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19 MAYIS GENÇLİK

Belgede 4. SINIF DERS PROGRAMI (sayfa 53-57)

Como se tem vindo a verificar, e que já anteriormente desenvolvemos, o aumento da esperança de vida e o envelhecimento da população têm preocupado, cada vez mais, cientistas, intelectuais e formuladores de políticas públicas. A Gerontologia Social procura conhecer os fenómenos que decorrem do prolongamento e da qualidade de vida das pessoas idosas. Que entendemos por Gerontologia?

Etimologicamente, o termo Gerontologia é composto por duas raízes gregas:

Geros (velho) + Logos (estudo). Por isso, podemos dizer que Gerontologia, de uma forma geral, é o estudo determinado de alguns elementos que têm a ver com o processo do envelhecimento. A Gerontologia24 ocupa-se do comportamento na idade provecta, investiga as causas e condições do envelhecimento, assim como o estudo e descrição cuidadosa das mudanças do comportamento regularmente progressivas e que estão relacionadas com a idade (Fayos, 2005). Este campo disciplinar estuda o processo de envelhecimento do Homem, isto é, investiga as modificações morfológicas, fisiológicas, psicológicas e sociais consecutivas à acção do tempo no organismo humano, independentemente de qualquer fenómeno patológico (Fontaine, 2000). É uma ciência que investiga as bases biológicas, psicológicas e sociais da velhice e do envelhecimento (cf. Fernández-Ballesteros,2000).

A Gerontologia começou a ganhar estatuto a partir dos anos 80, quando surgiram os primeiros manuais com a sistematização dos conhecimentos multidisciplinares sobre o idoso e o envelhecimento. Bengston, Rice e Johnson (1999) consideram que os gerontologistas tentam explicar:

24 O russo Metchnikoff, um médico do Instituto Pasteur, é citado como aquele que teria cunhado o termo,

num texto de 1903, chamado The nature of man. Para Metchnikoff, a gerontologia limitava-se, entretanto, ao estudo do potencial prolongamento da vida por meio de intervenções médicas. Em 1939, Edmund Cowdry publicou o clássico Problems aging, em que propôs que as questões da velhice fossem abordadas de maneira multidisciplinar. Esse modelo parece estar a ser seguido até aos dias de hoje.

1. Os problemas funcionais dos idosos em termos de incapacidades e dificuldades para levar uma vida independente;

2. O envelhecimento como processo que ocorre ao longo do tempo, como é que os indivíduos crescem e envelhecem (aspectos biológicos, psicológicos e sociais da senescência)25;

3. A idade enquanto padrão de comportamento social. Ideia idêntica tem Fernández– Ballesteros (2000) para quem a Gerontologia estuda as bases biológicas, psicológicas e sociais da velhice e do envelhecimento, diferenciando-se da Gerontologia Social, que estuda o impacto das condições socioculturais e ambientais no processo de envelhecimento e na velhice, as consequências sociais desse processo e as acções sociais que podem optimizar o processo de envelhecimento, devem ser encaradas como áreas específicas da Gerontologia.

De uma forma geral, pode-se dizer que os gerontologistas procuram explicar (Paúl, 2005): os problemas funcionais dos idosos em termos de incapacidades e dificuldades para levar uma vida independente; o envelhecimento que ocorre ao longo do tempo, ou seja, como é que os indivíduos crescem e envelhecem (aspectos biológicos, psicológicos e sociais da senescência); e a idade enquanto padrão de comportamento social. A Gerontologia visa, pois, a abordagem multidimensional do envelhecimento e a preocupação com a qualidade de vida das pessoas idosas. Estuda o prolongamento da vida com saúde e busca os factores que podem possibilitar o retardamento dos declínios decorrentes do processo de envelhecimento, dos processos que favorecem o envelhecimento precoce ou patológico e a redução das situações que geram perda de capacidade de independência das pessoas idosas.

Gerontologia não é o mesmo que Geriatria. Geriatria é uma palavra formada de

geros (velho) e iatricos (tratamento). É, portanto, uma parte da medicina que estuda este processo e as patologias. A Geriatria tem como objectivo principal o estudo dos aspectos clínicos das doenças de que os cidadãos em idades avançadas são portadores (Saldanha, 2009). O envelhecimento humano e a velhice foram, durante muito tempo e

25 Senescência: este termo refere-se ao envelhecimento normal. Distingue-se de Senilidade: sinónimo de

quase exclusivamente, objectos de estudo da medicina. As alterações demográficas verificadas durante o século XX, produzidas no contexto das profundas transformações sociais e económicas que atravessam as nossas sociedades, levantam outras questões. Passa-se a estudar as interdependências entre o envelhecimento humano e social. Os estudiosos interessam-se pelo impacto que o envelhecimento tem nas estruturas familiares, na economia, na protecção social, no direito, nas representações sociais sobre a vida (a morte, a velhice), nas práticas culturais. Nasce, assim, a Gerontologia

Social que, como sustenta Paúl et al (2005), pesquisa o impacto das condições sócio- culturais e ambientais no processo de envelhecimento e na velhice; as consequências sociais desse processo e as acções sociais que podem optimizar o processo de envelhecimento.

A Sociologia do Envelhecimento é a ciência que estuda a qualidade do envelhecimento humano de acordo com uma abordagem antropológica, a cultura do país de residência, os comportamentos e estilo de vida desde o nascimento, o meio familiar e social, bem como as suas condições económicas e as políticas para apoio ao envelhecimento activo (Saldanha, 2009). A psicologia dos idosos, da idade e do envelhecimento podem ser encaradas como áreas específicas da Gerontologia Social, a parte da Gerontologia que estuda as relações entre o idoso e o seu contexto, sendo uma ciência multidisciplinar e recente em Portugal. Nela convergem várias disciplinas tais como: biologia, medicina, antropologia, psicologia, sociologia, economia, trabalho social, ética e direito. Constitui-se como ―conhecimento activo‖ que permite conhecer os fenómenos e agir sobre eles, possibilitando o prolongamento e a melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, de acordo com padrões de qualidade, nos quais estão implícitos as necessidades básicas, e também os direitos, as liberdades e as garantias. A Gerontologia estuda a relação entre as pessoas idosas, as famílias, as organizações e a comunidade. Procura aprofundar, debater, reflectir e definir estratégias de acção concertadas, integradas e proactivas que possibilitem o conhecimento e a construção de boas práticas gerontológicas. Pretende resgatar para o campo da intervenção social, a contribuição das ciências sociais e humanas para o conhecimento do envelhecimento humano e das respostas sociais.

O estádio do conhecimento, e sobretudo do debate, do reconhecimento e respostas sociais requeridas, é ainda manifestamente tardio, nomeadamente no nosso país. De facto, a sociedade actual encontra-se perante uma situação contraditória. Por um lado, confronta-se com o crescimento em massa da população idosa, fruto do aumento da esperança de vida e, por outro lado, alheia-se ou adopta atitudes preconceituosas sobre a velhice, retardando assim uma efectiva adopção de medidas que visem minorar situações de dependência e a promoção da qualidade de vida em simultâneo com a ampliação da expectativa de vida. Efectivamente, como afirma Sequeira (2007), a ‗velhice‘ constitui um dos principais temas da sociedade portuguesa de interesse recente no domínio das políticas sociais. Fayos (2005) constata que se assiste nos nossos dias ao envelhecimento progressivo da sociedade. Verifica-se o aumento do número de pessoas idosas com idade superior a oitenta anos, a que podemos designar por envelhecimento do envelhecimento.

O idoso tende, com o avançar dos anos, a viver uma vida mais restrita e cada vez mais ligada à sua família (Martins, 2006). A família é a célula fundamental e o lugar privilegiado de trocas inter-geracionais. É aí que as gerações se encontram, se inter- ajudam e se completam de forma mais intensa. Na ideologia dominante tradicional, compete à família a responsabilidade de prover o sustento dos ascendentes. Nem todos pensam assim hoje. Um estudo da European Commission (1997) indica que 75,4%, dos idosos vivem nos seus domicílios e são cuidados por familiares. Desses, a maioria são cuidados pela esposa/marido, 17% pelos filhos; 5% por irmão/irmã; 4,4 por outros parentes; e 2,8% por outros. A família é ainda o garante da solidariedade necessária aos ascendentes em situação de velhice. No entanto, entre nós, é importante a acção das instituições como, por exemplo, os Centros Sociais Paroquiais no amparo e gestão da velhice. Há outros motivos, como os problemas de saúde, a perda de autonomia, a falta de recursos económicos e habitacionais, mas o isolamento pesa na decisão da institucionalização. O isolamento é o principal factor determinante para o internamento do idoso.

Belgede 4. SINIF DERS PROGRAMI (sayfa 53-57)

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