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Medresede Görev Yapan Müderrisler

MEDRESELERİN DOĞUŞU VE KUDÜS’TEN YEDİ ASIRLIK BİR ÖRNEK: SALÂHİYYE MEDRESESİ

3. SALÂHİYYE MEDRESESİ

3.9. Medresede Görev Yapan Müderrisler

As políticas públicas de saúde são um conjunto de atividades estatais que visam atender aos objetivos do Estado em matéria de saúde pública. São condutas estatais proativas que têm como núcleo a efetivação do direito fundamental à saúde a toda a sociedade, por meio principalmente de ações dos Poderes Executivo e Legislativo. Contudo, a omissão dos referidos poderes na efetivação destas políticas públicas é uma questão muito recorrente na atual realidade brasileira.

Em virtude disto, o Poder Judiciário é provocado cada vez mais pelos cidadãos que veem seus direitos tolhidos e desrespeitados. Assim, a judicialização da saúde torna-se um meio alternativo para a concretização deste direito fundamental e o Judiciário assume um papel de protagonista nesta conjuntura.

Esse protagonismo, muitas vezes, leva a decisões judiciais que extrapolam a competência do Poder Judiciário e atingem as esferas dos demais poderes. Este fenômeno é conhecido como ativismo judicial e tem como justificativa e objetivo a efetivação das normas constitucionais, especialmente referentes aos direitos fundamentais.

Na contemporaneidade, a rígida teoria da separação dos poderes foi superada, de forma que se admite a interferência do Judiciário nas políticas públicas de saúde, tendo em vista que o referido princípio não pode ser um óbice à concretização das finalidades estatais.

O direito à saúde, que envolve três vertentes (preventiva, curativa e promocional), por ser um direito fundamental social positivado na CRFB/88, deve ter sua máxima efetividade buscada pelo Poder Público. Sendo assim, é dever do Executivo, do Legislativo e também do Judiciário empenhar-se na concretização do referido direito.

O SUS é a principal política pública de saúde existente no Brasil e representa um grande avanço nesse setor. Contudo, apesar de ser pautado pelo princípio da integralidade do atendimento, o sistema, por limitações financeiras e administrativas, não é capaz de atender a todas as demandas da população de forma eficiente. Essa realidade gera uma excessiva judicialização da saúde.

A judicialização ocasiona um desafio para o Poder Judiciário, pois as demandas de saúde, muitas vezes, envolvem questões complexas e de difícil solução. O Judiciário, ao analisar os pleitos levados à sua apreciação, deve garantir

53 o mínimo existencial em saúde, que se constitui em tudo o que é necessário para a manutenção de uma vida digna. Todavia, não é tarefa fácil definir de forma objetiva o que é abrangido pelo núcleo essencial do direito fundamental à saúde, cabendo, muitas vezes, ao juiz avaliar no caso concreto.

Ademais, é preciso que o julgador leve em consideração outros fatores. A teoria da reserva possível, por exemplo, apregoa que os recursos financeiros do Estado são limitados e, portanto, insuficientes para atender todas as demandas populacionais referentes à saúde. Contudo, ela não poderá ser utilizada quando o Estado não age com prudência e destina vultosos recursos financeiros para áreas de menor importância, como publicidade institucional.

Por sua vez, as decisões judiciais, ao concederem individualmente prestações de saúde, devem levar em conta também o seu impacto no âmbito coletivo, pois podem acarretar um desequilíbrio na destinação dos recursos de saúde e privilegiar apenas aqueles que buscam a via judicial. Muitas vezes, para atender às inúmeras condenações judiciais, a Administração Pública deixa, por exemplo, de investir em saúde preventiva, que beneficiaria a toda a coletividade de forma equânime.

Entretanto, estes fatores não podem se sobrepor ao mínimo existencial, tendo em vista que ele está diretamente ligado não só à dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, mas também ao direito à vida. A concessão judicial de medicamentos de alto custo não integrantes da lista do SUS quando indispensáveis para a preservação da vida humana, por exemplo, demonstra a preponderância do mínimo existencial em face desses outros fatores.

Os tribunais superiores há muito vem se debruçando sobre os parâmetros e limites em relação as mais diferentes ações envolvendo a efetivação do direito à saúde. A jurisprudência destes tribunais passou por algumas fases. Em um primeiro momento, negava até mesmo a possibilidade de o Judiciário intervir nas políticas públicas de saúde. Posteriormente, além de aceitar a referida intervenção, os tribunais passaram a conceder as diversas prestações de saúde, ainda que fora da abrangência do SUS, com fundamento no mínimo existencial, proferindo decisões ativistas. Na contemporaneidade, a jurisprudência busca equilibrar o mínimo existencial com as políticas públicas definidas pelo Poder Público, levando em consideração fatores técnicos, como, por exemplo, a demonstração de inexistência

54 de tratamento eficaz disponível no SUS e a comprovação da eficácia do tratamento pleiteado.

A discussão jurisprudencial ainda continua, mas é fato que vem evoluindo e que o Poder Judiciário tem se tornado cada vez mais indispensável na efetivação do direito fundamental à saúde, concretizando verdadeiramente o Texto Constitucional na diretriz hermenêutica e inclusiva de atendimento à dignidade da pessoa humana.

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