BİNALARIN GÜRÜLTÜYE KARŞI KORUNMASI HAKKINDA YÖNETMELİK KAPSAMINDA DÜZENLENECEK SERTİFİKA
II. ÖĞRENCİ KURULTAYI SONUÇ BİLDİRGESİ
II. 23 Mart 2019 Tarihinde ki Etkinlik
As interfaces cumprem o papel de pivô nas relações que se estabelecem entre homem e máquina, ou seja, são as zonas fronteiriças onde se estabelecem os diálogos e negociações homem-máquina (SANTAELLA, 2003). Em outras palavras, as interfaces permitem a interação do indivíduo com o computador, através de linguagens de entrada e saída, tal como uma ação executada com o mouse: para cada click uma nova entrada, e para cada pasta que se abre, uma resposta.
Ao enviarmos um email, este é “decomposto” em pacotes de informação e despachado por uma variedade de caminhos e de processadores intermediários até chegar ao “endereço”, onde a mensagem é reordenada e reunida (SANTAELLA, 2003). Isto acontece graças às interfaces, que não só transformam o conteúdo em códigos de zeros e uns29, mas o traduzem e o interpretam em uma linguagem acessível, ou seja, a nossa.
A noção de interface não deve limitar-se, porém, apenas às técnicas de comunicação contemporânea, nos alerta Lévy (1993). De acordo com o autor, a impressão, por exemplo, no momento em que foi inventada, possibilitou uma melhor relação entre leitor e texto would be equally well employed if it were kept for digital operations only. Borrowed from biology, the word is still relatively arbitrary and metaphorical, bits are not exactly analogues of genes […] but in both cases, digital and genetic, the almost infinite combination of data constitutes a complex and powerful language (COUCHOT, 2002, p.04).
29 De acordo com o autor americano Nicholas Negroponte (1995), os códigos de uns e zeros, ou bits como especificamente identificados na área da informática, são o elemento atômico no “DNA” da informação digital, ou seja, toda informação que for digitalizada, passada do material físico para o ambiente virtual de um computador, seja esta texto, áudio ou vídeo, será reduzida a estes códigos. Para o autor, “um bit não tem cor, tamanho ou peso e é capaz de viajar à velocidade da luz” (op. cit., p.19).
totalmente diferente se comparada com o texto manuscrito: além de padronizar a informação, permite uma consulta rápida e não linear do conteúdo, etc.
Sendo assim, podemos considerar como interface todo e qualquer meio que viabilize e ajude a “comunicação” entre indivíduo e conteúdo do meio. Ou seja, a xilogravura, a litografia e os tipos móveis além de terem sido uma interface entre o artista e a confecção do cartaz, também foram, de certa forma, meios predecessores da interface que conhecemos hoje. Em relação a isto, Freitas (LEÃO, 2005) afirma que podemos sim considerar a interface, dentro do universo dos objetos, como o elemento que, fisicamente, se interpõe entre o corpo humano e o objeto propriamente dito:
Uma porta ou uma maçaneta, por exemplo, podem ser qualificadas como a interface entre o corredor e o quarto de uma residência qualquer. Se a porta, como um vedante, nos permite ou não a passagem, a maçaneta nos autoriza ou não esta passagem. É importante notar que na interface “porta”, além de reconhecermos um elemento que se interpõe entre um ambiente e outro, sua própria composição estabelece diferentes graus de importância entre seus componentes, isto é, a porta fechada veda a passagem, mas sua maçaneta autoriza ou não nossa transição (op. cit., p.189).
O mesmo acontece hoje com a interface na informática ou, interface gráfica do usuário (GUI). Em seu sentido mais amplo, a interface gráfica do usuário é definida como o software que permite a interação entre o usuário e o computador, traduzindo e dando forma ao conteúdo exposto. Em outras palavras, “uma interface está entre o humano e o maquínico, uma espécie de membrana, dividindo e ao mesmo tempo conectando dois mundos que estão alheios, mas também dependentes um do outro” (POSTER apud SANTAELLA, 2003, p.91).
De acordo com Johnson (2001), a interface atua como um intérprete, intervindo entre as duas partes, tornando-as sensíveis uma com a outra e criando uma relação semântica, ou seja, estabelecida por meio de significados e expressões e não pela força física. Segundo o autor, “para que a mágica da revolução digital ocorra, um computador deve também representar-se a si mesmo, ao usuário, numa linguagem que este compreenda” (op. cit., p.17).
A GUI nasceu da tese de doutorado do americano Ivan Sutherland, pesquisador da Xerox Parc, em 1963, nos Estados Unidos. Seu projeto, o Sketchpad30, era um programa cujo
sistema interpretava desenhos de linhas em tempo real feitos com uma caneta ótica (lightpen) diretamente sobre a tela do computador.
Muitos acreditam que o Sketchpad desencadeou a ideia da computação gráfica interativa, além de outros conceitos, tais como: “gráficos dinâmicos, simulação visual, resolução restrita, rastreamento de caneta e um sistema infinito de coordenadas, para citar
alguns. O bloco de notas foi o BigBang da computação gráfica” (NEGROPONTE, 1995, p.102).
Um ano após a apresentação do Sketchpad, Doug Engelbart desenvolve o "Indicador de posição de X-Y para um sistema de exibição”31. O esboço do mouse, como batizado pouco tempo depois, foi criado durante uma conferência em 1961, após Engelbart concluir que não havia no mercado um dispositivo indicador e localizador de objetos e textos virtuais (hiperlinks) que fosse suficientemente eficiente. Em 1965 o projeto foi testado e aprovado pela National Aeronautics and Space Administration - NASA32
, passando a fazer parte dos
projetos encaminhados pela instituição.
Figura 14: Protótipo do mouse Engelbart Figura 15: Sketchpad de Sutherland
Fonte figura 14: http://en.wikipedia.org/wiki/File:SRI_Computer_Mouse.jpg Fonte figura 15: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Sketchpad-Apple.jpg
Engelbart chegou a produzir os principais dispositivos e interfaces que usamos atualmente em nosso cotidiano. Segundo Santaella (2003, p.91), “foi Doug Engelbart o criador das noções básicas de interface e ambiente de resposta [...], o processador de texto, o mouse e as janelas com os menus”. Devido às suas inúmeras contribuições, ele é tido como o pai da interface e quem de fato estabeleceu o espaço-informação da interface contemporânea:
A adoção generalizada da GUI operou uma mudança colossal no modo como os seres humanos e os computadores interagem, e expandiu enormemente a capacidade de usar os computadores entre pessoas antes alienadas [...]. As metáforas visuais que a demonstração de Engelbart produziu pela primeira vez na década de 1960 tiveram provavelmente mais a ver com a popularização da revolução digital do que qualquer outro avanço já registrado (JOHNSON, 2001, p.18).
31
Tradução livre de: X-Y position indicator for a display system. 32 Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço em inglês.
A interface que utilizamos hoje em nada se assemelha aos projetos anteriores, desenvolvidos no começo da cultura digital. A partir da década de 1990, a identidade visual e sua programação das interfaces gráficas começaram a sofrer mudanças cada vez mais rápidas:
Se na década de 1970 os projetistas da Xerox Parc modelaram o primeiro GUI para simular uma mesa de escritório, por imaginar que o computador que estavam projetando seria usado no escritório, na década de 1990, o uso dos computadores como principal mídia de acesso os fez recorrer à interfaces de dispositivos de mídias já conhecidas, como o VCR ou dispositivos de controle de aúdio de CD. (MANOVICH, 2001, p.95)33.
No final da década de 1990, com a popularização da Internet, as remediações cada vez mais rápidas entre mídias, o surgimento de novos dispositivos e o aperfeiçoamento das GUI, a interface deixa de ser apenas uma ferramenta auxiliar e passa a ser considerada uma liguagem universal e indispensável no dia-a-dia da sociedade. "Como a janela de um navegador da Web veio para substituir a tela do cinema, a parede de uma galeria de arte, um edifício e um livro, todos de uma só vez, a nova situação se manifesta por si só: toda a nossa cultura, o passado e o presente, está sendo filtrada por meio de um computador junto com sua interface humano- computador” (MANOVICH, 2001, p.76)34.