2.9. Uluslararası Marka Kavramı
2.10.3. Markalaşma Sürecine Giriş
a) Consumo mensal de material lenhoso e rocha calcária por estabelecimento
As unidades C1 e C2 são responsáveis por aproximadamente 66,7% de todo o consumo mensal de calcário e de material lenhoso levantado em nossa amostra. Isto decorre diretamente da capacidade instalada que C1 e C2 possuem: quatro e três fornos respectivamente. Juntas as cinco caieiras acompanhadas consomem um total de 1.440 toneladas de rocha calcária e 864 metros cúbicos estéreis de lenha por mês (TABELA 06).
Sendo que esse consumo ocorre a pleno somente nos meses em que não há precipitações, geralmente de 6 a 7 meses por ano, e nos períodos chuvosos o consumo se reduz a metade.
TABELA 06 – Consumo de matéria prima (lenha e rocha calcária)
98 Calcário (t) Lenha (m3) C1 160 96 C2 640 384 C3 320 192 C4 160 96 C5 160 96 Total 1440 864
Fonte: Pesquisa direta, 2004-2005.
* Durante os meses chuvosos a produção e o consumo caem em média 50%.
b) Descrição petrográfica das amostras de rochas calcárias colhidas na caieira C2
Foram colhidas duas amostras de rochas calcárias que são utilizadas na fabricação da cal virgem e/ou hidratada e do produto de nome comercial “supercal”, e realizadas as descrições petrográficas pela geóloga Anna Paula Lima Costa – Msc. Em Geologia do Pré- Cambriano e Caracterização de Rochas Ornamentais, UFC. As análises apresentaram os seguintes resultados:
1. Amostra K – 1A e 2A – Utilizada na fabricação da cal virgem e/ou hidratada
I - DESCRIÇÃO PETROGRÁFICA Nome da Rocha: Carbonatito
Origem: Ígnea ultrabásica
Composição Mineralógica: constituída essencialmente por calcita, dolomita. Minerais acessórios: piroxênios, nefelina, apatita
Textura Microscópica: Magmática. Grau de cristalinidade: hipocristalina Grau de visibilidade: afanítica
Tamanho dos cristais: densa a fina Descrição Macroscópica
Estrutura: Maciça Cor: Preta a Cinza-escuro
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Granulação: fina à densa
OBS: O nome carbonatito classifica uma considerável variedade de rochas vulcânicas e ígneas intrusivas cujos principais constituintes são minerais carbonáticos na proporção de 50% ou mais. O carbonatito é exceção quanto ao índice de coloração: é a única rocha ultrabásica que é constituída essencialmente por minerais pesados claros (carbonatos), classificando-a como leucocrática.
Esta rocha é muito utilizada como cimento, pedra de construção, cal, calcificação de solos (corretivo de solos) e como fundente na metalurgia.
Os carbonatitos, por possuírem elevado teor de carbonatos, podem agir como corretivo de acidez do solo e fonte de nutrientes, pois apresentam altos teores de cálcio e magnésio (calcita e dolomita) e, em menores concentrações, potássio (flogopita), fósforo (apatita) e alguns micronutrientes.
Também pode ser usada na pavimentação com a denominação genérica de pedra portuguesa.
Assim como recomendado anteriormente para cada tipo de aplicação é necessário um tipo mais específico de pesquisa. No uso como matéria prima é necessário o levantamento geológico assim como as analises geoquímica.
*Assim como recomendado anteriormente para cada tipo de aplicação é necessário um tipo de pesquisa no uso como matéria prima é necessário o levantamento geológico assim como as analises geoquímica.
2. Amostra K – 1B e 2B – Utilizada na fabricação do “supercal” II - DESCRIÇÃO PETROGRÁFICA
Nome da Rocha: Tremolita-calcita mármore (Mármore Cálcico) Origem: Metamórfica
Composição Mineralógica: Calcita (80%), Dolomita (5%), Tremolita (10%) e Augita e/ou epidoto (5%).
Textura Microscópica: Granoblástica – os cristais de calcita apresenta-se na forma de mosaico mais ou menos equidimencionais, com forte tendência ao empacotamento hexagonal.
Descrição Macroscópica Estrutura: Maciça Cor: Cinza-claro a branca Granulação: Média a grossa
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baixo. Por se tratar de uma rocha de cor branca como é o caso dos mármores, sua utilização como rocha ornamental é muito visada, mas é necessário levantamento geológico voltado para esse tipo de aplicação.
- É indicado na produção de cal e se houver porções deste material com predomínio magnesianos para utilização como corretivo agrícola.
É importante salientar que este tipo de avaliação, descrição petrográfica, é um método utilizado apenas para conhecer algumas das características da rocha, são necessários estudos mais específicos para cada tipo de aplicação para o qual se deseja destinar o material, seja para uso no setor de rochas ornamentais e/ou na fabricação de cimento etc.
Se a destinação for o setor de rochas ornamentais, aconselha-se o levantamento geológico com a realização de mapeamento visando à avaliação e identificar dos corpos rochosos com características qualitativa e quantitativa positivas assim como a realização de ensaios de caracterização tecnológica que são procedimentos exigidos pelo DNPM, para a exploração de materiais de origem mineral.
Para a utilização como matéria prima, também é necessário o levantamento geológico da área e a execução de análises química para identificar minerais que por ventura possam prejudicar a produção, como é o caso da sílica.
c) Análise da composição química das amostras das rochas calcárias colhidas na caieira C2 Partes das mesmas amostras colhidas anteriormente foram submetidas a ensaios na Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial – NUTEC, onde se realizaram as análises químicas e físico-químicas, na Divisão de Materiais – DIMAT, apresentando os seguintes resultados:
Amostras Determinações
70/05 (K-B) 71/05 (K-A)
Óxido de cálcio (em % CaO) 32,04 49,70
Óxido de Magnésio (em % MgO) 18,27 1,60
Sílica (em % SiO2) 0,01 1,99
Ferro (em % de Fe2O3) 0,98 1,08
Perda por calcinação a 1000º C (em %) 44,05 41,89
Alumínio (em % de Al2O3) < 0,01 0,16
Resíduo Insolúvel (em %) 3,32 4,02
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As espécies vegetais utilizadas como dendro-energéticos são originárias da vegetação nativa da região que é característica da tipologia de caatinga arbustiva aberta. Conforme levantamento de campo e consulta aos agricultores da região as espécies mais comercializadas e utilizadas como recurso energético nas caieiras estão relacionadas na FIGURA 27.
Nome vulgar Nome científico Família
CATINGUEIRA
Caesalpinia pyramidalis Tul
Leguminosae
JUREMA BRANCA
Piptadenia stipulacea (Benth.) Ducke
Leguminosae
JUREMA PRETA
Mimosa tenuiflora (Willd) Poir
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MARMELEIRO
Croton sonderianus Muell. Agr.
Euphorbiaceae
MORORÓ
Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud
Leguminosae
SABIÁ
Mimosa caesalpiniifolia Benth
Leguminosae
TIMBAÚNA
Enterolobium contortisiliquum
Morong
Leguminosae
FIGURA 27 - Espécies vegetais identificadas e utilizadas como lenha
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