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2. İKİNCİ BÖLÜM

2.3. Marka Tercihleri ile Duyusal Markalama İlişkisi

Os livros, como qualquer outro tipo de documento, podem sofrer uma degradação com a ação do tempo, com inadequadas taxas de temperatura, índices de umidade não ideais e pelo ataque de insetos que danificam e até destroem o material bibliográfico. Por isso, são necessários métodos e técnicas de preservação que impeçam essa deterioração.

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Atualmente, esses métodos foram modernizados com o avanço da tecnologia e a evolução na área de preservação tornou os seus procedimentos mais eficazes. Mas, no período em que a Biblioteca Pública existiu, tais métodos ainda eram restritos. Diante disso, surgem questões a respeito das técnicas de preservação adotadas pela Biblioteca ao longo de sua trajetória.

Os livros e periódicos, desde o início da criação de Belo Horizonte, eram encadernados, conforme comprova Bello Horizonte (1902, p. 27): “No mesmo periodo [anos de 1901 e 1902] foram encadernados 723 volumes” e Bello Horizonte (1905, p. 13): “Aos 736 volumes encadernados durante o anno de 1903 – 1905. Foi, portanto, de 925 o numero de livros encadernados por minha ordem.”

Na primeira fase, o decreto municipal n. 16 de 12 de maio de 1927, que regulamentava os serviços da Prefeitura, determinou que a preservação dos livros, papéis, documentos, cartas geográficas, estampas e manuscritos era uma atribuição do bibliotecário. A Biblioteca tinha a preocupação com as condições de preservação do seu acervo, fazendo com que fosse feito, regularmente, o serviço de descarte e limpeza dos livros (Bello Horizonte, 1929).

Na segunda fase da Biblioteca, entre 1930 e 1937, o decreto municipal n.64 de 07 de março de 1930 determinou que a preservação de livros e outros objetos continuaria sendo atribuição do bibliotecário. No entanto, com o aumento do quadro de funcionários, foi previsto que um ajudante deveria auxiliá-lo. O encarregado, por sua vez, deveria fiscalizar a consulta do público, para evitar extravios e depredações das obras. Já o fiscal de leitura era responsável em impedir a infração de qualquer prescrição do regulamento no que se referia à preservação das obras, objetos e mobiliário por parte dos consultantes. O encarregado deveria responsabilizar o usuário

por estragos ou depredações que fossem causados nos volumes, levando o fato ao conhecimento do bibliotecário para que fossem tomadas as providências que lhe parecessem convenientes. Os usuários deveriam também cuidar do acervo utilizado e para isso jamais poderiam apoiar-se sobre os livros, fazer-lhes marcas ou anotações, colocar sobre eles o papel em que escrevessem, ocultá-los às vistas dos empregados, tê-los fora das mesas.

Podemos perceber que, naquele período, havia uma preocupação em conscientizar o público da importância dos cuidados com o acervo de uma biblioteca. Os usuários também deveriam colaborar para a preservação, e precisavam ser educados para esse fim.

Em 1932, o bibliotecário Menegale apontava a desinfecção das obras, diariamente sujeitas à contaminação, como um sério problema. No entanto, não era algo tão grave, como pode ser visto em seu relatório:

“Pelo menos, recentes investigações com o fito de apurar o grau de transmissibilidade de doenças infectuosas através do livro deram em conclusão que o perigo não é tão assustador como se pensava. Não acusam as estatisticas maior mortalidade do funcionalismo das bibliotecas, no seio do qual seria natural encontrar as primeiras vitimas do contagio.

Não vai nisso razão para descurar da higienização dos estabelecimentos e, nos casos de epidemia, redobrem-se os cuidados, principalmente com as obras em circulação nos emprestimos domiciliares. A obrigação de lavar as mãos antes de penetrar na sala de leitura e a desinfecção periodica dos livros são medidas cuja utilidade não se precisa encarecer.” (Menegale, 1932, p. 35–36)

O bibliotecário pediu ao diretor da Saúde Pública que determinasse a visita à Biblioteca de um médico do Centro de Saúde, com a finalidade de indicar providências que deveriam ser tomadas para a conservação de boas condições higiênicas. Foi prescrito um rigoroso asseio do edifício e de suas instalações, para o qual foi adquirido um aspirador de pó “Electrolux”; as toalhas dos lavabos foram substituídas por papel

absorvente e foi realizado o enceramento do soalho uma vez por mês. (Menegale, 1932)

Em 1936, o novo regulamento dado à Biblioteca, pelo decreto municipal n. 67 de 11 de fevereiro, determinou que a preservação dos livros e outros objetos, através de sua constante limpeza e tratamento, bem como o asseio, segurança e conservação do edifício, deveriam ser de responsabilidade do serviço de conservação. Os serviços da instituição estavam se tornando mais especializados e a atividade de preservação mereceu um tratamento mais direcionado, através de um funcionário que deveria dar prioridade a esse serviço.

No período de 1937 a 1963, que abarcou a terceira fase da Biblioteca, não foi encontrado registro que mencionasse mudança significativa sobre a preservação, exceto em 1962, conforme mostra o relatório Belo Horizonte (1963, p. 44): “Com relação aos livros, além de seu capeamento com material plástico, para melhor conservação, encadernação dos mais estragados, feitas por especialistas, outras medidas desta natureza foram adotadas.” A preservação já estava tomando rumos modernizados de acordo com a época, e recebendo uma atenção de profissionais especializados.

Os registros constantes dos relatórios de Belo Horizonte não apresentaram de forma mais aprofundada os métodos de preservação utilizados pela Biblioteca. Provavelmente, pelo fato desses métodos realmente terem sido bastante simples. As teorias e as práticas de preservação, hoje em dia, com seus recursos mais avançados, foram desenvolvidas após a extinção da Biblioteca Pública de Belo Horizonte.

Benzer Belgeler