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2.2. Tüketici Temelli Marka Değeri Kavramı

2.2.5. Tüketici Temelli Marka Değerinin Boyutları

2.2.5.3. Markadan Algılanan Kalite

Regionalmente, os xistos grafitosos, correlacionados ao Grupo Macaúbas, englobam grafita xisto, fibrolita-grafita xisto, grafita-quartzo xisto, grafita-quartzo-feldspato xisto e grafita-quartzo- feldspato-fibrolita xisto, que podem conter intercalações de quartzito grafitoso ou não. Estes xistos têm coloração cinza escura com tons prateados e granulação variando desde muito fina a média. Em geral, apresentam-se intensamente dobrados (Fig. 4.1 e 4.2).

A textura dos xistos grafitosos é essencialmente lepidoblástica, com a foliação metamórfica marcada pela orientação de grafita e sillimanita fibrosa (fibrolita), e pelo quartzo alongado. Estas feições decritas acima e a forte lineação observada em campo sugerem que o quartzo está estirado.

Figura 4.1: Afloramento de xistos grafitosos na mina de Pouso Alegre, Mineração Carbo Grafite, Maiquinique, sul da Bahia. Observar os corpos quartzo-feldspático-muscovíticos, de cor clara, que se intercalam com o xisto, denunciando os efeitos da fusão parcial sobre intercalações ricas em muscovita, mas pobres em grafita.

Sua composição mineralógica essencial consiste de quartzo, grafita, feldspato potássico, fibrolita e plagioclásio (Fig. 4.3). Os minerais acessórios são biotita (que pode estar presente em percentagem maior e se tornar mineral essencial), muscovita, zircão, rutilo, titanita, apatita, pirita, pirrotita e calcopirita. A mineralogia de alteração inclui carbonato, sericita, clorita e hidróxidos de ferro.

A grafita associa-se aos sulfetos e a fibrolita e ocorre intercrescida com biotita e pirita. O intemperismo é marcado pela forte caulinização do feldspato. A grafita apresenta-se principalmente na forma de palhetas com extremidades esfarrapadas e minoritariamente, como palhetas lamelares (Fig. 4.3 e 4.4).

Figura 4.2: Afloramento de fibrolita-grafita xisto da mina abandonada de Pedro Perdido, Jordânia, Minas Gerais. As vênulas e pequenos bolsões, brancos, são agregados quartzo-feldspáticos originados por fusão parcial localizada.

Figura 4.3: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares com pontas esfarrapadas (amostra J2, Pedra Azul, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento das palhetas varia entre 0,20 e 0,35mm.

Figura 4.4: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares (amostra J7, Pedro Perdido, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento médio das palhetas é entre 0,10 e 0,25mm.

grf

grf

32 O plagioclásio apresenta bordas de albitização. O feldspato potássico é pertítico e apresenta estrutura mirmequítica, além de maclas da microclina e de Carlsbad, deformadas. A sillimanita é fibrosa (fibrolita), distribui-se ao longo da foliação e pode formar agregados elipsoidais (novelos) ou estar inclusa, como feixes de fibras, nos cristais de feldspato.

O xisto peraluminoso se associa às camadas de xisto grafitoso. Este xisto peraluminoso, na região de Jordânia-Bandeira-Maiquinique é um fibrolita-mica xisto (Fig. 4.5) de coloração amarelada com e granulação variando de média a grossa. As micas são biotita, majoritariamente, e muscovita. Os demais minerais essenciais são quartzo, feldspato potássico e plagioclásio. Os acessórios são granada, zircão, apatita e opacos. Na presente dissertação não se conseguiu coletar amostra deste xisto adequada para análise de química mineral.

Aos xistos grafitosos e peraluminosos associam-se uma grande quantidade de intercalações quartzo-feldspático-muscovíticas, com formas de camadas, veios e bolsões, que denunciam a incidência de fusão parcial extensiva sobre rocha que teria sido provavelmente rica em muscovita, mas pobre em grafita. Esta interpretação faz alusão a camadas de pelito branco, muito pobres em ferro e que seriam depositadas entre as camadas ricas em matéria orgânica (responsáveis pelo ambiente redutor e conseqüente migração do ferro na forma de Fe2+). As camadas de pelito branco seriam progressivamente recristalizadas em muscovita xisto (Fig. 4.6), até se tornarem mais susceptíveis à fusão parcial extensiva do que as camadas ricas em grafita. A migração do ferro, por seu turno, deixaria toda a pilha empobrecida neste elemento, fato que é evidenciado pela escassez de biotita e granada.

Figura 4.6: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares (amostra J23, Maiquinique, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento das palhetas varia entre 0,20 e 0,30mm

ms grf

0,30 mm

Fig. 4.5: Fibrolita-mica xisto do Grupo Macaúbas na região de Jordânia-Bandeira-Maiquinique. A fibrolita forma novelos branco-amarelados, elipsoidais, estirados paralelamente à foliação regional marcada pelas micas.

No mesmo rumo pode-se interpretar a pequena quantidade de muscovita nos xistos grafitosos, uma vez que esta mica é um importante reagente das reações metamórficas em pelitos e pode ter sido quase inteiramente consumida, para dar origem à sillimanita mais a mistura quartzo-feldspática que se observa em vênulas e pequenos bolsões (Turner, 1981; Yardley, 1989).

O metamorfismo dos xistos grafitosos é caracterizado pela associação mineral que materializa as foliações regionais, dadas por quartzo + feldspatos + sillimanita + biotita ± muscovita. Esta associação é indicadora da fácies anfibolito e sua relação com a presença dos mobilizados quartzo- feldspático-muscovíticos sugere temperatura da ordem da primeira isógrada da anatexia (ca. 650- 700° C), (Yardley, 1989).

Esta avaliação qualitativa das condições do metamorfismo é condizente com a associação metamórfica do xisto peraluminoso que se associa às camadas de xisto grafitoso.

IV.2- Grafita Gnaisse e Gnaisses Peraluminosos Associados

Grafita gnaisse é a principal rocha portadora dos minérios de grafita do Complexo Jequitinhonha (Fig. 4.7). Esta rocha constitui camadas intercaladas com gnaisses peraluminosos que podem conter grafita em quantidades muito inferiores às do grafita gnaisse. Enfatiza-se, entretanto, que os depósitos de grafita economicamente relevantes são restritos às camadas ricas em grafita gnaisse que, por estarem semi-intemperizadas, são friáveis. O intemperismo torna a rocha grafitosa mais facilmente desagregável, facilitando a liberação dos cristais de grafita durante o beneficiamento, e contribui para aumentar a concentração do minério em decorrência da lixiviação de outros componentes.

O grafita gnaisse possui coloração acinzentada e granulação variável de média a grossa, raramente fina. A textura é lepidoblástica e a estrutura é frequentemente dobrada (Fig. 4.8).

Figura 4.7: Foto de amostra do grafita gnaisse da Fazenda Pratinha, localidade de Santana, localizada cerca de 18 km a oeste de Salto da Divisa.

Benzer Belgeler