 11.195/1972, 77.037/1972 e 78.250/1976, os quais deixaram jurisdicionadas à Área Prioritária de Reforma Agrária afeta ao INCRA, trinta e três municípios maranhenses, o correspondente a 7.487.000 hectares (Figura 14) almejando
[...] assegurar o direito de posse aos ocupantes de áreas encravadas nos municípios de Caxias, Matões, Timon e Bacabal, onde estão localizados focos de tensão social, [...] de maneira que fosse garantido [...] o assentamento ordenado das famílias, já instaladas, corrigir distorções no uso e posse da terra, equilibrar a renda das famílias, para o desenvolvimento sócio econômico do Maranhão (CANEDO, 1993, p. 76 e 77).
Os resultados demonstraram que até 1976 somente quatro glebas haviam sido desapropriadas, “com regime implantado de colonização” iniciado com a expedição de uma autorização de ocupação que tinha prazo de validade de dois anos, em cujo fim deveria ser comprovada a “vocação agrícola do interessado” visando à expedição do título definitivo. Neste caso, incluem-se as glebas Montevidéu, Taboleiro Alegre, Cigana, e Saco das Almas (Quadro 12) que somavam 104.036 hectares desapropriados em seis municípios e correspondentes a 3.308 lotes
(156 urbanos e 3.152 rurais), sendo que em 1980 foram criadas mais nove glebas197, e a agravante é que
[...] segundo o Plano de Governo do Estado 1979/83, a ação do INCRA tem se mostrado lenta. Além da distribuição de terras não se fazer acompanhar de um programa de desenvolvimento, algumas vezes resulta na formação de minifúndios com é o caso da Gleba Cigana, em Pio XII. [...] Some-se a isso que [...], a incorporação de extensas áreas a projetos de grandes empreendimentos rurais tem dado continuidade à formação de latifúndios [...] e incrementado o êxodo rural. (BRASIL, 1984, p. 26).
Quadro 12 – Maranhão: glebas desapropriadas no Projeto Fundiário de Bacabal em Áreas de Tensão Social, 1975 – 1976.
Lotes Gleba Decreto Lei de
criação
Área (ha)
Municípios
Rurais Urbanos Total Montividéu 78.251/ 1976 46.587 Governador Eugênio
Barros e São Domingos do Maranhão
1.136 23 1.159
Taboleiro Alegre
78.598/ 1976 15.716 Caxias 227 07 234 Cigana 78.599/ 1976 30.289 Pio XII 1.031 26 1.057 Saco das Almas 76.896/ 1975 11.453 Brejo e Buriti 732 126 858
Total - 104.036 - 3.152 156 3.308
Fonte: Brasil,1984, p. 26.
5.2 POLONORDESTE
O Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste (POLONORDESTE) era uma política regional do II PND, criada pelo Decreto Federal n° 74.794/74. No Maranhão ele foi efetivado através do Decreto Estadual n° 6.093/1976, teve acompanhamento da Secretaria de Agricultura e culminou na implantação dos Projetos de Desenvolvimento Rural do Baixo Parnaíba, do Médio Vale do Mearim e o da Baixada Ocidental (área não confirmada), ocupando uma área de 24.489 km² e beneficiando 564.174 pessoas (números subestimados). Esses, objetivavam
[...] provocar mudanças substanciais nas áreas rurais, capazes de permitir ao pequeno e médio produtor a sua promoção sócio- econômica-cultural de forma permanente, assegurando uma
197
Como: a Furo da Pipa, Canaã, Canafístula e Palmeira Cortada no município de Esperantinópolis; Matinha, abrangendo os municípios de Vitorino Freire, Pio XII e Olho-d’Água das Cunhãs; Piratininga (3.592 hectares em que viviam 145 famílias descendentes de escravos), em Bacabal; Santa Rosa II, Cana Brava (58.058 hectares em que seriam beneficiadas mil famílias, das quais 595 já residiam na área) e Bonito, localizadas nas municipalidades de Matões, Caxias e Timon.
exploração eficiente dos produtos agrícolas e da pecuária em cada área [...], bem como [...] previa [...] o aperfeiçoamento da infra- estrutura básica local (estradas, eletrificação rural, educação, saúde, saneamento, pesquisa agropecuária, fortalecimento e expansão dos serviços de crédito, assistência técnica, fomento, armazenagem, comercialização, mecanização agrícola e pesca). (BRASIL, 1984, p. 27).
O Projeto de Desenvolvimento Rural do Baixo Parnaíba foi implantado em 1976, nos municípios de Araioses, Brejo, Buriti, Coelho Neto, Duque Bacelar, Magalhães de Almeida, Santa Quitéria e São Bernardo, ocupando uma área de 10.656 km² em que viviam 164.174 habitantes. O Projeto do Médio Vale do Mearim foi implantado em 1978, teve a finalidade de levar a efeito a regularização fundiária, bem como aperfeiçoar a infra-estrutura básica, incluindo estradas, eletrificação rural, educação, assistência técnica, armazenagem, comercialização, expansão dos serviços de crédito, mecanização agrícola, pesquisa agropecuária, e pesca; isto numa área de 13.833 km² que abrangia as municipalidades de Bacabal, Esperantinópolis, Igarapé Grande, Lago da Pedra, Lago do Junco, Lago Verde, Lima Campos; Olho-d’Água das Cunhãs, Pedreiras, Pio XII, Poção de Pedras, Santo Antônio dos Lopes, São Luís Gonzaga e Vitorino Freire, pretendo beneficiar aproximadamente 400.000 pessoas. O referente à Baixada Ocidental iniciou em 1981 (BRASIL, 1984).
Cumpre considerar-se que esses projetos de desenvolvimento rural eram apoiados pela Secretaria de Agricultura do Maranhão. Esta, a partir de 1972, iniciou uma gama de ações visando à criação de órgãos para atuar de forma regionalizada no campo da pesquisa, assistência técnica, extensão e defesa da atividade agropecuária. Assim, foram instituídas a Companhia de Mecanização Agrícola do Maranhão (CIMEC, 1972), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Maranhão (EMATER, 1975), a Empresa Maranhense de Pesquisa Agropecuária (EMAPA, 1976), a Companhia Maranhense de Abastecimento (COMABA, 1978) e a
Companhia de Defesa e Promoção Agropecuária (CODAGRO, 1979). 5.3 GETAT
O Grupo Executivo de Terras do Araguaia – Tocantins (GETAT) foi instituído pelo Decreto-Lei n° 1.767/1980 com a incumbência de (mais uma vez) “promover a regularização fundiária, sob a supervisão direta da Secretaria-Geral do Conselho de Segurança Nacional, no sudeste do Pará, oeste do Maranhão e norte de Goiás” (BRASIL, 1984, p. 26), de maneira que, no discurso do governo militar, fosse extinta a legalização de títulos falsificados atribuída ao INCRA e à até então Coordenadoria Especial do Araguaia-Tocantins que lhe antecedeu. Desse modo seriam garantidos tanto o aceleramento da ocupação através da política de incentivos a empreendimentos agropecuários, levada a efeito pela SUDAM, sobretudo na área cognominada de Bico do Papagaio198 (em que na década de 1960 acusava violentos conflitos de terra) quanto a implantação do Projeto Carajás nessa área considerada “indispensável à segurança e ao desenvolvimento nacionais”. Neste caso, o governo federal sustentou seu discurso porque combateu a Guerrilha do Araguaia que se instalou nessa área199 desde 1969 e, para tanto, o Exército desenvolveu três
198 Essa área situa-se no extremo norte do estado do Tocantins e oeste do Maranhão, mais
precisamente na confluência dos rios Araguaia e Tocantins cuja configuração lembra (para os moradores locais) o formato de um Bico de Papagaio. Em seu em torno, atualmente concentram-se a “hidrovia Araguaia-Tocantins, o complexo mineral de Carajás, a ferrovia de Carajás (e sua extensão Norte-Sul), a usina hidrelétrica de Tucuruí, a rodovia Belém-Brasília, a recém-construída linha de transmissão Tucuruí-Santarém e o ‘linhão’ interligando o sistema elétrico Norte-Nordeste com o Sul-Sudeste” (In: MÁFIA verde – o ambientalismo a serviço do governo mundial. 9. ed. Rio de Janeiro: Capax Dei, 2005, p. 167).
199 A área de atuação do GETAT abrangia parcial ou integralmente os seguintes municípios: Conceição
do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Moju; Santana do Araguaia, São Domingos do Capim, São Félix do Xingu, São João do Araguaia, e Tucuruí, no Pará; Ananás, Araguatins, Axixá de Goiás, Babaçulândia, Filadélfia; Goiatins, Itaguatins, Nazaré, São Sebastião do Tocantins, Sítio Novo de Goiás, Tocantinópolis, e Xambioá, em Goiás; Açailândia, Bom Jardim, Carutapera, Imperatriz, João Lisboa, Monção; Montes Altos, Porto Franco, e Santa Luzia, no Maranhão. (Decreto-Lei n° 1.767/1980, combinado com o Decreto n° 87.095/1982). Deve-se frisar que o GETAT foi precedido pelo Grupo Executivo de Terras do Sudoeste do Paraná (GETSOP), o qual foi instituído “para resolver os graves problemas da luta pela terra no Paraná, que, em 1957, haviam levado os trabalhadores da região à revolta e à criação de governos populares em vários municípios” (MARTINS, José de S. A militarização da questão agrária no Brasil – Terra e poder: o problema da terra na crise política. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 22).
campanhas militares entre 1972 e 1973.
Por essa razão, o GETAT representou a intervenção militar na questão agrária200 e resultou
[...] como momento de junção de razões e práticas que têm como referências a administração da estrutura fundiária, os conflitos sociais pela posse da terra, a doutrina de segurança nacional, a racionalidade burocrática-autoritária e as práticas herdadas do passado institucional da região (SANTOS FILHO 1984 apud SADER, 1986, p. 62).
No que tange à unidade da Federação em questão, o GETAT abrangeu uma área de 5.971.272 hectares que incorporou três antigos projetos (Figura 14): 1) Projeto Fundiário de Imperatriz (4.200.000 ha); 2) Projeto Fundiário de Açailândia (279.272 ha); e 3) Projeto Fundiário de Carolina (1.492.000 ha). Apesar do discurso, o GETAT “tem se mostrado um organismo de caráter excepcional e intervencionista e não traz como objetivo qualquer mudança estrutural na situação fundiária da área sob seu controle” (BRASIL, 1984, p. 26), e por essa razão principal os empreendimentos agropecuários e madeireiros avançaram, assim como tornaram tal área (Bico do Papagaio) conhecida nacionalmente, pois das 131 mortes derivadas de conflitos agrários no Maranhão entre 1964 e 1984, 20% concentraram-se em Imperatriz e 16% em Santa Luzia, cuja referência foi o assassinato do padre Josimo Tavares, em 10/05/1986201.