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MARKANIN HACZİ VE MARKAYA ETKİSİ

H. Marka Üzerindeki Rehin Hakkının Sona Ermesi

IV. MARKANIN HACZİ VE MARKAYA ETKİSİ

Foram coletados sedimentos nos três compartimentos de relevo praial (pós-praia, estirâncio e antepraia) para verificação da distribuição granulométrica e entendimento dos ambientes deposicionais.

Embasando-se nas considerações de Suguio (1973), a análise granulométrica permitiu caracterizar e classificar os sedimentos das praias de Cacimbinha e Madeiro. No entanto, a análise foi realizada, apenas, no material proveniente do campo realizado no mês de março. Foi realizada a pipetagem e o peneiramento, sendo a primeira destinada à quantificação dos sedimentos finos (Tabela 03).

Pipetagem (Março de 2012)

Ponto A Argila + Silte

Pós-praia 0,0031 Estirâncio 0,0042 Antepraia 0,0039 Ponto B Pós-praia 0,0287 Estirâncio 0,0062 Antepraia 0,0041 Ponto C Pós-praia 0,0055 Estirâncio 0,0047 Antepraia 0,0047 Ponto D Pós-praia 0,0024 Estirâncio 0,0039 Antepraia 0,0058

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A partir das análises foram observadas que em todas as amostras encontraram-se sedimentos de frações mais finas, provavelmente, estes sedimentos são provenientes das falésias que bordejam este litoral. Nesse sentido, o compartimento pós-praia do ponto B exibiu a maior quantidade de sedimentos finos em virtude da ausência de vegetação e dos processos erosivos de sua falésia. Enquanto que o ponto D apresentou a menor quantidade por apresentar vegetação mais densa.

Quanto aos sedimentos grossos, realizou-se o peneiramento a seco utilizando-se da classificação proposta por Folk (1954). Através dos resultados obtidos, notou-se que no ponto D foi constatada maior presença de sedimentos na fração areia fina nos compartimentos estirâncio e antepraia, com exceção do pós-praia que apresentou sedimentos médios. Os pontos B e C, localizados no centro da área, apresentaram areias com granulometria média em todos os compartimentos, sendo que o ponto B apresentou sedimentos mais grossos que o ponto C (Gráfico 09). O ponto A apresentou sedimentos na fração areia média nos compartimentos estirâncio e antepraia, já o pós-praia apresentou areias predominantemente finas.

Abreviações:

 PA PP: Ponto A Pós-praia; PA EST: Ponto A estirâncio; PA ANT: Ponto A antepraia.  PB PP: Ponto B Pós-praia; PB EST: Ponto B estirâncio; PB ANT: Ponto B antepraia.  PC PP: Ponto C Pós-praia; PC EST: Ponto C estirâncio; PC ANT: Ponto C antepraia.  PD PP: Ponto D Pós-praia; PD EST: Ponto D estirâncio; PD ANT: Ponto D antepraia.

Gráfico 09: Curvas cumulativas dos compartimentos pós-praia, estirâncio e antepraia dos Pontos A, B, C e D.

0 10 20

0,001 0,01 0,1 1 10 100

Abertura das peneiras (mm)

C U R V A S G R A N U L O M É T I C A S

PA PP PA ES PA ANT PB PP PB ES PB ANT

PC PP PC ES PC ANT PD PP PD ES PD ANT

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Ao examinar o gráfico de curvas cumulativas (Gráfico 10), de maneira geral, foram percebidos três tipos de comportamento nas curvas, que foram ratificados por meio de análise estatística (Gráfico 10), podendo-se afirmar que há três grupos distintos: Grupo 1, Grupo 2 e Grupo 3, sendo que os Grupos 2 e 3 são aproximadamente semelhantes. A apreciação

estatística foi realizada através do programa “Past Paleontological Statistics” por meio de

análise de clusters empregando-se o método Ward’s.

Gráfico 10: Apreciação estatística (dendrograma) por meio de análise de clusters utilizando-se do método de

Ward nas amostras dos compartimentos pós-praia, estirâncio e antepraia dos Pontos A, B, C e D.

No Grupo 1, observam-se as amostras com granulometria mais fina (PD ANT; PD EST; PA PP; PC ANT; PC EST). O Grupo 3 é representado pelas amostras PC PP; PA ANT; PB ANT e apresentaram granulometrias tendentes para frações de areias mais grossas. As demais amostras (PB PP; PB EST; PA EST e PD PP) enquadram-se no Grupo 2 apresentando curvas cumulativas encontradas na parte central do gráfico, e portanto, representam a maioria das amostras. Assim, com base nestas observações, foi constatado que cada compartimento de relevo praial possui um padrão sedimentológico (Figura 26).

Os compartimentos estirâncio e antepraia dos pontos A e B apresentaram padrões semelhantes, o mesmo ocorre nos pontos C e D, o que permite afirmar a existência de diferentes dinâmicas deposicionais nas praias de Cacimbinha e do Madeiro em virtude das condições ambientais locais. Desse modo, a porção norte da área pode ser classificada como mais dinâmica (Pontos A e B), em detrimento da porção sul (Pontos C e D), uma vez que a primeira apresentou sedimentos com granulometria média, tendendo para frações grosseiras.

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Já os pontos C e D apresentaram nos compartimentos estirâncio e antepraia, sedimentos na fração areia média tendendo a areia fina, o que indica um ambiente de menor dinâmica.

Figura 26: Distribuição dos grupos de sedimentos na fração areia média tendendo para fina (Grupo 1), média (Grupo 2) e média tendendo para grossa (Grupo 3).

Fotos: Ronaldo Diniz (IDEMA, 31/03/2010).

Quanto ao grau de selecionamento dos grãos, a variação dos pontos ficou entre bem selecionados (compartimentos pós-praia e estirâncio) a moderadamente selecionados (compartimento antepraia). Todos os pontos apresentaram classificação quanto a curtose: mesocúrtica (curvas de distribuição normal (MUEHE,2011) com exceção do estirâncio do ponto A (leptocúrtica – sedimento bem selecionado na parte central da distribuição – configuração esbelta).

PONTO A - PÓS-PRAIA: GRUPO 1 PONTO A - ESTIRÂNCIO: GRUPO 2 PONTO A - ANTEPRAIA: GRUPO 3

PONTO B - PÓS-PRAIA: GRUPO 2 PONTO B - ESTIRÂNCIO: GRUPO 2 PONTO B - ANTEPRAIA: GRUPO 3

PONTO C - PÓS-PRAIA: GRUPO 3 PONTO C - ESTIRÂNCIO: GRUPO 1 PONTO C - ANTEPRAIA: GRUPO 1

PONTO D - PÓS-PRAIA: GRUPO 2 PONTO D - ESTIRÂNCIO: GRUPO 1 PONTO D - ANTEPRAIA: GRUPO 1 PÓS-PRAIA

ESTIRÂNCIO

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Quanto ao grau de simetria, os pontos apresentaram variações entre aproximadamente simétricos na maioria dos compartimentos, e assimetria negativa (tendendo para o lado das frações grossas) nos pontos A (estirâncio e antepraia) e C (Pós-praia). Com exceção da antepraia pertencente ao ponto D que apresentou assimetria positiva (tendência para material fino). (SUGUIO, 1973)

Portanto, pôde-se concluir que os sedimentos analisados das praias de Cacimbinha e do Madeiro possuem granulometrias que variam de areia média a areia fina, bem selecionada/moderadamente selecionada, mesocúrtica e aproximadamente assimétrica.

2.4.1.4 Interpretações sobre a morfodinâmica das praias de Cacimbinha e do Madeiro

Diante do que foi apresentado, torna-se importante destacar algumas interpretações a respeito da morfodinâmica praial de Cacimbinha e do Madeiro, tais como: os quatro pontos monitorados apresentaram comportamentos topográficos distintos no que se refere aos momentos de erosão e deposição (emagrecimento e engorda) nas praias. O ponto A apresentou engorda praial no inverno e emagrecimento no verão, assumindo um caráter cíclico.

Os pontos C e D apresentaram um comportamento semelhante entre si, porém contrário ao ponto A, ou seja, engordam no verão e emagrecem no inverno. O ponto B, por sua vez, apresentou as menores variações topográficas, permitindo classificá-lo como o ponto mais estável em relação aos processos de erosão/deposição praial. No que se refere a velocidades de corrente de deriva litorânea (m/s) verificou-se que na maioria das vezes as maiores velocidades expressam no perfil praial remoção de sedimentos. Os maiores períodos de onda estão associados, na maioria das vezes, às maiores taxas de deposição e as maiores alturas de onda foram percebidas no mês de julho, onde ocorreu deposição nos ponto A e B em detrimento de uma erosão nos pontos C e D.

Diante dos resultados apresentados foi possível perceber variações topográficas nas praias, o que permite afirmar que cada fragmento praial comporta-se de maneira distinta e mais ainda, torna-se possível concluir que no inverno a porção norte da área que corresponde à praia de Cacimbinha, comporta maior volume de sedimentos quando comparada a porção sul (praia do Madeiro) no mesmo período. Em março ocorreu uma inversão, isto é, a porção sul comportou maior quantidade de sedimentos quando comparada a porção norte da área.

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Quanto aos resultados da análise sedimentológica, pode-se aferir que o Ponto A apresentou sedimentos de tamanho médio nos compartimentos estirâncio e antepraia, já o pós- praia conteve sedimentos predominantemente finos, provavelmente, ocasionado pela erosão da falésia. No Ponto B foi identificada a incidência predominante de sedimentos médios em todos os compartimentos praiais, assim como no Ponto C. O testemunho retirado do terraço ratificou a ocorrência de sucessivos processos de deposição (praia/falésia) ocasionados pela sazonalidade climática e marítima. Por fim, no ponto D foi constatada maior presença de sedimentos finos nos compartimentos estirâncio e antepraia, fato este justificado pelo contato direto das águas com o promontório provocando erosão, com exceção do pós-praia que apresentou sedimentos médios.

2.5 Considerações sobre as assinaturas dos depósitos das praias de Cacimbinha e do Madeiro As análises realizadas no LabGeoFis permitiram a elaboração de alguns gráficos representativos dos valores encontrados para algumas análises quantitativas. Utilizando das informações abstraídas de esforços realizados no entendimento das análises granulométricas em diversos estudos, puderam-se tecer algumas considerações acercar destes produtos visuais. No que se refere às curvas granulométricas dos materiais estudados (Gráfico 10), pode-se dizer que a maioria dos depósitos apresentou granulometrias enquadrada em areias com presença de cascalho, todavia as análises das curvas acumulativas evidenciaram uma inclinação das curvas para esquerda do gráfico indicando sedimentos finos, sendo que a face da falésia vegetada do ponto D se sobressaiu em detrimento dos demais depósitos como o depósito mais tendencioso para fração areia grossa. Enquanto que a falésia do ponto C apresentou maior proporção de sedimentos finos.

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Gráfico 10: Curvas de frequência cumulativa dos depósitos das praias de Cacimbinha e do Madeiro, Tibau do Sul-RN.

Gráfico 11: Apreciação estatística (dendrograma) por meio de análise de clusters utilizando-se do método de Ward para os valores de frequência acumulativa.

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 0,001 0,01 0,1 1 10 100 P or ce n ta ge n s re tid a s a cu m u lad a s

Abertura das peneiras (mm)

C U R V A S ACUMULATIVAS DOS DEPÓSITOS DAS

Benzer Belgeler