2.2. Tüketici Temelli Marka Değeri Kavramı
2.2.3. Marka Değerinin Ölçümü
A Província Grafítica Bahia-Minas Gerais engloba os depósitos de grafita situados nos municípios de Almenara, Bandeira, Guaratinga, Itamaraju, Jacinto, Jordânia, Maiquinique, Mata Verde, Pedra Azul, Salto da Divisa e Santa Maria do Salto, dentre outros que se localizam no nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia (Fig. 1.2 e 2.2).
Faria (1997) discriminou os tipos de mineralizações de grafita que denominou Tipo Pedra Azul (PAZ) e Tipo Salto da Divisa-Itamaraju (SAI). As mineralizações de grafita do tipo PAZ têm granulação relativamente fina (flake fino a microcristalina). Estes depósitos se encontram em pacotes de xisto pelítico com intercalações de quartzito, correlacionáveis ao Grupo Macaúbas ou com posição estratigráfica indeterminada, a exemplo das jazidas das localidades de Grafite e Chapada do Barbado (Pedra Azul), Pedro Perdido (Jordânia) e Pouso Alegre (Maiquinique). Nas mineralizações do tipo PAZ considera-se que o metamorfismo atingiu temperaturas entre 600°C e 700°C. A grafita tem granulação geralmente menor que 1 mm e as maiores concentrações ocorrem em fibrolita-grafita xisto e grafita-quartzo xisto, associados com grande quantidade de veios e bolsões (mobilizados) graníticos.
As mineralizações de grafita do tipo SAI estão associadas à suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha e foram separadas em três subtipos (Faria, 1997):
• Subtipo A - É o mais comum e abrange desde gnaisses pobres em grafita até xistos grossos muito ricos neste mineral. A principal característica são os flakes que definem a foliação regional (Sn), exclusivamente ou em conjunto com biotita e fibrolita. Deste modo, os cristais de grafita crescem durante a formação da foliação Sn e quanto mais grafitosa é a rocha, maior é a deformação nos flakes e em sua matriz. A granulação da grafita varia entre 1 e 3 mm, em média.
• Subtipo B - Ocorre em intercalações quartzo-feldspáticas portadoras de grafita, geradas por fusão parcial in situ no grafita gnaisse e grafita xisto da suíte kinzigítica. Estas fusões são concordantes com a foliação Sn. A grafita caracteriza-se por estar imersa em matriz de composição félsica, com textura ígnea preservada. Os flakes são maiores, atingindo 3 a 5 mm, em comparação com os cristais do subtipo SAI-A.
• Subtipo C – Trata-se do grafita xisto da suíte kinzigítica e encontra-se normalmente associado ao subtipo SAI-B. O grafita xisto é melanocrático, por ser composto majoritariamente por grafita flake, e apresenta xistosidade muito penetrativa.
28 Pedrosa-Soares et al. (1999) e Reis (1999) englobam os tipos de minério de grafita em Tipo Gnaisse e Tipo Xisto. O primeiro tipo, Grafita Gnaisse, associa-se ao Complexo Jequitinhonha e tem como maior exemplo as faixas grafitosas descritas como Tipo SAI por Faria (1997). O tipo Grafita Xisto associa-se ao Grupo Macaúbas e se caracteriza pelo pequeno tamanho relativo dos cristais de grafita (sub-milimétrica), que ocorrem na forma de palhetas tabulares ou palhetas tabulares esfarrapadas, marcando a xistosidade da rocha.
Daconti (2004) utilizou critérios geológicos, estruturais e, principalmente, o tipo de rocha hospedeira da mineralização de grafita para distinguir o Distrito Grafítico Almenara-Salto da Divisa (com minério do tipo grafita gnaisse) do Distrito Grafítico Pedra Azul-Bandeira (tipo grafita xisto). O Distrito Grafítico Almenara-Salto da Divisa, estende-se desde os arredores da cidade de Almenara até a divisa Minas-Bahia, a sudeste da cidade de Salto da Divisa. Situado principalmente nos domínios da suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha e suítes graníticas neoproterozóicas, este distrito compreende os prospectos da Magnesita S.A. e ocorrências de grafita na região de Almenara, as ocorrências em torno do Granito Filinha (Reis, 1999) e a sucessão de afloramentos contendo grafita, alinhados na direção NW-SE, localizados nas proximidades da cidade de Salto da Divisa (Faria, 1997), com destaque para a Mina Fazenda Califórnia, pertencente a Cia. Nacional de Grafite Ltda. As principais características das zonas mineralizadas do Distrito Grafítico Almenara- Salto da Divisa são a predominância do litotipo grafita gnaisse em relação ao grafita xisto, a morfologia microscópica lamelar, subordinadamente esfarrapada, dos cristais de grafita, e palhetas (flakes) maiores que 1 milímetro.
O Distrito Grafítico Pedra Azul-Bandeira (Daconti, 2004) ocupa uma área de aproximadamente 2.500 km2 e engloba parte dos municípios de Pedra Azul, Divisópolis, Mata Verde e Bandeira, a norte do paralelo 16°00’S. Os depósitos de grafita estão em rochas do Grupo Macaúbas e do Complexo Jequitinhonha, às vezes na região de contato entre essas unidades. De leste para oeste destacam-se cinco principais zonas mineralizadas em grafita: i) o prospecto Chapada do Barbado (explorado pela Magnesita); ii) as ocorrências de grafita à margem esquerda do Ribeirão São Francisco; iii) as jazidas do Boqueirão da Salvação (incluindo as minas da Paca e Paquinha lavradas pela Nacional de Grafite); iv) as ocorrências de grafita entre as cidades de Bandeira e Mata Verde; e
v) a Jazida Pedro Perdido e a Mina de Grafite de Pouso Alegre (antiga Mamoré, atual Mineração Carbo Grafite). Nestas zonas mineralizadas, o litotipo grafita xisto é a rocha hospedeira e apresenta cristais de grafita principalmente sob a forma de farrapos (morfologia microscópica) e palhetas menores que 1 milímetro.
A distribuição dos tipos de minérios e depósitos acima referidos, em termos da granulação da grafita, mostra boa correlação com o aumento de temperatura do metamorfismo regional no sentido sul. Os depósitos com grafita mais fina estão geralmente intercalados em sillimanita-biotita xisto,
cuja temperatura de cristalização é estimada em torno de 650° C. No seu conjunto, os depósitos de grafita relativamente mais fina situam-se na parte norte da província, onde ocorrem, com mais freqüência, os pacotes de sillimanita-biotita xisto do Grupo Macaúbas. Por outro lado, os depósitos de grafita gnaisse com granulação mais grossa estão intercalados na suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha, cujas temperaturas metamórficas situam-se na transição de fácies anfibolito- granulito.
30 IV – PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL
Neste capítulo são descritos os minérios de grafita e as rochas peraluminosas associadas, estudados nesta dissertação. Os minérios de grafita coletados são dos tipos xisto e gnaisse, que se associam a xisto e paragnaisse, peraluminosos, respectivamente. A caracterização da grafita nas diversas amostras de minério é detalhadamente abordada no Capítulo V e os estudos termométricos sobre estas amostras estão no Capítulo VI. Os dados químicos de minerais das rochas peraluminosas são aqui apresentados, como base aos estudos geotermobarométricos sobre silicatos e sua comparação com os dados obtidos em grafita (Capítulo VI). A estrutura deste capítulo consiste em apresentar os dados primeiramente e posteriormente discuti-los e relaciona-los.