• Sonuç bulunamadı

1.4. Marka Yaratma Süreci

1.4.4. Marka Uygulama Sistemi

Para apoiar a área de artes cênicas e cinema do estado, em 2003 a AGEPEL, ouvindo o meio artístico específico destes dois setores, lançou dois editais que visavam estimular estas áreas contemplando 25 produções teatrais e seis curtas metragens.

O edital de curtas-metragens aceitava projetos de documentário, ficção e animação, sem restrição temática:

O edital significa uma continuidade mais concreta de estímulo à produção local, além do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás (FICA)”, ressalta Chaul. “Como o concurso tem

tema livre, fora do âmbito ambiental, é mais democrático”, completa. (O POPULAR, 21/07/2003, s/p).

Uma das exigências do edital era que 80% dos profissionais envolvidos fossem goianos. A análise das propostas ficou a cargo do Conselho Estadual de Cultura: “Os critérios incluem criatividade, qualidade artística, valor cultural e viabilidade de execução. Os vencedores receberão o prêmio em dinheiro e terão de prestar contas ao poder público” (O POPULAR, 21/07/2003, s/p).

A proposta teve início com discussões no começo daquele ano com artistas e produtores das duas áreas. O consenso, na área do audiovisual, foi a elaboração de um edital que fornecesse recursos financeiros para a realização de filmes. A partir desse debate, foi formada uma comissão

composta por Ronaldo Araújo, Fifi Cunha e Eládio Sá Teles Garcia. Eles se reuniram com outros produtores ao longo do semestre para elaborar um edital. A primeira versão elaborada pelo grupo tinha como proposta dividir R$ 100 mil para a produção de cinco curtas em vídeo e destinar R$ 100 mil para um curta em película (O POPULAR, 21/07/2003, s/p).

Todavia, Nasr Chaul disse que o orçamento de 2003 já estava todo comprometido, não sendo possível destinar R$ 100 mil para um curta em película, mas, garantiu que o valor seria de R$ 20 mil reais para seis curtas-metragens contemplados.

Os editais, tanto o de artes cênicas quanto o de audiovisual, foram lançados no dia 27 de agosto de 2003 no Centro Cultural Martin Cererê. Para o Circuito AGEPEL de Artes Cênicas, foram destinados R$ 125 mil reais, divididos em R$ 5 mil reais para cada montagem teatral. Ao todo, foram 25 grupos selecionados que deveriam fazer duas apresentações no estado (O POPULAR, 27/08/2003, s/p). A seleção das propostas ficou a cargo do CEC também.

O presidente da Agepel, Nasr Chaul, diz que as duas iniciativas são resultado direto das reuniões que a entidade manteve com grupos que atuam nesses segmentos culturais. “É gratificante poder lançar esses programas”, ressalta. Chaul reconhece que as limitações financeiras impediram que os projetos fossem mais ousados. “O montante de recursos ficou aquém do que desejávamos. Pretendemos, no próximo ano, aumentar os valores disponíveis”, ressalta. O presidente da

Agepel garante que o modelo de apoio aos grupos teatrais e aos cineastas deve permanecer o mesmo. “Os projetos também são importantes porque atendem duas áreas que só vinham recebendo incentivos pontuais” (O POPULAR, 27/08/2009, s/p).

Para Ronaldo de Araújo, então integrante do Conselho Estadual de Cultura, o edital foi uma importante iniciativa da AGEPEL, para movimentar os setores de artes cênicas e audiovisual. Em entrevista ao jornal O Popular, ele afirmou que a escolha dos roteiros foi analisada com a máxima impessoalidade, pois eles não foram identificados quando entregues ao CEC, toda a parte burocrática de identificação do proponente, documentação e triagem ficou a cargo da Agência:

Para ele, o concurso pode ser definitivo para a formação de um cinema goiano. “É uma das coisas mais importantes para o audiovisual em Goiás. As leis de incentivo estadual e municipal contribuem, mas o edital possibilita a captação direta. O prêmio é para projetos de baixo orçamento, mas tem a vantagem de avançar a produção local”, ressalta Ronaldo Araújo (O POPULAR, 03/11/2003, s/p).

Quando os editais foram lançados, cada proponente sabia que teria até o final do ano para a execução dos filmes e das peças. Porém, devido ao atraso no cronograma da Agência (a lista dos contemplados foi divulgada somente em novembro de 2003), ficou decidido que a verba seria empenhada somente em 2004 e os produtores teriam até o final daquele ano para a execução dos projetos (O POPULAR, 14/11/2003, s/p).

Houve também o estabelecimento de critérios para a distribuição gratuita dos ingressos para assistir as peças de teatro contempladas pelo edital, que deveriam ser apresentadas no Teatro Goiânia. Um dos critérios foi o sorteio de 20 ingressos para “as pessoas que integram a categoria teatral em Goiás [...]” (O POPULAR, 28/08/2004, s/p):

O governo estadual, que destinou R$ 150 mil para as iniciativas de fortalecimento das artes cênicas em 2003, já está cedendo 20 ingressos para cada apresentação de espetáculos encenados no Teatro Goiânia pela Companhia de Sucessos. O sorteio dessas entradas é feito entre as pessoas que integram a categoria teatral em Goiás e que participam

das reuniões que discutem os problemas da área. (O POPULAR, 28/08/2004, s/p).

Em janeiro de 2004, um ofício assinado por representantes do teatro em Goiás, foi enviado a Nasr Chaul, sugerindo melhorias para a execução do segundo edital de artes cênicas. As exigências incluíam que o orçamento fosse triplicado e que, além dos integrantes do Conselho Estadual de Cultura, a curadoria fosse composta por duas pessoas de notório saber, integrantes de prêmios de destaque nacional; estas pessoas deveriam ainda ministrar oficinas nas suas áreas de especialidade, enquanto estivessem na cidade.

Em 2005, foi lançado novamente o edital de curtas metragens sendo aumentado o valor do prêmio de R$ 20 mil para R$ 30 mil para cada filme selecionado, contudo o número de curtas contemplados foi reduzido de seis para quatro (O POPULAR, 15/01/2005, s/p).

Exceto pelo FICA e pelo TENPO, estas duas áreas em Goiás, nunca tiveram efetivamente um financiamento maior. Os editais de Artes Cênicas e Curtas-Metragens modificaram um pouco este quadro, mostrando que é possível, tomando emprestada a idéia de Sarkovas, estabelecer parâmetros para a criação de editais e bolsas de fomento à produção artística, financiadas diretamente pelo governo. No entanto, o edital não se estabilizou. Os últimos dados que temos de sua execução são de 2005, de acordo com

site da Agência, que divulgou a lista dos filmes contemplados pelo edital.

Durante a gestão analisada, foram fomentados alguns projetos de utilização dos espaços, como o Martim Cererê, voltados para as artes cênicas e escolas de formação em teatro como a do Gustav Ritter, mas este setor sempre “andou capenga” em Goiás. Observa-se pela própria militância de Otavinho Arantes, que morreu tentando recursos para finalizar o seu teatro, que por sua vez entrou como programa de governo, de acordo com o PPA 2004-2007, para receber recursos financeiros para sua conclusão, o que não aconteceu.

Benzer Belgeler