E ɸ (Phi) CORRESPONDENTE D (mm) Φ (Phi) > 2.000 -1.0 1.000 0.0 0.500 1.0 0.250 2.0 0.125 3.0 0.063 4.0
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além disso, contribuem para descoberta do sentido do transporte sedimentar ocorrido em um dado ambiente.
O SAG também fornece medidas de grau de dispersão em torno da tendência central (desvio médio, desvio padrão, desvio dos quartéis). De maneira mais clara, essas medidas mostram o espalhamento da amostra em torno da tendência central. Já os gráficos de
frequência cumulativa “podem dar indicações fornecidas pelos histogramas sobre a natureza de frequência granulométrica dos sedimentos” (SUGUIO, 1973, p. 75). A partir do gráfico
gerado observa-se que a classe modal se encontra na parte central da curva, onde é possível reconhecer, visualmente, o tipo de amostra tratada. O gráfico de curvas acumulativas típicas de alguns sedimentos (Gráfico 01) exemplifica modelos de comportamento de curvas acumulativas em quatro tipos de depósitos.
Gráfico 01: Curvas acumulativas típicas de alguns sedimentos (Segundo Krumbein e Sloss, 1963.). Fonte: Suguio (1973).
As curvas podem apresentar mesma granulometria média e mesmo grau de dispersão, todavia podem ter assimetria diferente. A assimetria refere-se à tendência dos dados dispersarem de um lado ou para outro lado (direita ou esquerda), assim esta pode ser positiva ou negativa. No caso de positiva, a cauda do gráfico de frequência de distribuição granulométrica (Suguio, 1973, p.77) estará para o lado direito onde se encontram as frações granulométricas mais finas, caso a curva apresente-se do lado esquerdo, a amostra estará voltada para as frações grosseiras.
A curtose também é uma medida utilizada na análise de sedimentos, ela consiste no grau de achatamento de uma curva em relação à curva representativa de uma distribuição
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normal e indica “a razão de espalhamento médio das caudas da distribuição em relação ao
desvio padrão” (SUGUIO, 1973, p. 89). A curtose pode ser muito platicúrtica, platicúrtica,
mesocúrtica, leptocúrtica, muito leptocúrtica ou extremamente leptocúrtica.
Os valores de curtose muito altos ou muito baixos podem sugerir que um tipo de material foi transportado de uma determinada área-fonte e depositado sem perder suas características originais. A curva platicúrtica mostra um espalhamento de sedimentos mais finos e mais grossos nas caudas, indicando mistura de diferentes sub-populações. A ausência de espalhamento de sedimentos nas curvas leptocúrticas indica sedimentos bem selecionados na parte central da distribuição. (JESUS e ANDRADE, 2013, p. 5).
Diante disso, Suguio (1973) fornece como suporte para interpretação desses dados alguns estudos sobre correlações de comportamento estatístico dos sedimentos, como por exemplo, a assimetria e a curtose são os parâmetros que melhor indicam a diferenciação de ambientes; e as areias de dunas possuem assimetria positiva quando comparadas aos sedimentos praiais. Dessa forma, essas informações contribuíram para a análise dos resultados indicados pelo SAG.
O programa dispõe também de classificações granulométricas, tais como: Classificação textural de Folk, Classificação Larsonneur, Classificação Shepart e Classificação pela média. Neste trabalho foram utilizadas a classificação pela média e a classificação de Folk.
Portanto, os resultados fornecidos pelo SAG contribuíram para a análise das amostras no que se refere à textura, quantidade de determinado tipo de granulometria na amostra, energia do ambiente de sedimentação; além de permitir um rápido diagnóstico da amostragem (devido aos gráficos fornecidos), atrelado à teoria e aos conceitos da sedimentologia.
Por fim, ainda com relação aos dados estatísticos gerados, é importante salientar que estes também foram avaliados com ajuda do software “Past Paleontological Statistics” utilizando a análise de agrupamento (clusters analysis) pela variância mínima (Ward’s) que possui como enfoque a variabilidade em cada grupo (LANDIM, 2011, p.69). O resultado gerado permitiu definir grupos de amostras apresentados em forma de gráficos dendrogramas.
1.4.3.1.1 Morfometria e morfoscopia dos grãos
A morfometria corresponde ao formato dos grãos quanto ao seu grau de esfericidade e de rolamento (ou arredondamento). Estas informações contribuem na análise acerca do
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ambiente deposicional pertencente ao conjunto de sedimentos analisados, além de entender o histórico de transporte dos mesmos. Todavia, algumas observações devem ser consideradas no momento da interpretação dessas características dos grãos como bem ressalta Suguio (1973):
Conforme o autor, o arredondamento dos sedimentos induz a um grau de maturidade4 , desse modo, as areias só atingem maturidade quando passam por diversos ciclos sucessivos e apresentam grãos moderadamente ou bem arredondados.
No caso de material conglomerático, o arredondamento é ocasionado em tempo menor
quando comparado ao tempo em que as areias levam para o atingir.
Outra nota importante refere-se à dimensão das partículas e seu arredondamento, sendo
que as partículas de tamanho maior tende a ser mais arredondadas em detrimento das partículas menores, isso se deve ao fato da partícula menor ser transportada por suspensão e as maiores por meio de desgaste mecânico.
Contudo, de acordo com Dias (2004), muitas foram as tentativas de se desenvolver métodos práticos para determinação do rolamento dos grãos. No entanto, foi em meados do século XX que Powers (1954) propôs uma escala visual e prática para determinação destas características, e ainda hoje continua sendo utilizada por vários pesquisadores do mundo. Tal escala foi subdividida em 6 classes: muito angular, angular, sub-angular, sub-rolado, rolado, bem rolado. (Figura 07 e 08).
Figura 07: Escala de rolamento de Power (1953). a- muito angular; b – angular; c -
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Refere-se a uma medida de aproximação dos sedimentos de natureza clástica de um tempo final, onde durante o passar deste tempo os processos genéticos foram efetivos.
Figura 08: Escala de rolamento de Power (1953) indicando a baixa e a alta esfericidade dos grãos. Fonte: Dias (2004).
ALTA